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O que é o 'imposto do pecado' e como ele vai funcionar? O anúncio de que o imposto seletivo – conhecido como "imposto do pecado" – passará a ser cobrado a partir de fevereiro do ano que vem gerou forte repercussão no setor produtivo e nas redes sociais. 🔎 Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o "imposto do pecado" começará a ser cobrado em fevereiro e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente nos próximos anos. ‘Imposto do pecado’: o que entra? Produtos vão ficar mais caros? Veja perguntas e respostas No próximo ano, o governo diz que o objetivo é manter a atual carga tributária de cada produto, ou seja, sem aumento de imposto. Mas alguns setores afetados têm se queixado de que a tributação será maior. 🔎No Brasil, a lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias. Países ricos já cobram Apesar das queixas de alguns setores, o imposto do pecado (conhecido como "sin tax" ou "excise tax" em inglês) não é um exemplo de uma "jabuticaba" brasileira, ou seja, algo que existe apenas no Brasil. ➡️Segundo estudo de 2024 sobre tributação do consumo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), fórum que reúne 38 países, todas as nações do grupo mantêm impostos seletivos ("excise duties") sobre tabaco e bebidas alcoólicas. 'Imposto do pecado': governo federal define as alíquotas do tributo, que começa a ser cobrado em 2027 Jornal Nacional/ Reprodução O relatório da OCDE também inclui os combustíveis entre os produtos comumente sujeitos a impostos seletivos. O levantamento, porém, não traz uma relação consolidada dos países que adotam esse tipo de tributação sobre combustíveis. O estudo não inclui bebidas açucaradas entre as principais categorias analisadas. Relatório de 2025 da Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, aponta que alguns países adotam tributos específicos sobre esses produtos, entre eles Reino Unido, México, Portugal e França. ‘Imposto do pecado’: governo define regras para taxar carros; veja o que pesa no cálculo O documento da OCDE avalia que os impostos seletivos são amplamente usados para influenciar o comportamento dos consumidores e desestimular o consumo de produtos associados a impactos negativos sobre a saúde ou o meio ambiente — objetivo do imposto do pecado brasileiro. Governo publica MP com alíquotas do imposto do pecado Veja quanto será cobrado no imposto do pecado no Brasil bebidas açucaradas: 2,6%; cervejas de malte: 4,2%; vinhos, espumantes, proseccos e champanhe (excetuados os vinhos da madeira, do porto e de xerez): 8%; vermutes: 12%; vinhos da madeira, do porto e de xerez: 16%; bebidas alcoólicas prontas para consumo, como drinks enlatados, com teor acima de 8%: 16%; rum e cachaça: 20%; uísque, vodca, gim e tequila entre outros: 24%; cigarros: alíquota de 66,7%, mais R$ 3,50. O texto estabelece, por exemplo, critérios de sustentabilidade e eficiência energética para a definição das alíquotas incidentes sobre veículos, aeronaves e embarcações. Determinadas categorias de veículos terão alíquota zero, incluindo aqueles adquiridos por pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista e por motoristas profissionais que utilizem o automóvel na categoria de aluguel (táxi), observadas as condições previstas na medida. Veja alguns dos principais produtos afetados ➡️ Um levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, aponta que o consumo de álcool gerou custos de R$ 18,8 bilhões em 2019. Desse total, R$ 1,1 bilhão correspondeu a gastos federais diretos com internações e atendimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). Outros R$ 17,7 bilhões foram associados à perda de produtividade causada por mortes prematuras, afastamentos do trabalho, aposentadorias precoces e licenças médicas relacionadas a doenças provocadas pelo consumo de álcool. ➡️ No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram custos indiretos de R$ 86,3 bilhões por ano. Considerando também os custos diretos, o impacto econômico anual chega a R$ 153,5 bilhões, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️ Em um estudo para embasar a cobrança do Imposto Seletivo, o governo estimou que o tratamento de doenças associadas ao consumo de bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, custa quase R$ 3 bilhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). ➡️ Produtores nacionais afirmam que as bebidas alcoólicas já são muito tributadas no Brasil, com impostos que representam de 40% a mais de 80% do preço dos produtos. Segundo o setor, um eventual aumento da tributação pode reduzir as margens de lucro, elevar os preços ao consumidor, provocar demissões e estimular o mercado ilegal. Taça, copo, cerveja, álcool, bebida alcoólica. Reprodução/EPTV

Crise financeira no Paraguai afeta milhares de brasileiros que vivem no país e que trabalham em regiões de fronteira O Banco Central do Paraguai (BCP) declarou neste sábado (7) que 1.196.000 correntistas do Banco Ueno tiveram seu dinheiro devolvido. Os fundos haviam sido bloqueados após o fechamento repentino do banco. O balanço foi apresentado durante uma coletiva de imprensa no Palácio López, após uma reunião de emergência entre o presidente interino Pedro Alliana, ministros da Economia e Finanças e a diretoria do BCP. No total, foi devolvido o equivalente a cerca de R$ 880 milhões. O ministro da Economia e Finanças, Óscar Lovera, afirmou que o governo mobilizou todas as frentes para dar uma resposta rápida à crise. "Fomos instruídos a fazer o máximo esforço para tranquilizar os poupadores afetados", declarou. O dinheiro saiu do Fundo de Garantia de Depósitos, uma reserva estratégica mantida pelo Banco Central justamente para resguardar os poupadores em cenários de quebra ou intervenção bancária. O presidente interino do BCP, Pedro Acosta, ressaltou que o BCP segue analisando alternativas para auxiliar os depositantes cujos saldos ultrapassavam o limite coberto pela garantia. A coletiva também detalhou o impacto da medida sobre os beneficiários do Instituto de Seguridade Social (IPS), principal organismo de previdência e seguridade social no Paraguai. Segundo o presidente do órgão, Derlis León, o próximo pagamento mensal dos pensionistas será depositado normalmente no dia 17 de novembro. Cerca de 32.000 aposentados (de um total de 90.000) recebiam seus benefícios por meio do Banco Ueno. León garantiu que os trâmites finais para transferir essas contas para outros oito bancos locais estão sendo concluídos para evitar prejuízos aos beneficiários. Entenda a crise financeira do Paraguai que levou ao impeachment O Ueno Bank, maior banco digital do Paraguai e principal emissor de cartões de crédito do país, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. A instituição tem cerca de 3 milhões de clientes e passou por uma intervenção do Banco Central paraguaio, que interrompeu o acesso dos correntistas ao dinheiro depositado. De escândalo bancário ao impeachment: veja a cronologia da crise no Paraguai que ameaça derrubar o presidente A situação se agravou depois que ajustes nos balanços do banco fizeram seu índice de solvência — indicador que mede a capacidade de uma instituição financeira de cumprir suas obrigações — cair para menos da metade do mínimo exigido pela regulamentação. Diante do risco, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e evitar que os problemas atingissem outras instituições financeiras. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao banco. Ao todo, 27 pessoas são investigadas por suspeita de fraude e estelionato. Nos meses anteriores à crise, o Ueno já estava sob maior fiscalização. Os órgãos reguladores investigavam se a instituição havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava ter participado da operação. Paraguai: entenda a crise que colocou banco sob suspeita e levou à renúncia do presidente do BC O caso também ganhou dimensão política. Carlos Carvallo, que presidia o Banco Central e havia comandado o próprio Ueno até agosto de 2023, renunciou ao cargo na terça-feira (3), em meio às críticas sobre a fiscalização da instituição. O então presidente do país, Santiago Peña, sofreu impeachment e foi destituído da presidência na tarde de sexta-feira (6), e logo depois teve sua prisão decretada por envolvimento no escândalo do banco. A crise provocou protestos de clientes que foram às agências e encontraram as portas fechadas. Entre os afetados estão aposentados que recebem benefícios do governo por meio do banco. O Ueno administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo valores do Instituto de Previsão Social (IPS), responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões no país. Nos dias anteriores à sua queda, quando ainda tentava conter a crise, Peña havia anunciado um acordo com o Congresso para acelerar a votação do uso do Fundo de Garantia de Depósitos, Peña anunciou um acordo com lideranças do Congresso para acelerar a votação de um projeto que autorizasse o uso do Fundo de Garantia de Depósitos para ressarcir os clientes. O mecanismo funciona como uma proteção para quem mantém dinheiro em instituições financeiras: em determinadas situações, o fundo é utilizado para devolver os valores depositados, respeitando os limites previstos em lei. O ex-presidente também afirmou que a medida deveria assegurar a devolução de recursos públicos mantidos pelo IPS e por outros fundos de previdência. Apesar da gravidade do caso, o Banco Central e o governo mantêm a avaliação de que a quebra do Ueno foi um problema isolado e não representa um risco sistêmico para a economia paraguaia. Em mensagem de renúncia, Peña pede desculpas e diz que 'nenhuma pessoa está acima do Paraguai'; leia a íntegra O Ueno Bank é o principal emissor de cartões de crédito do Paraguai Jornal Nacional/ Reprodução

Ueno Bank: escândalo que levou à queda do presidente do Paraguai pode ser comparado ao do Banco Master? Bloomberg via Getty Images, via BBC A liquidação do banco Ueno desencadeou uma forte crise política no Paraguai, com a renúncia do presidente do Banco Central do País e depois, o impeachment e a prisão do agora ex-presidente Santiago Peña. Peña foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do banco Ueno, até março de 2025. O então presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo Spalding, também havia comandado o Ueno antes de assumir o cargo público. A crise bancária, de um banco com fortes laços políticos e envolvendo montante relevante de recursos públicos, incluindo aposentadorias, levou a comparações entre à crise do Ueno com a do banco Master, no Brasil. Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, apontam que, de fato, há muitos pontos de contato entre os casos, mas também diferenças relevantes, como a escala do Ueno na economia paraguaia, e a proximidade direta do banco com o presidente do país – que já estava politicamente fragilizado por crises internas dentro de seu partido, o Colorado, o que acabou precipitando sua rápida queda. "É impressionante a semelhança entre os casos Master e Ueno. Nos dois houve exposição relevante de recursos públicos, inclusive da previdência, crescimento muito rápido apoiado em ativos frágeis e relações próximas com o mundo político", afirma Thiago Amâncio, diretor associado da equipe de riscos geopolíticos da consultoria Control Risks. "Mas a diferença fundamental é a dimensão do Ueno no sistema paraguaio, já que quase metade da população tem conta no banco. É uma escala completamente diferente da do Master, que se tivesse um tamanho equivalente teria provocado uma crise financeira imensa por aqui, não só política." Crescimento rápido O Ueno surgiu da aquisição em 2021 da antiga Financiera El Comercio pelo Grupo Vázquez. A marca Ueno foi lançada em fevereiro de 2022. Em novembro do ano seguinte a instituição recebeu autorização do Banco Central do Paraguai (BCP) para operar como banco. Em 2024, incorporou o Visión Banco, ampliando sua carteira de clientes e operações. Assim, pouco mais de três anos, o banco tornou-se um dos principais do Paraguai e, segundo dados da própria instituição, tinha 3 milhões de clientes, o equivalente a 60% da população adulta do país. Já no caso do Master, Daniel Vorcaro entrou como sócio do então Banco Máxima em 2017. Dois anos depois, o Banco Central do Brasil autorizou a transferência do controle da instituição para o banqueiro e, em 2021, o banco passou a se chamar Banco Master. As estratégias dos bancos para conquistar clientes, porém, foram diferentes: enquanto o Ueno apostou na abertura digital de contas, em descontos e na devolução de parte do valor das compras, o Master atraiu investidores com CDBs (Certificados de depósito bancário) que ofereciam remuneração muito acima da média do mercado. "O Ueno era um banco de varejo, que cresceu ampliando a base de clientes, então ele foi agressivo no cartão de crédito e abertura de contas, enquanto o Master estava mais preocupado em comprar ativos, captar dinheiro e usar esse dinheiro para alavancar ativos com baixa liquidez", observa Alexandre Jorge Chaia, professor nas disciplinas de gestão de riscos financeiros e produtos bancários no Insper. "Os dois cresceram bastante, mas foi em ritmos bem diferentes. O Ueno Bank, em três anos, saiu de um banco inexpressivo para um dos principais bancos do país. Já no caso do Master, foram seis anos de crescimento, mas do ponto de vista de relevância, nunca foi grande." Exposição a recursos públicos e aposentadorias No Paraguai, o Ueno administrava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, entre eles fundos do Instituto de Previdência Social (IPS), responsável pelo pagamento de aposentadorias, pensões e outros benefícios. No Brasil, regimes próprios de previdência de Estados e municípios investiram cerca de R$ 1,8 bilhão em títulos emitidos pelo Master, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Relações com o mundo político No Paraguai, o Banco Central apontou empréstimos considerados excessivos a empresas ligadas ao grupo controlador do Ueno, o Vázquez, que teve Santiago Peña como acionista até o ano passado e o ex-presidente do Banco Central paraguaio como executivo. No Brasil, Daniel Vorcaro, do Master, construiu uma extensa rede de contatos om políticos, integrantes do governo e autoridades do Judiciário. Entres os atingidos pelo escândalo, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), chegou a ser alvo de busca e apreensão como parte da operação Compliance Zero. Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à Presidência pelo PL, se viu enredado na crise do banco, após receber recursos de Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre a trajetória de seu pai. O escândalo também envolveu diversos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. BCs sob suspeita Luis Miguel Santacreu, analista de bancos da agência de risco Austin Ratings aponta ainda uma quarta semelhança entre os casos: as relações próximas reveladas entre instituições financeiras privadas e os bancos centrais dos dois países, responsáveis por fiscalizar o sistema bancário. Ele lembra que o Master cooptou diretores do Banco Central para atuarem em favor do banco, caso de Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do BC, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária. De acordo com as investigações, Santana e Souza prestavam uma espécie de consultoria para Vorcaro, fornecendo informações estratégicas de dentro do BC e orientando sobre decisões do Master. Já no caso do Ueno, a indicação de Carlos Carvallo para o banco Central paraguaio levanta suspeitas de que a autoridade monetária tenha sido leniente na fiscalização, mesmo diante de evidências de que o banco já enfrentava problemas de liquidez desde pelo menos o mês de junho. Senado do Paraguai aprova por unanimidade impeachment de Santiago Peña Prisões No Brasil, Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso preventivamente em novembro de 2025. Após ser solto onze dias depois, voltou a ser detido em março de 2026, no âmbito das investigações sobre suspeitas de fraude financeira. A prisão ocorreu após a tentativa de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB), instituição pública controlada pelo governo do Distrito Federal, ter sido barrada pelo Banco Central, em meio a questionamentos sobre a operação. No Paraguai, o juiz responsável pelo caso Ueno determinou na quinta-feira (5) a prisão preventiva de seis ex-dirigentes e executivos do banco, entre eles Juan Manuel Gustale, ex-presidente da instituição, e Federico Miguel Vázquez Villasanti, fundador do Grupo Vázquez, controlador do banco. Outras duas ex-diretoras receberam prisão domiciliar. Os investigados respondem a acusações que incluem abuso de confiança, tentativa de fraude e conduta indevida em situação de crise. As acusações ainda serão examinadas pela Justiça. E na sexta-feira, horas depois de sofrer um impeachment, Peña foi detido em casa, após o Ministério Público emitir uma ordem de prisão domiciliar em meio a investigações sobre o envolvimento dele no caso Ueno. Diferença de escala Apesar das semelhanças, o peso de cada instituição em seu sistema financeiro é uma diferença importante nos dois casos. O Ueno acumulava cerca de US$ 3,75 bilhões em ativos e concentrava aproximadamente 9,1% dos depósitos do sistema bancário paraguaio. O Master, por sua vez, tinha R$ 86,8 bilhões em ativos, mas representava cerca de 0,55% das captações do sistema financeiro brasileiro. A diferença também aparece na dimensão do impacto da crise. Com a decisão do Banco Central paraguaio de iniciar o processo de resolução da instituição, em 3 de novembro, os depósitos e as operações do banco foram congelados. Clientes ficaram sem acesso às contas, aos cartões e ao dinheiro que mantinham na instituição. A medida provocou filas em agências e dificuldades para pagar despesas do dia a dia, como aluguel, compras e transporte, levando a protestos nas ruas. "No caso do Ueno, é um banco que teve uma penetração muito maior na economia paraguaia", observa Santacreu. "Era um banco que tinha conquistado uma simpatia do público, porque tinha uma linguagem muito acessível, como se fosse um Nubank aqui no Brasil." Já o Master chegou ao grande público principalmente através do investimento em CDBs. Por esse motivo, diz o analista da Austin Ratings, sua liquidação nunca ofereceu risco ao sistema bancário brasileiro e penalizou principalmente o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que precisou desembolsar mais de R$ 40 bilhões para ressarcir os clientes lesados. Por que o caso Ueno levou à queda de Santiago Peña? Santiago Peña, presidente do Paraguai desde 2023 que renunciou ao cargo em 5 de novembro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo/File Photo Mas a diferença de escala das crises não é suficiente para explicar por que o presidente paraguaio Santiago Peña foi destituído, e a crise do Master no Brasil não impediu que Lula fosse reeleito no mês passado — o que tem sido citado por bolsonaristas nas redes sociais. "Uma diferença fundamental é a proximidade do Ueno com o presidente especificamente, não só com membros do alto escalão da política, já que Peña foi acionista do grupo controlador da Ueno e o governo está sendo questionado por decisões que teriam favorecido o banco", observa Thiago Amâncio, da Control Risks. "No Brasil, as relações políticas do Master são importantes e muito amplas, mas são mais difusas e envolvem outras autoridades, além do fato de que não teve uma conexão formal entre o presidente [Lula] e o banco – o que é um dos motivos para a queda do Peña." Junior Ivan Bourscheid, professor de Ciência Política e Sociologia da Universidade Federal da Integração Latino-americana (Unila), observa ainda que Peña enfrentava uma situação de desgaste dentro de seu partido, o Colorado, que já vinha de antes da crise bancária. O Partido Colorado, de direita, governa o Paraguai de forma quase ininterrupta desde 1947. A única exceção foi o governo de Fernando Lugo, da coalizão de esquerda Frente Guasú, que governou entre 2008 e 2012, tendo o mandato interrompido por um impeachment. "Quando Peña fez sua campanha e no início do governo, ele conseguiu compor uma maioria dentro do partido Colorado, que tem muitas facções internas", observa Bourscheid. "Mas com o tempo, vários grupos dentro do partido se sentiram relegados pelo presidente." Além disso, a oposição já vinha fazendo denúncias de corrupção e de má gestão de recursos públicos por parte do governo, mas sem conseguir obter uma maioria par que as acusações levassem a desdobramentos mais sérios, como um impeachment. A gota d'água para a manutenção de Peña no poder, no entanto, foi a perda de apoio de Horacio Cartes, a figura política mais poderosa do Paraguai, que controla a principal facção do Partido Colorado, o Honor Colorado, e que foi o principal padrinho político de Peña. "O presidente foi sacrificado por Cartes para tentar evitar que o escândalo contaminasse o partido antes da eleição de 2028", considera Amâncio, da Control Risks. Amâcio observa que o Honor Colorado já vinha de uma crise interna desde outubro, quando Cartes tentou retirar o apoio à candidatura presidencial para 2028 de Pedro Alliana — que assumiu a presidência após o impeachment de Peña — e substituí-lo por outro nome, Juan Carlos Baruja. "Isso provocou uma reação forte e 15 governadores colorados declararam apoio unânime a Alliana, assim como deputados importantes, e o vice afirmou que manteria sua candidatura mesmo que precisasse disputar fora da estrutura tradicional do Honor Colorado. Peña também se posicionou ao lado de Alliana", lembra Amâncio. Além disso, nas eleições municipais deste ano, o partido Colorado perdeu Asunción e Ciudad del Este, as duas principais cidades do país, o que foi politicamente muito simbólico, observa. "Então chega a crise do Ueno, com um partido pressionado nas grandes cidades e o Honor Colorado escapando do controle do Cartes. Manter Peña no cargo diante de um escândalo que envolvia milhões de correntistas e recursos da previdência seria um risco muito alto para 2028", diz Amâncio. Com informações de Iara Diniz, da BBC News Brasil em São Paulo

O que é o 'imposto do pecado' e como ele vai funcionar? O governo federal publicou na última quarta-feira (4) uma medida provisória (MP) que define as regras de cobrança do Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”. 🔎 O tributo, criado pela reforma tributária sobre o consumo, começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027 e incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os produtos sujeitos ao novo imposto estão os carros de passeio, com alíquota-base de 6,3%. Esse percentual pode subir ou cair de acordo com alguns critérios. Um deles prevê uma alíquota adicional de 12% para os modelos movidos exclusivamente a diesel e destinados ao transporte de pessoas, como SUVs e vans que transportam até 9 pessoas (contando o motorista), por exemplo. No caso de veículos de carga, como as picapes, esse acréscimo é menor (veja mais abaixo). Caminhões e vans para mais de 9 passageiros estão isentos da cobrança. Depois dos ajustes, o resultado é multiplicado por 1,21, conforme preveem as regras estabelecidas. Toque ou clique nos critérios abaixo para entender cada um deles: Motorização e combustível Eficiência energética Potência Desempenho estrutural e assistências ao motorista Reciclabilidade veicular Volte para o início. Motorização e combustível O primeiro critério é a fonte de energia do motor: Alíquota do imposto do pecado por motor arte/g1 A tabela muda para veículos a diesel ou gasolina que são destinados ao transporte de carga, como picapes. Caminhões e vans para mais de 9 passageiros estão isentos da cobrança: Alíquota do imposto do pecado por motor arte/g1 Volte para o início. Eficiência energética O segundo critério é a eficiência energética do veículo. O cálculo considera um limite de energia consumida por quilômetro, que varia de acordo com o peso e a categoria do veículo. Um carro de passeio de 1.200 kg, por exemplo, precisa consumir no máximo cerca de 1,49 megajoule por quilômetro (MJ/km) em um teste que combina percursos na cidade e na estrada para receber o desconto de 2 pontos percentuais. Se ultrapassar esse primeiro limite, o carro ainda pode receber um desconto de 1 ponto percentual caso o consumo seja de até cerca de 1,57 MJ/km. Acima desse valor, não há desconto por eficiência energética. Volte para o início. Potência O terceiro é a potência do motor, medida em quilowatts (kW). Potência do motor no IS arte/g1 Volte para o início. Desempenho estrutural e assistências ao motorista O quarto critério avalia tanto a proteção oferecida pela estrutura do carro em uma colisão quanto os sistemas de assistência ao motorista, A redução de 1 ponto percentual acontece se um carro tem, por exemplo, controle de estabilidade, aviso de cinto afivelado, farol de rodagem diurna ou piloto automático adaptativo. Se a versão não atender ao critério, fica sem esse desconto. Volte para o início. Reciclabilidade veicular O último critério considera se a fabricante possui um plano para reciclar os veículos ao fim de sua vida útil. Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP) divulgação/Stellantis A redução é de 2 pontos percentuais quando um veículo é retirado de circulação para cada cinco carros novos produzidos. Se a proporção for de um para cada dez, o desconto cai para 1 ponto percentual. Em ambos os casos, os carros novos considerados na contagem devem ser da mesma marca, modelo e versão. Os carros novos também precisam cumprir metas de reaproveitamento. A partir de 2027, pelo menos 80% do peso de cada veículo deverá ser passível de reutilização ou reciclagem. Esse percentual sobe para 85% quando são consideradas também outras formas de recuperação dos materiais. Para novos projetos, os percentuais mínimos sobem para 85% e 95% já em 2027. Em 2030, esses índices passam a valer para todos os veículos leves novos, tanto de passageiros quanto de carga. Volte para o início. Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo Roosevelt Cassio/Reuters

Canavial na região de Ribeirão Preto (SP). Luciano Tolentino/EPTV O preço internacional do açúcar subiu 28,8% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto os preços globais dos alimentos recuaram. Na comparação com setembro, o preço do açúcar avançou 6,6%. Foi a quarta alta mensal consecutiva do açúcar, que atingiu o maior patamar desde dezembro de 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A principal pressão veio das chuvas, que prejudicaram a colheita e a moagem da cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, principal região produtora do país. Também pesaram as preocupações com a produção na Índia, na União Europeia e na Tailândia na safra 2026/27. Segundo a FAO, a alta foi impulsionada principalmente por "interrupções relacionadas às chuvas nas operações de colheita e moagem da cana-de-açúcar" no Centro-Sul brasileiro e pelas incertezas sobre a produção na Índia, na União Europeia e na Tailândia. Agora no g1 A alta do açúcar contrasta com a queda dos preços globais dos alimentos. O índice da FAO, que acompanha os preços internacionais de produtos agrícolas comercializados no mundo, ficou em 133,9 pontos em outubro, queda de 1,2% em relação a setembro. Apesar da queda no mês, o indicador ainda estava 5,9% acima do nível de outubro de 2025. Na comparação com o pico de março de 2022, após a disparada dos preços provocada pela guerra na Ucrânia, o índice estava 16,4% mais baixo. A queda em outubro foi puxada principalmente pelos preços dos cereais, dos laticínios e das carnes. Esses recuos mais do que compensaram a alta do açúcar e o aumento dos preços dos óleos vegetais. Cereais, carnes e laticínios ficam mais baratos Entre os grupos acompanhados pela FAO, os cereais tiveram a maior queda de preços em outubro: 4,5%. O trigo interrompeu uma sequência de quatro meses de alta. Segundo a organização, os preços caíram diante da demanda internacional mais fraca e da melhora nas perspectivas de produção, especialmente na Argentina. ➡️ A expectativa de redução das restrições ao transporte de produtos pelo Mar Negro também ajudou a reduzir os preços, embora dificuldades no transporte e no escoamento da produção na região ainda limitem as exportações. O milho também ficou mais barato depois de atingir, em setembro, o maior preço em três anos. A queda refletiu a colheita nos Estados Unidos, a expectativa de oferta abundante nos principais países exportadores da América do Sul e a possibilidade de redução das tensões na região do Mar Negro. O arroz seguiu na direção contrária, com alta de 1,6% nos preços em outubro. O aumento foi influenciado por atrasos nas colheitas em alguns países exportadores, condições climáticas desfavoráveis e custos de produção mais altos. Os preços internacionais das carnes recuaram 1,2% no mês. Carne suína, ovina e bovina ficaram mais baratas, enquanto os preços do frango permaneceram praticamente estáveis. Já o índice de preços dos laticínios caiu 1,1%, principalmente devido à redução nos valores internacionais da manteiga e do queijo. A oferta abundante e a menor procura pressionaram os preços desses produtos e compensaram a alta do leite em pó. Os óleos vegetais tiveram alta de 0,3%. O aumento dos preços dos óleos de soja e girassol superou a queda do óleo de colza. No caso da soja, os valores atingiram o maior nível desde o fim de 2022, impulsionados pela demanda do setor de biocombustíveis e pela redução da oferta típica deste período do ano na América do Sul.

O piloto de Fórmula 1 brasileiro Gabriel Bortoleto, da equipe Audi, em ação durante treino para o Grande Prêmio da Austrália, no dia 6 de março de 2026 Mark Peterson/Reuters A Fórmula 1 não é apenas entretenimento para fãs, mas também um laboratório de engenharia para tecnologias que depois chegam aos carros de rua. O g1 lista cinco tecnologias que surgiram nas pistas e hoje já estão presentes nos carros de rua. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Câmbio com trocas no volante Se você já viu um volante com duas abas na parte traseira, é provável que elas sirvam para trocar as marchas, especialmente em carros automáticos. Esse tipo de troca surgiu na Fórmula 1. Até 1989, os pilotos mudavam de marcha com um câmbio de quatro marchas e precisavam pisar na embreagem, como ainda acontece em carros manuais. Troca de marcha no volante em um Toyota Yaris Cross divulgação/Toyota O primeiro carro com trocas no volante foi uma Ferrari usada na temporada de 1990, desenvolvida pelo engenheiro John Barnard. O modelo tinha trocas semiautomáticas e permitia ganhar tempo. Em 1997, uma Ferrari de rua já trazia o recurso. Hoje, as trocas de marcha no volante estão presentes em carros muito mais baratos. Até o Volkswagen Polo Sense, uma das versões mais acessíveis do hatch, oferece o recurso. Recuperação de energia em híbridos e elétricos Os carros eletrificados ainda são relativamente novos no setor automotivo. Além de reduzir ou zerar emissões, todos os carros híbridos ou elétricos vendidos no Brasil têm um sistema que recupera energia para a bateria durante as frenagens. Essa tecnologia surgiu na Fórmula 1 em 2009, com o nome de KERS (sigla em inglês para Sistema de Recuperação de Energia Cinética). Na época, o motor elétrico girava no sentido inverso para gerar energia, que depois podia ser usada como um “empurrão” extra. Sistema de freio enviando energia para a bateria de um Volkswagen Tiguan híbrido divulgação/Volkswagen O princípio continua o mesmo, mas, em 2026, cerca de 50% da potência de um carro de Fórmula 1 vem do motor elétrico. Não se trata mais apenas de um “turbo extra”: o objetivo também é reduzir emissões e diminuir o consumo de combustível. O KERS é a base do funcionamento dos carros híbridos e elétricos, que utilizam o motor para ajudar a desacelerar o veículo e recuperar parte da energia que seria perdida em forma de calor nos freios. Esse recurso está presente desde o carro elétrico mais barato do Brasil, o Renault Kwid, até modelos mais caros. Descer a serra entre São Paulo (SP) e Santos (SP) pode fazer o carro ganhar mais de 40 km de autonomia apenas com essa energia recuperada — autonomia que depois é consumida no retorno. Aerodinâmica ativa ou variável Um recurso comum na Fórmula 1 é a asa móvel. A ideia é alterar a aerodinâmica do carro para que ele se comporte de forma diferente em cada situação, com mais arrasto nas curvas e menos resistência ao ar nas retas, permitindo que o veículo ande com mais eficiência. Mercedes AMG GT 63 SE com spoiler móvel divulgação/Mercedes-Benz Esse tipo de recurso ainda não aparece em carros na faixa de preço de um Polo, mas modelos da Porsche já trazem aerofólios que se levantam automaticamente para aumentar a estabilidade em altas velocidades. Como o objetivo é melhorar o desempenho, a aerodinâmica ativa aparece mais em carros esportivos do que em modelos populares. Controle de tração Presente até no carro mais barato do Brasil, o Renault Kwid, o controle de tração foi desenvolvido para a Fórmula 1 entre as décadas de 1980 e 1990. A tecnologia ganhou destaque na Williams de Nigel Mansell e permite reduzir a potência do motor quando sensores detectam que as rodas estão patinando. Nas corridas, o recurso já não é mais usado, mas todo carro vendido no Brasil precisa ter controle de tração. A exigência passou a valer em 2024 e tem como foco aumentar a segurança. Nos carros de rua, o sistema entra em ação para aumentar a estabilidade em curvas fechadas ou desvios bruscos. Ele atua quando detecta que o movimento da direção não corresponde ao trajeto do veículo. Telemetria Ainda no campo dos sensores, alguns já estão presentes nos carros de rua e permitem acompanhar diversos parâmetros do veículo. Até modelos mais baratos contam com recursos como: Sensores que medem a pressão dos pneus e indicam quando calibrá-los; Sensores na injeção de combustível, que indicam possíveis problemas com etanol ou gasolina; Sensores que avaliam a eficiência da condução e ajudam a economizar combustível; Sensores que monitoram o nível de combustível no tanque. GWM Tank 300 com sensores de pressão e temperatura dos pneus Fábio Tito/g1 A coleta desses dados é essencial para a estratégia das equipes de Fórmula 1 e surgiu nas pistas. Hoje, quase todos esses recursos já estão presentes em carros como Hyundai Creta, Chevrolet Tracker e Volkswagen Tera. Em alguns modelos mais completos, é possível acompanhar esses dados pelo celular, por meio de aplicativos. Na Fórmula 1, essas informações são monitoradas em tempo real em grandes telas para orientar decisões sem que o carro precise voltar aos boxes.

Em Santa Maria de Jetibá no Espirito Santo a Avicultura movimenta a economia local. Divulgação Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, é o município que mais produz ovos no Brasil. Com cerca de 41 mil moradores, a cidade tem aproximadamente 370 galinhas poedeiras — aves criadas para produzir ovos — para cada habitante, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ao todo, são 15,1 milhões de galinhas, responsáveis pela produção de 352,5 milhões de dúzias de ovos por ano, o equivalente a cerca de 11,6 milhões de ovos por dia. Santa Maria de Jetibá no Espirito Santo lidera a produção de ovos no Brasil g1 Uma cidade movida pelo agro O secretário municipal de Agropecuária, Vanderlei Marquez, afirmou ao g1 que a avicultura responde por cerca de 40% a 50% da renda da cidade. Segundo ele, aproximadamente 20 mil dos 40 mil moradores da cidade trabalham direta ou indiretamente no setor. A produção de ovos movimenta atividades que vão além das granjas. O setor emprega trabalhadores em entrepostos, transportadoras, fábricas de ração e de embalagens, além dos profissionais responsáveis pelos cuidados com as aves. Mas a atividade rural de Santa Maria de Jetibá não se resume aos ovos de galinha. O município também se destaca pelo cultivo de chuchu, de morango e pela produção de ovos de codorna. Santa Maria de Jetibá no Espirito Santo é o principal polo da avicultura nacional g1 Por que tantas galinhas produzem ovos, e não carne? Segundo Marquez, os produtores optaram por se especializar na produção de ovos, em vez de criar frangos para abate, por considerarem a atividade mais rentável. Com milhões de galinhas poedeiras, o município desenvolveu toda uma cadeia produtiva que vai da criação das aves à coleta, classificação e distribuição dos ovos. Granja de galinhas poedeiras em Santa Maria de Jetibá g1 Manter milhões de galinhas produzindo ovos exige estrutura e investimento. Em Santa Maria de Jetibá, a dificuldade de encontrar mão de obra também levou os produtores a apostar na automação das granjas. Nelas, as esteiras transportam os ovos dos ninhos até os entrepostos, enquanto outros sistemas controlam a distribuição de ração e água para as aves. "A construção de uma granja moderna, com capacidade para cerca de 100 mil aves, custa de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões", explicou Marquez. Além dos gastos com a estrutura, os produtores precisam lidar com os custos de operação e com as exigências sanitárias. Santa Maria de Jetibá: como está o trabalho nas granjas e expectativas para o próximo ano Crise reduziu o número de aves Santa Maria de Jetibá já teve um número ainda maior de galinhas. O município chegou a ter quase 22 milhões de aves, mas o plantel caiu para algo entre 16 milhões e 17 milhões durante a crise enfrentada pelo setor em 2013. Na época, os produtores enfrentavam custos elevados e dificuldades para adequar as granjas às exigências sanitárias. Segundo o secretário, as autuações e os custos para cumprir essas regras contribuíram para que parte dos pequenos avicultores abandonasse a atividade. Santa Maria de Jetibá no Espirito Santo tem até monumento pra galinhas Reprodução redes sociais/ Divulgação O agro em Santa Maria de Jetibá g1

Logo do Canva Divulgação Ser demitido costuma significar não apenas perder o emprego, mas também reorganizar a vida financeira e buscar uma nova oportunidade profissional. No caso dos funcionários afetados pela reestruturação da Canva, porém, a saída será acompanhada de um pacote que inclui seis meses de salário, assistência médica por um ano, apoio para encontrar outro emprego, um MacBook e bolsas de US$ 10 mil (R$ 54,8 mil) para quem quiser empreender. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A plataforma australiana de design anunciou na terça-feira (3) uma reorganização que afetará 1.271 funcionários, o equivalente a 22% da equipe. As mudanças incluem demissões, alterações de funções e pedidos de transferência para outras cidades. "Sabemos que as circunstâncias de cada pessoa são diferentes e, embora nada possa tornar as notícias de hoje mais fáceis, tentamos refletir essas diferentes necessidades no apoio financeiro, profissional e de bem-estar que estamos oferecendo a todos os afetados", afirmou a Canva em comunicado. Agora no g1 O pacote prevê o pagamento de pelo menos seis meses de salário a todos os funcionários que deixarem a empresa, independentemente do país em que trabalham. O valor inclui os direitos trabalhistas previstos na legislação de cada localidade. Outro benefício é a manutenção da assistência médica por 12 meses nos países em que a Canva já oferece o serviço. O Canva Care, programa de assistência aos funcionários que também pode ser utilizado por familiares, será mantido pelo mesmo período. Apoio para conseguir outro emprego ou abrir um negócio Além do apoio financeiro e dos benefícios de saúde, a Canva promete ajudar os profissionais a encontrar um novo emprego. O pacote inclui orientação individual de carreira, preparação para entrevistas e uma assinatura de um ano do LinkedIn Premium, versão paga da rede social profissional. 👉 Parte da equipe de recrutamento da própria Canva será destinada a ajudar os funcionários que estão saindo a revisar currículos e se preparar para entrevistas. A empresa também pretende criar um cadastro voluntário de ex-funcionários e compartilhá-lo com investidores, parceiros e contatos do setor para aproximar esses profissionais de possíveis empregadores. O pacote também permite que os funcionários fiquem com o MacBook utilizado no trabalho. Segundo a empresa, a medida leva em consideração que nem todos têm um computador pessoal. Para quem pretende seguir outro caminho, a Canva anunciou a criação do Canva Collective Fund. O fundo concederá bolsas de US$ 10 mil (R$ 54,8 mil) a funcionários desligados que queiram desenvolver um projeto próprio. O dinheiro poderá ser usado para abrir um negócio ou desenvolver iniciativas voltadas à comunidade local. Quem quiser participar terá até 14 de dezembro para manifestar interesse. Segundo a empresa, a Canva não exigirá participação nos negócios nem terá direitos sobre os projetos desenvolvidos com o financiamento. Por que a Canva está demitindo? A reestruturação foi anunciada pela cofundadora e presidente-executiva da Canva, Melanie Perkins. A empresa atribuiu as mudanças à desaceleração do crescimento, registrada pela primeira vez em dez anos, e à necessidade de adaptar sua estrutura às mudanças tecnológicas e às novas demandas dos usuários. "Este foi nosso ano mais difícil até agora e, como compartilhamos no início deste ano, nosso crescimento desacelerou pela primeira vez em uma década", afirmou Perkins em comunicado aos funcionários. A empresa pretende reduzir níveis hierárquicos, integrar departamentos e dar mais autonomia a equipes menores. As áreas de Produto, Crescimento e Plataforma, por exemplo, serão reunidas em uma única estrutura para concentrar responsabilidades e facilitar a tomada de decisões. Outra mudança será a concentração das equipes de produto em Sydney, na Austrália, que se tornará a principal base desses profissionais. A empresa também pretende ampliar o trabalho presencial. A partir de janeiro, a expectativa é que a maioria dos funcionários em regime híbrido trabalhe no escritório de dois a três dias por semana, dependendo da região. A Canva afirmou que avaliou diferentes alternativas antes de concluir que mudanças menores não seriam suficientes para preparar a empresa para os próximos anos. "Nada pode tornar esta notícia mais fácil, mas faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar todas as pessoas afetadas", afirmou a companhia no comunicado em que detalhou o pacote de benefícios.

Logo da Anthropic em ilustração feita em junho de 2026. Dado Ruvic/Reuters Potenciais investidores na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Anthropic têm dúvidas se a startup de inteligência artificial conseguirá realizar na próxima semana a rodada de apresentações a investidores e abrir o capital ainda em novembro, segundo fontes a par das discussões. Os investidores pressionam por um valor de mercado mais atraente para participar da oferta. Alguns consideram que a avaliação de US$ 1,5 trilhão (R$ 8,22 trilhões), discutida recentemente, está no limite superior das expectativas, disseram as fontes à Reuters. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As discussões refletem, em parte, a maior onda de vendas de ações de tecnologia em um ano e as incertezas geopolíticas, que afetam as perspectivas para novas ofertas de ações. A Anthropic não comentou as dúvidas dos investidores. Agora no g1 Inicialmente, a expectativa era que a rodada de apresentações aos investidores começasse na semana de 9 de novembro, conforme noticiado anteriormente pela Reuters. A definição do preço das ações estava prevista para a semana seguinte. A Anthropic pode precisar reduzir o valor pedido pelas ações para atrair investidores. Segundo as fontes, pesa nessa negociação a necessidade da empresa de levantar recursos, diante do histórico de prejuízos trimestrais e dos compromissos financeiros assumidos com parceiros para expandir suas operações de IA. Os investidores também aguardam os dados de receita da Anthropic referentes a outubro, que não foram informados no formulário S-1 atualizado, documento apresentado no processo de abertura de capital. Os números devem ajudar a avaliar se a empresa conseguiu acelerar o crescimento após uma desaceleração nos últimos meses, disseram duas das fontes. Em Wall Street e no Vale do Silício, aumentaram na quinta-feira as dúvidas sobre a continuidade da oferta, após dois dias de forte queda dos ativos ligados à IA. O movimento ocorreu depois das eleições de meio de mandato nos EUA, realizadas na terça-feira (3). Um eventual adiamento da oferta poderia ampliar as preocupações com o setor de IA. O cenário coincide com a aprovação, em vários estados, de iniciativas eleitorais para limitar a expansão de centros de dados, o que reforçou a oposição política a essas instalações e a outros aspectos relacionados à inteligência artificial. Um adiamento da Anthropic também poderia afetar o mercado de ações, fortemente influenciado pelas grandes empresas de tecnologia. A percepção de que a companhia enfrenta dificuldades para levantar recursos poderia pressionar o valor de mercado dessas empresas. Em determinado momento deste ano, investidores esperavam que a abertura de capital ocorresse em outubro e avaliasse a Anthropic em até US$ 2 trilhões (R$ 10,96 trilhões). Muitos investidores continuam apostando na expansão da IA, embora as vendas de ativos ligados ao setor tenham pressionado o mercado no último mês. Alguns analistas afirmam que a Anthropic, assim como a SpaceX, provavelmente será beneficiada pela demanda de pequenos investidores. "Não é como se essas empresas não fossem fazer parte do futuro", disse Rick Meckler, sócio da Cherry Lane Investments, uma gestora de investimentos familiar em New Vernon, Nova Jersey. "Elas vão abrir o capital. Os investidores ainda terão muito interesse nelas. As avaliações vêm subindo há muito tempo no mercado privado, e provavelmente veremos alguma retração." Mesmo que a Anthropic e os investidores cheguem a um acordo sobre o valor de mercado da empresa, como Wall Street espera, outros fatores podem determinar se a abertura de capital ocorrerá até o fim do ano. Se os ativos ligados à IA continuarem sob pressão, a empresa poderá adiar a oferta até que as condições do mercado melhorem e haja maior capacidade para absorver uma operação que, segundo algumas estimativas, pode chegar a US$ 100 bilhões (R$ 548 bilhões), disseram fontes a par das discussões com investidores. O "The Wall Street Journal" noticiou na noite de quinta-feira que investidores estão céticos quanto à possibilidade de a Anthropic atingir um valor de mercado de US$ 1,5 trilhão (R$ 8,22 trilhões) na abertura de capital. Queda do mercado testa confiança na IA Os mercados tiveram um dia de instabilidade na quinta-feira, em meio aos resultados das eleições desta semana, a acontecimentos envolvendo empresas e ao aumento das preocupações dos investidores. A Microsoft reforçou a supervisão de projetos de centros de dados de empresas que oferecem infraestrutura de computação em nuvem, como Nebius, IREN e Nscale, informou a Bloomberg News na quinta-feira, citando pessoas a par do assunto. Nebius, IREN e CoreWeave estiveram entre as empresas que mais caíram no dia. Cada uma perdeu metade de seu valor de mercado no último mês. Ao mesmo tempo, investidores venderam ativos ligados à IA. Os contratos usados para proteção contra o risco de calote, conhecidos pela sigla CDS, atingiram níveis recordes para CoreWeave e SpaceX, indicando aumento da preocupação com a capacidade dessas empresas de cumprir suas obrigações financeiras nos próximos anos. Mais de 50 ações de empresas de tecnologia que integram o S&P 1500 caíram 10% ou mais. Segundo a Vanda Research, as vendas feitas por pequenos investidores foram as mais intensas desde o início da pandemia da Covid-19. "Estamos vendo agora uma espécie de greve dos compradores no setor de tecnologia", disse Keith Lerner, diretor de investimentos da Truist Advisory Services, em Atlanta. No último mês, o setor de tecnologia teve desempenho 10,7% inferior ao do S&P 500, a maior diferença negativa desde maio de 2002, segundo Lerner. Ele descreveu as vendas até o momento como incômodas, mas não anormais, e acrescentou que "o elástico está ficando esticado".

O que é o 'imposto do pecado' e como ele vai funcionar? A divulgação da estimativa de alíquota da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) – o futuro imposto sobre consumo do governo federal no âmbito da reforma tributária – gerou uma onda de críticas de representantes do setor produtivo. O receio é de que o tamanho da alíquota, estimada em 11,3% pelo Tribunal de Contas da União para 2027, represente aumento da carga tributária, principalmente no setor de serviços — menos beneficiado com o aproveitamento de créditos tributários de cadeias anteriores. ▶️Somado ao imposto dos estados e municípios, com cobrança integral prevista para 2033, a previsão de analistas é que o futuro imposto sobre o consumo atinja 30%. Se confirmada, seria maior do que a alíquota de todos os países desenvolvidos. A proposta do TCU será encaminhada ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar, até 15 de dezembro, o valor final da alíquota a ser cobrada a partir de 2027. ➡️Em 2020, proposta semelhante foi divulgada pela equipe econômica do governo Jair Bolsonaro, chefiada pelo ministro Paulo Guedes, contemplando uma alíquota de 12% para a Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS) do governo federal. À época, a proposta não englobou um imposto sobre o consumo de estados e municípios para eliminar a necessidade de mudar a Constituição Federal. Bastaria aprovar projeto de lei sobre o assunto, que depende de menor adesão de deputados e senadores. A reforma do ICMS e ISS estadual e municipal ficaria para um segundo momento. Já a reforma tributária aprovada pelo Congresso no governo Lula teve como principais referências a PEC 45, elaborada a partir dos estudos de Bernard Appy, então no Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), e o substitutivo apresentado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro em 2023. ➡️O governo Lula não encaminhou uma proposta própria de reforma do consumo ao Congresso, mas participou ativamente das negociações por meio da equipe do Ministério da Fazenda e defendeu diversos pontos incorporados ao texto final. A reforma aprovada no governo Lula baseou-se no modelo de Bernard Appy (CCiF), mas adaptou o projeto original: em vez de um imposto único (IBS) gerido por todos, o Congresso optou por um imposto dual, dividindo-o em CBS (federal) e IBS (estadual/municipal) para preservar a autonomia dos entes federativos. O texto original também previa poucas exceções. Ambas as propostas (Lula e Guedes) compartilhavam o conceito de Imposto sobre o Valor Agregado (IVA), ou seja, tributo sem cumulatividade no lugar o PIS/Cofins, e a instituição de um imposto seletivo, também chamado de 'imposto do pecado' sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Na proposta de Bolsonaro, o imposto seletivo seria encaminhado posteriormente, englobando, a princípio, cigarros e bebidas alcoólicas. O "imposto do pecado" de Lula, envolvendo uma base maior de produtos, foi previsto na reforma tributária e a regulamentação foi encaminhada nesta semana ao Legislativo. IVA e 'imposto do pecado' Na prática, o IVA e o imposto seletivo cumprem funções diferentes. O IVA foi desenhado para ser o mais uniforme e neutro possível. O imposto seletivo desestimula o consumo e a produção de bens e serviços nocivos à saúde e ao meio ambiente. A ideia é ter uma alíquota padrão para quase tudo no IVA, evitando distorcer o mercado. Se o governo tentasse usar o IVA para punir produtos nocivos, teria de criar inúmeras alíquotas majoradas na CBS/IBS, destruindo a principal vantagem da reforma: a simplificação. Em muitos casos, o imposto seletivo apenas substitui o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que terá a alíquota zerada para a grande maioria dos produtos no Brasil. Produtos que concorrem com os produzidos na Zona Franca de Manaus não terão alíquota zerada, um mecanismo para manter a competitividade das empresas do polo industrial. O imposto do pecado não é uma exclusividade do sistema tributário brasileiro. Todas as nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mantêm impostos deste tipo sobre tabaco e bebidas alcoólicas. A informação consta de um estudo de 2024 do fórum que reúne 38 países, entre eles países desenvolvidos. Possível redução da alíquota Pressionados pelo setor produtivo da economia, os chefes das equipes econômicas também informaram que buscariam reduzir a alíquota no futuro. Em agosto de 2020, Paulo Guedes afirmou que, caso se mostrasse "exagerada", a alíquota de 12% proposta na primeira parte da reforma tributária enviada ao Congresso Nacional poderia ser reduzida. “Não estabilizamos ainda a alíquota. Fizemos uma primeira proposta. Se isso se revelar exagerado, a gente baixa”, afirmou Guedes naquele momento. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo buscará discutir com o Congresso, no decorrer do ano de 2027, uma revisão dos benefícios fiscais previstos na reforma tributária sobre o consumo. O objetivo, segundo ele, é reduzir alguns incentivos aprovados a produtos e setores da sociedade para baixar, no futuro, a alíquota da Contribuição Sobre Bens e Serviços (CBS) do governo federal. 🔎 Entenda: a reforma tributária prevê manter estável a carga tributária sobre o consumo. Assim, como o Congresso aprovou um amplo conjunto de benefícios para produtos e setores com desoneração ou alíquota reduzida, a alíquota necessária para os demais segmentos da economia ficou mais alta. "É um primeiro número que mantém a carga tributária conforme aprovado pelo Congresso e vai nos dar as condições, de novo, de fazer um debate claro, já mais baixo do que o governo anterior propôs. Para que a gente siga revendo as exceções, os regimes favorecidos, de modo que a gente tenha uma alíquota menor com tempo", disse o ministro a jornalistas. Pontos em comum e diferenças As duas propostas contemplavam a manutenção do patamar vigente da carga tributária sobre o consumo, algo que penaliza a população mais pobre por conta do alto grau de "regressividade", ou seja, arrecada-se proporcionalmente mais de quem ganha menos. Números da Receita mostram que impostos sobre bens e serviços, ou seja, os tributos indiretos embutidos nos preços, são muito maiores do que nos países desenvolvidos, enquanto a tributação sobre a renda e o patrimônio (que incidem sobre os mais ricos) tem peso menor no Brasil. Ambas as propostas também traziam o modelo não cumulativo, de imposto sobre valor agregado, vigente no resto do mundo. Isso significa que, ao longo da cadeia de produção, o imposto é cobrado em cada etapa, mas os contribuintes podem descontar o tributo pago anteriormente. Os dois projetos também prometiam simplificar o sistema tributário, diminuir custo das empresas, conferir maior transparência, combater a sonegação fiscal, desonerar as exportações e gerar mais investimentos na economia. A reforma aprovada no governo Lula prevê que o IVA seja cobrado no destino, onde os bens e serviços são consumidos, e não mais na origem. A transição será gradual e levará décadas. Como a proposta do governo Bolsonaro se restringia aos tributos federais, sem incluir impostos estaduais e municipais, ela não tratava dessa mudança. Tratamentos diferenciados As duas reformas também previam tratamento diferenciado para setores da sociedade, ou produtos específicos. Veja abaixo: ✅ Simples Nacional: manutenção do benefício foi proposta no governo Bolsonaro, e também foi previsto na reforma tributária aprovada na gestão do presidente Lula. As empresas poderão optar se permanecem no regime, ou se optam pelo novo modelo (híbrido) que permite abater créditos tributários. O prazo vai até 20 de dezembro. ✅ Zona Franca de Manaus: governo Bolsonaro propôs que os incentivos fiscais fossem mantidos, com a criação mecanismos específicos para preservar as vantagens competitivas. Zona Franca continuou com benefícios na reforma aprovada no atual governo. ✅ Regime monofásico de combustíveis: foi proposto por Paulo Guedes e mantido na atual reforma. A cobrança continua concentrada em etapas específicas da cadeia, justamente por razões operacionais e de controle tributário. ✅ Regime agrícola: a proposta de Guedes previa a manutenção do regime agrícola para assegurar condições equivalentes de concorrência aos pequenos produtores rurais. A reforma aprovada também manteve tratamento diferenciado para o setor agropecuário e para cooperativas. ✅ Instituições financeiras: A proposta de Guedes previa uma CBS própria de 5,8% para bancos, seguradoras e planos de saúde. Na reforma aprovada, o setor financeiro também recebeu tratamento tributário específico, embora diferente do modelo proposto pelo governo Bolsonaro. ✅ Transporte coletivo: proposta de Guedes previa regime favorecido. No texto aprovado da reforma tributária, o transporte público está entre as atividades beneficiadas. ✅ Cesta básica: a proposta de Guedes previa isenção para receitas obtidas com a venda de produtos da cesta básica. A proposta original da PEC 45 não previa desoneração da cesta básica e defendia uma alíquota uniforme, compensando os mais pobres por meio da devolução de tributos. O benefício para a cesta básica foi incorporado posteriormente, durante a tramitação da reforma no Congresso. ✅ Entidades beneficentes, templos religiosos, partidos políticos e entidades sindicais: a proposta de Guedes previa que a CBS não incidisse sobre entidades beneficentes de assistência social, templos religiosos, partidos políticos, sindicatos, federações e confederações. A reforma aprovada preservou as imunidades constitucionais e os tratamentos tributários previstos para essas entidades. ✅ Venda de imóveis residenciais para pessoa física: a proposta de Guedes previa isenção da CBS na venda de imóveis residenciais para pessoas físicas. Já a reforma aprovada conferiu ao setor imobiliário um regime específico, com redutores de ajuste e regras próprias de tributação. Escopo da reforma tributária A proposta de Paulo Guedes citava mudanças em outras bases de tributação, como renda, folha de salários e, também, o imposto seletivo. Defendia redução da tributação sobre empresas e tributação de dividendos para menos pejotização e mais investimento. O texto chegou a ser aprovado pela Câmara dos Deputados, mas não foi adiante. Além disso, a apresentação divulgada em 2020 pela equipe econômica do governo Bolsonaro também citava a desoneração da folha de salários para redução do custo do trabalho formal. Não falava como isso seria feito, mas Guedes chegou a defender a criação de um imposto sobre transações financeiras. O governo petista, por sua vez, cumpriu a promessa do presidente Lula de ampliar a faixa de isenção do IR para até R$ 5 mil. Para compensar a perda de arrecadação, aprovou a taxação para renda mensal superior a R$ 50 mil — o equivalente a R$ 600 mil por ano. A equipe econômica admitiu a necessidade de uma reforma do IR mais ampla, mas argumentou que o momento não era adequado. A estimativa da alíquota da CBS em 11,3% para 2027 gerou críticas do setor produtivo; valor est abaixo dos 12% projetados pela gestão anterior. Cacá Trovó/EPTV

Método para produção de foie gras, com tubo enfiado na garganta da ave, é considerado cruel Bebeto Matthews/Arquivo/AP Photo Eleitores de Washington, capital dos Estados Unidos, e de Denver, no Colorado, aprovaram medidas que proíbem a produção e a venda de foie gras obtido por meio da alimentação forçada de aves. Em Washington, a proposta teve 73,24% de aprovação (120.474 votos), enquanto 26,76% dos eleitores (44.007) votaram contra, segundo a apuração da autoridade eleitoral. Em Denver, ela recebeu 67,45% dos votos favoráveis (185.481), ante 32,55% de votos contrários (89.522). 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As novas regras valem apenas nos dois municípios e ampliam as restrições ao foie gras nos EUA, mas não estabelecem uma proibição nacional. As duas medidas proíbem a alimentação forçada de patos e gansos para aumentar o tamanho do fígado e restringem a comercialização e a circulação de produtos obtidos por esse método. Agora no g1 As restrições, porém, têm diferenças de alcance: em Washington, a iniciativa proíbe a venda comercial, a distribuição e a importação de foie gras e de outros produtos feitos com fígados de aves engordadas dessa maneira; em Denver, a proposta também restringe a venda e a importação, além do transporte e do recebimento desses produtos. O que é a alimentação forçada? O foie gras, expressão que significa "fígado gordo" em francês, é produzido a partir do fígado de patos e gansos submetidos a um processo de alimentação e engorda. A técnica usada na produção é conhecida como "gavage". 🪿 A técnica consiste em introduzir um tubo pela garganta da ave até o esôfago para fornecer uma quantidade de alimento superior à que o animal consumiria naturalmente. O objetivo é aumentar o tamanho do fígado. O procedimento é criticado por organizações de defesa dos animais, que afirmam que a alimentação forçada causa sofrimento às aves. A Pro-Animal Future, responsável por campanhas favoráveis às medidas nas duas cidades, argumenta que a prática prejudica o bem-estar dos animais. Pato em fazenda perto de Nova York que produz foie gras Bebeto Matthews/Arquivo/AP Photo "Por meio de nossas campanhas de iniciativas populares e de pressão sobre autoridades, estamos trabalhando para acabar com indústrias que tratam os animais como objetos, mantendo-os confinados em espaços minúsculos e apertados e privando-os de acesso ao ar fresco e à luz do sol", afirma a organização. As propostas também enfrentaram oposição de representantes do setor gastronômico. Bart Hutchins, chef e proprietário do restaurante Butterworth's, em Washington, publicou um artigo no jornal "The Washington Post" contra a iniciativa aprovada na cidade. Segundo Hutchins, a alimentação forçada intensifica um processo biológico natural das aves e não caracteriza uma prática cruel. Ele também argumentou que a proibição pode afastar profissionais da gastronomia do debate sobre a origem dos alimentos e as condições de produção. Proibições nos EUA e no Brasil Antes das votações, a Califórnia era o único estado americano que proibia em todo o seu território tanto a alimentação forçada de aves quanto a venda de produtos obtidos por esse método. Algumas cidades também já adotavam restrições, entre elas Nova York, Pittsburgh, Brookline e Portland. Com as novas regras, Washington e Denver passam a integrar esse grupo. As medidas ampliam as restrições existentes nos EUA, mas a proibição continua limitada a determinados estados e municípios. No Brasil, a produção e a comercialização de foie gras e de outros produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais foram proibidas em julho de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que impede a produção e a venda desses alimentos, tanto in natura quanto enlatados. A norma prevê pena de três meses a um ano de prisão, além de multa, para quem descumprir a proibição. As punições seguem a Lei de Crimes Ambientais, que trata de casos de maus-tratos a animais. Com a sanção, o Brasil passou a ser o segundo país, depois da Índia, a proibir tanto a produção quanto a comercialização de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. Reino Unido, Alemanha, Itália, Austrália e Argentina já adotavam restrições à produção.

Novas regras do vale‑refeição e alimentação: o que muda nos cartões a partir de novembro As novas regras do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA) entram em vigor neste sábado (7) e prometem ampliar a rede de aceitação dos cartões em todo o país. A data marca o início da implementação nacional da chamada interoperabilidade, mecanismo que permite que cartões de diferentes operadoras funcionem em uma rede mais ampla de estabelecimentos. 🔎 O objetivo é aumentar a concorrência entre as empresas que administram os benefícios, reduzir custos para comerciantes e facilitar o uso dos cartões pelos trabalhadores. Segundo a Coordenação Nacional do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), a mudança foi determinada pelo Decreto nº 12.712, publicado em novembro de 2025. ➡️ Mas o que muda para os trabalhadores? O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? E o vale-alimentação, em restaurantes? Será possível sacar o dinheiro dos cartões? As empresas são obrigadas a oferecer esses benefícios? Para esclarecer essas e outras dúvidas, o g1 ouviu especialistas e consultou informações da Coordenação Nacional do PAT e da Auditoria-Fiscal do Trabalho. Abaixo, eles respondem: O que é a interoperabilidade? O que muda para o trabalhador? O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados? E bebidas alcoólicas? Posso sacar o dinheiro do cartão? Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios? As novas regras também valem para aplicativos de delivery? Os cartões multibenefícios serão proibidos? Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação? O que fazer se o cartão for recusado? O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo? O valor do benefício vai mudar? O que muda para os comerciantes? Quem descumprir as regras pode ser multado? Empresas cadastradas no PAT precisam fazer alguma atualização? O que é a interoperabilidade? A interoperabilidade permite que as empresas que administram vale-refeição e vale-alimentação compartilhem suas redes de estabelecimentos credenciados. 🔎 Na prática, a medida busca resolver um problema comum: chegar a um restaurante, supermercado ou lanchonete e descobrir que o local aceita vale-refeição ou vale-alimentação, mas não a bandeira do seu cartão. Com a interoperabilidade plena, as redes passam a funcionar de forma integrada. Assim, um estabelecimento poderá aceitar cartões de diferentes operadoras utilizando a mesma estrutura de pagamento, sem precisar contratar cada empresa separadamente. vale-refeição e vale-alimentação Freepik O que muda para o trabalhador? O trabalhador deverá encontrar mais estabelecimentos que aceitam seu vale-refeição ou vale-alimentação, independentemente da bandeira do cartão. A mudança, porém, não aumenta o saldo dos cartões, não permite transformar o benefício em dinheiro nem amplia os tipos de produtos que podem ser comprados. 🔎 Segundo o engenheiro de produtos de créditos Elber Laranja, o trabalhador terá mais facilidade para usar os cartões, mas continuará sujeito às mesmas regras sobre o que pode comprar com cada benefício. O vale-refeição poderá ser usado em supermercados? Não. Embora os cartões passem a ser aceitos em mais estabelecimentos, isso não muda as regras sobre o uso dos benefícios. 🔎 O que está sendo ampliado é a rede de locais que aceitam os cartões, mantendo a finalidade de cada benefício. O vale-refeição continua destinado à compra de refeições prontas, como almoços, jantares e lanches, em restaurantes, lanchonetes, padarias e estabelecimentos semelhantes. Já o vale-alimentação continua destinado à compra de alimentos, como os vendidos em supermercados e mercearias. Posso comprar eletrônicos, medicamentos e outros produtos em supermercados? Não. Segundo Elber, mesmo que supermercados, farmácias, postos de combustível e lojas de conveniência vendam alimentos, os cartões continuam destinados exclusivamente a despesas com alimentação. Os benefícios não podem ser usados para comprar medicamentos, combustíveis, cosméticos, produtos de higiene, eletrônicos ou outros produtos que não sejam alimentos. A regra também vale para supermercados. Mesmo que esses estabelecimentos vendam eletrodomésticos, celulares, brinquedos, roupas e utensílios domésticos, esses produtos não podem ser pagos com vale-refeição ou vale-alimentação. E bebidas alcoólicas? As regras do PAT determinam que os recursos sejam utilizados para a alimentação do trabalhador. Por isso, produtos que não atendam a essa finalidade, como bebidas alcoólicas, podem ser considerados incompatíveis com as regras do programa durante fiscalizações dos órgãos responsáveis. Posso sacar o dinheiro do cartão? Não. O dinheiro depositado pela empresa continua destinado exclusivamente à alimentação e não pode ser movimentado livremente como o saldo de uma conta bancária. O trabalhador não pode sacar o saldo, transferir os valores para uma conta bancária nem utilizar outros meios para transformar o benefício em dinheiro. 🔎 Segundo Elber, acordos informais entre trabalhadores e comerciantes para trocar o saldo dos cartões por dinheiro continuam sendo irregulares. Posso transferir o saldo para outra pessoa ou entre benefícios? Não. Quem recebe os dois benefícios continuará tendo um saldo específico para vale-refeição e outro para vale-alimentação. Não será permitido transferir dinheiro de um benefício para o outro nem enviar os valores para outras pessoas. As novas regras também valem para aplicativos de delivery? Sim. As regras continuam valendo independentemente de a compra ser feita presencialmente ou pela internet. Os cartões multibenefícios serão proibidos? Não. As empresas poderão continuar oferecendo cartões que reúnem diferentes benefícios em um único meio de pagamento. A diferença é que os valores destinados à alimentação deverão ficar separados dos saldos de outros benefícios disponíveis no mesmo cartão. 🔎 Segundo Elber, os valores de vale-refeição e vale-alimentação vinculados ao PAT deverão continuar identificados e sujeitos às regras do programa. Já os demais benefícios poderão seguir normas diferentes. Os estabelecimentos serão obrigados a aceitar vale-refeição e vale-alimentação? Não. Cada estabelecimento continuará podendo decidir se aceita ou não vale-refeição e vale-alimentação. Para os estabelecimentos que já aceitam esses benefícios, porém, a tendência é que as restrições relacionadas às diferentes bandeiras diminuam. O que fazer se o cartão for recusado? O primeiro passo é confirmar se o estabelecimento aceita vale-refeição ou vale-alimentação. Se o estabelecimento aceitar o benefício, mas recusar a bandeira do cartão, pode haver uma falha de integração entre as operadoras, um problema técnico ou descumprimento das novas regras. Segundo Elber, o trabalhador deve registrar a data e o local da tentativa de pagamento e, se possível, guardar a mensagem de erro exibida na maquininha. Essas informações podem ajudar o trabalhador a registrar uma reclamação na operadora do cartão, no setor de recursos humanos da empresa ou em órgãos de defesa do consumidor. A expectativa é que as recusas diminuam com a implementação completa da interoperabilidade, embora falhas pontuais ainda possam ocorrer durante a adaptação ao novo sistema. O estabelecimento pode cobrar taxa extra ou exigir valor mínimo? Não. Cobrar uma taxa extra pelo uso do vale-refeição ou do vale-alimentação, ou exigir um valor mínimo para aceitar o pagamento, é considerado prática abusiva. A regra vale para cartões de todas as operadoras. O consumidor não pode ser prejudicado por escolher pagar uma compra com vale-refeição ou vale-alimentação. Se isso acontecer, a orientação é guardar provas da cobrança ou da exigência e procurar os órgãos de defesa do consumidor. O valor do benefício vai mudar? Não. As mudanças não alteram os valores que as empresas depositam nos cartões de vale-refeição e vale-alimentação. O valor dos benefícios continuará sendo definido pelas empresas ou pelas convenções e acordos coletivos de cada categoria profissional. O que muda para os comerciantes? Representantes de restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos reclamam há anos das taxas cobradas pelas operadoras e da demora para receber os valores pagos com vale-refeição e vale-alimentação. Esses custos faziam com que muitos pequenos estabelecimentos considerassem pouco vantajoso aceitar cartões de determinadas operadoras. As novas regras limitaram a 3,6% as taxas cobradas pelas operadoras dos estabelecimentos e determinaram que os valores das vendas sejam repassados em até 15 dias corridos. Além disso, a interoperabilidade diminui a necessidade de contratar diferentes soluções de pagamento e permite que os estabelecimentos atendam trabalhadores que utilizam cartões de várias operadoras. Segundo especialistas, as mudanças podem melhorar o fluxo de caixa dos estabelecimentos, facilitando o pagamento das despesas do dia a dia, e tornar a aceitação dos benefícios mais vantajosa para os comerciantes. Quem descumprir as regras pode ser multado? Sim. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, quem descumprir as regras previstas na legislação e na regulamentação do programa poderá sofrer penalidades administrativas. As penalidades podem ser aplicadas a operadoras, estabelecimentos comerciais e outros participantes do sistema, conforme o tipo de irregularidade. O objetivo é garantir que o dinheiro destinado à alimentação dos trabalhadores seja utilizado corretamente e que as demais regras do programa sejam respeitadas. A Lei nº 6.321 prevê multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 mil. As multas podem ser dobradas em caso de reincidência ou quando houver tentativa de dificultar a fiscalização. Além das multas, outras penalidades administrativas podem ser aplicadas, dependendo da gravidade da irregularidade. Empresas cadastradas no PAT precisam fazer alguma atualização? Sim. Além das novas regras para os cartões, empresas e profissionais inscritos no PAT também precisam ficar atentos a uma obrigação de atualização cadastral. Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, nutricionistas, empresas beneficiárias, fornecedoras e facilitadoras cadastradas no PAT têm até 9 de novembro de 2026 para atualizar seus dados no novo sistema do programa. O recadastramento é obrigatório independentemente das mudanças na aceitação dos cartões e deve ser realizado na plataforma disponibilizada pelo governo. Quem não fizer o recadastramento dentro do prazo será excluído automaticamente do PAT e precisará solicitar uma nova inscrição para voltar ao programa.

Mega-Sena, concurso 3082: confira os números sorteados O sorteio do concurso 3.082 da Mega-Sena foi realizado na noite desta sexta-feira (6), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 60 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou em R$ 60 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp Veja os números sorteados: 24 - 38 - 04 - 16 - 23 - 44 5 acertos: 81 apostas ganhadoras, R$ 20.116,27 4 acertos: 4.527 apostas ganhadoras, R$ 514,19 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3082 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Como funciona a Mega-Sena? Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1

Polícia mapeou valor do prejuízo após analisar transferências via PIX do suspeito Bruno Peres/Agência Brasil/Arquivo Usuários tiveram dificuldades para fazer transferências por PIX no início da noite desta sexta-feira (6). As reclamações começaram por volta das 19h, segundo o Downdetector, que monitora erros em serviços digitais. Segundo a plataforma, houve um pico de cerca de 10 mil reclamações às 19h15. Os relatos de erros diminuíram por volta das 20h30. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Procurado pelo g1, o Banco Central afirmou que "o PIX teve uma indisponibilidade parcial". Em nota, o órgão afirmou que "o problema foi rapidamente resolvido" por sua equipe técnica e que "os sistemas do Banco Central funcionam normalmente". Agora no g1 Os problemas mais relatados foram em aplicativos de celular, pagamentos e transferências. No próprio Downdetector, alguns clientes especificaram bancos e reclamações. "Santander, Inter, Itaú fora do ar...", escreveu uma usuária. Outro diz que "C6, Mercado Livre, Itaú caiu tudo. Eu ainda consegui tranferir através do C6 Banking, mas caiu tb". No X, o Itaú respondeu alguns internautas. O banco afirmou que estava ciente do problema. (Veja mais abaixo) Outro cliente publicou uma foto da mensagem que está recebendo no aplicativo do banco: Initial plugin text O Bradesco fez o mesmo movimento. "Olá! Pedimos que tente acessar novamente mais tarde, por favor. Estamos à disposição", respondeu o banco em outra publicação. Initial plugin text v Por enquanto, os bancos e fintechs mais citados são: Bradesco, Itaú, Santander, Nubank, Inter, C6, Mercado Livre e 99Pay.

Crise financeira no Paraguai afeta milhares de brasileiros que vivem no país e que trabalham em regiões de fronteira O Banco Central do Paraguai começou a pagar na tarde de quinta-feira (5) os primeiros valores a clientes do Ueno Bank, cuja intervenção deixou cerca de 3 milhões de correntistas sem acesso ao dinheiro e provocou uma crise política no país. A entidade publicou uma página explicando como funciona o resgate dos montantes e como consultar os pagamentos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (6) à agência AFP por José Maciel, diretor da Unidade Administradora do Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) do Banco Central paraguaio. O fundo é responsável por garantir a devolução de depósitos aos clientes de instituições financeiras, dentro dos limites previstos em lei. "O processo de pagamento dos adiantamentos da garantia aos correntistas do Ueno Bank começou na tarde desta quinta-feira", afirmou Maciel à AFP. De acordo com comunicado publicado pelo Banco Central, a primeira etapa contempla clientes que tenham até R$ 8,9 mil depositados no banco, não possuam dívidas com a instituição e tenham uma conta habilitada em outra instituição financeira do país. O órgão informou que os correntistas que tenham até os R$ 8,9 mil em depósitos receberão a totalidade dos valores. Os pagamentos aos demais grupos serão anunciados posteriormente, conforme o andamento do processo e dentro do prazo previsto na legislação. O Banco Central também esclareceu que pessoas físicas e jurídicas vinculadas ao Ueno Bank não têm direito à cobertura do fundo, conforme a Lei nº 2.334/2003. Caso recebam algum valor, deverão devolvê-lo ao fundo em até 24 horas, sem prejuízo de eventuais medidas judiciais. grafico g1 Entenda a crise financeira do Paraguai que levou à renúncia do Presidente O Ueno Bank, maior banco digital do Paraguai e principal emissor de cartões de crédito do país, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. A instituição tem cerca de 3 milhões de clientes e passou por uma intervenção do Banco Central paraguaio, que interrompeu o acesso dos correntistas ao dinheiro depositado. De escândalo bancário ao impeachment: veja a cronologia da crise no Paraguai que ameaça derrubar o presidente A situação se agravou depois que ajustes nos balanços do banco fizeram seu índice de solvência — indicador que mede a capacidade de uma instituição financeira de cumprir suas obrigações — cair para menos da metade do mínimo exigido pela regulamentação. Diante do risco, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e evitar que os problemas atingissem outras instituições financeiras. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao banco. Ao todo, 27 pessoas são investigadas por suspeita de fraude e estelionato. Nos meses anteriores à crise, o Ueno já estava sob maior fiscalização. Os órgãos reguladores investigavam se a instituição havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava ter participado da operação. Paraguai: entenda a crise que colocou banco sob suspeita e levou à renúncia do presidente do BC O caso também ganhou dimensão política. Carlos Carvallo, que presidia o Banco Central e havia comandado o próprio Ueno até agosto de 2023, renunciou ao cargo na terça-feira (3), em meio às críticas sobre a fiscalização da instituição. O presidente do país, Santiago Peña, que foi sócio do grupo controlador do banco até março de 2025, também passou a enfrentar pressão. A crise provocou protestos de clientes que foram às agências e encontraram as portas fechadas. Entre os afetados estão aposentados que recebem benefícios do governo por meio do banco. O Ueno administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo valores do Instituto de Previsão Social (IPS), responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões no país. Diante da situação, Peña anunciou um acordo com lideranças do Congresso para acelerar a votação de um projeto que autorizasse o uso do Fundo de Garantia de Depósitos para ressarcir os clientes. O mecanismo funciona como uma proteção para quem mantém dinheiro em instituições financeiras: em determinadas situações, o fundo é utilizado para devolver os valores depositados, respeitando os limites previstos em lei. O presidente também afirmou que a medida deveria assegurar a devolução de recursos públicos mantidos pelo IPS e por outros fundos de previdência. O Banco Central e Peña afirmaram que o caso é isolado e não representa um problema generalizado no sistema financeiro paraguaio. Segundo o presidente, trata-se de uma situação específica de uma instituição. A Superintendência de Bancos também anunciou que nomearia auditores para verificar os ativos do Ueno. 'Nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai' Presidente do Paraguai apresenta renúncia após quebra do banco Ueno Diante do imbróglio da crise, Peña, presidente do Paraguai, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5). Em comunicado divulgado em suas redes sociais, Penã pediu desculpas ao povo e afirmou que "nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai". Também justificou sua decisão: "Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar as Em mensagem de renúncia, Peña pede desculpas e diz que 'nenhuma pessoa está acima do Paraguai'; leia a íntegra O Ueno Bank é o principal emissor de cartões de crédito do Paraguai Jornal Nacional/ Reprodução

Uma pessoa usa um telefone para fotografar iPhones em exposição durante o evento da Apple. Manuel Orbegozo/Arquivo/Reuters A Apple mantém uma lista não divulgada com dezenas de milhares de palavras e expressões em diferentes idiomas que o teclado do iOS não completa automaticamente nem permite digitar deslizando o dedo sobre as teclas, afirmou um pesquisador nesta sexta-feira (6). A lista não impede que os usuários de iPhone escrevam esses termos em e-mails e mensagens de texto. Na maioria dos casos, porém, as palavras incluídas nela não aparecem nas sugestões de preenchimento automático nem podem ser inseridas pela digitação por gestos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O pesquisador Derik Kauffman afirmou que a descoberta mostra como a Apple tenta antecipar o que centenas de milhões de usuários de iPhone querem escrever e, ao mesmo tempo, evitar sugestões consideradas ofensivas ou politicamente controversas. Segundo ele, esse mecanismo pode influenciar de forma discreta a maneira como as pessoas se comunicam. "É uma forma muito sutil de censura", disse Kauffman. "Mas, na escala em que a Apple opera, basta uma intervenção pequena para produzir um grande impacto." Agora no g1 Segundo Kauffman, que descobriu a lista recentemente e publicou em um site a relação dos termos, a maioria das palavras e expressões sinalizadas é vulgar, ofensiva ou relacionada a drogas, sexo ou violência. Algumas, porém, têm conotação política, como "dictator Trump" ("Trump ditador") e "sleepy Joe" ("Joe sonolento"). Em um e-mail, a Apple não respondeu diretamente às descobertas de Kauffman, como o tamanho e a composição da lista e os motivos para sinalizar determinadas expressões políticas. A empresa afirmou que os usuários de iPhone podem digitar palavras ou frases específicas e ignorar as sugestões automáticas. Segundo a Apple, o teclado foi configurado para evitar sugestões que possam ser consideradas inadequadas ou ofensivas. De acordo com Kauffman, outras expressões que não aparecem nas sugestões automáticas do iOS incluem: "Right wing conspiracy" ("conspiração da direita"); "Tibetan independence" ("independência do Tibete"); "United Ireland" ("Irlanda unificada"). A lista também varia de acordo com o idioma. Em hindi, por exemplo, o teclado não permite digitar por gestos "Modi braggart" ("Modi fanfarrão") ou "Rahul is Pappu" ("Rahul é Pappu"), provocações dirigidas, respectivamente, ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e a seu principal adversário, Rahul Gandhi. Kauffman afirmou que usuários do teclado em francês não conseguem digitar por gestos a expressão "immigration too high" ("imigração alta demais"). No teclado em hebraico, o mesmo ocorre com "occupied territories" ("territórios ocupados"). "Todos os principais idiomas têm alguma versão disso", afirmou o pesquisador. Kauffman disse que é compreensível que a Apple tente evitar que os usuários enviem por engano mensagens obscenas ou expressões que possam provocar reações. Segundo ele, porém, há inconsistências na aplicação do recurso. Como exemplo, afirmou que é possível digitar por gestos "read smut" ("ler pornografia"), mas não "read gay smut" ("ler pornografia gay"). Último debate entre Donald Trump e o presidente Joe Biden Reprodução/TV Globo Como a lista foi descoberta Kauffman contou que encontrou a lista em setembro, depois de perceber falhas na digitação por gestos, recurso que permite escrever deslizando o dedo de uma letra para outra, sem pressionar cada tecla. O problema ocorria com expressões como "bad boy" ("garoto mau") e "white man" ("homem branco"), mas não com "bad girl" ("garota má") ou "black man" ("homem negro"). O pesquisador afirmou que usou o Codex, da OpenAI, e o Claude Code, da Anthropic, para investigar o problema. Durante a análise, encontrou uma lista de termos armazenada no sistema operacional da Apple. Segundo ele, há diferentes formas de contabilizar as palavras, expressões e suas variações. Uma estimativa conservadora aponta para cerca de 100 mil termos, sem contar os caracteres chineses. 🔎 A Reuters testou em um iPhone uma pequena parte das expressões identificadas por Kauffman e constatou que todas eram difíceis de inserir pela digitação por gestos ou não apareciam nas sugestões automáticas. Ao tentar escrever "United Ireland" ou "Tibetan independence", por exemplo, o teclado frequentemente apresentava "United Iceland" ("Islândia unificada") ou "Tibetan independences" ("independências tibetanas"). A tentativa de digitar "white man" resultava em "white mean", uma expressão semelhante, mas sem o mesmo sentido. Já "red man" ("homem vermelho") e "blue man" ("homem azul") podiam ser escritos sem dificuldade. "Sleepy Joe", por sua vez, era substituído por "Sleepy hope" ("esperança sonolenta"). A expressão "Dictator Trump" podia ser digitada por gestos, mas "Trump" aparecia em letras minúsculas e a frase não era sugerida pelo preenchimento automático. Em vez disso, o teclado recomendava "dictator trumps". Ao tentar escrever "read gay smut", o resultado era "Read gay Smit". Já "read smut" podia ser digitado normalmente. Matt Suiche, engenheiro da Tolmo, empresa de cibersegurança especializada em sistemas de inteligência artificial capazes de executar tarefas com maior autonomia, afirmou que conseguiu recuperar a mesma lista de forma independente e comparar as descobertas de Kauffman com dados internos da Apple. Segundo ele, os resultados foram quase idênticos. Suiche afirmou que a lista da Apple permaneceu sem ser identificada durante anos e ajuda a entender como "a comunicação humana pode ter sido influenciada e filtrada durante anos dentro de aplicativos de mensagens". Pesquisador pede mais transparência Kauffman não foi o único a perceber limitações no recurso de sugestões de texto do iOS. Ao longo dos anos, usuários de redes sociais questionaram por que não conseguiam digitar determinadas expressões deslizando o dedo pelo teclado. No início desta semana, um administrador de sistemas da Noruega também descobriu, de forma independente, uma lista de palavras sinalizadas pela Apple, entre elas "al-Qaeda", "Auschwitz" e "Hooters". No entanto, esta é a primeira vez que uma lista mais ampla de expressões consideradas sensíveis é revelada. Assim como outras empresas de tecnologia, a Apple já enfrentou problemas com recursos de previsão de texto que sugeriram mensagens constrangedoras ou controversas aos usuários. O preenchimento automático do Google, controlado pela Alphabet, também tem sido alvo de críticas e, em alguns casos, de processos judiciais por causa dos termos sugeridos nas buscas. No ano passado, a Apple chamou a atenção depois que usuários relataram que, ao ditar a palavra "racista" para seus iPhones, o termo "Trump" aparecia rapidamente na tela. Na ocasião, a empresa afirmou que se tratava de um erro e que o problema havia sido corrigido. David Greene, consultor jurídico sênior da Electronic Frontier Foundation, organização que defende as liberdades civis no ambiente digital, afirmou que, embora considere a lista de palavras "assustadora" e questione os critérios adotados pela Apple, o recurso pode ser útil para evitar sugestões indesejadas ou que possam provocar reações. "Mas, se a empresa vai fazer isso, os usuários precisam estar muito bem informados e ter alguma possibilidade de personalizar o recurso", disse Greene. "Isso não deveria ser secreto."

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 9,318 bilhões no mês de outubro de 2026 Sandro Menezes/governo do RN A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 9,318 bilhões no mês de outubro de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa uma alta de 39,4% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo havia ficado em US$ 6,68 bilhões. 🔎O superávit comercial ocorre quando o valor total das exportações supera o das importações no período. Quando as compras no exterior superam as vendas, o resultado da balança é deficitário. Segundo o governo, em outubro: as exportações somaram US$ 37,807 bilhões, um crescimento de 20,0% em relação a outubro de 2025; as importações totalizaram US$ 28,490 bilhões, com expansão de 14,8% na mesma comparação; a corrente de comércio, somando todas as movimentações, alcançou US$ 66,297 bilhões, registrando uma alta de 17,7%. Agora no g1 Destaques dos produtos exportados pelo Brasil Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, o crescimento das exportações foi concentrado em alguns produtos, principalmente combustíveis. “No petróleo bruto tivemos um crescimento de US$ 195 milhões em outubro do ano passado para US$ 1,3 bilhão” neste ano, afirmou. Segundo ele, mais da metade do aumento das vendas para os Estados Unidos veio desse produto. Brandão também citou os óleos combustíveis e a carne bovina entre os itens que contribuíram para o resultado. Óleos brutos de petróleo: registraram forte expansão de 122,6%, somando um acréscimo de US$ 4,70 bilhões nas vendas do mês; Óleos combustíveis de petróleo (exceto brutos): registraram salto de 164,5%, com avanço de US$ 1,12 bilhão; Centeio, aveia e outros cereais não moídos: apresentaram crescimento expressivo na agropecuária, com aumento de US$ 0,34 bilhão; Farelos de soja e alimentos para animais: subiram 39,1%, adicionando US$ 0,30 bilhão; Soja em grão: teve crescimento de 8,9%, somando US$ 0,26 bilhão a mais do que em outubro do ano anterior; Celulose: teve alta de 25,8%, agregando US$ 0,21 bilhão às exportações. No recorte por setores econômicos nas exportações, a Indústria Extrativa liderou os ganhos com alta de 53,5% (totalizando US$ 11,52 bilhões), seguida pela Agropecuária (+12,8%) e pela Indústria de Transformação (+7,7%). Desempenho nos principais mercados compradores A relação comercial com os principais parceiros do Brasil apresentou movimentações relevantes em outubro: Estados Unidos: as exportações brasileiras para o mercado americano dispararam 87,0%, atingindo US$ 4,32 bilhões (aumento absoluto de US$ 2,01 bilhões), impulsionadas por petróleo e carne bovina. As importações vindas dos EUA subiram 28,6%, para US$ 5,10 bilhões. União Europeia: o bloco europeu registrou aumento de 32,0% nas exportações brasileiras, alcançando US$ 6,04 bilhões. As importações de produtos da União Europeia cresceram 8,0%, somando US$ 4,70 bilhões, levando a corrente de comércio com o bloco a US$ 10,74 bilhões (alta de 20,3%). China: as exportações para o mercado chinês recuaram 5,3% em outubro, totalizando US$ 8,59 bilhões (frente aos US$ 9,07 bilhões registrados em outubro de 2025). Em contrapartida, as importações brasileiras de produtos chineses subiram 17,1%, atingindo US$ 7,53 bilhões. Apesar do avanço, Brandão ponderou que ainda não é possível afirmar que os efeitos do tarifaço imposto por Donald Trump tenham sido superados. Donald Trump anuncia tarifas em julho AFP Acumulado do ano No acumulado dos dez primeiros meses de 2026, a balança comercial brasileira registra saldo positivo acumulado de US$ 71,04 bilhões, um avanço de 34,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Exportações acumuladas: US$ 321,884 bilhões, crescimento de 11,2%. Importações acumuladas: US$ 250,844 bilhões, alta de 6,1%. Corrente de comércio acumulada: US$ 572,728 bilhões, expansão de 8,9%.

Lula diz que Brasil tem 'seriedade fiscal' e que 'pobre não pagará a conta' O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu nesta sexta-feira (6) cobranças de economistas e do mercado financeiro por cortes de gastos. Ele afirmou que o governo tem responsabilidade social e "seriedade fiscal" e que o povo pobre do país não "pagará a conta" de medidas de ajuste. Lula deu as declarações ao participar de uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia. "Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que temos? Qual a dívida dos Estados Unidos? Da França? Do Japão? Da Itália? Perto da nossa, é o dobro, em relação ao PIB? E, se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo que aparece", afirmou o petista. Na sequência, Lula cobrou do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresentasse à imprensa os dados sobre a dívida pública brasileira, destacando como era a situação fiscal do país quando o PT retornou ao poder em 2023. "Para alguém falar que a gente não tem [responsabilidade], precisa dizer como a gente pegou esse governo. Se não disser como encontramos esse governo, as pessoas não têm comparativo", declarou Lula. "A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta. A única coisa é que nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício[...]. Nós pegamos esse governo com déficit de 2,8% e nós estamos entregando orçamento com superávit. Não é o que o sistema financeiro quer, porque ele quer tudo. É o que a gente pode fazer", acrescentou o petista. Lula diz que fiscalizará entregas de ministros: 'Quem não quiser fazer, cai fora' Agora no g1 Lula tem sido cobrado por especialistas em economia e pelo mercado financeiro a conter despesas obrigatórias, como despesas com Previdência, assistência social, funcionalismo, entre outras. Essa ausência de freio nas despesas alimenta a desconfiança do mercado financeiro quanto à sustentabilidade da dívida pública, o que gera efeitos práticos na economia, como alta do dólar, aumento das expectativas de inflação e manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamares elevados por mais tempo. Sem um sinal claro de disciplina fiscal, o custo do crédito para empresas e famílias sobe, encarece o financiamento da própria dívida do governo e desestimula o crescimento econômico. Por outro lado, o governo resiste a cortes lineares sob o argumento de que investimentos sociais, saúde e educação não devem ser tratados como despesas descartáveis. Lula e sua equipe defendem que o ajuste fiscal não recaia apenas sobre a população mais vulnerável, cobrando que o debate inclua também a redução de renúncias fiscais concedidas a setores empresariais e a revisão dos altos volumes destinados a emendas parlamentares. Nesta sexta, o petista demonstrou irritação com as cobranças que o governo tem recebido por medidas de ajuste fiscal e equilíbrio das contas públicas. 'Ano menos exitoso do que eu gostaria', afirma Lula No mesmo pronunciamento, Lula afirmou que o ano de 2026 está terminando de uma forma menos "exitosa" do que a que ele esperava, mas emendou declarando que o governo fez o possível no período. "Agora estamos terminando o ano menos exitoso que eu gostaria. Gostaria que a economia estivesse crescendo 10%, desemprego zero, salário mínimo de R$ 5 mil. Gostaria [de] tudo bem maior, mas a gente consegue o que é possível construir", afirmou. Apesar das críticas sobre as contas públicas, o petista voltou a dizer que tem como princípio a ideia de gastar menos do que arrecada, mas que vai manter a responsabilidade social do governo. "O que precisamos fazer neste país é continuar dizendo o seguinte: este país vai continuar com responsabilidade social porque eu tive uma professora analfabeta, chamada dona Lindu [mãe de Lula], que pegava o meu pagamento no final do mês e dizia: 'Você não pode gastar o que você não tem'. Isso, que eu aprendi na minha vida, eu trouxe para o governo", concluiu. O presidente Lula durante reunião no Ministério de Minas e Energia nesta sexta-feira (6) Tauan Alencar/MME

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, discursa durante uma coletiva de imprensa no gabinete do primeiro-ministro em Tóquio, Japão Kiyoshi Ota/Pool Photo via AP, Arquivo O Japão anunciou nesta sexta-feira (6) um pacote emergencial de cibersegurança que prevê o uso de inteligência artificial (IA) e a criação de equipes de resposta a ataques cibernéticos. A iniciativa foi apresentada após uma série de vazamentos de dados atingir empresas e órgãos do governo. A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou em uma reunião ministerial hoje que é essencial responder rapidamente a possíveis ataques em um cenário de ameaças geradas por inteligência artificial. Ela pediu que órgãos públicos e empresas reforcem a preparação para esse tipo de ocorrência. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O pacote foi anunciado após dezenas de empresas e órgãos do governo sofrerem acessos não autorizados a seus sistemas e vazamentos de dados de clientes, o que provocou preocupação no país. "Neste exato momento, estão ocorrendo casos de acesso não autorizado e vazamentos de dados, causando um grande impacto na vida cotidiana da população e nas atividades das empresas", afirmou Takaichi. "Vamos ampliar a capacidade de resposta em todo o Japão, mobilizando todos os recursos do governo." Agora no g1 As medidas, que somam US$ 63 milhões (R$ 345,24 milhões), buscam ampliar a capacidade de resposta do país, com o compartilhamento de informações entre os setores público e privado, assistência rápida aos afetados e medidas para a recuperação dos danos. O plano busca colocar o Japão entre os países com os mais altos níveis de cibersegurança do mundo. O governo pretende ampliar sua capacidade de acessar preventivamente servidores usados por hackers. A estratégia, conhecida como "defesa cibernética ativa", foi legalizada em outubro. Em caso de possível ameaça à segurança nacional, o governo mobilizará uma equipe de apoio formada por representantes do Ministério da Defesa, da Agência Nacional de Polícia e do Escritório Nacional de Cibersegurança. Entre as medidas está a criação, até o fim de novembro, de uma equipe de especialistas em cibersegurança sob responsabilidade do Ministério da Economia, Comércio e Indústria. O grupo usará inteligência artificial para combater hackers e identificar falhas que possam ser exploradas em sistemas e redes. O grupo também deverá trabalhar com empresas de tecnologia e desenvolvedores de inteligência artificial de países aliados para manter atualizados os conhecimentos do Japão em cibersegurança. O pacote prevê ainda a criação de uma "equipe de resgate cibernético", formada por especialistas dos setores público e privado, para prestar os primeiros atendimentos a empresas afetadas por ataques digitais. Outra equipe ficará responsável por ajudar empresas mais vulneráveis a reforçar seus sistemas de defesa.

Agentes do IBGE Reprodução O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) descontou dos salários dos servidores os dias de greve de quem participou de uma paralisação em agosto e setembro de 2026. Os valores foram descontados de uma só vez na folha de pagamento de outubro e variaram de acordo com o período em que cada servidor aderiu à paralisação. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A medida é contestada pela Associação dos Servidores do IBGE (ASSIBGE-SN). Segundo a entidade, os trabalhadores atingidos já haviam reposto as atividades, mas tiveram os dias parados descontados integralmente. Em nota publicada na quinta-feira (5), o sindicato afirmou que os descontos atingiram dezenas de trabalhadores de diferentes estados e cobrou a abertura de negociações com a direção do instituto para buscar uma solução. Agora no g1 O que diz o IBGE? Em manifestação publicada nesta sexta-feira (6), o IBGE afirmou que seguiu as normas aplicáveis à administração pública federal, especialmente a Instrução Normativa SRT/MGI nº 49. A regra prevê o desconto da remuneração correspondente aos dias de paralisação decorrentes de greve. A exceção ocorre quando fica demonstrado que o movimento foi provocado por conduta ilícita da administração pública, em situação de abusividade reconhecida pelo Poder Judiciário. O instituto também ressaltou que a norma não prevê a compensação automática dos dias parados nem o parcelamento obrigatório dos valores descontados. Ao todo, 143 servidores tiveram períodos de paralisação registrados nos assentamentos funcionais. Os afastamentos variaram de 1 a 25 dias, e os descontos foram processados na folha de outubro. Segundo o IBGE, a adesão ao movimento alcançou cerca de 1% do conjunto de servidores. Sindicato cobra negociação A ASSIBGE-SN afirma que tenta negociar uma solução para os descontos há mais de um mês. Segundo a entidade, uma proposta de Termo de Acordo foi encaminhada à Presidência do IBGE, mas as tratativas não avançaram. O sindicato também acionou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para tentar viabilizar uma reunião entre as partes. Em ofício enviado à entidade em 4 de novembro, o ministério informou que aguardava uma manifestação do IBGE sobre a disponibilidade de uma data para o encontro. A ASSIBGE-SN informou que está contestando administrativamente os descontos, mas ainda não entrou com uma ação judicial sobre o caso. IBGE admite analisar contestações Ainda na manifestação desta sexta-feira, o instituto afirmou que os servidores poderão apresentar questionamentos sobre a apuração individual dos dias de paralisação e os respectivos valores descontados. Os casos poderão passar por análise administrativa. Segundo o IBGE, eventuais revisões de lançamentos, caso sejam identificadas inconsistências, e a possibilidade de parcelamento dos valores deverão respeitar a legislação e as orientações dos órgãos centrais competentes. Sobre as negociações com o sindicato, o instituto afirmou que comunicou oficialmente à entidade que uma nova rodada de conversas será iniciada após o encerramento do período de defeso eleitoral. A direção negou que esteja se recusando ao diálogo e disse que mantém a disposição para negociar, desde que respeitados os limites legais e administrativos. Em contato com o g1, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos explicou que a Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos entrou em contato com o IBGE e solicitou instalação de Mesa Setorial, que teria como um de seus intuitos a negociação da compensação de dias parados, conforme os normativos existentes sobre o tema, "cabendo ao IBGE adotar as providências necessárias e realizar tal negociação."

Ícone do aplicativo de compartilhamento de vídeos TikTok. AP/Matt Slocum/Arquivo A União Europeia exigiu, nesta sexta-feira (6), que o TikTok faça mudanças profundas em seus fluxos de vídeos personalizados, que, segundo o bloco, podem prejudicar o bem-estar e a saúde mental dos usuários ao expô-los repetidamente a conteúdos com efeitos negativos. A subsidiária do grupo chinês ByteDance pode receber uma multa porque, segundo a Comissão Europeia, a empresa pode ter violado regras fundamentais da Lei de Serviços Digitais (DSA). 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A legislação, que estabelece regras para conteúdos, é uma das principais ferramentas jurídicas adotadas pela UE nos últimos anos para regular as grandes empresas de tecnologia. No centro da questão está o funcionamento do sistema do TikTok que recomenda conteúdos aos usuários. Agora no g1 Consumo contínuo e repetido Os fluxos de vídeos personalizados são projetados para exibir repetidamente conteúdos que tenham despertado o interesse do usuário. Isso inclui temas que, quando consumidos de forma recorrente, podem afetar o bem-estar físico e moral, como tristeza, solidão e questões relacionadas à autoestima. Segundo a Comissão Europeia, o consumo contínuo e repetido desse tipo de conteúdo pode ter efeitos negativos sobre a saúde mental, especialmente entre adultos vulneráveis e menores de idade. ➡️ O fenômeno é conhecido em inglês como "rabbit holes", expressão usada para descrever situações em que o usuário é levado a consumir cada vez mais conteúdos sobre um mesmo tema. A rede social já fez mudanças em seus fluxos personalizados, mas a Comissão Europeia considera que as medidas não são suficientes. Por isso, exige que o TikTok faça alterações profundas que atingem o próprio modelo de negócio da plataforma, baseado em manter a atenção dos usuários pelo maior tempo possível. A exigência está relacionada à forma como o sistema seleciona os conteúdos exibidos aos usuários. Segundo a Comissão Europeia, mesmo quando um usuário indica que não tem mais interesse em determinado tipo de conteúdo, o sistema do TikTok pode ignorar essa escolha para aumentar o tempo que ele passa na plataforma. "A Comissão formulou uma série de afirmações fundamentalmente inexatas", reagiu um porta-voz do grupo à AFP. "Temos um histórico comprovado na proteção da nossa comunidade", acrescentou a plataforma. O TikTok também é investigado por suspeitas de outras violações do mesmo regulamento, entre elas o possível descumprimento das obrigações de proteção de menores, o que pode aumentar os riscos de assédio no ambiente digital e de exposição a possíveis predadores. A UE ampliou as medidas para regular as redes sociais com base no DSA e pretende proibir o acesso a essas plataformas por menores de 13 anos devido aos riscos para o bem-estar e o desenvolvimento desse público.

Imagem ilustrativa de uma codorna em uma de região de Cerrado. Luíz Alberto dos Santos/ Arquivo Pessoal Quem pretende começar uma criação de codornas pode consultar gratuitamente uma cartilha elaborada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais. O material reúne orientações para criadores interessados tanto na produção de carne quanto na de ovos. A publicação apresenta boas práticas para o manejo das aves, com informações sobre aquecimento, alimentação e os cuidados necessários para que as codornas tenham um desenvolvimento adequado. 📱Acesse aqui Veja também: Rio Grande do Sul é o maior produtor de mirtilo

Lula alinha discurso com propostas de Durigan sobre ajuste fiscal Após relutar em seguir o tempo do mercado, o presidente Lula fez os primeiros acenos concretos na direção de adotar um ajuste fiscal, comprometendo-se com responsabilidade fiscal e "economia arrumada" para atrair investimentos. Ao mesmo tempo, afastou a possibilidade de adotar "fórmulas mágicas" e alinhou o discurso interno com as propostas do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Lula vai analisar medidas assim que voltar de sua viagem internacional à Turquia e Filipinas. Ele embarca na segunda-feira (9) e retorna na outra semana. Até lá, os ministros Dario Durigan e Bruno Moretti (Planejamento) vão fechar as propostas que garantam o cumprimento do centro das metas fiscais, sem exceções, preservando os programas sociais e as promessas do presidente Lula. Lula recebe ministros e economistas simpáticos ao PT para discutir contas públicas Segundo participantes do encontro do presidente Lula com seus ministros, ex-ministros e economistas ligados ao PT desta quinta-feira (5), a "reunião foi produtiva", dissipou "dúvidas" que poderiam existir na cabeça de Lula e de seu vice, Geraldo Alckmin. E também alinhou o discurso interno com as propostas que estão sendo defendidas pelo ministro Dario Durigan de perseguir o centro da meta fiscal, sem nenhum tipo de exceção, como pagamento de precatórios. Durante a reunião no Palácio da Alvorada, a proposta do economista André Lara Resende, de fazer um plano para tabelar a taxa de juros e as metas fiscais, foi mencionada, mas descartada por ser considerada de alto risco num ano em que o país enfrentará desafios, como um crescimento menor e inflação pressionada pelo El Niño, combustíveis e entrada em vigor da nova escala de trabalho 5x2. "A reunião foi produtiva, desanuviou as ideias do presidente e do vice sobre propostas mágicas e alinhou o discurso interno", disse um participante do encontro, acrescentando que o presidente deu sinal verde para que os ministro Dario Durigan e Bruno Moretti fechem as medidas para garantir superávit primário, sem exceções, mantendo todos os programas sociais. Ao final do dia, depois de o presidente Lula também falar sobre responsabilidade fiscal em evento no Palácio do Planalto, a avaliação interna no governo é que o saldo da quinta-feira foi positivo, passando a mensagem para os investidores e economistas de que o Lula 4 fará o ajuste fiscal necessário para levar a uma redução da dívida pública. No Planalto, Lula disse que vai trabalhar para ter uma economia "arrumada", com responsabilidade fiscal e jurídica, na busca de atrair investimentos. Segundo integrantes da reunião com o presidente, a fala dele no final do dia foi muito importante porque passou o recado de que ele terá responsabilidade fiscal, de que vai trabalhar para atrair investimentos e arrumar a casa. Essa será a linha do pronunciamento do presidente no domingo (8) em cadeia aberta de rádio e TV, quando irá prometer pacificar o país, continuar reduzindo a pobreza no país e com responsabilidade fiscal para arrumar a economia brasileira. A fala será genérica na economia, sem anúncio de medidas, mesmo porque elas ainda não estão fechadas, mas na direção de um ajuste na casa. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante 1ª Reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos Cadu Gomes/VPR

Bolsas despencam por causa de queda nas ações de tecnologia O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende trabalhar com estados americanos interessados em expandir o uso da inteligência artificial (IA). Em publicação nas redes sociais, ele classificou a tecnologia como uma fonte de riqueza e prometeu apoio a governos estaduais que apostarem no setor. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A declaração ocorre após uma onda de vendas de ações de empresas de tecnologia. Os investidores estão preocupados com o volume de recursos destinado pelas gigantes do setor à inteligência artificial e com possíveis restrições à expansão da infraestrutura necessária para seu desenvolvimento. Trump afirmou ser totalmente favorável ao desenvolvimento da chamada superinteligência artificial, termo que utiliza para se referir à tecnologia. "Como presidente, sou 100% a favor da Superinteligência (SI) e trabalharei com os muitos estados dos EUA que querem se tornar RICOS ao tê-la. Eles são OURO, e só uma liderança tola vai dizer 'NÃO' às riquezas que trazem!", escreveu. A manifestação também ocorre após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3), que ampliou as discussões sobre possíveis regras para o setor, especialmente para a construção de centros de dados, estruturas que concentram os equipamentos necessários para operar sistemas de inteligência artificial. Trump não detalhou quais medidas pretende adotar para apoiar os estados interessados na expansão da tecnologia. Vitória democrata reacende debate sobre regras para data centers Um fator que entrou na conta dos investidores foi o resultado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3). A vitória dos democratas aumentou a preocupação de que o setor de tecnologia enfrente mais resistência para construir centros de dados, instalações que reúnem os equipamentos responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de informações. Essas estruturas são fundamentais para o funcionamento de ferramentas de inteligência artificial, mas também consomem grandes quantidades de energia e água. Por isso, enfrentam resistência de comunidades em algumas regiões americanas. O temor é que novas regras dificultem ou atrasem a construção dessas instalações. Isso poderia afetar os planos de expansão das empresas e reduzir a procura por chips, equipamentos e outros serviços ligados à inteligência artificial. Para Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), porém, a vitória democrata não foi a causa da queda das ações, mas acrescentou um novo risco a um mercado que já apresentava sinais de fragilidade. "A eleição americana não é a causa da queda. Ela foi o gatilho. O mercado de IA já vinha frágil", afirma. Segundo o professor, a vitória democrata aumentou a preocupação com possíveis restrições à construção dessas instalações, à concessão de incentivos fiscais e ao licenciamento de novos projetos. Ele destaca que mudanças legislativas relevantes costumam demorar e que o presidente americano mantém o poder de veto. Na avaliação do especialista, os riscos mais imediatos estão nos estados, onde decisões sobre licenciamento, fornecimento de energia e eventuais moratórias podem afetar a construção de data centers. Camilo avalia que a reação mais intensa do mercado tende a ser pontual, mas que a revisão das expectativas de valorização das empresas ligadas à inteligência artificial pode continuar. Queda das ações de tecnologia se espalha pelos mercados 💵 A onda de vendas que atingiu as gigantes de tecnologia nos Estados Unidos também chegou aos mercados asiáticos nesta sexta-feira (6). No Japão, o índice Nikkei caiu 5,96%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 6,02%. Durante o pregão, a queda do índice sul-coreano chegou a 8,55%, levando a bolsa a suspender as negociações por 20 minutos. Entre as empresas mais afetadas estão algumas das principais fabricantes de chips do mundo, componentes essenciais para o funcionamento da inteligência artificial. As ações da sul-coreana SK Hynix caíram 10,4%, enquanto as da Samsung Electronics recuaram 6,4%. No Japão, a SoftBank perdeu cerca de 11%. Já a taiwanesa TSMC fechou em baixa de 4,7%. Nos Estados Unidos, as perdas também atingiram as maiores empresas de tecnologia. As sete gigantes conhecidas como Magnificent Seven fecharam em queda, com recuos que chegaram a 10,8% no caso da Tesla. A Nvidia caiu 9,3%, enquanto a AMD perdeu 17,3%. O índice de semicondutores da Filadélfia recuou 12,2%. A região asiática concentra algumas das principais fabricantes de chips do mundo. Por isso, uma possível desaceleração dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial pode afetar diretamente essas companhias. Desempenho das empresas de tecnologia na Bolsa de NY, em 5 de novembro de 2026. g1 Donald Trump fala com jornalistas na Casa Branca antes de embarcar par Nebraska Eric Lee/Reuters

Bolsas globais caem após vitória democrata nos EUA e temor sobre setor de IA As ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA) sofreram fortes perdas nas bolsas pelo mundo. Na quinta-feira (5), o Nasdaq caiu 5,52%, sua sexta maior queda diária desde janeiro de 2020, segundo levantamento da Elos Ayta. No mesmo pregão, empresas do S&P 500 perderam US$ 3,317 trilhões em valor de mercado, quase quatro vezes o valor de todas as companhias listadas na bolsa brasileira, a B3. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 ➡️ Nesta sexta-feira (6), a onda de vendas chegou à Ásia, onde bolsas como as do Japão e da Coreia do Sul fecharam em forte baixa (veja as quedas). Na Coreia do Sul, a queda chegou a ultrapassar 8% durante o pregão e levou a bolsa a interromper temporariamente as negociações por 20 minutos. O mecanismo, conhecido como circuit breaker, é acionado quando o mercado sofre uma queda muito acentuada e serve para dar uma pausa nas operações. Por trás do movimento está a preocupação dos investidores com os bilhões de dólares que as gigantes de tecnologia estão gastando para avançar na corrida pela inteligência artificial. O mercado quer saber quando esses investimentos vão se transformar em lucro. A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos intensificou outra preocupação que já rondava o setor: a possibilidade de novas regras para a construção de centros de dados, estruturas essenciais para o funcionamento da IA. Queda atinge empresas de tecnologia nos EUA Na quinta-feira, além do Nasdaq, outros índices importantes de Wall Street também fecharam em forte baixa. O S&P 500 recuou 4,36%, enquanto o Dow Jones caiu 3,44%. A onda de vendas também atingiu as gigantes de tecnologia americanas. As sete empresas conhecidas como Magnificent Seven fecharam em queda, com perdas que chegaram a 10,8% no caso da Tesla. As empresas ligadas à produção de chips, componentes fundamentais para o funcionamento da inteligência artificial, estiveram entre as mais afetadas. O índice de semicondutores da Filadélfia perdeu 12,2%. Entre as companhias que mais caíram estavam a Nvidia, com baixa de 9,3%, e a AMD, que recuou 17,3%. Big techs perdem mais que uma B3 inteira em um único dia As sete gigantes de tecnologia (Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Nvidia, Meta e Tesla) conhecidas como Magnificent Seven perderam, juntas, US$ 1,036 trilhão em valor de mercado na quinta-feira (5), segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. O montante supera o valor de mercado de todas as empresas listadas na B3, a Bolsa de Valores brasileira, estimado em US$ 857 bilhões. Em outras palavras, as sete companhias perderam, em um único pregão, o equivalente a 1,21 vez o valor de todas as empresas negociadas no Brasil. Entre essas, a Nvidia registrou a maior perda em valores absolutos, com US$ 446 bilhões a menos em valor de mercado. A quantia equivale a quase quatro vezes o valor da Petrobras, avaliada em aproximadamente US$ 116,3 bilhões. Além da Nvidia, outras gigantes também tiveram perdas expressivas: Tesla (US$ 164 bilhões), Broadcom (US$ 162 bilhões), Micron Technology (US$ 157 bilhões), Microsoft (US$ 147 bilhões) e AMD (US$ 139 bilhões). Como o tombo chegou na Ásia e acionou mecanismo de segurança na Coreia do Sul Na sexta-feira (6), a pressão também atingiu os mercados asiáticos. O Nikkei, principal índice da bolsa japonesa, fechou em queda de 5,96%, aos 57.434,77 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 6,02%, para 5.059,69 pontos. Durante o pregão, porém, a queda do índice sul-coreano chegou a 8,55%, levando o indicador a ficar abaixo dos 5 mil pontos. Diante do movimento, a bolsa acionou um circuit breaker. A suspensão começou às 9h03 no horário local e durou 20 minutos. Depois da retomada, as negociações continuaram, mas o índice terminou o dia ainda em forte baixa. O tombo também atingiu grandes empresas da região. As ações da fabricante de chips de memória SK Hynix caíram 10,4%, enquanto os papéis da Samsung Electronics recuaram 6,4%. No Japão, a SoftBank perdeu cerca de 11%. Em Taiwan, a fabricante de chips TSMC fechou em baixa de 4,7%. A região concentra algumas das principais fabricantes de chips do mundo. Por isso, uma eventual redução dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial pode afetar diretamente essas companhias. Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas: Japão (Nikkei): queda de 5,96%, aos 57.434 pontos. Coreia do Sul (Kospi): recuo de 6,02%, aos 5.059 pontos. Taiwan (Taiex): baixa de 4,51%, aos 39.701 pontos. Cingapura (Straits Times): queda de 2,17%, aos 5.181 pontos. Hong Kong (Hang Seng): recuo de 1,27%, aos 24.481 pontos. China (Xangai): baixa de 1,10%, aos 3.649 pontos. China (CSI 300): queda de 1,44%, aos 4.054 pontos. Austrália (S&P/ASX 200): recuo de 0,49%, aos 9.020 pontos. Vitória democrata reacende debate sobre regras para data centers Outro fator que entrou na conta dos investidores foi o resultado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3). A vitória dos democratas aumentou a preocupação de que o setor de tecnologia enfrente mais resistência para construir centros de dados, instalações que reúnem os equipamentos responsáveis por armazenar e processar grandes volumes de informações. Essas estruturas são fundamentais para o funcionamento de ferramentas de inteligência artificial, mas também consomem grandes quantidades de energia e água. Por isso, enfrentam resistência de comunidades em algumas regiões americanas. O temor é que novas regras dificultem ou atrasem a construção dessas instalações. Isso poderia afetar os planos de expansão das empresas e reduzir a procura por chips, equipamentos e outros serviços ligados à inteligência artificial. Isso não significa que projetos já anunciados tenham sido cancelados ou que novas restrições tenham sido aprovadas. O que pesa sobre as ações é a incerteza sobre o futuro desses investimentos. Para Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), porém, a vitória democrata não foi a causa da queda das ações, mas acrescentou um novo risco a um mercado que já apresentava sinais de fragilidade. "A eleição americana não é a causa da queda. Ela foi o gatilho. O mercado de IA já vinha frágil", afirma. Segundo o professor, a vitória democrata aumentou a preocupação com possíveis restrições à construção dessas instalações, à concessão de incentivos fiscais e ao licenciamento de novos projetos. Ele destaca que mudanças legislativas relevantes costumam demorar e que o presidente americano mantém o poder de veto. Na avaliação do especialista, os riscos mais imediatos estão nos estados, onde decisões sobre licenciamento, fornecimento de energia e eventuais moratórias podem afetar a construção de data centers. Camilo avalia que a reação mais intensa do mercado tende a ser pontual, mas que a revisão das expectativas de valorização das empresas ligadas à inteligência artificial pode continuar. Investimentos em IA disparam, mas mercado cobra resultados Um dos fatores por trás da pressão sobre as ações está o tamanho dos investimentos que as empresas estão fazendo para desenvolver e ampliar seus negócios de inteligência artificial (IA). Segundo a Reuters, Amazon, Meta, Microsoft e Alphabet elevaram juntas os investimentos em infraestrutura de US$ 113 bilhões para US$ 207 bilhões em um ano. A previsão é de outros US$ 232 bilhões em investimentos no trimestre seguinte. Para 2026, os gastos de capital dessas quatro empresas podem chegar a US$ 740 bilhões, segundo estimativas citadas pela agência. Os recursos são destinados principalmente à construção de centros de processamento de dados, compra de chips e expansão da infraestrutura necessária para treinar e operar sistemas de inteligência artificial. A Amazon, por exemplo, investiu cerca de US$ 75,9 bilhões no terceiro trimestre, acima dos US$ 58,7 bilhões esperados pelo mercado. A Alphabet destinou mais de US$ 50 bilhões à expansão de sua infraestrutura. A Microsoft investiu US$ 45,2 bilhões, enquanto a Meta registrou gastos de US$ 35 bilhões no período. Em outro levantamento, também divulgado pela Reuters, os números mostram o peso desses investimentos sobre o caixa das companhias. Dessa vez, a análise considera cinco empresas: Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta e Oracle. Nos primeiros nove meses de 2026, as cinco empresas investiram juntas US$ 556,9 bilhões, valor superior aos US$ 542,9 bilhões que geraram com suas operações no mesmo período. Com isso, o grupo passou de um saldo positivo de US$ 143,5 bilhões em fluxo de caixa livre nos primeiros nove meses de 2025 para um resultado negativo de US$ 14 bilhões neste ano. O fluxo de caixa livre é o dinheiro que sobra depois que a empresa paga suas despesas operacionais e investimentos. Quando esse indicador fica negativo, significa que os recursos gerados pelas operações não foram suficientes para cobrir os gastos do período. Analistas apontam que a questão é que esses investimentos levam tempo para gerar retorno. Enquanto as empresas gastam bilhões para ampliar sua capacidade, os investidores querem entender quando esse dinheiro vai se transformar em novas receitas e, principalmente, em lucro. "O mercado continua confiante na demanda por inteligência artificial, como mostram os resultados crescentes da área de computação em nuvem. Mas os investidores passaram a cobrar mais das empresas: não basta anunciar grandes investimentos em IA, é preciso mostrar que eles estão se transformando em receita e, principalmente, em geração de caixa", afirma Nickolas Lobo, especialista de investimentos da Nomad. Ou seja, não basta mostrar que a empresa está construindo centros de dados e comprando chips. Os investidores querem ver se a estrutura vai gerar dinheiro suficiente para compensar o que foi gasto. "São bilhões de dólares destinados a centros de dados, chips e infraestrutura, enquanto a capacidade de transformar tudo isso em receita ainda está sendo construída", diz Celso Camilo, doutor em inteligência artificial e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Empresas também recorrem a empréstimos Até agora, parte importante dos investimentos vinha do próprio dinheiro gerado pelos negócios. Com os gastos cada vez maiores, porém, as empresas também têm recorrido à emissão de dívidas e de ações para levantar recursos. A Microsoft, por exemplo, levantou US$ 25 bilhões em uma emissão de títulos de dívida. Segundo a empresa, os recursos poderão ser utilizados para diferentes finalidades corporativas, incluindo investimentos de capital. O movimento ocorre em um momento em que os investidores também acompanham a possibilidade de juros mais altos nos próximos anos. Com juros maiores, os empréstimos ficam mais caros e podem aumentar o custo dos projetos. "A escala de gastos não tem precedentes. O ciclo começou com recursos próprios, avançou para a emissão de dívidas e agora chega à captação de recursos no mercado de ações", afirma. Ele se refere também à possibilidade de as empresas emitirem novas ações para captar dinheiro. Nesse caso, os acionistas existentes podem ter sua participação proporcional reduzida, caso não acompanhem a operação. O risco é uma bolha de investimentos? A queda das ações reacendeu a discussão sobre uma possível bolha em torno da inteligência artificial. Isso não significa, porém, que os especialistas considerem a tecnologia uma promessa sem fundamento. "A tecnologia é real, já está sendo utilizada e tem capacidade de transformar diversos setores da economia. O que considero exagerado são algumas expectativas de valorização", afirma Celso Camilo. Para ele, o risco está na diferença entre o potencial da tecnologia e o preço que os investidores aceitam pagar hoje pelas ações, considerando lucros que ainda não chegaram. Lobo também pondera que a discussão não deve ser resumida à ideia de que a IA é uma bolha. Na avaliação dele, o mercado está mais atento ao ritmo de crescimento dos investimentos e à capacidade de as empresas transformarem esse dinheiro em resultados. "O vencedor da próxima etapa não será necessariamente quem investe mais, mas quem gera retorno sobre o capital investido", afirma. Uma tela exibe as ações da Microsoft, Nasdaq e Amazon durante o dia de negociação no site do Nasdaq Market em Nova York, EUA, 5 de novembro de 2026. REUTERS/Brendan McDermid

Residencial Diuza Gonçalves é um dos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida em Teresina Divulgação/Caixa O Ministério das Cidades estabeleceu novas regras para a seleção de famílias que poderão receber imóveis pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (6) e contempla pessoas que perderam suas casas em desastres ou precisam deixar suas moradias por conta de obras públicas federais. A iniciativa faz parte da modalidade Compra Assistida, criada em 2024 para atender vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. O modelo permite que o governo federal custeie a aquisição de imóveis novos ou usados, sem exigir pagamento dos beneficiários. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A nova regulamentação amplia o alcance da modalidade para outras regiões do país e define os procedimentos para a escolha das famílias contempladas. Embora não precisem pagar pela aquisição, os beneficiários continuarão responsáveis por despesas como IPTU, condomínio e serviços urbanos. Agora no g1 Quem poderá receber os imóveis? A medida é destinada a famílias de baixa renda, enquadradas nas faixas urbanas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, que estejam em uma das seguintes situações: Vítimas de desastres: famílias que tiveram sua única moradia, própria ou alugada, destruída ou definitivamente interditada após uma emergência, ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal; Afetadas por obras públicas: famílias que precisam deixar sua única residência, própria ou alugada, devido a obras federais que prevejam atendimento habitacional. 🔎 No caso dos desastres, a regra vale para ocorrências a partir de 13 de outubro de 2026, com possibilidade de atendimento excepcional a famílias afetadas desde 31 de julho de 2025, desde que cumpram as condições previstas na regulamentação. A seleção será feita a partir de informações fornecidas pelos governos locais. A Caixa Econômica Federal será responsável por verificar se as famílias atendem aos critérios do programa. Como funcionará a escolha do imóvel? Após a aprovação, as famílias poderão indicar um imóvel novo ou usado que atenda às exigências do programa de habitação. Veja as principais regras: Prazo de escolha: a família terá 90 dias, a partir da convocação, para indicar um imóvel; Características da moradia: o número de quartos deverá ser adequado à quantidade de moradores, e o imóvel deverá atender às necessidades de acessibilidade de idosos e pessoas com deficiência; Valor do condomínio: a taxa não poderá ultrapassar 30% da renda bruta mensal da família. Assinatura do contrato: após a convocação pela Caixa, o beneficiário terá até 30 dias para formalizar a aquisição; Venda ou aluguel: o imóvel não poderá ser vendido, alugado ou negociado durante os primeiros cinco anos. Caso a primeira moradia indicada não atenda às exigências, a família poderá apresentar outra opção no prazo de 90 dias após a comunicação do resultado da análise, respeitado o limite de 12 meses para concluir a contratação. As famílias que não cumprirem os prazos poderão perder o direito ao benefício. Quem será responsável pela seleção? Os governos locais deverão identificar as famílias afetadas, conferir a documentação e encaminhar as informações para análise. A Caixa Econômica Federal ficará responsável por verificar os requisitos, divulgar a relação de famílias aprovadas, orientar os beneficiários e formalizar os contratos. A análise poderá utilizar informações de bases federais, como o Cadastro Único (CadÚnico), o FGTS e o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Após a mudança, os governos locais deverão acompanhar as famílias por 24 meses, oferecendo orientações sobre as despesas da moradia, regras de condomínio e acesso a serviços públicos.

Ações da maior empresa de azeite do mundo despencam após mercado avaliar que companhia receberá menos com a venda. Racool_studio As ações da Deoleo, maior engarrafadora de azeite do mundo e dona de marcas como Carbonell e Bertolli, despencaram até 23,12% na Bolsa de Madri na quinta-feira (5), depois que a companhia anunciou um acordo para vender suas operações a um consórcio formado pelas espanholas Dcoop e Acesur. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ➡️ O negócio é avaliado em 520 milhões de euros, mas o mercado reagiu negativamente porque esse valor não corresponde ao montante que será recebido pela Deoleo, nem ao que será repassado diretamente aos seus acionistas. O pagamento efetivo será menor, já que ainda serão descontados dívidas, ajustes financeiros e retenções previstas no contrato. Como é dona de 50,99% da holding, a Deoleo estima receber entre 190 milhões e 200 milhões de euros pela venda de sua participação, segundo um comunicado publicado no site da Comisión Nacional del Mercado de Valores (CNMV), órgão regulador do mercado de capitais da Espanha. Esse valor, porém, ainda não é definitivo e poderá mudar até a conclusão da venda. Além disso, parte dos recursos ficará retida em uma conta de garantia e, portanto, não estará imediatamente disponível para a companhia. LEIA TAMBÉM: Temores com IA derrubam mercados globais nesta sexta-feira; Coreia do Sul aciona circuit breaker Wall Street perde trilhões em um dia: entenda o que derrubou as ações de IA Agora no g1 Próximos passos da operação A compradora Dcoop é uma cooperativa espanhola que reúne mais de 75 mil famílias de agricultores, enquanto a Acesur é uma empresa familiar dona de marcas como La Española e Coosur. Pelo acordo, cada uma ficará com metade do negócio da Deoleo. A venda ainda depende da aprovação dos acionistas e de autorizações em três países. Na Espanha e nos Estados Unidos, as autoridades de defesa da concorrência avaliarão os efeitos da compra sobre o mercado. Na Itália, será necessária uma autorização para que as operações locais da Deoleo passem ao controle de investidores estrangeiros. A operação também poderá ser afetada pelos contratos de licença da Bertolli. O grupo japonês Mizkan tem dois meses após o anúncio para informar se pretende encerrar algum desses contratos devido à mudança de controle. A Deoleo estima que o processo regulatório leve entre seis e oito meses. Até a conclusão, ainda poderão mudar tanto o valor final recebido pela companhia quanto a parcela que ficará retida como garantia. O comunicado não informa qual será a destinação posterior dos recursos. Bolsas despencam por causa de queda nas ações de tecnologia

Bolsas Wall Street Reuters/Brendan McDermid Os principais índices de Wall Street fecharam em forte queda na última quinta-feira (5), pressionados pelas ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA). O movimento veio em meio ao temor de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos resulte em regras mais rígidas para o setor e desacelere a expansão dos centros de dados no país. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O Nasdaq Composite, que concentra empresas de tecnologia, despencou 5,52%, para 24.315 pontos, na maior queda em um único dia desde abril de 2025. O S&P 500 recuou 4,36%, para 7.353,73 pontos, enquanto o Dow Jones caiu 3,44%, para 51.523,06 pontos. A onda de vendas eliminou cerca de US$ 3 trilhões (R$ 16,4 trilhões) em valor de mercado das empresas que compõem o S&P 500. Agora no g1 As chamadas “Sete Magníficas”, grupo que reúne algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como Nvidia, Meta, Alphabet e Microsoft, perderam aproximadamente US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em valor de mercado, montante superior ao Produto Interno Bruto (PIB) da Suécia. O Nasdaq também entrou no chamado território de correção, quando um índice acumula queda de pelo menos 10% em relação a um pico recente. O indicador encerrou o pregão quase 12% abaixo do recorde alcançado em 6 de outubro. Essa também foi a maior queda diária do Nasdaq desde o anúncio das tarifas do chamado “Dia da Libertação” pelo presidente Donald Trump, em abril de 2025. O pregão também marcou o segundo dia consecutivo de vendas de ações ligadas à inteligência artificial e a quinta queda superior a 500 pontos do índice desde meados de outubro. “Pensávamos que já havíamos superado as dificuldades após a recuperação do mercado no dia seguinte às eleições de meio de mandato, mas, de repente, isso se transformou em um verdadeiro banho de sangue em Wall Street”, afirmou Jose Torres, analista da Interactive Brokers, à AFP. Veja como ficaram os mercados globais na sexta-feira Por que a vitória democrata afetou as empresas de IA? Os democratas conquistaram o controle do Congresso nas eleições de terça-feira (3), além de obterem vitórias em estados onde aumentou a oposição à instalação de novos centros de dados. O resultado alimentou o temor de que uma regulamentação mais rígida desacelere a expansão da infraestrutura de inteligência artificial, que esteve entre os principais fatores de valorização das ações americanas nos últimos anos e ajudou a levar empresas do setor a níveis recordes em 2026. Vários candidatos democratas eleitos fizeram campanha defendendo uma redução no ritmo de construção de centros de dados. Moradores de dezenas de cidades americanas também aprovaram restrições ou proibições à instalação dessas estruturas. “O grande resultado das eleições foi, especialmente com os democratas conquistando muitos cargos de governador, que a desaceleração da expansão dos centros de dados é o verdadeiro tema-chave que vai perdurar”, afirmou Michael O’Rourke, estrategista-chefe de mercado da JonesTrading, à Reuters. A preocupação dos investidores é que novas regras, restrições locais e dificuldades para obter licenças atrasem projetos bilionários de infraestrutura. Os centros de dados reúnem grandes quantidades de servidores e chips necessários para desenvolver e operar sistemas de IA, além de exigirem elevados volumes de energia e água. “Haverá muita resistência em relação a esses centros de dados estarem localizados geograficamente no quintal de alguém, sobrecarregando a rede elétrica e os sistemas de abastecimento de água”, afirmou Bruce Zaro, diretor-gerente da Granite Wealth Management, à REuters “Embora já existam vários centros de dados aprovados, ainda há muitos a serem licenciados. O caminho para a obtenção dessas licenças será difícil”, acrescentou. Analistas do UBS estimam que cerca de 30% do aumento previsto na capacidade dos centros de dados dos Estados Unidos até 2028 pode estar em risco diante de eventuais paralisações ou atrasos nas construções. Uma desaceleração desses projetos pode reduzir ou adiar a procura por chips, servidores, equipamentos e energia. Isso afetaria as receitas esperadas por empresas de diferentes segmentos da cadeia de inteligência artificial. “Os investidores parecem estar reconhecendo que alguns membros recém-eleitos do Congresso e governadores pretendem desacelerar o ritmo do desenvolvimento da infraestrutura de IA”, afirmou Melissa Brown, diretora global de pesquisa de decisões de investimento da SimCorp, à Reuters. Segundo ela, embora pareça improvável que os novos governantes consigam interromper completamente esse processo, qualquer desaceleração gera preocupação porque o crescimento da inteligência artificial tem dependido, em grande parte, da rápida construção da infraestrutura necessária para sustentá-la. “Quando surge qualquer dúvida sobre os investimentos em centros de dados, o mercado reage de maneira particularmente violenta”, disse Art Hogan, da B. Riley Wealth Management, à AFP. Fabricantes de chips lideram perdas As fabricantes de semicondutores, diretamente expostas à expansão dos centros de dados, ficaram entre as empresas mais atingidas. O índice Philadelphia SE Semiconductor despencou mais de 12% e atingiu o menor nível em mais de seis meses. A Nvidia caiu cerca de 9%. A empresa, segunda maior do mundo em valor de mercado, perdeu aproximadamente US$ 400 bilhões (R$ 2,2 trilhões) em valor de mercado durante o pregão. A AMD recuou cerca de 17%, assim como a Micron. A Broadcom caiu aproximadamente 10%, enquanto a Intel também perdeu pouco mais de 10%. A Qualcomm tombou 9,5% após a fabricante de chips apresentar uma previsão para as vendas de componentes destinados a smartphones no quarto trimestre abaixo das estimativas de Wall Street. Nesse caso, a pressão sobre as ações também esteve relacionada às perspectivas específicas da empresa, além da onda mais ampla de vendas no setor. “Parece que estamos na fase de capitulação das ações beneficiadas pelos investimentos em centros de dados, especialmente as de semicondutores”, afirmou Jed Ellerbroek, gestor de portfólio da Argent Capital Management, à Reuters. “Mas acho que a magnitude desses movimentos é exagerada.” Queda atinge centros de dados, energia e big techs As perdas também atingiram empresas diretamente envolvidas na construção e na operação da infraestrutura de inteligência artificial. IREN, Applied Digital e Cipher Digital despencaram mais de 14% cada uma. A CoreWeave caiu quase 10%, enquanto a Nebius perdeu cerca de 15%. CoreWeave e Nebius fazem parte do grupo de empresas conhecidas como “neoclouds”, especializadas em fornecer infraestrutura de computação em nuvem voltada principalmente a aplicações de inteligência artificial. As ações das duas companhias acumulam quedas de 50% ou mais desde que o Nasdaq atingiu seu recorde, em 6 de outubro. A pressão também chegou às empresas de serviços públicos e fornecedoras de equipamentos ligadas à expansão dos centros de dados. A GE Vernova caiu cerca de 7,5%, enquanto a Constellation Energy recuou 2,5%. Entre as grandes empresas de tecnologia, a Meta perdeu aproximadamente 4%. Amazon e Alphabet recuaram 2,2% cada uma, enquanto a Microsoft caiu 3,6%. Setor já enfrentava dúvidas sobre custos e retorno Embora a vitória dos democratas tenha funcionado como gatilho para a queda, a intensidade do movimento também reflete preocupações que já vinham pressionando as empresas de inteligência artificial. Investidores têm questionado o retorno dos enormes volumes de recursos destinados à tecnologia, os custos de construção dos centros de dados e a capacidade de empresas do setor de financiar novos projetos em um ambiente de juros mais altos e condições financeiras mais restritivas. Essas preocupações afetam sobretudo empresas menores, cuja capacidade de captar recursos já estava limitada. Também aumentam a pressão sobre companhias que acumularam fortes valorizações com as expectativas em torno da IA, mas ainda precisam demonstrar que os investimentos bilionários poderão se transformar em receitas e lucros. “O mercado está passando da promessa da IA para o preço da IA”, afirmou Ted Parkhill, fundador e presidente-executivo da Incline Investment Management, à Reuters. “Não há dúvida de que a IA será transformadora para o mundo no longo prazo. Mas isso não significa que todas as ações relacionadas à IA estejam atualmente avaliadas de forma adequada. Haverá muita turbulência”, acrescentou. *Com informações das agências de notícias Reuters e France Presse.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) prorrogou, até 31 de dezembro deste ano, a cobrança do imposto de 12% sobre a exportação de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos. A medida entra em vigor neste sábado (7). 🔎 O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) é o órgão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) responsável por decisões sobre medidas de comércio exterior, incluindo alterações tarifárias. A Camex é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A cobrança foi criada neste ano como parte de um pacote de medidas do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo sobre os consumidores. O pedido de continuidade da medida foi apresentado pelo Ministério da Fazenda, em parte pela permanência do cenário adverso provocado pelos conflitos no Oriente Médio e, por outro lado, pela necessidade de manter normalizado o abastecimento de derivados de petróleo, principalmente óleo diesel (entenda mais abaixo). Agora no g1 Somente em setembro, o imposto de exportação arrecadou R$ 2,94 bilhões, segundo dados da Receita Federal. Na parcial deste ano, a receita total somou R$ 12,86 bilhões. Em outubro, o Tesouro Nacional informou que as receitas com petróleo, envolvendo royalties e tributos, como imposto de exportação, devem somar R$ 64,5 bilhões para este ano. Ao mesmo tempo, as desonerações e subvenções de combustíveis somam R$ 39 bilhões. Deste modo, a estimativa é que receitas superem os benefícios concedidos em R$ 25,5 bilhões em 2026. Este valor já está considerado no último relatório do orçamento, no qual o governo projetou um déficit de R$ 67,3 bilhões para este ano fechado. Sem as receitas do petróleo, o governo teria mais dificuldade em fechar as contas neste ano. Exploração de petroleo na Bacia de Campos Reprodução/TV Globo Prorrogações Em março, o governo elevou de zero para 12% o imposto sobre as exportações de petróleo. A medida integrou um conjunto de ações adotadas diante da alta do preço internacional do petróleo e dos combustíveis, em meio ao conflito no Oriente Médio. O pacote também incluiu redução de tributos e subsídios para tentar conter o preço do diesel. Em julho, ao manter a alíquota de 12%, a Camex afirmou que a cobrança buscava preservar o abastecimento do mercado interno e garantir matéria-prima para as refinarias brasileiras. A cobrança já havia sido prorrogada por mais 60 dias em setembro. Na ocasião, o imposto já havia arrecadado R$ 7,9 bilhões, segundo dados da Receita Federal. O imposto também foi alvo de uma disputa judicial. Em agosto, a Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu provisoriamente a cobrança para empresas representadas pela Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (ABEP). Dias depois, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou a liminar após recurso do governo, permitindo a retomada da cobrança.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,36% nesta sexta-feira (6), cotado a R$ 5,5082. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou de 1,39%, aos 168.498 pontos. O mercado seguiu atento ao setor de tecnologia dos Estados Unidos, em meio a preocupações sobre os possíveis efeitos da maioria democrata no Congresso sobre a regulação do setor. No Brasil, o quadro fiscal permaneceu no radar, com investidores e empresários pressionando por ajustes nas contas públicas e à espera de sinais sobre a política econômica do Lula 4. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ O tombo das ações de tecnologia ficou no centro das atenções. Na quinta-feira (5), os papéis do setor registraram forte queda e pressionaram os principais índices de Wall Street. A preocupação é que a maioria democrata formada no Congresso após as eleições de meio de mandato traga novas regulações e limite o crescimento do setor. Entenda o tombo bilionário das gigantes de tecnologia ▶️ No Brasil, os temores com a piora das contas públicas continuaram sob os holofotes. Ontem, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há "fórmula mágica" para a economia e que o governo Lula vai "manter compromissos fiscais" e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social. A fala ocorreu após uma reunião com o presidente, ministros, ex-ministros e economistas. ▶️ Na agenda do dia, investidores avaliaram o relatório de emprego dos EUA, o payroll, que mostrou uma criação de vagas acima do esperado em outubro. A taxa de desemprego também caiu para 4,1%, sugerindo que o mercado de trabalho americano se mantém resiliente e dando espaço para que o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) mantenha o foco no controle da inflação. ▶️ A sexta-feira também foi de atenção à reforma tributária e ao fim da escala 6x1. Nesta semana, o governo sinalizou a intenção de regulamentar o fim da 6x1 e indicou a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. Já na véspera, o governo publicou a Medida Provisória que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, também conhecido como "imposto do pecado", para 2027. LEIA MAIS Wall Street perde trilhões em um dia: entenda o que derrubou as ações de IA Ações da maior empresa de azeite do mundo despencam; ENTENDA ‘Imposto do pecado’: o que entra? Produtos vão ficar mais caros? Veja perguntas e respostas Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +1,18%; Acumulado do mês: +1,18%; Acumulado do ano: 0,36%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: +0,34% Acumulado do mês: +0,34%; Acumulado do ano: +4,58%. Temores com IA derrubam mercados pelo mundo Os principais índices de Wall Street fecharam em forte queda na última quinta-feira (5), pressionados pelas ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA). O movimento veio em meio ao temor de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos resulte em regras mais rígidas para o setor e desacelere a expansão dos centros de dados no país. O Nasdaq Composite, que concentra empresas de tecnologia, despencou 5,52%, para 24.315 pontos, na maior queda em um único dia desde abril de 2025. O S&P 500 recuou 4,36%, para 7.353,73 pontos, enquanto o Dow Jones caiu 3,44%, para 51.523,06 pontos. A onda de vendas eliminou cerca de US$ 3 trilhões (R$ 16,4 trilhões) em valor de mercado das empresas que compõem o S&P 500. As chamadas “Sete Magníficas”, grupo que reúne algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como Nvidia, Meta, Alphabet e Microsoft, perderam aproximadamente US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em valor de mercado, montante superior ao Produto Interno Bruto (PIB) da Suécia. O Nasdaq também entrou no chamado território de correção, quando um índice acumula queda de pelo menos 10% em relação a um pico recente. O indicador encerrou o pregão quase 12% abaixo do recorde alcançado em 6 de outubro. Foi a maior queda diária do Nasdaq desde o anúncio das tarifas do chamado “Dia da Libertação” pelo presidente Donald Trump, em abril de 2025. O pregão também marcou o segundo dia consecutivo de vendas de ações ligadas à inteligência artificial e a quinta queda superior a 500 pontos do índice desde meados de outubro. Bolsas globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam mistos nesta sexta-feira, após as fortes perdas na véspera. O Dow Jones teve perdas de 0,46%, enquanto o S&P 500 subiu 0,32% e o Nasdaq Composite avançou 1,09%. Já na Europa, as bolsas locais fecharam em queda generalizada na sessão. O índice pan-europeu STOXX 600, que reúne as principais empresas de 17 países europeus e serve como referência para o desempenho das bolsas da região, caiu 1%. Entre os demais índices acionários da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,92%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,81% e o FTSE 100, do Reino Unido, perdeu 1,01%. Na Ásia, as ações da China e de Hong Kong caíram nesta sexta-feira, à medida que uma queda generalizada no setor de tecnologia nos Estados Unidos se espalhou pela Ásia e alimentou temores de que o boom da IA esteja perdendo força. O SSEC, Índice de Xangai, teve queda de 1,10%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 1,44%. Na Coreia do Sul, o Kospi encerrou com um recuo de 6,02%, após ter caído mais de 8% e acionado o circuit breaker na sessão. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 1,27% e o Nikkei, do Japão, recuou 5,96%. Bolsas da Ásia despencam após tombo em Wall Street, e Coreia do Sul aciona circuit breaker * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil A Tesla planeja reduzir gradualmente a produção do Cybertruck em sua fábrica no Texas por volta de meados do próximo ano, afirmou o presidente-executivo Elon Musk nesta sexta-feira (6). A medida deve abrir espaço para ampliar a fabricação do Cybercab, veículo da montadora desenvolvido para operar como táxi-robô. Ainda não está claro se a produção do Cybertruck será transferida para outra unidade ou encerrada definitivamente. A fábrica da Tesla em Austin é a única unidade conhecida da montadora que produz o modelo. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. “O Cybertruck foi uma plataforma incrível de desenvolvimento tecnológico e segue vivo no Cybercab”, afirmou Wes Morrill, engenheiro-chefe do Cybertruck, no X. O Cybertruck, apresentado por Musk como um rival futurista das picapes de montadoras tradicionais, como a Ford, tem enfrentado dificuldades para conquistar o mercado de massa que o executivo projetava quando o modelo foi lançado, em 2023. O veículo também foi alvo de vários recalls e problemas de controle de qualidade, e teve seus preços alterados diversas vezes. Ao mesmo tempo, o Cybercab se tornou peça central da estratégia da Tesla para o mercado de táxis-robôs. Musk afirma que pretende transformar a montadora em uma empresa voltada à robótica e à direção autônoma, com o Cybercab como um dos principais veículos de sua rede de carros sem motorista. Tesla Cybertruck 2026 Divulgação

Yangwang U9 divulgação/BYD O Yangwang U9 Xtreme, superesportivo elétrico da marca de ultraluxo da montadora chinesa BYD, atingiu 503,17 km/h e estabeleceu um novo recorde mundial de velocidade para carros de produção, segundo comunicado divulgado pela fabricante nesta sexta-feira (6). A marca foi alcançada em 1º de novembro, durante um teste realizado em uma estrada de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O veículo superou seu próprio recorde anterior, de 496,22 km/h, registrado em setembro de 2025, na Alemanha. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo a BYD, o resultado garantiu ao modelo dois títulos do Guinness: Maior velocidade alcançada por um carro de produção em uma única direção; Maior velocidade registrada por um carro elétrico de produção nas mesmas condições. A marca também foi reconhecida pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). O carro foi conduzido pelo piloto alemão Marc Basseng, que também estava ao volante quando o veículo estabeleceu seu recorde anterior. Para realizar o teste, as autoridades locais autorizaram o fechamento de um trecho de 10 quilômetros de estrada. A maior reta disponível tinha sete quilômetros de extensão. Os primeiros testes ocorreram em 31 de outubro, quando o carro chegou a 490 km/h. Após ajustes na suspensão, nos pneus e na aerodinâmica, a equipe realizou mais duas tentativas em 1º de novembro. Na última delas, o superesportivo atingiu os 503,17 km/h. Agora no g1 Como é o carro que ultrapassou os 500 km/h? O Yangwang U9 Xtreme é uma versão mais potente do U9 convencional, superesportivo elétrico da BYD conhecido por acelerar mais rápido que uma Ferrari e até saltar sobre buracos. A versão que bateu o recorde tem quatro motores elétricos, um em cada roda, que entregam uma potência combinada de aproximadamente 3.019 cavalos. O modelo também conta com uma bateria de alta potência, pneus desenvolvidos para suportar velocidades extremas e uma suspensão inteligente, capaz de realizar ajustes automáticos para manter a estabilidade. Já o U9 convencional tem quatro motores que, juntos, entregam cerca de 1.300 cavalos de potência. O veículo acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,3 segundos, superando a Ferrari SF90 Stradale, que leva 2,5 segundos para atingir a mesma velocidade. Outra característica do superesportivo chinês é a capacidade de saltar sobre buracos e até "dançar" ao som de música. Isso é possível graças a um sistema de suspensão hidráulica que permite elevar rapidamente o veículo. Segundo a BYD, o carro consegue realizar um salto em apenas meio segundo. Em uma demonstração divulgada pela fabricante, o U9 chegou a 120 km/h e percorreu cerca de seis metros no ar ao saltar sobre um obstáculo. O sistema também permite que o carro realize movimentos sincronizados com música e luzes, criando a impressão de que está dançando. O U9 convencional ainda não é vendido no Brasil. Na China, seu preço parte de 1,68 milhão de yuans (cerca de R$ 1,38 milhão). Já o Yangwang U9 Xtreme, responsável pelo novo recorde, terá produção limitada a apenas 30 unidades em todo o mundo.

Novembro terá três feriados; veja datas e possíveis emendas em 2026 Ainda faltam alguns meses para 2027 começar, mas quem gosta de se organizar com antecedência já pode começar a olhar o calendário. No próximo ano, três feriados nacionais cairão em uma segunda ou sexta-feira, formando feriadões automaticamente. Outras três datas serão celebradas em uma terça-feira e poderão render folgas prolongadas para quem conseguir fazer emenda. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ao todo, sete dos dez feriados nacionais previstos para 2027 ocorrerão em dias úteis. Já o Dia do Trabalho, o Dia da Consciência Negra e o Natal cairão em um sábado, enquanto Tiradentes será comemorado em uma quarta-feira. As oportunidades de descanso podem ser ainda maiores quando entram na conta os pontos facultativos tradicionalmente adotados pelo governo federal. Datas como Carnaval, Corpus Christi e Dia do Servidor Público também favorecem emendas e prolongamentos da folga, dependendo das regras de cada empresa ou órgão público. 📎 No caso do Carnaval, que abrange três dias consecutivos (segunda, terça e quarta-feira de Cinzas), esta reportagem considerou o período como um único feriadão, já que as datas se sucedem e costumam ser tratadas em conjunto como ponto facultativo. Embora não sejam feriados nacionais, essas datas costumam ser tratadas como tal em diversos estados e municípios. Feriados estaduais e municipais, como aniversários de cidades ou celebrações religiosas, podem deixar o calendário ainda mais favorável, dependendo da região. Em São Paulo, por exemplo, o aniversário da cidade (25 de janeiro) é feriado municipal. O governo ainda não divulgou a portaria oficial com os pontos facultativos, mas as datas citadas a seguir costumam ser tradicionalmente adotadas. ➡️ Confira a seguir os feriados e pontos facultativos de 2027: Calendário 2027 Arte g1 Praia de Ipanema lotada no Dia de São Sebastião Felipe Figueiredo/@figfelipefoto

Economista André Lara Resende Agência Senado via BBC O economista André Lara Resende não imaginava que um artigo que ele publicou em sua newsletter na plataforma Substack, na metade de setembro, propondo a criação de um novo órgão de manejo das políticas monetária e fiscal, faria tanto alvoroço meses depois. Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por oito meses em 1998, durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e diretor do Banco Central (BC) entre 1985 e 1986, no período de José Sarney (MDB), ele vê, há dias, seu texto pautar toda a discussão sobre o horizonte econômico do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O objetivo, diz ele à BBC News Brasil, era "responder porque a taxa básica de juros é extraordinariamente alta no Brasil e como escapar dessa armadilha". "Não significa subscrever que o país não tem problemas com gastos [públicos] e com tributação, mas não são eles que estão criando o problema do déficit fiscal brasileiro", completou em entrevista nesta quarta-feira (5/11). Agora no g1 Em 2025, o déficit, citado por ele, foi de 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com o Tesouro Nacional. Na análise de Lara Resende, o desequilíbrio das contas públicas brasileiras é causado mais pelo juro básico elevado do que pelos gastos do governo propriamente — ao contrário do que aponta uma parte significativa do setor financeiro. "É uma 'bolsa-rentista': juros da dívida pública pagos aos detentores da dívida que são também a parcela mais rica da população. Juros altos é um fator concentrador de renda e riqueza". A relação entre o texto publicado antes do primeiro turno da eleição e a realidade não foi fortuita: começou quando a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) compartilhou, na quarta-feira passada (28/10), o artigo em seu perfil nas redes sociais, apontando-o como "fundamental para enfrentar a ofensiva terrorista sobre a política fiscal brasileira". Imediatamente, parte do mercado passou a prospectar não só que o economista se encontraria com Lula — que analisa nomes para encabeçar seu futuro Ministério da Fazenda — como que a proposta contida no texto seria levada a cabo. Ao longo do atual mandato, o presidente enfatizou, em diversas oportunidades, seu descontentamento com elevada taxa básica de juros do país, a Selic. Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, ela foi mantida, nesta semana, a 13,75% ao ano — um freio no ciclo de cortes iniciado ainda no primeiro semestre do ano, quando ela estava em 15%. "Eu não falei com o presidente Lula, não tenho nem tive contato com ele, assim como não tenho nada marcado [para apresentar a ideia a ele]. Essa notícia foi plantada obviamente para queimar a proposta ou [prejudicar] alguém que não eu, porque todo mundo sabe que eu não quero ir para o governo — incluindo o próprio Lula", afirma. "Estão queimando alguém que defendeu essa proposta, uma briga interna dentro do governo na qual eu entrei como Judas no Pai Nosso". Um dos formuladores do Plano Real, que estancou a hiperinflação brasileira da transição das décadas de 1980 e 1990, André Lara Resende explica, nesta conversa, que o núcleo da sua proposta está na criação do Conselho Fiscal e Monetário Nacional (CFMN), um órgão que atuaria lado a lado com o Banco Central para formular metas de longo prazo ao manejo fiscal do país e para a taxa básica de juros. O conselho teria o papel, sobretudo, de "coordenar as expectativas" sobre os juros e a política fiscal. Para ir adiante, contudo, esse plano precisaria passar pelo crivo do Congresso Nacional, porque o BC não tem autonomia institucional para criar conselhos próprios, apenas comitês consultivos. Resende sustenta um diálogo com o economista americano John Cochrane, pesquisador da Hoover Institution, ligada à Universidade Stanford, na Califórnia, nos Estados Unidos, que se tornou conhecido por ter construído uma teoria alternativa aos efeitos dos juros sobre a inflação. Nesta semana, Cochrane publicou uma nota, também em uma newsletter no Substack, qualificando a proposta de Lara Resende como "sofisticada", mas dizendo que ela se apega mais a preceitos teóricos do que práticos. No Brasil, segmentos do setor financeiro tanto quanto da oposição ao governo passaram a apontar que a ideia é, na verdade, apenas uma tentativa de diminuir os juros à força, esvaziando a autonomia do Banco Central em formular a política monetária. Eles se apegaram, principalmente, a um trecho do artigo em que o economista estabelece que, "para dar início ao novo regime fiscal e monetário, o BC anunciaria a redução gradual do juro básico, ao longo de cerca de 12 meses, para a taxa de crescimento nominal potencial mais um spread transitório de segurança de 2%, isto é, perto de 7,5% ao ano". "Eu tenho uma longa tradição de ser contra tabelamentos de qualquer tipo", responde ele. "[Esses números] são meramente indicativos. A trajetória e o ritmo [da taxa básica de juros] devem ser avaliados ao longo da implantação da proposta de acordo com a evolução das circunstâncias", continua. De outro lado, mesmo economistas mais à esquerda criticaram o plano, enfatizando que ele causaria fuga de capitais e desvalorizaria o real, afetando a inflação e, por consequência, os salários. Nessa entrevista, Lara Resende explora as nuances da sua proposta, reflete sobre teoria da relação entre juros e inflação e critica comparações feitas, nos últimos dias, ao seu plano, como a queda dos juros incitada na Turquia de Recep Erdogan. BBC News Brasil - Qual é o núcleo indispensável da sua proposta? André Lara Resende - Ela parte do pressuposto de que o déficit fiscal brasileiro se dá sobretudo devido ao serviço da dívida [pública, ou seja, os juros pagos sobre a dívida]. A dívida pública é alta — [corresponde a] cerca de 80% do PIB —, mas não é extraordinariamente alta. O que é extraordinariamente alta é a taxa básica de juros [a Selic], que é mais do que o dobro da segunda taxa de juros real mais alta do mundo [a taxa real de juros do Brasil está em 8,77%, a mais alta do mundo, segundo projeção da consultoria Moneyou. A segunda colocada do ranking é a Turquia, com 7,77%]. O custo da dívida pública brasileira é determinado essencialmente pela taxa básica de juros, instrumento de política do Banco Central que baliza a estrutura de juros ao longo da yield curve [a relação entre a taxa de juros e os vencimentos de títulos de renda fixa] do BC. O núcleo da proposta é responder porque a taxa básica de juros é extraordinariamente alta no Brasil e como escapar dessa armadilha. Não significa subscrever que o país não tem problemas com gastos [públicos] e com tributação. Nossa política fiscal tem muito que ser aprimorada. Os gastos, por exemplo, são em grande parte patrimonialistas, demagógicos e populistas, mas não são eles que estão criando o problema do déficit fiscal brasileiro. O déficit primário, que exclui o serviço da dívida, foi um dos menores do mundo em 2025, segundo o Fundo Monetário Internacional [FMI], e é assim há muitos anos — com exceção do período da pandemia. Ele nunca foi superior a 1,5% [do PIB]. Anda na faixa de 0,5% a 0,7%. São evidências empíricas. BBC News Brasil - Por que o Banco Central tem decidido manter os juros altos, então? Lara Resende - Viemos de uma tradição de juros muito altos desde o [Plano] Real [em 1994]. Fez sentido lá atrás, quando o Brasil vivia um estrangulamento externo, em que dependia de financiamento de fora e tinha acabado de sair de uma renegociação da sua dívida externa. Hoje o Brasil não tem dívida externa. A dívida pública brasileira é quase integralmente carregada por residentes do país e é denominada pela moeda nacional. Essa confusão entre dívida interna e externa, embora seja comum, é um grande equívoco, porque o pagamento da dívida externa exige a transferência real de recursos para o exterior, mas a dívida interna, não: ela é a dívida que o Estado tem com o setor privado. É uma redistribuição doméstica de renda e de riqueza. BBC News Brasil - O argumento comum é que os juros altos existem para controlar uma inflação que vem sendo causada pelos elevados gastos públicos. Lara Resende - A ideia de que a política monetária controla a inflação através da taxa básica de juros é altamente questionável. A estrutura conceitual que a ampara foi desmontada com as mudanças que fizeram com que, hoje, toda moeda seja remunerada. As reservas bancárias dos países são remuneradas. A distinção entre dívida pública e moeda praticamente desapareceu. Além do mais, a ideia de que a taxa de juros afetaria a inflação — os chamados "mecanismos de transmissão" — vinha pela alta da taxa de juros e pela redução do investimento. Sempre se soube que consumo e investimento são pouco sensíveis à taxa de juros, mas essa era a hipótese: [que a alta dos juros] provoca desaquecimento da economia, desemprego e modera os salários pela relação empírica que nós, economistas, chamamos de "curva de Phillips" [a relação inversa entre desemprego e inflação]. Mas a curva de Phillips desapareceu no mundo todo, não só no Brasil. BBC News Brasil - De que forma? Lara Resende - Porque a redução do desemprego não pressiona a inflação. Existem várias razões possíveis a isso: a mais provável é que o desemprego formal desapareceu enquanto a força dos sindicatos se reduziu drasticamente. Fato é que, sem um mecanismo de transmissão, não há mais como explicar como a taxa de juros reduz inflação. Isso passou a ser [explicado] através das expectativas. Minha proposta não é, com certeza, sobre tabelamento dos juros. Eu tenho uma longa tradição de ser contra tabelamentos de qualquer tipo. Ela é sobre um aperfeiçoamento institucional por meio da criação de um órgão coordenador de política monetária e fiscal que estabeleceria metas, horizontes de longo prazo, acima de 5 anos, para a política fiscal — sobretudo a política fiscal de investimentos — e para a política monetária, ou seja, para a taxa básica de juros. Em relação especificamente à taxa de juros, seria dizer: "o objetivo de longo prazo, a ser atingido na medida do possível, que poderia ser um dois, três anos, até mais se as circunstâncias ficassem muito complicadas, é que a taxa básica de juros fosse fixada em uma faixa cujo piso seria a meta de inflação e o teto, o crescimento nominal da economia. A isso se acrescentaria um "prêmio de prudência", que eu sugeri ali que seja de 2%, 3% e que, quando fosse possível, desapareceria. A taxa básica de juros seria inferior ao crescimento do PIB nominal. É a condição de estabilidade da relação dívida e PIB. Com isso, garantiríamos sustentabilidade fiscal ao país e, com isso, poderíamos reduzir a taxa básica de juros. Trata-se de uma coordenação de expectativas necessária para sairmos do que chamamos, na macroeconomia, de "mau equilíbrio": um equilíbrio [econômico] com taxa de juros alta, para irmos em direção a um "bom equilíbrio", com juros baixos. Como essa transição pode ser perigosa caso as expectativas se desancorarem, eu proponho que exista essa coordenação. Para que as expectativas não se desancorem. Por isso que se trata de aperfeiçoamento institucional. BBC News Brasil - O economista John Cochrane, porém, escreveu não conhece "nenhum precedente histórico bem-sucedido" dessa mudança e que ela "se baseia mais em teorias do que em políticas". Qual é a viabilidade prática dessa proposta? Lara Resende - Você já ouviu falar em moeda indexada na URV [Unidade Real de Valor, que operou a transição do cruzeiro real para o real, em 1994]? Existia alguma experiência de sucesso disso antes? Pois fui eu quem propus a moeda indexada naquela época, e você não tem ideia de como foi a reação, do tanto de dúvidas que existia em relação à URV. Foi um bombardeio político contra [a proposta]. Também não havia experiência conhecida sobre como vencer uma inflação como a brasileira, fora as experiências da primeira metade do século 20. Obviamente que uma política de estabilização em um cenário de hiperinflação, de inflação crônica, como era aquele, é diferente da inflação moderada de agora. Na verdade, nós não temos um problema de inflação hoje no Brasil. Nosso problema são os juros altos. Não estou tentando baixar a inflação e, sim, a taxa de juros. Para isso, é preciso coordenar as expectativas. BBC News Brasil - Em que sentido? Lara Resende - Política fiscal e política monetária são intrinsecamente interligadas, porque o instrumento dos bancos centrais não é mais a quantidade de moeda [em circulação na economia], mas, sim, a taxa básica de juros que, por sua vez, afeta diretamente as despesas dos governos. No caso do Brasil, ela é o principal componente das despesas do governo ou o principal componente do déficit. É preciso pensar. [Essa proposta] exige questionar ensinamentos e crenças consolidadas. Quem não pensa, quem não questiona, não faz avançar o conhecimento humano. Não ter tido experiência anterior não quer dizer absolutamente nada. Existe uma garantia de que a minha proposta daria certo? Não. Mas, bem entendida e bem implementada, ela é um avanço institucional com uma alta probabilidade de dar certo. BBC News Brasil - O mercado se apegou muito a um trecho do artigo em que o senhor fala em reduzir a Selic para 7,5% em 12 meses. Isso seria feito coordenando as expectativas? Lara Resende - Os 12 meses e a taxa a 7,5% são meramente indicativos. A trajetória e o ritmo [da taxa básica de juros] devem ser avaliados ao longo da implantação da proposta de acordo com a evolução das circunstâncias. BBC News Brasil - Onde o senhor identifica os entraves da proposta? Lara Resende - Na possibilidade de que as expectativas sejam negativas. O terrorismo que a imprensa e os economistas do mercado financeiro fazem ajudam a desancorá-las. Impedem que a taxa de juros brasileira vá a um nível razoável. Não estou propondo nem tabelamento, nem levar para juros negativos nem uma repressão financeira, mas simplesmente levar os juros reais a um nível compatível com os do mundo — onde ela é a metade disso. O ponto crítico é se isso levaria a um repique inflacionário, desancorando o câmbio, com saídas de capitais e valorização do dólar — um canal de transmissão de inflação em países de economia aberta. Mas o Brasil não tem dívida externa, não tem déficit comercial — ao contrário, tem um robustíssimo superávit comercial, com contas externas muito sólidas e equilibradas — tem zero de dívida externa, além de possuir US$ 370 bilhões em reservas. Não seria um tabelamento da taxa de câmbio. O BC simplesmente anunciaria, para não haver surpresa, que ele evitaria flutuações drásticas da taxa de câmbio. Ele já faz isso, inclusive. Ele indicaria qual é a taxa de câmbio que considera razoável, não a imporia ao mercado. Nesse modelo, o Banco Central faria um forward guidance [uma orientação pública de intenções usada por órgãos econômicos] das duas variáveis monetárias chaves para a inflação: a taxa básica de juros e a taxa de câmbio. Seria uma forma de coordenar expectativas através de um anúncio, de médio e longo prazo, dessas variáveis. BBC News Brasil - O senhor aponta que a redução da taxa de juros faria, de imediato, a inflação subir até voltar a uma estabilidade no longo prazo. Mas essa alta inicial dos preços, com a Selic baixa, não acabaria custando o emprego da equipe econômica de ocasião? Qual seria a magnitude aceitável dessa inflação? Lara Resende - Eu sou o mais radical anti-inflação. Sou contra aumentar ou flexibilizar a meta [de inflação], porque ela é coisa muito séria. Pensei sobre isso durante toda a minha carreira de economista. Há, de fato, a possibilidade de a redução na taxa de juros provocar um pequeno repique na taxa de inflação. O próprio John Cochrane diz que faz o diabo para tentar explicar por que a redução da taxa de juros leva a uma alta de inflação no curto prazo. Eu acho, inclusive, que existe uma forma melhor de ver isso: pela taxa de câmbio. É possível que, ao reduzir a taxa de juros, aconteça uma desvalorização do câmbio com uma pressão inflacionária no curto prazo. Esse é o ponto fundamental que deve ser monitorado, de fato. Por isso que é que o Banco Central deve anunciar, em um forward guidance, qual é a trajetória [esperada] para a taxa de câmbio. Mas, o que eu defendo é que esse repique seria pouco provável na situação brasileira, tanto porque a dívida do Brasil é de curto prazo, especialmente de LFTs [sigla para Letra Financeira do Tesouro, um título público de rentabilidade indexada na Selic], que faria esse efeito ser muito fraco, como porque o país não tem dívida externa e possui uma boa reserva de dólares. O efeito sobre o câmbio é mínimo. O que eu fiz, então, foi discutir uma possibilidade teórica de um repique. Só isso. BBC News Brasil - A criação de um conselho definidor das políticas monetária e fiscal afetaria de que forma a independência do Banco Central? Lara Resende - Boa pergunta. Uma pessoa séria me questionou, dias atrás, se haveria uma substituição do Copom. Eu respondi que não. Não mudaria nada. O Banco Central continuaria a funcionar exatamente como hoje. Haveria um órgão coordenador, um conselho com políticas de longo prazo que dialogaria com o BC, mas o banco manteria a autonomia para implementar as diretrizes de longo prazo monetário e fiscal que esse conselho fixaria. Ele seria formado, além disso, por experts e, com certeza, o presidente do BC teria um assento nesse grupo. Outro seria o do ministro da Fazenda e, um terceiro, do secretário do Tesouro. Não penso em um conselho enorme: precisaria ter mais uns dois ou três experts. BBC News Brasil - Esse conselho teria o mesmo nível institucional que o Copom ou o Conselho Monetário Nacional (CMN), do BC, ou seria mais um comitê consultivo? No primeiro caso, o parlamento precisaria aprovar. No segundo, o BC poderia criá-lo. Lara Resende - Teria que ser criado pelo Congresso. Não seria um comitê do Banco Central, que continuaria a ser operacionalmente independente. O CFMN seria um órgão formulador de políticas macroeconômicas de longo prazo que seriam implementadas tanto pelo Banco Central (política monetária) quanto pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, no caso da política fiscal. O CMN tinha representantes setoriais, o que é um equívoco: os conselheiros devem representar o interesse nacional, não os setoriais. Além disso, caso as políticas monetárias e fiscais implementadas ficassem fora das diretrizes traçadas pelo CFMN, esses órgãos deveriam dar explicações em cartas abertas. Tudo precisa ser discutido nos fóruns competentes. Estou apenas fazendo uma sugestão. BBC News Brasil - Até 2017, a dívida pública não havia passado de 50% do PIB. De lá para cá, porém, ela subiu 30 pontos percentuais, enquanto a Selic não se manteve estável. Ela flutuou de momentos em que estava mais alta para outros em que foi reduzida. Se, como o senhor escreveu, "o cerne do problema fiscal reside no serviço da dívida e todo o resto é secundário", por que a dívida cresceu mesmo quando a taxa básica de juros não estava tão elevada? Lara Resende - A dívida cresce pelo serviço da dívida (os juros, o custo) e pelo déficit primário. Se você somar déficit primário com serviço da dívida, você tem o crescimento da dívida. A Selic flutuou, é fato, mas ela tem sido extraordinariamente alta no Brasil. Chegou a ser de 50% depois do Real. O que impressiona é o contrário: como uma taxa básica de juros tão alta não fez a dívida explodir ainda? Olhe a situação do Brasil: a inflação está relativamente contida e o déficit primário é pequeno na comparação mundial, como foi nos últimos 20 anos. A taxa de juros, no entanto, é extraordinariamente alta. O problema é esse: a taxa de juros extraordinariamente alta! Isso não é um aval para subscrever a política fiscal brasileira, que é ruim tanto no lado dos gastos quanto no lado das receitas. BBC News Brasil – Além disso, entre 2011 e 2013, o então presidente do BC, Alexandre Tombini, iniciou um ciclo de queda da Selic que, em um primeiro momento, controlou a inflação. Pouco mais de um ano depois, porém, os preços voltaram a subir e o órgão teve que ajustar a taxa para cima novamente. O que aconteceu naquele contexto que não se repetiria agora? Lara Resende - Os fatos estão sempre sujeitos a como eles são relatados e às interpretações. O fato aí é, em primeiro lugar, que o Tombini não reduziu os juros por ordem da presidente Dilma Rousseff [PT], como foi percebido à época por causa da pressão que ela exercia. Todo presidente quer baixar os juros, mas achar isso é um pênalti total. A ideia de que o BC reduziu juros por imposição política é muito séria e gera uma profunda desconfiança. O Tombini não fez isso — e eu nem o conheço, mas sei que ele não fez. Dito isso, na minha opinião, ele baixou os juros corretamente porque, naquele momento, depois da crise financeira de 2008, havia uma oportunidade extraordinária para o Brasil escapar da armadilha dos juros altos. O que deu errado? O governo do PT, com o Guido Mantega como ministro da Fazenda, achou que era a oportunidade de fazer uma política keynesiana estupidamente de aumento de gastos. Eles "sentaram o pau" na máquina de gastos no déficit público, quando, na verdade, eles deveriam ter mantido a política fiscal contida e aproveitar para baixar os juros. O Tombini fez a coisa certa. A Fazenda, o errado. Mais um caso exemplar da necessidade de coordenação da política monetária e fiscal — a essência do que estou propondo hoje. Aliás, todo mundo cita o caso do Tombini [como contraponto à proposta]. São pessoas preguiçosas e ignorantes. A mesma coisa sobre o [Recep] Erdogan [presidente da Turquia], que é um voluntarismo político absurdo [comparar] um ditador que impôs a queda dos juros como se ele tivesse alguma coisa [semelhante] ao que eu estou propondo intelectualmente para que seja debatido e analisado. BBC News Brasil - E qual é a análise do senhor sobre os gastos públicos, o ponto de discórdia entre mercado e governo? Lara Resende - Devem ser racionalizados e coerentes. O governo deve custar o mínimo possível e tributar o mínimo possível. Os gastos com a máquina pública e com as transferências devem ser integralmente cobertos pela arrecadação tributária, e devemos exigir que essas contas estejam equilibradas. Porém, os gastos de investimento — e temos sempre que definir o que é gasto de investimento, por isso a necessidade de um conselho que faça isso —, teria um orçamento separado cujo custeio não viria pela arrecadação. Dizer que uma empresa só pode investir com recursos próprios é fazer com que ela fique impossibilitada de crescer. Em uma economia de crédito, é óbvio que adotar uma medida dessas seria restringir o investimento. O mundo contemporâneo é da teoria do crédito, embora, infelizmente, a teoria econômica ainda pense como uma economia de real, onde o crédito e o setor financeiro são irrelevantes. É muito difícil que as pessoas abram a cabeça. Elas aprenderam assim. Virou um dogma. Eu até entendo quem defendia isso em 1950, mas fazer isso em 2026? Com a hipertrofia financeira do mundo — e basta ver a proporção de ativos financeiros em relação à renda? Não faz sentido. Até a [revista britânica] The Economist, conservadora e cada vez mais burra, reconheceu isso. O mundo de hoje não é de renda, mas de riqueza, de ganho de capital. A riqueza financeira hoje é a expansão de crédito, são os direitos sobre produtividade humana, que não são inflacionários porque não se transformam imediatamente em despesas. BBC News Brasil - O senhor tem conversado com membros do governo sobre a adoção da proposta? Lara Resende - Evidentemente que não. Que a [deputada federal do PT] Gleisi Hoffmann tenha gostado do que eu estou propondo... Naturalmente muita gente gostou, da mesma forma que é quase unânime que quem não gostou foi o sistema financeiro e seus representantes na grande mídia. Até onde eu sei, a grande maioria das outras pessoas gostou. Não quer dizer que elas não achem que não têm riscos, que ela deva ser implementada — eu acho que sim, mas eu também sou cauteloso. O Cochrane disse isso: que não conhece o Brasil, mas que a proposta é inteligente, apesar da cautela necessária. Eu não falei com o presidente Lula, não tenho nem tive contato com ele, assim como não tenho nada marcado [para apresentar a ideia a ele]. Essa notícia foi plantada obviamente para queimar a proposta ou [prejudicar] alguém que não eu, porque todo mundo sabe que eu não quero ir para o governo — incluindo o próprio Lula. Estão queimando alguém que defendeu essa proposta, uma briga interna dentro do governo na qual eu entrei como Judas no Pai Nosso. BBC News Brasil - O senhor vê alguma forma de mudar a direção dos juros dentro do modelo atual ou isso só seria possível com uma mudança profunda? Lara Resende - É que não acho que a minha proposta tenha algo de mudança profunda. Ela é apenas um aperfeiçoamento institucional com apoio unânime de pessoas inteligentes, a começar pelo próprio John Cochrane. Como me disse um colega: só os tolos seriam contra uma proposta de coordenação das políticas monetária e fiscal por meio de um conselho. Não tem nada de revolucionário ou de dramático nisso. Agora, é óbvio que a convergência para um bom equilíbrio entre a política monetária e a fiscal exige credibilidade institucional, o que está baixo no Brasil nesse momento. Isso precisaria ser resolvido. Quando eu estava propondo isso, eu ponderei que talvez nem seja o melhor momento [para implementar], inclusive. Facilitaria muito se o governo apresentasse um projeto coerente, objetivo e crível de consolidação fiscal. Cochrane, na resposta ao meu artigo, fez uma observação típica de um ultraliberal como ele é — completamente descrente da ação estatal: de que o Estado sempre vai falar em racionalização [dos gastos públicos]. Eu também sou descrente do Estado, mas, ao contrário dele [Cochrane], não desisti. Sou um cético esperançoso: tenho esperança de que o Estado possa ser inteligente, eficiente e que defenda o bem público, e não interesses corporativos, personalistas e patrimonialistas, como tem sido no Brasil e no mundo. BBC News Brasil - Mas, voltando ao ponto inicial da conversa, como seria possível coordenar essas expectativas se o senhor aponta tanto que o setor financeiro não concorda de antemão com a proposta, justificando-se pelo argumento do excesso de gastos, quanto que há muita desconfiança institucional para que o Estado promova algum tipo de mudança nos juros? Lara Resende - A redução gradual e anunciada da taxa básica de juros para uma faixa em que ela fosse menor do que o crescimento da economia garantiria a convergência da relação entre dívida e PIB. O diferencial de juros em relação ao exterior continuaria muito atraente, e o "risco fiscal e político" de um default [não pagamento da dívida] seria afastado. Essa é uma alternativa muito superior para o próprio mercado rentista, que teria ganhos menores, mas mais sustentáveis. Além disso, se o déficit primário do Brasil é um dos menores do mundo, por que se diz que ele gasta muito? Está factualmente errado. Não gasta muito. BBC News Brasil - A base do argumento, nesse caso, está na elevação da própria dívida. Lara Resende - Mas a dívida subiu não porque o governo gasta muito, e sim porque o serviço da dívida, isto é, os juros altos, a fez crescer. O que dá para dizer é que o governo, apesar de ter um déficit primário pequeno, gasta muito mal. Aí eu concordo totalmente. Dá para dizer, além do mais, que o governo, para ter um déficit pequeno gastando mal, tributa excessivamente. É verdade: a carga tributária pode ser melhorada, porque é confusa e distorciva. Mas não tem a nada a ver com que dizer que o governo gasta muito. Nós cortaríamos gastos de onde? Os gastos de transferência, por exemplo, são altos no mundo todo, mas são necessários. Direita e esquerda defendem o Bolsa Família no Brasil. Na verdade, o gasto absurdo que desequilibra as contas públicas no país é o "bolsa-rentista": juros da dívida pública pagos aos detentores da dívida que são também a parcela mais rica da população. Juros altos é um fator concentrador de renda e riqueza. BBC News Brasil - Se explica aí, em parte, a a manutenção dos juros altos? A capacidade de concentrar renda? Lara Resende - Não. É a concentração de renda e riqueza que é consequência dos juros altos. Dá para dizer que os juros são altos também por uma pressão dos que se beneficiam deles. Mas vai além de interesses diretos: envolve ignorância, dogmatismo e mau entendimento de macroeconomia, de política monetária e financeira. É uma combinação de interesses específicos e ignorância. BBC News Brasil - O senhor escreve também que a trajetória da relação dívida/PIB está em um caminho insustentável. Sem que haja uma mudança, o que deve acontecer no médio prazo? Lara Resende - A sustentabilidade disso depende muito de quantas pessoas querem acreditar que a bolha não vai estourar, mas, como toda bolha financeira, ela estoura de surpresa, e daí vem um crash. Esse é o perigo. Tudo parece estar certo, que não terá problema, e ela continua crescendo até o momento em que as pessoas percebem que é insustentável. Aí tem o crash. A hipertrofia financeira atual será considerada insustentável e, em algum momento, virá um crash. Mas não é um fenômeno específico brasileiro. Está acontecendo no mundo todo, porque essa hipertrofia financeira é a contraparte da hipertrofia do endividamento público. Em algum momento terá que ser corrigido. BBC News Brasil - Há algo que ficou em aberto do Plano Real e que ajuda a entender esse cenário agora? Lara Resende — O Plano Real foi extraordinário, mas passou. Esquece. Não vamos ficar voltando a ele. Isso me incomoda. O que vale dizer é que a taxa de juros, naquela época, quando o Brasil estava saindo da renegociação da sua dívida externa, de uma moratória, era uma reação a uma situação completamente diferente da atual. Quando a URV passou para o Real e nós decidimos deixar a moeda flutuar [em relação ao dólar], a taxa básica de juros muito alta foi fundamental, perto de 50%, para ancorar a credibilidade da nova moeda. Meses depois, inclusive, US$ 1 valia algo como 83 centavos de real. Havia uma justificativa. Isso se consolidou uns dez anos depois, quando se estabeleceu o sistema de metas do Banco Central, inclusive. Naquele momento, a taxa básica de juros já deveria ter sido trazida para níveis razoáveis a nível internacional. Se não foi feito ali, está na hora de fazer esse ajuste agora.

IBGE Tocantins Helena Pontes/Agência IBGE Notícias As inscrições para o concurso temporário do IBGE para atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027 começam nesta sexta-feira (6). Os interessados podem se candidatar até 25 de novembro pelo site da Fundação Cesgranrio, organizadora da seleção. A taxa de inscrição é de R$ 70. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Ao todo, são 27.279 vagas para o cargo de recenseador em todo o país. A função exige ensino fundamental completo e idade mínima de 18 anos na data da contratação. A remuneração fixa mensal é de R$ 1.741, mas o edital prevê pagamento por produtividade, que pode elevar os ganhos para até R$ 4.370. Segundo o instituto, a produtividade estimada para a maior parte dos candidatos deverá resultar em remuneração de até R$ 2.629 por mês. Concurso do IBGE; Número de vagas Arte/g1 Além do salário, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio-deslocamento, auxílio pré-escolar, férias proporcionais acrescidas de um terço e 13º salário proporcional. As provas serão aplicadas no dia 31 de janeiro de 2027, das 13h às 17h. O exame terá 60 questões, distribuídas entre Língua Portuguesa, Matemática e Conhecimentos Técnicos sobre o Censo Agropecuário. Para ser aprovado, o candidato precisará obter pelo menos 18 pontos no total e acertar ao menos uma questão em cada disciplina. Os contratos terão duração inicial estimada de seis meses, mas poderão ser prorrogados de acordo com a necessidade do IBGE, respeitado o limite legal de quatro anos. Os candidatos convocados também precisarão participar de treinamento obrigatório, com aproveitamento mínimo de 60%. Segundo o edital, os recenseadores serão responsáveis por visitar estabelecimentos agropecuários, realizar entrevistas com produtores rurais e registrar informações em dispositivos eletrônicos de coleta. Entre os dados levantados, estarão informações sobre produção agrícola, pecuária, aquicultura, uso da terra, mão de obra e características dos estabelecimentos rurais. As informações coletadas servirão de base para pesquisas estatísticas, formulação de políticas públicas e planejamento de ações governamentais voltadas ao setor agropecuário brasileiro. Cronograma Inscrições: de 6 a 25 de novembro de 2026 Pedido de isenção da taxa: de 6 a 25 de novembro de 2026 Prazo final para pagamento da taxa: 27 de novembro de 2026 Prova objetiva: 31 de janeiro de 2027, das 13h às 17h Divulgação do gabarito preliminar: 1º de fevereiro de 2027 Resultado preliminar da prova: 5 de março de 2027 Procedimentos de validação das cotas: entre março e abril de 2027 Resultado final: 30 de abril de 2027 Agora no g1

Como funciona a Mega-Sena? O concurso 3.082 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 55 milhões para os apostadores que acertarem as seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta sexta-feira (6), em São Paulo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia No concurso da última quarta (4), nenhuma aposta acertou a faixa principal e o valor acumulou. O g1 transmite todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet – saiba como fazer a sua aposta online. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1 Para apostar na Mega-Sena As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. Ainda segundo a Caixa, para os sorteios realizados aos domingos as apostas simples podem ser efetuadas até as 22h de sábado por meio das unidades lotéricas, pelo Portal Loterias Caixa e do aplicativo Loterias Caixa. A comercialização dos Bolões Caixa nos canais eletrônicos, nesse caso, acontece até às 10h45 do domingo, quinze minutos antes da realização dos sorteios. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.

Renata tem uma lanchonete no Paraguai Acervo pessoal A brasileira Renata de Brito, de 44 anos, tomou um susto quando abriu o aplicativo do Ueno Bank, no Paraguai, e não conseguiu mais acessar sua conta, na terça-feira (3/11). Era no banco que ela guardava todas as suas economias e recebia os pagamentos feitos pelos seus clientes na lanchonete que mantém na cidade de Hernandarias, perto da fronteira com o Brasil. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Me falaram que estava bloqueado quando tentaram fazer um pagamento para mim. Quando fui ver, não acessava mais nada. Estou muito preocupada pelo meu negócio", diz Renata, que usava a maquininha de pagamentos do banco. A crise no Ueno Bank, que sofreu intervenção do Banco Central do Paraguai na terça após ser constatado que seu índice de solvência caiu para menos da metade do mínimo exigido, levou à renúncia do presidente paraguaio, Santiago Peña, nesta quinta (5/11). "Faço isso pensando na estabilidade do país", diz Peña ao renunciar no Paraguai A instituição era um dos principais bancos do Paraguai e, segundo dados da própria instituição, tinha 3 milhões de clientes, o equivalente a 60% da população adulta do país. São pessoas que estão com suas economias bloqueadas. Também havia milhões de dólares em recursos públicos, especialmente da previdência social, administrados pelos bancos. O Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai cobre depósitos de até 228 milhões de guaranis por pessoa (cerca de R$ 211 mil). O Banco Central do país chegou a garantir o ressarcimento e afirmou que ainda precisa avaliar se conseguirá cobrir valores acima desse limite. O economista Alexandre Barros da Costa, pesquisador que acompanha a economia paraguaia na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e Universidade Federal do Paraná (UFPR), estima que a crise no Ueno pode afetar dezenas de milhares de brasileiros que moram no país. Isso porque, segundo Costa, o banco atrai imigrantes pela facilidade de abertura de contas. "A falta de burocracia e o cadastro rápido fizeram com que ele se tornasse a primeira opção para milhares de estudantes de medicina, pequenos comerciantes da fronteira, produtores rurais, investidores", diz o economista. "E essa paralisação gera crise imediata no pagamento de aluguel, mensalidade, alimentação dessas pessoas." Renata de Brito diz que escolheu o banco justamente pela facilidade e por ser uma empresa disseminada no país. "Era um banco que patrocinava clubes de futebol, com muita propaganda. Então, essa facilidade atraía", diz ela, que se mudou para o país para ter uma vida mais tranquila após ser afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo a brasileira, ela já havia pago todas as contas que venciam esse mês. Mas ela teme que até o fim de novembro, quando precisa pagar a parcela de um apartamento que comprou, não tenha seu dinheiro de volta. O pouco que ela tem em recursos físicos é para manter o caixa do seu negócio, uma lanchonete. "O meu plano B é tentar realocar recursos que ainda recebo no Brasil devido à venda de um sítio", explica. Segundo estimativas do Ministério das Relações Exteriores, em 2025 havia 270 mil brasileiros vivendo no Paraguai, a maior comunidade na América do Sul, e a terceira no mundo, atrás apenas de EUA e Portugal. Mas tem havido uma onda recente de brasileiros indo ao Paraguai, como revelado pela BBC News Brasil em abril deste ano, motivados por questões econômicas e políticas. Uma dessas pessoas é a empresária Erika Silva, 41 anos, que está de malas prontas para se mudar de vez de São Paulo para o Paraguai. Como já tem feito negócios de importação e exportação no país, ela abriu uma conta no Ueno Bank e tem deixado um valor baixo para gastos pontuais quando está no país. Agora, o recurso está bloqueado. "Como era pouco, está tudo bem. Não vou voltar atrás de ir para lá, porque pior que está aqui no Brasil não fica", avalia. Segundo a empresária, há muitos brasileiros com recursos presos, mas a maioria não tinha todo a economia investida no Ueno, justamente por ser um banco digital. Mas, diz ela, isso não mudou "o pensamento dos brasileiros que se mudaram". Em geral, são pessoas em busca de pagar menos impostos e insatisfeitas com a política brasileira. Perguntada se a renúncia de Peña, que é de direita, e o envolvimento dele na crise poderiam levar a uma reavaliação sobre as expectativas sobre o Paraguai, Erika afirma que não. "O meu único receio é se assumir um político de esquerda. Vou ser sincera, se isso acontecer, aí eu não vou mais investir no Paraguai", diz. Impacto na economia paraguaia Segundo o economista Alexandre Barros da Costa, ainda vai levar um tempo para saber com precisão a extensão total dos danos da crise do Ueno à economia paraguaia. Mas o pesquisador avalia que os danos tendem a ser mais de curto prazo. "É fato que agora, no curto prazo, haverá um choque na economia paraguaia pela redução do consumo das famílias e pelo impacto nos pequenos comerciantes que dependem dessa massa salarial bloqueada no Ueno para girar o negócio." "Mas, apesar dessa crise, os dados macroeconômicos do Paraguai como um todo estão estáveis. Não há que se falar em desespero em termos de macroeconomia. Não avalio que o sistema financeiro enfrenta uma crise em função dessa intervenção", defende. Santiago Peña, presidente do Paraguai desde 2023 que renunciou ao cargo em 5 de novembro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo/File Photo Segundo Costa, o crescimento do Paraguai nos últimos anos, acima da média da região, está também ligado ao processo de bancarização do país, com a entrada de milhões de pessoas no sistema bancário. "Os depósitos privados das pessoas físicas e jurídicas no sistema bancário têm saltado 19% ao ano. É um ambiente de inclusão financeira, de fintechs e bancos digitais que impulsionaram a abertura massiva de contas e contribuíram com crescimento do PIB paraguaio." Para o professor, chamar o caso Ueno de "Master paraguaio", em comparação com a crise do banco de Daniel Vorcaro no Brasil, é pertinente em alguns aspectos, especialmente no que diz respeito à alocação de recursos públicos da previdência e o modus operandi de uma fraude, se ela for comprovada. "São bancos que utilizaram dessa proteção financeira do Fundo Garantidor pra atrair investimentos e, depois, quando 'quebra', quem arca são bancos sérios do mercado financeiro que aportam dinheiro no fundo. E claro que esses bancos terão que recompor o fundo e pode repassar para os clientes. Então, a sociedade arca sim pela má gestão", diz. "Mas o impacto proporcional no Paraguai tende ser significativamente maior e socialmente mais grave que o Master, embora ache que a economia paraguaia não se desestabilizará", completa. Reportagens na imprensa paraguaia indicam que os recursos públicos paraguaios no Ueno somam cerca de 850 milhões de dólares, representando quase 2% do PIB. Agora, no país, tem havido uma corrida a outros bancos para pessoas que tinham conta no Ueno tentarem novo acesso ao sistema financeiro. A brasileira Renata de Brito tem corrido para abrir uma nova conta e conseguir uma nova maquininha, enfrentando as filas que tomaram conta das agências pelo país. Ela espera que haja uma resolução no país, com mobilização para devolução dos recursos nos próximos dias. "Mas sinceramente não sei se renúncia do presidente vai ajudar nessa resolução", diz, aflita. Escândalo no Paraguai A intervenção no banco é o desfecho de um escândalo que tem marcado o governo do presidente Santiago Peña desde que ele assumiu o cargo, em 2023. Peña figurava como acionista da Ueno Holding, que reúne empresas como a Ueno Seguros, a itti e o Grupo Vázquez, principal acionista do Ueno Bank. No início de 2025, o presidente afirmou que havia deixado de ser acionista da holding e negou qualquer ligação com o banco. "Eu fui investidor, sou economista, me especializei em Finanças e fiz um investimento há seis anos na empresa Credi Centro, que posteriormente se transformou na Ueno Holding. Nunca foi o banco Ueno. Não tenho nenhuma ligação com o banco Ueno", declarou a um grupo de jornalistas em abril de 2025. Pouco depois de tomar posse, Peña nomeou Carlos Carvallo, então presidente-executivo do Ueno Bank, para comandar o Banco Central do Paraguai. A decisão foi criticada por pessoas que apontaram um conflito de interesses.

A tela exibe o Índice Composto de Preços das Ações da Coreia (KOSPI) em uma sala de negociação do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul, na quinta-feira, 5 de novembro de 2026. Lee Jin-man/AP Apesar do desempenho positivo das bolsas de Wall Street nesta sexta-feira (6), o forte tombo dos índices americanos na véspera se espalhou pelos mercados globais. O movimento ocorre em meio às dúvidas sobre o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial (IA), agravadas pelo temor de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos resulte em regras mais rígidas e acabe restringindo a expansão dos centros de dados no país (entenda mais abaixo). 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Enquanto os índices americanos operavam mistos, as bolsas europeias fecharam em queda generalizada na sessão. Perto das 16h, o Dow Jones tinha perdas de 0,02%, enquanto o S&P 500 subia 0,67% e o Nasdaq Composite avançava 1,38%. Agora no g1 Já na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600, que reúne as principais empresas de 17 países europeus e serve como referência para o desempenho das bolsas da região, fechou em queda de 1%. Entre os demais índices acionários da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,92%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,81% e o FTSE 100, do Reino Unido, perdeu 1,01%. Na Ásia, as principais bolsas de valores fecharam em forte queda nesta sexta-feira, acompanhando o tombo de Wall Street. Japão e Coreia do Sul registraram algumas das maiores perdas, próximas de 6% no fechamento. Na bolsa sul-coreana, o índice Kospi, que acompanha o desempenho das principais empresas do país, chegou a despencar 8,8% durante o pregão. A queda acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações para conter movimentos extremos no mercado. Os negócios ficaram suspensos por 20 minutos. Após a retomada, o índice recuperou parte das perdas e fechou em queda de 6,02%. Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas: Japão (Nikkei): queda de 5,96%, aos 57.434 pontos. Coreia do Sul (Kospi): recuo de 6,02%, aos 5.059 pontos. Taiwan (Taiex): baixa de 4,51%, aos 39.701 pontos. Cingapura (Straits Times): queda de 2,17%, aos 5.181 pontos. Hong Kong (Hang Seng): recuo de 1,27%, aos 24.481 pontos. China (Xangai): baixa de 1,10%, aos 3.649 pontos. China (CSI 300): queda de 1,44%, aos 4.054 pontos. Austrália (S&P/ASX 200): recuo de 0,49%, aos 9.020 pontos. Por que as bolsas estão caindo? A onda de vendas começou em Wall Street. Na quinta-feira (5), o S&P 500, índice que reúne 500 das principais empresas americanas, teve o pior desempenho desde abril de 2025 — naquele mês, o presidente Donald Trump anunciou o “tarifaço”, como ficou conhecido o aumento de impostos sobre produtos importados. Veja como fecharam os principais índices americanos: S&P 500: queda de 4,4%, aos 7.353,73 pontos. Dow Jones: recuo de 3,4%, aos 51.523,06 pontos. Nasdaq: baixa de 5,5%, aos 24.315 pontos. As perdas foram lideradas por empresas de tecnologia, em meio ao receio de que os investimentos bilionários em inteligência artificial não tragam o retorno esperado. As chamadas "Sete Magníficas", grupo que reúne algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como Nvidia, Meta, Alphabet e Microsoft, perderam aproximadamente US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em valor de mercado, montante superior ao Produto Interno Bruto (PIB) da Suécia. ➡️ ENTENDA o que derrubou as ações de IA. 🔍 Os investidores também se preocupam com o alto custo de construção dos data centers, grandes instalações que concentram servidores e outros equipamentos necessários ao funcionamento de sistemas de IA. O temor é que esses projetos desacelerem e que as empresas ligadas ao setor estejam supervalorizadas, o que poderia levar a uma correção mais forte nas ações. Outro fator de incerteza foram as eleições de meio de mandato nos EUA. A vitória dos democratas aumentou o temor de maior fiscalização e de restrições à construção dessas instalações, em meio às preocupações com seu elevado consumo de energia. Entre as empresas mais afetadas na quinta-feira estão: Nvidia: queda de 9,3%. AMD: recuo de 17,3%. CoreWeave: baixa de 9,8%. GE Vernova: queda de 7,5%. Com as perdas, o Nasdaq, que concentra grandes empresas de tecnologia, ficou 11,9% abaixo do recorde registrado no mês passado. Uma queda superior a 10% em relação a um pico recente é chamada, no mercado financeiro, de “correção”. Apesar da queda, bolsas chinesas têm alta na semana Na China e em Hong Kong, as bolsas recuperaram parte das perdas ao longo do pregão, com investidores em busca de ações que haviam ficado mais baratas e diante das medidas de apoio ao mercado adotadas por Pequim. Apesar das perdas desta sexta-feira, os principais índices da China e de Hong Kong encerraram a semana em alta: CSI 300 (China): avanço de 1,7%. Xangai (China): alta de 1,4%. Hang Seng (Hong Kong): valorização de 5,1%. Hang Seng Tech (Hong Kong): alta de 8,6%. As empresas chinesas ligadas à inteligência artificial, porém, também foram pressionadas pela onda de vendas no setor nos Estados Unidos. A Zhongji Innolight caiu 9,2%, enquanto a Eoptolink Technology recuou 7,3%. Segundo analistas, investidores na China acompanham de perto os sinais de uma possível bolha no setor de IA nos Estados Unidos, que poderia ter reflexos também sobre as empresas chinesas. *Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press

Armazenamento de disquetes, em foto de julho de 2022 Iswoar/Wikimedia Commons Os disquetes não são usados em grande escala há mais de 25 anos, mas ainda são essenciais para alguns setores. Nos Estados Unidos, mais de 400 centros de controle de tráfego aéreo dependem dessa tecnologia, que está perto de ser descontinuada. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) afirmou nesta quinta-feira (5) que, até 2028, deixará de usar os disquetes obsoletos em centros de controle de tráfego aéreo para analisar dados meteorológicos e outras informações críticas. Quatro ferramentas criadas na década de 1980 serão substituídas pelo chamado Sistema de Exibição de Informações Empresariais. A nova interface vai reunir dados operacionais em apenas um local para ajudar controladores de voo a visualizarem atualizações rapidamente. O Congresso dos EUA aprovou em 2025 um investimento de US$ 12,5 bilhões (R$ 68,7 bilhões) para modernizar o sistema americano de tráfego aéreo. O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, pretende obter mais US$ 30 bilhões (R$ 109 bilhões) para realizar outras melhorias. Agora no g1 O administrador da FAA, Bryan Bedford, afirmou que o novo sistema permite aos controladores de voo compartilhar rapidamente alertas críticos, horários de espaço aéreo restrito e relatórios de pilotos. "Estamos abandonando processos manuais e ultrapassados e substituindo a tecnologia que antes dependia de disquetes por um sistema moderno", afirmou. Em 23 de outubro, a FAA disse a aeroportos que "houve uma série de interrupções recentes no controle de tráfego aéreo devido a cortes em cabos de fibra óptica, o que pode levar a atrasos, desvios e cancelamentos", segundo um memorando obtido pela Reuters. A agência citou um incidente ocorrido em 13 de outubro, em que um cabo de fibra óptica que ligava um aeroporto de Houston à sua rede foi cortado, causando a perda de serviços de dados e exigindo uma paralisação das operações. Em setembro, falhas em Pensilvânia e o rompimento de um cabo em Nova Jersey causaram atrasos e cancelamentos de milhares de voos na região.

Entenda projeto aprovado no Senado que cria regras para exploração de terras raras e outras riquezas minerais brasileiras Jornal Nacional/ Reprodução O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE) aprovou, nesta quinta-feira (05), a lista dos minerais qualificados como críticos e estratégicos para o país. Entre eles estão terras raras, grafita, níquel, potássio e nióbio. (veja mais abaixo). Esses minerais têm aplicações em áreas diversas, como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia. Segundo o governo federal, os minerais foram distribuídos em três classes (prioridade alta, média e baixa), observando a importância deles para o país em termos de soberania e industrialização e considerando fatores como risco geopolítico, concentração geográfica da produção - e potencial de substituição. Essa definição está prevista na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégico aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em setembro. "A adoção desse rol funcionará como a verdadeira bússola da política mineral brasileira, entregando ao setor produtivo o seu ativo mais valioso: a previsibilidade. Na prática, a entrada de uma substância na lista é o que aciona o mecanismo de triagem de investimentos, garantindo a proteção e a soberania nacional em operações societárias estratégicas, e estabelece o marco para as regras de transição de projetos que já estão em andamento", afirmou o Ministério de Minas e Energia em nota. Veja a lista: Prioridade Alta Terras Raras Grafita Lítio Níquel Cobalto Cobre Manganês Silício Urânio Prioridade Média Tungstênio Cromo Vanádio Tântalo Titânio Fosfato Potássio Enxofre Prioridade baixa Nióbio Estanho Ferro Zinco Ouro Magnésio Molibdênio Tório Alumínio Grupo da Platina Primeira reunião do Conselho O Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos é o espaço de coordenação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A política tem o objetivo de ampliar a agregação de valor em território nacional, estimulando a pesquisa e a lavra, bem como o beneficiamento, a transformação e a mineração urbana. 🔎A política considera como críticos os minerais cujo abastecimento está sujeito a riscos capazes de afetar setores essenciais da economia. 🔎Já os estratégicos são aqueles considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Esta foi a primeira reunião do pleno do Conselho, que é formado por diversos ministérios, como o da Fazenda e das Relações Exteriores, e entidades da sociedade civil. Além da lista dos minerais qualificados como críticos e estratégicos, também foi discutido o regimento interno do conselho. O governo planeja realizar uma nova reunião no início de dezembro. Na ocasião, devem ser reguladas as cadeias produtivas prioritárias. A etapa é considerada importante para o avanço dos incentivos no setor.

Sob pressão, Lula fala de responsabilidade fiscal O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (5) que a economia do país precisa estar "arrumada" para atrair investimentos e que ninguém vai querer investir em "economia desordenada". "Agora nós sabemos que nós temos que atrair pessoas interessadas a vim trabalhar conosco. E nós precisamos saber que para a gente atrair, a gente vai ter que ter uma economia arrumada. Ninguém vai querer vir fazer investimento numa economia totalmente desordenada. As pessoas querem saber se nós estamos falando sério". Lula afirmou ainda que o país precisa demonstrar seriedade para atrair capital e disse que investidores levam em conta fatores como segurança jurídica e responsabilidade fiscal antes de aplicar recursos. "As pessoas vão colocar dinheiro aqui se eles perceberem que o investimento dele vai criar o benefício para os objetivos deles e ao mesmo tempo gerar retorno financeiro para os seus investimentos. É por isso que nós temos que ter responsabilidade jurídica. É por isso que nós temos que ter responsabilidade fiscal. É por isso que a gente não pode brincar e fazer parcerias e fazer o projeto que nós estamos fazendo. Esse projeto da criação do conselho é um instante de muita seriedade desse país". A fala ocorreu durante a 1ª reunião do Conselho para Industrialização de Minerais Críticos. O Conselho aprovou nesta quinta a lista dos minerais qualificados como críticos e estratégicos para o país. Entre eles estão terras raras, grafita, níquel, potássio e nióbio. Veja quais são Na manhã desta quinta, o presidente Lula convocou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ex-ministros e economistas do PT para discutir medidas para a economia depois de o Banco Central interromper o ciclo de corte de juros nesta quarta (4). Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante 1ª Reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos Cadu Gomes/VPR A reunião começou por volta de 12h no Palácio da Alvorada e durou cerca de quatro horas. Foram convidados para a reunião, além de Dario Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho. Após a reunião, o ministro da Fazenda afirmou que não há "fórmula mágica" para a economia brasileira e que o governo Lula vai "manter compromissos fiscais" e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que não há "fórmula mágica" para a economia brasileira e que o governo Lula vai "manter compromissos fiscais" e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social. Durigan deu as declarações durante entrevista a jornalistas após participar de uma reunião, no Palácio da Alvorada, com o presidente Lula, ministros, ex-ministros e economistas. O encontro durou cerca de quatro horas. Segundo o ministro, não houve discussão sobre medidas específicas. "Como a gente está dizendo em melhora, avançar, ter superávit nos próximos anos, estamos necessariamente falando em reforçar as regras vigentes hoje de modo que a gente garanta a valorização de políticas públicas de maneira sustentável", afirmou ao ser questionado se haveria necessidade de ajustes nos parâmetros do arcabouço fiscal para estabilização da dívida pública. Agora no g1 📈 O arcabouço fiscal é o conjunto de regras proposto e aprovado em 2023 para orientar os gastos públicos. Ele inclui um sistema de metas e gatilhos para controlar o crescimento das despesas e, em tese, levar os cofres federais para um patamar sustentável de gastos. O objetivo é conter um crescimento maior da dívida pública brasileira, que já é considerada elevada para o padrão de países emergentes, evitando, assim, um aumento maior da inflação e dos juros básicos, fixados pelo Banco Central, que servem de referência para as taxas cobradas do setor produtivo. Como desdobramento da conversa, Durigan informou que ele e o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, irão analisar os pontos levantados no encontro, além daqueles que já vinham sendo considerados. A ideia é apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando ele retornar de compromissos internacionais, eventuais medidas para avaliação. Ele defendeu que tudo seja feito com "bastante método" e "previsibilidade". "Acho que a mensagem mais importante é: quem investe, quem produz nesse país não vai ter, neste governo, nenhum problema, nenhuma dificuldade com relação à previsibilidade, regras claras", disse o ministro, completamentando que "faz questão" de comunicar qualquer avanço nesse sentido. Participaram da reunião com o presidente, além de Dario Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento), Miriam Belchior (Casa Civil) e Esther Dweck (Gestão), os ex-ministros Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Guido Mantega, além dos economistas Luciano Coutinho, Eduardo Moreira e Laura Carvalho. Após o encontro, Durigan não fez anúncios de medidas para equilibrar as contas públicas, que são aguardadas pelo mercado e por especialistas em finanças públicas. "A gente teve bastante convergência [na reunião], tanto nos diagnósticos quanto nos caminhos para o futuro. Não nos parece haver fórmula mágica e, sim, manutenção dos compromissos fiscais", disse Durigan. "Compromisso de seguir melhorando as contas públicas, com a manutenção e reforço do que precisa ser reforçado com as regras fiscais atuais. De modo que a gente siga melhorando tanto os indicadores sociais quanto o resultado das contas públicas do governo", acrescentou. Questionado por jornalistas sobre ações concretas, Durigan afirmou que, na reunião desta quinta, não foram discutidas "medidas específicas". Na sequência, afirmou que o governo tem compromisso de fazer "superávit" nos próximos anos. No último fim de semana, circulou a informação de que Lula poderia receber para uma conversa André Lara Resende, um dos pais do Plano Real, para avaliar uma ideia do economista de redução da taxa de juros a até 7,5% ao ano, para depois fixar um teto tanto para a inflação como para a taxa Selic do Banco Central. A ideia foi refutada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que negou que o encontro do presidente com o Lara Resende aconteceria e declarou que não haveria mudanças bruscas na política econômica. Juros altos A reunião com Lula aconteceu em um momento em que petistas criticam o Banco Central pelos juros altos e pedem mudanças na política monetária. 🔎Nesta quarta-feira, o Banco Central do Brasil interrompeu um ciclo de quedas e manteve em 13,75% ao ano a taxa básica de juros da economia, a Selic. Além disso, os aliados de Lula rejeitam um ajuste fiscal forte. Enquanto isso, o mercado está na espera do anúncio de medidas de contenção de despesas pelo governo. Economistas cobram um plano crível e consistente de redução do crescimento das despesas para garantir estabilidade na economia. Caso contrário, avaliam os especialistas, o país vai conviver com crescimento baixo, falta de recursos para programas e pressões inflacionárias. Durigan na portaria do Ministério da Fazenda, Brasília - DF Washington Costa/MF

O que é o 'imposto do pecado' e como ele vai funcionar? O governo federal publicou nesta quarta-feira (4) uma medida provisória (MP) que define as regras de cobrança do Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”. 🔎 O tributo, criado pela reforma tributária sobre o consumo, começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027 e incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Entre os produtos sujeitos ao novo imposto estão os carros de passeio, com alíquota-base de 6,3%. Ela pode subir ou cair conforme alguns critérios. Depois dos ajustes, o resultado é multiplicado por 1,21, conforme prevêem as regras estabelecidas. Toque ou clique nos critérios abaixo para entender cada um deles: Motorização e combustível Eficiência energética Potência Desempenho estrutural e assistências ao motorista Reciclabilidade veicular Agora no g1 Volte para o início. Motorização e combustível O primeiro critério é a fonte de energia do motor: Alíquota do imposto do pecado por motor arte/g1 A tabela muda para veículos a diesel ou gasolina que são destinados ao transporte de carga, como picapes. Caminhões e vans para mais de 9 passageiros estão isentos da cobrança: Alíquota do imposto do pecado por motor arte/g1 Volte para o início. Eficiência energética O segundo critério é a eficiência energética do veículo. O cálculo considera um limite de energia consumida por quilômetro, que varia de acordo com o peso e a categoria do veículo. Um carro de passeio de 1.200 kg, por exemplo, precisa consumir no máximo cerca de 1,49 megajoule por quilômetro (MJ/km) em um teste que combina percursos na cidade e na estrada para receber o desconto de 2 pontos percentuais. Se ultrapassar esse primeiro limite, o carro ainda pode receber um desconto de 1 ponto percentual caso o consumo seja de até cerca de 1,57 MJ/km. Acima desse valor, não há desconto por eficiência energética. Volte para o início. Potência O terceiro é a potência do motor, medida em quilowatts (kW). Potência do motor no IS arte/g1 Volte para o início. Desempenho estrutural e assistências ao motorista O quarto critério avalia tanto a proteção oferecida pela estrutura do carro em uma colisão quanto os sistemas de assistência ao motorista, A redução de 1 ponto percentual acontece se um carro tem, por exemplo, controle de estabilidade, aviso de cinto afivelado, farol de rodagem diurna ou piloto automático adaptativo. Se a versão não atender ao critério, fica sem esse desconto. Volte para o início. Reciclabilidade veicular O último critério considera se a fabricante possui um plano para reciclar os veículos ao fim de sua vida útil. Centro Circular AutoPeças é o desmanche de carros da Stellantis, localizado em Osasco (SP) divulgação/Stellantis A redução é de 2 pontos percentuais quando um veículo é retirado de circulação para cada cinco carros novos produzidos. Se a proporção for de um para cada dez, o desconto cai para 1 ponto percentual. Em ambos os casos, os carros novos considerados na contagem devem ser da mesma marca, modelo e versão. Os carros novos também precisam cumprir metas de reaproveitamento. A partir de 2027, pelo menos 80% do peso de cada veículo deverá ser passível de reutilização ou reciclagem. Esse percentual sobe para 85% quando são consideradas também outras formas de recuperação dos materiais. Para novos projetos, os percentuais mínimos sobem para 85% e 95% já em 2027. Em 2030, esses índices passam a valer para todos os veículos leves novos, tanto de passageiros quanto de carga. Volte para o início. Carros no pátio da montadora Volkswagen em São José dos Campos, no interior de São Paulo Roosevelt Cassio/Reuters

Presidente do Paraguai renuncia ao cargo em meio a crise política e econômica O presidente do Paraguai, Santiago Peña, tentou se blindar e manter seu foro privilegiado ao anunciar sua decisão de renunciar nesta quinta-feira (5), afirma Ariel Palácios. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com o comentarista da GloboNews, especialista em América Latina, o agora ex-presidente paraguaio decidiu pela renúncia para evitar enfrentar um processo na Justiça e ser investigado pelo escândalo financeiro ligado ao fechamento do banco digital ueno. Isso porque, pela Constituição do país, ao deixar o cargo, os ex-presidentes da República viram senadores vitalícios e, consequentemente, foro privilegiado até o fim da vida. Podem participar das sessões e comissões, mas não votam e não contam para quórum. No entanto, "se tiverem sido submetidos a julgamento político e considerados culpados", eles perdem esse privilégio. Peña corre esse risco, já que, mais cedo, o Congresso do país tomou os primeiros passos para votar um impeachment contra ele e seu vice. "Com esta renúncia, Peña evita o impeachment e consegue foro privilegiado. Isso porque, no Paraguai - único caso em toda a América do Sul -, quando termina o mandato de um presidente - eles não podem ser reeleitos -, automaticamente eles recebem de presente o cargo de senador vitalício. A pessoa tem foro privilegiado até falecer. Então, Santiago Peña com isso se blindaria para evitar ter que ir à Justiça por conta desse escândalo financeiro", explica Ariel. Pouco depois do anúncio, a tentativa de Peña foi frustrada. A Câmara de Deputados do Paraguai aprovou dar seguimento a seu processo de impeachment e rejeitou a carta de renúncia apresentada por ele. Opositores advertiram que aceitar a renúncia permitiria a Peña ter uma blindagem parlamentar, impedindo que fosse julgado pela Justiça comum pelas suspeitas de crimes relacionados ao esquema do banco ueno. Santiago Peña, presidente do Paraguai desde 2023 que renunciou ao cargo em 5 de novembro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo/File Photo Saiba o que aconteceu Peña renunciou à Presidência da República do Paraguai no começo da tarde desta quinta. Alvo de um processo de impeachment que havia angariado o apoio tanto da oposição quanto da base governista, ele anunciou sua decisão nas redes sociais. No vídeo - veja a íntegra aqui -, ele se desculpou com a população afetada pela crise bancária e disse que decidiu renunciar "pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas". "Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai. Também quero pedir desculpas ao povo. Se em algum momento falhei, nunca foi minha intenção decepcionar a confiança que depositaram em mim", disse. Pouco depois Pessoas fazem fila para tentar retirar dinheiro em banco em Assunção, no Paraguai, diante de temor gerado por crise bancária no país, em 3 de novembro de 2026. Daniel Duarte/ AFP Santiago Peña, era alvo de críticas por conta da crise bancária que começou após o banco digital Ueno fechar as portas e deixar milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. Ele foi acionista do grupo que controla a instituição, e a oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades (leia mais abaixo). Nesta manhã, o Congresso do Paraguai iniciou uma sessão extraordinária para debater o pedido de impeachment, e todas as bancadas da Câmara dos Deputados anunciaram que votariam a favor do impeachment. A sessão foi o primeiro passo do processo, que ganhou força após o Horário Cortes, atual presidente do Partido Colorado, sigla de Peña, retirar o apoio ao governo. Economista conservador, Santiago Peña assumiu o governo do Paraguai em 2023 e seu mandato duraria até 2028. Seu vice, Pedro Alliana, assume o poder, mas ele também é alvo do processo de impeachment.

Presidente do Paraguai renuncia ao cargo; veja íntegra do comunicado O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), em meio à crise bancária do país. O presidente paraguaio é acusado de ter sido conivente com a quebra do banco digital ueno, que bloqueou a conta de milhares de correntistas e do qual o presidente foi acionista. Entenda abaixo os últimos acontecimento da crise: Na manhã desta quinta (5), o Congresso do Paraguai deu os primeiros passos para votar um impeachment contra Santiago Peña, e contra seu vice, Pedro Alliana; Horas depois, Peña apresentou uma carta de renúncia; A Câmara do Paraguai, no entanto, não aceitou a renúncia e decidiu dar seguimento do processo de impeachment contra Peña - a votação foi unânime; Já o processo de impeachment contra o vice, Pedro Alliana, foi rejeitado. A decisão abriu caminho para Alliana assumir a presidência do país. Segundo Ariel Palacios, comentarista da GloboNews e especialista em América Latina, Peña tentou se blindar e manter seu foro privilegiado ao anunciar sua decisão de renunciar. Isso porque, pela Constituição do Paraguai, ao deixar o cargo, os ex-presidentes da República viram senadores vitalícios. A manobra, no entanto, foi frustrada quando a Câmara deu seguimento à abertura do impeachment. A Carta constitucional estabelece que o ex-presidente perde essa prerrogativa se tiver sido submetido a julgamento político e for considerado culpado. Opositores advertiram que aceitar a renúncia permitiria a Peña ter uma blindagem parlamentar, impedindo que fosse julgado pela Justiça comum pelas suspeitas de crimes relacionados à crise do banco ueno. 👉 A Constituição paraguaia estabelece que é prerrogativa do Congresso aceitar ou rejeitar a renúncia do presidente da República e a do vice-presidente. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O pedido de renúncia de Peña Santiago Penã apresentou sua carta de renúncia em um vídeo, em que se desculpou com a população que perdeu o acesso ao próprio dinheiro e disse que decidiu renunciar "pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas". "Estou convencido de que nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai. Também quero pedir desculpas ao povo. Se em algum momento falhei, nunca foi minha intenção decepcionar a confiança que depositaram em mim", disse. ➡️ Santiago Peña é alvo de críticas por conta da crise bancária que começou após o banco digital ueno fechar as portas e deixar milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. Peña foi acionista do grupo que controla a instituição, e a oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades (leia mais abaixo). Santiago Penã anuncia renúncia Reprodução/X O processo de impeachment Nesta manhã, o Congresso do Paraguai havia iniciado uma sessão extraordinária para debater o pedido de impeachment, e todas as bancadas da Câmara dos Deputados anunciaram que votariam a favor do impeachment. O processo do impeachment ganhou força após o Horário Cortes, atual presidente do Partido Colorado, sigla de Peña, retirar o apoio ao governo. Cortes é considerado o mentor de Peña. O presidente do Congresso, Basilio Nuñez, do Partido Colorado, também havia retirado apoio. Economista conservador, Santiago Peña assumiu o governo do Paraguai em 2023 e seu mandato duraria até 2028. Peña é aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integrava o Escudo das Américas, grupo de presidentes de países da América Latinha ideologicamente alinhados a Trump. No entanto, Peña também tem boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. CLIENTES DE BANCO SEM DINHEIRO: entenda a crise bancária que levou à renúncia 'HISTÓRIA VAI JULGAR': leia a íntegra da carta de renúncia de Santiago Peña Santiago Peña, economista e ex-ministro da Fazenda durante o governo de Cartes, é o atual candidato presidencial do Colorado REUTERS Acusação Clientes do banco ueno fazem protesto em Assunção, no Paraguai, em 5 de novembro de 2026. Daniel Duarte/ AFP A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, entre outros pontos. A acusação também aponta que o Banco Central paraguaio teria encoberto irregularidades. “Nunca antes alguém prejudicou, em um único dia, 3 milhões de pessoas na República do Paraguai, e o senhor conseguiu isso, senhor presidente... o senhor é a origem desse monstro que criou”, disse a deputada de oposição Rocío Vallejo durante a sessão, pouco antes da apresentação do pedido. A acusação foi apresentada por 35 deputados, que pediram ao presidente da Câmara a convocação da sessão extraordinária. Penã foi acionista do grupo dono do banco Deputado da oposição no Paraguai segura cartaz em ato que pede impeachment do presidente Santiago Peña após fechamento de banco virtual que gerou crise bancária no país, em 5 de novembro de 2026. Cesar Olmedo/ Reuters 👉 Peña, que também é economista, foi acionista do grupo proprietário do ueno até março do ano passado. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. O ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o Banco Central iniciou sua liquidação. A autoridade monetária identificou uma insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas à instituição. Em uma publicação em suas redes sociais, o presidente paraguaio afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão à Justiça, sem exceções. A declaração foi feita pouco antes de que ele promulgasse uma lei que permitirá aos clientes do ueno recuperar seu dinheiro mais rapidamente. “Peço veementemente a todos os setores políticos que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse”, afirmou. Agora no g1 Executivos do ueno se entregaram às autoridades após a emissão de mandados de prisão pela Procuradoria, que também acusou formalmente 27 pessoas ligadas ao banco. A Justiça ordenou ainda o bloqueio dos bens dos acusados. Nesta quarta-feira, também circularam relatos de falhas em aplicativos de outros bancos, o que aumentou a preocupação com o sistema financeiro do país. A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) informou que as instituições financeiras trabalhavam para atender ao grande volume de clientes que estavam transferindo suas contas do ueno. A entidade ressaltou que o sistema bancário continuava “operando normalmente”. Pessoas fazem fila para tentar retirar dinheiro em banco em Assunção, no Paraguai, diante de temor gerado por crise bancária no país, em 3 de novembro de 2026. Daniel Duarte/ AFP

Google derruba rede com 1,3 milhão de aparelhos infectados, incluindo TV boxes; Brasil é o 2º mais afetado Reprodução/Google Uma operação do Google com outras empresas de tecnologia desmantelou uma rede que controlava mais de 1,3 milhão de aparelhos sem o conhecimento dos donos. Os dispositivos tinham um programa malicioso chamado XCPE, instalado de fábrica. A maioria era de TV boxes com Android. O Brasil foi o segundo país com mais dispositivos afetados, atrás apenas da Malásia, segundo a empresa de cibersegurança Trend Micro. Foram identificados aparelhos infectados em 170 países. Iraque, México e Taiwan também estão entre os mais atingidos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o Google, a fabricante Videostrong, sediada em Shenzhen, na China, instalou intencionalmente o programa no sistema dos equipamentos. A fabricante ganhava dinheiro vendendo a criminosos o acesso aos aparelhos infectados. Eles usavam os dispositivos para simular visualizações de anúncios e gerar receita com publicidade. Agora no g1 Embora a maioria dos aparelhos infectados fosse de TV boxes, o Google também identificou o programa em dispositivos de telemedicina, máquinas de karaokê e equipamentos de sinalização digital. O g1 tenta contato com a Videostrong. Programa escapava dos testes do Google Fabricantes podem firmar contratos com o Google para oferecer serviços da empresa em seus aparelhos, como o Android TV. Segundo o Google, essas empresas precisam cumprir requisitos e passar por testes de compatibilidade e segurança. A Videostrong, porém, usou técnicas para esconder o programa e burlar essas verificações, afirmou o Google. Isso permitia carregar código malicioso após o aparelho ser ligado pela primeira vez. Segundo a empresa, a Videostrong adotava essa prática desde o fim de 2024. "Um fabricante de dispositivos infectar intencionalmente seus usuários com malware é uma quebra inaceitável de confiança e representa um risco sério para esses usuários", disse o Google. A empresa informou que rompeu relações com a Videostrong e proibiu ela de produzir e vender aparelhos Android certificados ou fornecer software a outros fabricantes certificados. Também afirmou que alterou seu processo de revisão para proteger os consumidores. Riscos às redes de telecomunicações Aparelho de TV Box da Videostrong Reprodução/Videostrong Procurada pelo g1, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) afirmou que combate a venda de produtos não homologados devido aos riscos para os consumidores e para as redes de telecomunicações. "O impacto da utilização de equipamentos não homologados vai muito além das questões de qualidade do serviço fornecido ao consumidor ou da segurança física do aparelho. Trata-se de uma ameaça direta à infraestrutura cibernética do país", afirmou ao g1 Gesiléa Fonseca Teles, superintendente de fiscalização da agência. "A proteção das telecomunicações exige vigilância constante, cooperação institucional e a conscientização de que a integridade da rede depende da procedência e conformidade do hardware conectado", completou. A Anatel não participou da operação. Segundo o Google, a ação envolveu a Agência Nacional de Polícia do Japão e as empresas Lumen, HUMAN Security, Plume, Synthient e TrendAI.

Banco digital que quebrou no Paraguai movimentava mais de 800 milhões de dólares em dinheiro público A quebra do Ueno Bank, um dos principais bancos do Paraguai e o maior banco digital do país em número de clientes, provocou uma crise que afeta cerca de 3 milhões de pessoas. A instituição administrava quase US$ 850 milhões em recursos públicos, incluindo dinheiro da Previdência e do Ministério da Saúde, o que também ameaça o pagamento de benefícios a aposentados. ATUALIZAÇÃO: Presidente do Paraguai, Santiago Peña, renuncia após crise bancária Até o ano passado, o presidente Santiago Peña era sócio do grupo controlador do Ueno Bank. O vínculo ampliou a pressão política sobre o governo em meio à crise. O colapso deixou clientes sem acesso às próprias contas bancárias, aplicativos e cartões. Entre os afetados estão muitos brasileiros que vivem no Paraguai e dependem dos serviços da instituição. A crise provocou protestos nas ruas de Assunção, capital paraguaia. Na terça-feira (3), manifestantes exigiram a devolução do dinheiro retido no banco e o impeachment do presidente do país, Santiago Peña. Os atos foram reprimidos pelas forças de segurança. Diante da repercussão do caso, o presidente da Câmara convocou uma sessão extraordinária para discutir a situação. Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters A crise também provocou mudanças na cúpula do sistema financeiro paraguaio. O presidente do Banco Central renunciou ao cargo, enquanto oito diretores do Ueno Bank foram presos. As autoridades identificaram que o índice de solvência do banco havia caído para menos da metade do mínimo exigido pela legislação. Diante da situação, o Banco Central decretou uma intervenção na instituição. O banco também patrocinava a seleção paraguaia de futebol. Jogadores da equipe se manifestaram publicamente em solidariedade às pessoas afetadas pelo colapso. Alguns atletas também tinham dinheiro na instituição.

O que é o 'imposto do pecado' e como ele vai funcionar? O governo federal enviou ao Congresso, na quarta-feira (4), a medida provisória (MP) que define as regras de cobrança do Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”. 🔎 O tributo, criado pela reforma tributária sobre o consumo, começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027 e incidirá sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, com o objetivo de desestimular seu consumo. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O texto estabelece as principais alíquotas do novo imposto, além de critérios de sustentabilidade e eficiência energética para definir a tributação de veículos, aeronaves e embarcações. Agora no g1 Navegue pelo menu abaixo e veja perguntas e respostas sobre o Imposto Seletivo. O que é o Imposto Seletivo? Por que o imposto foi criado? Como o Imposto Seletivo vai funcionar? Quando o Imposto Seletivo começa a valer? O que entra na lista do “imposto do pecado”? Quais são as alíquotas do Imposto Seletivo? Produtos vão ficar mais caros? O que dizem estudos sobre os produtos afetados? 1. O que é o Imposto Seletivo? O Imposto Seletivo, também conhecido como “imposto do pecado”, é um tributo criado pela reforma tributária para incidir sobre produtos e atividades considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A ideia é aumentar a tributação desses itens para desestimular seu consumo. 2. Por que o imposto foi criado? O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária para garantir uma tributação diferenciada sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. O novo tributo também ganha importância com as mudanças previstas para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no novo sistema. Com a redução do IPI e sem uma cobrança adicional, produtos como os cigarros poderiam ter sua carga tributária reduzida. O Imposto Seletivo ajuda a evitar essa desoneração e mantém o objetivo de desestimular o consumo desses produtos. 3. Como o imposto seletivo vai funcionar? A forma de cobrança varia de acordo com o produto ou a atividade. No caso das bebidas alcoólicas, por exemplo, as alíquotas variam conforme o tipo e as características da bebida. Já para os veículos, a alíquota pode variar conforme características como tipo de combustível, eficiência energética, potência, segurança e reciclabilidade. O imposto não será cobrado sucessivamente em todas as etapas da cadeia. A legislação determina que ele incida uma única vez sobre cada bem ou serviço. Assim, o tributo não será acumulado nas diferentes etapas de fabricação e comercialização até chegar ao consumidor. 4. Quando o imposto seletivo começa a valer? O tributo começará a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027. Até lá, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) continuará sendo cobrado sobre esses produtos durante a transição para o novo sistema tributário. Segundo o governo, a proposta enviada na quarta-feira prevê, para 2027, a manutenção da carga tributária atual sobre esses itens, por se tratar de um período de transição. As alíquotas que valerão a partir de 2028 ainda serão definidas. 5. O que entra na lista do imposto do pecado? A lista de produtos e atividades alcançados pelo “imposto do pecado” inclui bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas e produtos de tabaco e nicotina. O tributo também incidirá sobre determinados veículos, aeronaves e embarcações, além da extração de bens minerais e de loterias e outras modalidades de apostas abrangidas pela legislação. Cerveja será taxada em 4,2% e vinhos em 8%; veja as alíquotas 6. Quais as alíquotas do imposto seletivo? O governo definiu as alíquotas do Imposto Seletivo que valerão em 2027. Veja as alíquotas do Imposto Seletivo para 2027: 🥤 Bebidas açucaradas: 2,6% 🍺 Cervejas: 4,2% 🍶 Vinhos e outras bebidas fermentadas, como sidra, perada, hidromel e saquê: 8%, com exceções previstas na MP 🍷 Vermutes e outros vinhos aromatizados: 12% 🍷 Vinhos do Porto, Madeira e Xerez: 16% 🍶 Outras bebidas fermentadas com teor alcoólico acima de 14%: 16% 🍹 Bebidas alcoólicas refrescantes com teor abaixo de 8%, na categoria prevista pela MP: 16% 🥃 Rum e outras aguardentes feitas de cana-de-açúcar, exceto as produzidas a partir do melaço: 20% 🍸 Gim, vodca, licores e outros destilados e bebidas alcoólicas dessa categoria: 24% 🚬 Cigarros e determinadas cigarrilhas: 66,7% + R$ 3,50 a cada 20 unidades 🚬 Outros produtos de tabaco ou nicotina, como charutos e produtos para inalação sem combustão: 37,5% 🚗 Carros de passeio: 6,3% como ponto de partida. A alíquota pode aumentar ou diminuir conforme características como combustível, potência, eficiência energética, segurança e reciclabilidade. 🛻 Veículos leves destinados ao transporte de cargas: 3,9% como ponto de partida. A alíquota também pode aumentar ou diminuir conforme as características do veículo. ✈️ Aeronaves: 6,8%. Aeronaves elétricas ou com outra tecnologia sem emissão direta de CO₂ terão alíquota zero. 🛥️ Determinados barcos a motor para lazer ou esporte: 12% 🚤 Demais embarcações de recreio ou esporte a motor: 7,8%. Embarcações elétricas ou com outra tecnologia sem emissão direta de CO₂ terão alíquota zero. 🎰 Loterias e outras modalidades de apostas incluídas nessa categoria: 0,5% ⛏️ Bens minerais extraídos: alíquota zero em 2027. O texto também estabelece critérios de sustentabilidade e eficiência energética para definir as alíquotas aplicadas a veículos, aeronaves e embarcações. Determinadas categorias de veículos terão alíquota zero, incluindo os adquiridos por pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista e por taxistas, desde que atendidas as condições previstas na MP. A medida prevê ainda que o imposto não incida sobre caminhões com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos. Picapes não são consideradas caminhões para essa regra. Também ficam de fora veículos, aeronaves e embarcações com características técnicas específicas destinados ao uso operacional das Forças Armadas ou de órgãos de segurança pública. 7. Produtos vão ficar mais caros? Embora o governo tenha definido as alíquotas para 2027, ainda não é possível afirmar qual será o impacto do Imposto Seletivo sobre os preços ao consumidor. Assim, uma alíquota de 8%, por exemplo, não significa que o produto ficará 8% mais caro. Isso porque o impacto final depende de uma série de fatores, como as demais mudanças trazidas pela reforma tributária e o quanto do custo será repassado pelas empresas ao consumidor. 8. O que dizem estudos sobre produtos afetados? ➡️ Álcool: estudo da Fiocruz citado pelo Ministério da Saúde estima que o consumo gerou R$ 18,8 bilhões em custos em 2019, sendo R$ 1,1 bilhão em gastos federais com saúde e R$ 17,7 bilhões em perda de produtividade causada por mortes prematuras, afastamentos do trabalho e outros fatores. ➡️ Cigarros: doenças relacionadas ao tabagismo geram R$ 153,5 bilhões em custos por ano, segundo o Ministério da Saúde, considerando impactos diretos e indiretos. A arrecadação federal com a venda de cigarros, por sua vez, é de cerca de R$ 8 bilhões anuais. ➡️ Bebidas ultraprocessadas: o tratamento de doenças associadas ao consumo de produtos como refrigerantes, isotônicos e refrescos custa quase R$ 3 bilhões por ano ao SUS, segundo estudo usado pelo governo para embasar o Imposto Seletivo. Produtores de bebidas alcoólicas, por outro lado, afirmam que o setor já é altamente tributado e que novos aumentos podem elevar preços, reduzir margens, provocar demissões e estimular o mercado ilegal. Segundo o setor, os impostos representam de 40% a mais de 80% do preço das bebidas. Cigarro. Pixabay

Santiago Peña, economista e presidente do Paraguai, foi ministro da Fazenda durante o governo de Horacio Cartes. Eleito pelo Partido Colorado, Peña assumiu a Presidência em 2023. REUTERS A crise do banco digital Ueno e a pressão pela abertura de um processo de impeachment por seu suposto envolvimento no caso levaram o presidente do Paraguai, Santiago Peña, a renunciar ao cargo nesta quinta-feira (5). A crise começou na terça-feira (3), quando o Banco Central paraguaio decidiu liquidar o banco digital após identificar operações que comprometeram a saúde financeira da instituição. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O rombo tinha origem em empréstimos concedidos pelo Ueno a empresas ligadas ao próprio banco, que comprometeram seus recursos e deixaram milhares de clientes sem acesso ao dinheiro. Diante da situação, clientes foram às ruas para cobrar a liberação do dinheiro depositado no banco. Houve confrontos entre manifestantes e policiais em Assunção. O escândalo também levou à renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do Paraguai. Carvallo havia comandado o Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto o Banco Central vinham sendo criticados por parlamentares por sua atuação na supervisão da instituição. Peña também passou a ser pressionado por ter sido acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno, até março de 2025. Ele já era sócio do grupo antes de assumir a Presidência, em 2023. A oposição ainda acusa Peña de manipular regras e desviar dinheiro destinado ao pagamento de aposentadorias e outros benefícios. (entenda mais abaixo) Veja abaixo os detalhes do escândalo financeiro. Agora no g1 Crise no Ueno O Ueno, que tinha cerca de 3 milhões de clientes e era o maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, enfrentava problemas financeiros e era alvo de investigações. Após uma revisão dos registros financeiros do banco, o índice de solvência — que mede a capacidade de uma instituição de cumprir suas obrigações — caiu para menos da metade do mínimo exigido pelas autoridades. O problema estava relacionado a empréstimos concedidos a empresas ligadas à própria instituição. Os reguladores também investigavam se o banco havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez. O Ueno negava participação nessa operação. ⚖️ Diante da situação, o BC paraguaio iniciou o processo de liquidação do Ueno para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre outros bancos e instituições financeiras. O Ministério Público também abriu uma investigação criminal sobre o caso: Oito pessoas ligadas ao banco se entregaram às autoridades após a emissão de mandados de prisão. A Procuradoria apresentou acusações formais contra 27 pessoas, e a Justiça determinou o bloqueio dos bens dos investigados. O banco administrava aproximadamente US$ 850 milhões (R$ 4,63 bilhões) em recursos públicos no Paraguai, incluindo valores do Instituto de Previdência Social (IPS) e de outros fundos destinados ao pagamento de aposentadorias e benefícios. Na terça-feira, clientes foram às agências do banco, mas encontraram as portas fechadas. Entre eles estavam aposentados que recebem benefícios do governo por meio do Ueno. "Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno", disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores de Assunção. "Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim." Peña anunciou medidas para ressarcir clientes Diante da crise, Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que permite utilizar recursos do Fundo de Garantia do país para ressarcir os clientes do banco. O presidente afirmou ainda que a medida deve garantir a devolução dos recursos públicos depositados no banco, incluindo valores do IPS e de outros fundos públicos de previdência. Nesta quarta-feira (4), Peña promulgou a lei que permitirá aos clientes do Ueno recuperar seus recursos mais rapidamente. O presidente afirmou na rede social X que os responsáveis por eventuais irregularidades deverão responder à Justiça, sem exceções. "Peço veementemente a todos os setores políticos que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse", afirmou. Initial plugin text Governo tenta conter preocupação com sistema financeiro A crise também preocupou clientes de outras instituições financeiras. Nesta quarta-feira (4), circularam relatos de falhas nos aplicativos de outros bancos, em meio ao aumento das transferências de recursos do Ueno para outras instituições. A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) informou que os bancos trabalhavam para atender ao aumento da demanda por transferências de dinheiro. A entidade ressaltou que o sistema bancário continuava "operando normalmente". O Banco Central também afirmou que o caso do Ueno é isolado e não representa problemas mais amplos no sistema financeiro do país. Peña procurou afastar o temor de que a crise atingisse outros bancos e disse que "este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional". Segundo o Banco Central, a Superintendência de Bancos vai nomear auditores para avaliar os ativos do Ueno, como os bens e os valores de empréstimos que a instituição tem a receber. Agência do Ueno fechada enquanto parlamentares da oposição avançam com o processo de impeachment do presidente Santiago Peña, a quem responsabilizam pela crise bancária desencadeada pelo colapso da instituição financeira digital, em Assunção, no Paraguai, em 5 de novembro de 2026. REUTERS/Cesar Olmedo Renúncia de Peña A oposição acusa Peña de conivência com a quebra do banco digital, conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, entre outras irregularidades. Os parlamentares também afirmam que o Banco Central paraguaio teria encoberto irregularidades. Nesta quinta-feira (5), o Congresso do Paraguai havia dado os primeiros passos para votar pedidos de impeachment contra Peña e seu vice, Pedro Alliana. O pedido de impeachment ganhou força após Horacio Cartes, presidente do Partido Colorado, sigla de Peña, retirar o apoio ao governo. Cartes é considerado o mentor político de Peña. O presidente do Congresso, Basilio Núñez, também do Partido Colorado, havia retirado seu apoio. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Peña anunciou sua renúncia e pediu desculpas à população que ficou sem acesso ao próprio dinheiro. Ele afirmou que tomou a decisão "pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar nossas instituições democráticas". A Câmara dos Deputados do Paraguai, no entanto, não aceitou a renúncia e decidiu dar continuidade ao processo de impeachment contra Peña. A decisão foi unânime. Além disso, os deputados rejeitaram o pedido contra Alliana. Segundo Ariel Palacios, comentarista da GloboNews e especialista em América Latina, ao anunciar a renúncia, Peña tentou se proteger politicamente e preservar seu foro privilegiado. Isso porque, segundo a Constituição do Paraguai, ex-presidentes da República podem ocupar o cargo de senador vitalício ao deixar a Presidência. * Com informações da agência de notícias Reuters

IBGE Tocantins Helena Pontes/Agência IBGE Notícias O IBGE publicou nesta quinta-feira (5) o edital de um novo concurso nacional com 27.279 vagas para recenseadores que vão atuar no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola de 2027. A remuneração mensal prevista é de R$ 1.741. (veja a distribuição de vagas por estado) Segundo o instituto, a remuneração pode chegar a R$ 2.629, dependendo da produtividade e dos benefícios previstos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Os selecionados também terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, 13º salário e férias proporcionais, além de auxílio para deslocamento e auxílio pré-escolar. ➡️ As inscrições poderão ser feitas entre 6 e 25 de novembro, no site da Fundação Cesgranrio. A taxa é de R$ 70, e as provas serão aplicadas em 31 de janeiro de 2027. Agora no g1 O contrato terá duração estimada de seis meses e poderá ser prorrogado conforme a necessidade do serviço, até o limite de quatro anos. Os aprovados vão visitar estabelecimentos agropecuários para coletar informações que farão parte da base de dados do censo. Segundo o IBGE, os dados serão usados em pesquisas, no planejamento do governo e na elaboração de políticas públicas para o setor agropecuário do país. Concurso do IBGE; Número de vagas Arte/g1

Clientes do banco Ueno fazem protesto em Assunção, no Paraguai, em 5 de novembro de 2026. Daniel Duarte/ AFP Com apoio tanto da oposição quanto da base governista, o Congresso do Paraguai iniciou nesta quinta-feira (5) os primeiros passos para votar um impeachment contra o presidente do país, Santiago Peña, e seu vice por causa de uma crise bancária. ➡️ A crise começou após o banco digital Ueno fechar as portas e deixar milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. Peña foi acionista do grupo que controla a instituição, e a oposição acusa o Banco Central paraguaio de encobrir irregularidades (leia mais abaixo). A imprensa paraguaia afirma que Peña já assinou uma carta de renúncia e que a apresentará ainda nesta quinta. Todas as bancadas do Congresso anunciaram que votarão a favor de um processo de impeachment, que ganhou força após toda a base do governo e o próprio presidente da sigla do presidente, o Partido Colorado, retirarem o apoio a Peña, o que o deixou isolado. Nesta manhã, o Congresso do Paraguai iniciou uma sessão extraordinária para debater o pedido de impeachment. A imprensa paraguaia afirma que há chances, também, de que Peña renuncie ao cargo antes de ser submetido ao processo de impeachment. A sessão é o primeiro passo do processo do impeachment, e é necessária uma maioria de dois terços dos parlamentares presentes na sessão para dar início aos trâmites de um processo de impeachment. A sessão ainda ocorria até a última atualização desta reportagem. 👉 A iniciativa de impeachment ganhou força após o presidente do Congresso, Basilio Nuñez, e o líder do Partido Colorado, o ex-presidente Horacio Cartes, retiraram seu apoio a Peña. O presidente ainda não havia se manifestado após a retirada do apoio de sua base. Conservador, Santiago Peña assumiu o governo do Paraguai em 2023. Santiago Peña, economista e ex-ministro da Fazenda durante o governo de Cartes, é o atual candidato presidencial do Colorado REUTERS Acusação Deputado da oposição no Paraguai segura cartaz em ato que pede impeachment do presidente Santiago Peña após fechamento de banco virtual que gerou crise bancária no país, em 5 de novembro de 2026. Cesar Olmedo/ Reuters A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, entre outros pontos. A acusação também aponta que o banco central teria encoberto irregularidades. “Nunca antes alguém prejudicou, em um único dia, 3 milhões de pessoas na República do Paraguai, e o senhor conseguiu isso, senhor presidente... o senhor é a origem desse monstro que criou”, disse a deputada de oposição Rocío Vallejo durante a sessão, pouco antes da apresentação do pedido. A acusação foi apresentada por 35 deputados, que pediram ao presidente da Câmara a convocação da sessão extraordinária. 👉 Peña, que também é economista, foi acionista do grupo proprietário do Ueno até março do ano passado. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. O Ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o banco central iniciou sua liquidação. A autoridade monetária identificou uma insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas à instituição. Em uma publicação em suas redes sociais, o presidente paraguaio afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão à Justiça, sem exceções. A declaração foi feita pouco antes de que ele promulgasse uma lei que permitirá aos clientes do Ueno recuperar seu dinheiro mais rapidamente. “Peço veementemente a todos os setores políticos que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse”, afirmou. Agora no g1 Executivos do Ueno se entregaram às autoridades após a emissão de mandados de prisão pela Procuradoria, que também acusou formalmente 27 pessoas ligadas ao banco. A Justiça ordenou ainda o bloqueio dos bens dos acusados. Nesta quarta-feira, também circularam relatos de falhas em aplicativos de outros bancos, o que aumentou a preocupação com o sistema financeiro do país. A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) informou que as instituições financeiras trabalhavam para atender ao grande volume de clientes que estavam transferindo suas contas do Ueno. A entidade ressaltou que o sistema bancário continuava “operando normalmente”. Pessoas fazem fila para tentar retirar dinheiro em banco em Assunção, no Paraguai, diante de temor gerado por crise bancária no país, em 3 de novembro de 2026. Daniel Duarte/ AFP

Batpod usado no filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas” de 2008 vai a leilão. Divulgação / Propstore A moto que Batman usou para perseguir o Coringa em “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008) vai a leilão em Londres. Os lances podem ser feitos pela internet até o dia 4 de dezembro. A Propstore, responsável pelo pregão, estima que a Batpod seja arrematada por um valor que pode chegar a 900 mil libras (R$ 6,6 milhões em conversão direta e sem impostos). Riscos e outras marcas no lado direito da moto permitiram identificar o exemplar nas imagens da perseguição. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No filme, Batman, interpretado por Christian Bale, escapa do batmóvel destruído e segue sobre duas rodas atrás do Coringa, papel de Heath Ledger. A moto voltou às telas em “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012). Dessa vez, tanto o herói quanto Selina Kyle, interpretada por Anne Hathaway, pilotam a Batpod no confronto com Bane e a Liga das Sombras. Agora no g1 Quem arrematar a Batpod só poderá movê-la empurrando. A moto está sem bateria, tanque de combustível e comandos do acelerador. Todos os fluidos foram drenados, e o lote inclui um suporte de metal para exposição. Como era pilotar O diretor Christopher Nolan e o designer de produção Nathan Crowley imaginaram a Batpod como uma opção mais ágil que o Tumbler, batmóvel que era baseado num tanque futurista. Crowley concluiu o desenho, e o supervisor de efeitos especiais, Chris Corbould, construiu seis unidades para o filme de 2008. Galerias Relacionadas Os pneus de competição Hoosier de 31 polegadas eram tão largos que dificultaram o trabalho de quem precisou fazer a moto rodar. Nas filmagens, o dublê Jean-Pierre Goy pilotava deitado de bruços e usava os braços e os ombros para mudar de direção. Os comandos dos freios ficavam na manopla esquerda e no pedal direito. Com 3,80 metros de comprimento, 1,20 metro de largura e 1,07 metro de altura, a Batpod tem motor Honda 750 e escapamento integrado ao chassi. Painéis de fibra de vidro pintados de cinza metálico cobrem o motor e o guidão. Na dianteira, os canos dos dois canhões cenográficos são de plástico, resina e fibra de vidro. Acima da manopla direita fica uma mira que se ilumina. Galerias Relacionadas A moto fez parte do acervo da Warner Bros. e foi usada em eventos de divulgação dos dois filmes. Além dos riscos que a identificam em cena, há desgaste nos painéis, pontos de corrosão no chassi e um dano no suporte do canhão esquerdo, ocorrido durante as filmagens. Esta será a segunda passagem da Batpod por um leilão da Propstore. A Warner Bros. vendeu a moto em 27 de setembro de 2016. O exemplar volta à venda com certificado de autenticidade do estúdio. Batman Batpod Divulgação

Educador financeiro explica como endividamento afeta a vida das pessoas A parcela de famílias brasileiras com algum tipo de dívida a vencer, como cartão de crédito, financiamento ou empréstimo, ficou em 81,6% em outubro, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice teve queda de apenas 0,1 ponto percentual na comparação com setembro, mas continua acima dos 79,5% registrados no mesmo mês de 2025. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Já a parcela de famílias que se consideram muito endividadas caiu de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro. O resultado é o menor desde abril, quando o indicador marcou 16,4%. 💵 Endividamento: considera famílias que têm algum tipo de dívida, como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos ou financiamentos, mesmo que estejam pagando as parcelas em dia. 💵 Inadimplência: considera famílias que têm contas ou parcelas em atraso, ou seja, que não conseguiram pagar suas dívidas no prazo. A inadimplência também apresentou melhora pelo segundo mês consecutivo. A parcela de famílias com dívidas em atraso passou de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro, atingindo o menor patamar de 2026. A CNC projeta que a redução do endividamento continue nos últimos meses do ano, impulsionada pelo pagamento da segunda parcela do 13º salário. "As famílias têm privilegiado o abatimento ou a quitação de dívidas, até em detrimento do consumo", disse o economista chefe da CNC, Fabio Bentes ao g1. Mas ele pondera que a trajetória dos juros será determinante para a evolução do endividamento em 2027. Com a manutenção da taxa básica em patamar elevado, a expectativa é de uma redução mais lenta dos juros, o que pode limitar o crescimento da economia e dificultar a recuperação financeira das famílias, especialmente as de menor renda. 🔍O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, pela quarta reunião consecutiva. O patamar é o maior desde julho de 2006 e mantém o Brasil entre os países com os juros reais mais altos do mundo. Ele reforça que o peso dos juros sobre as famílias vai muito além da Selic e aponta o rotativo do cartão de crédito como um dos principais vilões do endividamento. Segundo Bentes, enquanto a taxa básica está em 13,75% ao ano, os juros médios do rotativo chegam a 440% ao ano. "Quando essa taxa do rotativo está lá em cima, isso dificulta muito esse reequilíbrio. É uma dívida que dobra em menos de cinco meses", afirma. PEIC g1 Inadimplência recua pelo segundo mês seguido A parcela de famílias com dívidas em atraso caiu de 29,6% em setembro para 29,3% em outubro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o indicador estava em 30,5%, houve recuo de 1,2 ponto percentual. ➡️ Também diminuiu o percentual de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas atrasadas. O indicador passou de 12,5% para 12,2% no mês. Em outubro de 2025, estava em 13,2%. O tempo médio de atraso das dívidas recuou para 65,1 dias. Ainda assim, quase metade das dívidas em atraso (48,8%) estava vencida havia mais de 90 dias. Menos famílias se consideram muito endividadas Além da queda na inadimplência, a pesquisa mostra uma redução na parcela de famílias que se consideram muito endividadas. O percentual passou de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro, menor nível desde abril. Já a proporção de famílias que se consideram pouco endividadas subiu de 34,9% para 35,8%. As famílias que se consideram mais ou menos endividadas representaram 29% do total, ante 29,5% no mês anterior. Já a parcela de consumidores que disseram não ter dívidas passou de 18,1% para 18,2%. O comprometimento da renda também apresentou melhora. Em outubro, 19,3% das famílias destinavam mais da metade dos rendimentos ao pagamento de dívidas. Inadimplência tem comportamento diferente conforme a renda A evolução da inadimplência não foi igual em todas as faixas de renda analisadas pela pesquisa. Entre as famílias que ganham até três salários mínimos, o percentual de inadimplentes subiu de 38,5% em setembro para 38,6% em outubro. Foi a única faixa em que o indicador avançou no período. Já entre aquelas com renda de três a cinco salários mínimos, a inadimplência caiu de 27,8% para 27,1%. Na faixa de cinco a dez salários mínimos, o percentual recuou de 20,2% para 19,7%. Entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o indicador permaneceu estável em 15%. A diferença também aparece na proporção de famílias endividadas. ➡️ Entre aquelas que recebem até três salários mínimos, 84,5% tinham dívidas em outubro. Na faixa de três a cinco salários mínimos, o percentual era de 83,3%. Entre as famílias com renda de cinco a dez salários mínimos, o endividamento subiu de 77,9% para 79,3%. Já entre aquelas que recebem mais de dez salários mínimos, caiu de 71,9% para 71,5%. PEIC g1 Para Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), conhecido como Dr. Dívidas, a diferença entre as faixas de renda pode ser explicada por uma combinação de fatores, como medidas governamentais de transferência de renda, recuperação do poder de compra, mudanças na tributação do Imposto de Renda Pessoa Física e aquecimento do mercado de trabalho. Segundo ele, as famílias que recebem entre 3 e 5 salários mínimos podem estar conseguindo absorver melhor esses efeitos, seja pelo aumento da renda, seja pela maior capacidade de reorganizar seus compromissos financeiros. Já entre aquelas com renda de até 3 salários mínimos, os impactos positivos ainda não são plenamente sentidos. Isso porque uma parcela significativa do orçamento continua comprometida com despesas essenciais, como alimentação, moradia, transporte e serviços básicos. "Não podemos olhar apenas para o crescimento da renda nominal. Precisamos avaliar quanto efetivamente sobra no orçamento familiar depois de pagar as contas", afirma. Para Domingos, é justamente nessa faixa de renda que a falta de educação financeira se torna ainda mais preocupante. Aposentada que nega ter contratado cartão consignado deve receber indenização de banco em MG Envato Elements / Imagem Ilustrativa
Nem os mais ricos escapam: inadimplência dispara quase 40% em um ano entre brasileiros de alta renda

Mulher checando informações do cartão de crédito Reprodução Freepik Nem as famílias de renda mais alta escaparam do avanço da inadimplência no último ano. Dados do Sistema de Informações de Créditos (SCR) do Banco Central (BC) mostram que, em agosto, a taxa de inadimplência cresceu 38,8% entre brasileiros que ganham de 10 a 20 salários mínimos e 35,8% entre aqueles com renda acima de 20 salários mínimos, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Embora as famílias de alta renda continuem registrando taxas de inadimplência menores, foi entre elas que o indicador registrou as maiores altas percentuais no último ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Segundo especialistas ouvidos pelo g1, um dos pontos de atenção também para os mais ricos é o crédito rotativo do cartão, modalidade de crédito emergencial e de acesso imediato, que pode ser utilizada sem a contratação de um novo empréstimo e costuma ter juros elevados. Dados preliminares do BC referentes a setembro, por exemplo, apontam que a taxa média de juros do rotativo do cartão chegou a 451,7% ao ano, o equivalente a 15,29% ao mês. Já os juros do parcelamento da fatura, modalidade em que o cliente divide o saldo devido em parcelas acrescidas de juros, chegaram a 193% ao ano, o equivalente a 9,37% ao mês. Agora no g1 “O cartão de crédito é uma faca de dois gumes. Ele pode ajudar no orçamento se a pessoa conseguir se organizar. Mas, infelizmente, a maior parte da população ainda enxerga o cartão como uma oportunidade de esticar o orçamento no curto prazo, e o resultado disso é um juro exorbitante”, afirma Fabio Bentes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Vai fazer uma dívida? Responda a estas duas perguntas antes Inadimplência da alta renda cresce mais de 30%. Arte/g1 Crédito às famílias também cresce O cenário de juros elevados ocorre, ainda, em meio à expansão do crédito às famílias. Segundo o BC, o estoque das operações de crédito para pessoas físicas cresceu 9,9% nos 12 meses encerrados em setembro. No rotativo do cartão, as concessões também avançaram. De acordo com o BC, o volume de crédito concedido nessa modalidade cresceu 12,6% em setembro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, para R$ 37,3 bilhões. No parcelamento da fatura, as concessões avançaram 8,4% na mesma comparação, para R$ 17,6 bilhões. Segundo especialistas, diferentes fatores podem ajudar a explicar o aumento do uso do cartão de crédito, inclusive entre a população de alta renda. “Além dos juros altos que acabam deixando o consumo e o crédito mais caro, também temos uma mudança comportamental do brasileiro, que hoje tem um acesso muito mais fácil ao consumo por conta da internet”, afirma Alexandre Amorim, planejador financeiro CFP associado à Planejar. “Antigamente, os planejadores financeiros orientavam os clientes a darem uma volta no shopping antes de comprar algo para ver se aquele produto era algo que ele realmente queria ter. Mas agora, com a internet, a compra por impulso também acaba sendo um problema”, completa. Inadimplência no cartão avança mais na alta renda na comparação em 12 meses. Arte/g1 Outro fator que pode pressionar o orçamento das famílias é a inflação, que segue acima da meta no país. Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,32% em outubro. A alta é de 4,62% em 12 meses, superando o teto da meta de inflação, de 4,5%. Segundo Bentes, da CNC, o ritmo de redução da taxa básica de juros (Selic) também influencia o consumo e as condições de crédito no país. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano. Nesse sentido, embora os juros básicos tenham começado a cair — estavam em 15% ao ano no início de 2026 —, os efeitos do período prolongado de crédito caro continuam pesando no orçamento das famílias. “Além disso, o brasileiro tem o hábito de pagar o preço da facilidade. No caso do crédito, esse preço é a taxa de juros elevada do cartão de crédito”, diz o economista. Maioria das famílias brasileiras continua endividada A CNC divulgou, nesta quinta-feira (5), os novos dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Os dados mostraram que 81,6% das famílias declararam ter dívidas em outubro, ante 81,7% em setembro. Apesar de ser o menor patamar desde junho, o percentual ainda ficou 2,1 pontos percentuais acima do registrado em outubro de 2025 (79,5%). Por outro lado, o percentual de famílias com dívidas em atraso ficou em 29,3% em outubro, queda de 0,3 ponto percentual em relação a setembro e de 1,2 ponto percentual na comparação com outubro do ano passado. Além disso, 12,2% das famílias afirmaram que não teriam condições de pagar as dívidas em atraso, uma queda de 0,3 ponto percentual em relação a setembro e de 1 ponto percentual na comparação anual. Na divisão por faixa de renda, a proporção de famílias endividadas caiu entre aquelas que ganham até 3 salários mínimos, de 84,6% para 84,5%, e entre as que recebem mais de 10 salários mínimos, de 71,9% para 71,5%. Por outro lado, o percentual de famílias endividadas aumentou entre as que ganham de 5 a 10 salários mínimos, de 77,9% para 79,3%, e ficou estável, em 83,3%, entre aquelas com renda de 3 a 5 salários mínimos.

O PT e parte da equipe do presidente Lula estão atacando o Banco Central, dizendo que o Copom se rendeu ao mercado e parou de cortar a taxa Selic, que ficou em 13,75% ao ano. Entre petistas e uma ala do governo, há quem defenda, inclusive, que o presidente Lula indique a partir de agora diretores mais alinhados com uma visão de redução dos juros. Do seu lado, o Copom justifica a interrupção do ciclo de corte de juros pelo cenário de incertezas na área fiscal e pressões sobre a inflação no curto prazo. O mercado, majoritariamente, já vinha prevendo que o BC iria manter a taxa Selic em 13,75% diante de uma inflação em alta e riscos de as contas públicas seguirem no vermelho. Banco Central mantém Taxa Selic em 13,75% a.a. Até agora, só há promessas de que Lula terá responsabilidade fiscal em seu quarto mandato, mas pouco se sabe sobre o que a equipe econômica irá propor para garantir o cumprimento das metas fiscais, que, no próximo ano, prevê um superávit primário de 0,5% do PIB. Lula fará um pronunciamento, no próximo domingo, prometendo responsabilidade fiscal, mas também garantindo que não haverá cortes em programas sociais e suas promessas de campanha serão cumpridas. Nas palavras de assessores, não haverá "estelionato eleitoral" no Lula 4. 🔎Estelionato eleitoral é uma expressão usada para definir casos em que um candidato, após eleito, adota medidas contrárias ao que prometeu durante a campanha. Apesar do nome, não é um crime previsto na legislação brasileira. O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, disse que o BC sucumbiu às pressões do mercado. Segundo ele, se o Flávio Bolsonaro vencesse, o mercado previa queda dos juros. Se fosse Lula, como foi, a queda dos juros seria interrompida. O que foi formalizado ontem pelo Copom. O PT chegou a defender, nos últimos dias, uma proposta do economista André Lara Resende, um dos pais do plano real, que previa uma queda da taxa Selic num prazo de doze meses para 7,5% ao ano. Depois, seria criado um teto para a taxa de juros e para a meta fiscal. A ideia foi criticada por economistas, sob o argumento de que esse plano nunca foi testado em nenhum país e representaria um risco para o país. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está fechando com sua equipe medidas para garantir o cumprimento do centro da meta fiscal a partir do próximo ano, quando está previsto um superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo eles, as propostas devem ser levadas a Lula depois do seu retorno à Turquia, onde participará da reunião da COP 30. Ele viaja no próximo dia 9 de novembro e retorna no dia 12 de novembro. Vagas no Banco Central Em relação às indicações para diretoria do BC, duas vagas estão abertas, de Política Econômica e Organização do Sistema Financeiro. Em fevereiro, serão abertas mais duas, de Política Monetária e Fiscalização. Dentro do PT, a defesa é que Lula aproveite para indicar diretores do Banco Central mais alinhados a uma política de redução da taxa de juros. Interlocutores do presidente ouvidos pelo blog dizem, porém, que ele não fará isso. Seria o mesmo que comprar uma crise com os investidores e sinalizar que o presidente pretende comandar o Banco Central, que tem autonomia para operar sua política monetária. Copom reduz taxa de juros, e o FED mantém Jornal Nacional/ Reprodução

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de acabar com as bets neste ano, durante a corrida eleitoral, reduzirá a previsão de arrecadação do chamado "imposto do pecado" em 2027 — que englobava as apostas online — e, por isso, será necessário ajustar a proposta de orçamento do próximo ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (5) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, a jornalistas. Entre janeiro de 2025 e setembro deste ano, quando as apostas online foram vetadas por meio de Medida Provisória, o governo federal arrecadou R$ 15,3 bilhões com a taxação das "bets". Os dados são da Receita Federal. Com a perda desses recursos, antes previstos no orçamento, Durigan afirmou que o governo terá de "acomodar" seu impacto na peça orçamentária de 2027, que ainda terá de ser votada pelo Legislativo. "A gente acomoda o orçamento e isso não vai trazer dificuldade para as receitas", disse o ministro. Governo edita medida provisória que define alíquotas do 'imposto do pecado' Por outro lado, Durigan informou que o dinheiro que antes era canalizado para as bets "não desaparece", ou seja, passa a ser direcionado para outras atividades econômicas — o que gera efeito positivo na arrecadação de outros tributos federais. "O varejo, o atacado tem percebido já o aumento da atividade. Então é natural que, sim, saia essa arrecadação da rubrica de apostas, mas a gente a perceba em outros lugares", acrescentou o ministro. Editada em 25 de setembro, a Medida Provisória que proibiu as bets tem de ser votada e aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias, ou seja, até 5 de março do ano que vem. Se a MP não for votada e aprovada pelo Congresso dentro desse prazo, ela perde a validade e as apostas voltam a ser liberadas no país em março de 2027 — já com um novo Congresso Nacional eleito. Dario Durigan Washington Costa/MF

FBI acusa Coreia do Norte por ataque à Binance, considerado maior roubo de criptomoedas da A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, e o banco francês Crédit Mutuel Arkéa foram alvos de ataques hackers em um intervalo de quase uma semana. Os criminosos desviaram bilhões de reais, mas usaram caminhos diferentes para acessar os recursos. Na Binance, o roubo foi de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões). Segundo especialistas, foi o maior roubo de criptomoedas já registrado. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Já o Crédit Mutuel Arkéa informou, na noite desta quarta-feira (4), que sofreu um ataque com desvio estimado em 100 milhões de euros (R$ 615 milhões). "No caso da Binance, o roubo foi das próprias carteiras de criptomoedas. Já no caso do banco francês, foram roubados recursos financeiros da instituição, que rapidamente foram convertidos em criptomoedas", explica ao g1 Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação. Segundo ele, a conversão para cripto facilita a transferência dos valores entre países. Os dois casos ainda ocorrem em meio a uma onda de ciberataques que também afeta sistemas de refrigeração de supermercados na Suécia, Irlanda, Holanda, Estônia, Finlândia, Bélgica e Luxemburgo. Como ocorreu o ataque à Binance Logotipo da Binance. Dado Ruvic/Reuters Na Binance, a invasão do notebook de um dos engenheiros pode ter aberto caminho para o roubo. Segundo a corretora, uma investigação inicial indica que o computador pode ter sido usado para acessar um de seus sistemas e fazer saques não autorizados. "Nossa equipe de segurança está rastreando todo o caminho do ataque através do computador comprometido, que pode ser o ponto de entrada do incidente", afirmou a Binance. Mais tarde, a empresa informou ter identificado outros pontos de invasão. Mark Karpeles, ex-chefe da corretora de bitcoin Mt Gox, disse à agência de notícias Reuters que os invasores provavelmente acessaram as chaves privadas de pelo menos duas carteiras da Binance. "A Binance parece ter dividido seus ativos em vários sistemas, garantindo que um ataque só possa afetar parte dos ativos, mas mesmo assim um único ataque é uma grande perda", afirmou Karpeles. A Mt Gox, sediada em Tóquio, encerrou suas atividades há 12 anos, após o roubo de US$ 500 milhões em bitcoin. Segundo a agência de notícias AFP, a TRM Labs, empresa de análise de blockchain, afirmou ter "alta confiança" de que o ataque foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de hackers ligado à Coreia do Norte. A empresa citou "informações robustas dentro e fora da blockchain". O que aconteceu no banco francês Crédit Mutuel Arkéa Divulgação O Crédit Mutuel Arkéa afirmou que os hackers invadiram seus sistemas e fizeram transferências para outros bancos. Segundo a instituição, as contas dos clientes não foram invadidas, e eles não tiveram prejuízo. O dinheiro roubado foi convertido em criptomoedas. De acordo com o jornal francês Le Monde, parte dos recursos foi enviada ao banco Kraken, que emitiu um alerta de transação suspeita na terça-feira (3), após receber transferências de valores elevados destinadas a um banco da Europa. O Crédit Mutuel Arkéa não confirmou o prejuízo de US$ 133 milhões divulgado pelo jornal Le Télégramme, mas indicou que os recursos comprometidos eram dessa ordem. Por que esses ataques preocupam O especialista Arthur Igreja afirma que os hackers estão se especializando e que ferramentas de inteligência artificial podem ampliar a atuação desses criminosos. Ainda não se sabe, porém, se a IA foi usada nos ataques à Binance e ao banco francês. "Já existe, há algum tempo, um alerta de que as ferramentas e os modelos de IA poderiam potencializar a atuação desses criminosos. Ela pode ser utilizada para encontrar fragilidades, automatizar tarefas e até aumentar a velocidade da execução de determinadas etapas de um ataque". O especialista ressalta que, nesse cenário, a IA é uma ferramenta usada pelos hackers. Isso não significa que a tecnologia tenha realizado o ataque por conta própria ou saído de controle. Igreja também destaca que esses crimes podem ser cometidos à distância, de qualquer lugar do mundo. "Isso também é muito grave, porque pode ser um hacker que está na Coreia do Norte, por exemplo, atacando a Binance. A grande questão é que, onde houver uma fragilidade, muito possivelmente ela será explorada", afirma. Por que Trump quer mudar o nome da IA?

Petróleo é termômetro que mede a temperatura das tensões globais Jornal Nacional/ Reprodução Os preços do petróleo operam abaixo de US$ 100 nesta quinta-feira (5), após a commodity registrar queda de mais de 8% na véspera e atingir o menor nível em mais de dois meses. O novo patamar vem após o Partido Republicano, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perder o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato. O movimento reflete a aposta dos investidores de que a mudança de poder pode acelerar o fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 Na véspera, os contratos futuros do Brent, referência internacional, fecharam em queda de 8,7%, a US$ 94,62 por barril, enquanto os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, caíram 8,3%, para US$ 88,12. Ambos fecharam no menor nível desde 31 de agosto. Já nesta quinta-feira (5), o Brent tinha alta de 2,29% perto das 14h, cotado a US$ 96,79, enquanto o WTI subia 2,37% no mesmo horário, a US$ 90,21 por barril. Agora no g1 Trump agora enfrenta uma escolha entre buscar uma saída negociada ou partir para uma escalada mais arriscada do conflito. Enfraquecido e diante de um Congresso controlado pelos democratas, o presidente tem maior incentivo para buscar um acordo, afirmaram duas fontes próximas a governos do Golfo. Um ataque em grande escala ao Irã parece menos provável, disseram elas. No entanto, um acordo que permita ao Irã reivindicar uma vitória clara e faça Trump parecer derrotado pode tanto levar a uma reação imprudente quanto favorecer a moderação, disseram analistas do Golfo. Trump disse ao jornal britânico Financial Times, na terça-feira (3), que os EUA não tinham planos imediatos de atacar o Irã. Na quarta-feira (4), reconheceu que a guerra teve influência na ampla derrota de seu partido nas eleições de meio de mandato, nas quais os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Deputados e do Senado. “O controle democrata do Congresso também poderia restringir os gastos militares dos EUA no Oriente Médio e aumentar a possibilidade de um acordo de paz em um prazo mais curto”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da empresa de serviços financeiros norte-americana BOK Financial, à Reuters. Segundo ele, o aumento das exportações de petróleo do Oriente Médio, somado às declarações de Trump de que não há planos imediatos para atacar o Irã, aumenta a pressão sobre os preços. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, distanciou-se na quarta-feira da decisão de entrar em guerra, questionou se o conflito valeu a pena e atribuiu a ele a derrota republicana nas eleições, que deram aos democratas o controle do Congresso. O líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou em comunicado que a hostilidade dos EUA persistiria independentemente de qual partido estivesse no poder. Os houthis, do Iêmen, disseram ter atacado o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. As autoridades sauditas não confirmaram o ataque. Catar tenta evitar nova escalada O Catar intensificou os esforços de mediação para evitar uma nova escalada do conflito após as eleições nos EUA. Uma alta autoridade iraniana disse à Reuters, na terça-feira, que o Irã e os Estados Unidos ainda estão longe de chegar a um acordo para encerrar a guerra. “As eleições estão dando aos investidores que apostam na queda dos preços um motivo para duvidar da continuidade do conflito no Irã. [...] Estou mais preocupado com a possibilidade de vermos uma escalada antes de uma resolução”, disse Carl Larry, que lidera a equipe de negociação e risco para a América do Norte na Enverus, à Reuters. As exportações dos países do Golfo de petróleo, condensado e produtos refinados, excluindo o gás liquefeito de petróleo, atingiram média de 17,1 milhões de barris por dia em outubro, segundo dados de rastreamento de navios da Vortexa. O volume ficou abaixo dos 18,9 milhões de barris por dia registrados em setembro, mas ainda corresponde a cerca de três quartos do nível anterior à guerra. Os Emirados Árabes Unidos avaliam construir um terceiro oleoduto para transportar petróleo sem passar pelo Estreito de Ormuz, informou a Bloomberg, citando fontes a par do assunto. O objetivo seria reduzir drasticamente a dependência do país dessa rota. Nos EUA, os estoques de petróleo bruto, gasolina e destilados caíram na semana passada, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA).

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou nesta quinta-feira (5) que a taxa básica de juros da economia brasileira, fixada pelo Banco Central, é muito alta no Brasil. Ele evitou, entretanto, criticar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que interrompeu nesta quarta-feira (4) o ciclo de corte da Selic ao manter a taxa estável em 13,75% ao ano. "Eu não vou fazer esse tipo de comentário valorativo, mas, mais uma vez, a taxa de juros no Brasil é muito alta, o esforço que nós temos que fazer no governo Lula 4 é dar as condições corretas, estruturais, os corretos estímulos para que a gente diminua a taxa de juros", disse o ministro. Ele afirmou que a equipe econômica continuará trabalhando para reequilibrar as contas públicas, que vêm registrando déficits sucessivos nos últimos anos — fator que, segundo o mercado financeiro, tem pressionado as expectativas de inflação, o dólar e, consequentemente, a taxa de juros. Copom mantém taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano "Eu acho que é cumprir o que a gente tem já feito nesses quatro anos aqui no Ministério da Fazenda, em que a gente enfrenta um déficit que veio do governo Bolsonaro, e dar as condições para o país ter um superávit a partir do próximo ano, com os ajustes necessários", declarou o ministro. Durigan reiterou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "nunca vai propor medidas que prejudiquem as pessoas mais pobres". "Ao contrário, Quando a gente vai fazendo ajustes graduais, vai implementando medidas, olhando para corte de privilégio, retomada de uma série", acrescentou. Segundo ele, a área econômica segue trabalhando em medidas para melhorar o perfil das contas públicas, mas afastou a possibilidade de algum anúncio nos próximos dias. "Nos próximos dias, provavelmente não o presidente tem viagem para a COP, preparação do presidente para isso. A gente vai seguir debatendo, seguindo, levando propostas. Tenho falado com o presidente diariamente, mas para os próximos dias não. Acho que quando o presidente voltar da viagem dele, a gente deve ter mais informações", informou Durigan. Dario Durigan, ministro da Fazenda Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (5) que o governo federal não vai adiar o prazo de cobrança do imposto federal sobre o consumo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), prevista para 1º de janeiro de 2027. "É claro que durante a eleição teve muita gente que atrapalhou a reforma tributária. Muita desinformação, muito medo no setor produtivo. Mas nós temos que vencer o medo e, de novo, o nosso sistema tributário do consumo ele é muito ruim. Nós precisamos juntos melhorar", disse o ministro a jornalistas. Durigan afirmou, entretanto, que, se houver necessidade, o governo vai estender prazo de multa ou de prestação de informação acessória (envio de declarações, por exemplo). "Eu vou tranquilizar os setores porque a gente tem feito uma série de medidas para dizer para os contribuintes, para as diferentes lideranças. Para as diferentes lideranças empresariais do país, nós vamos ter programa de conformidade em que, se tiver de boa-fé o contribuinte, não vai haver penalidade", acrescentou. MP estabelece alíquota do Imposto do Pecado Alíquota alta ▶️Na semana passada, o TCU aprovou proposta para que a alíquota de referência CBS seja de 11,3% em 2027. O valor será encaminhado ao Congresso Nacional. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro. 🔎A proposta ficou acima de estimativas anteriores do setor privado e do Comitê Gestor do IBS, dos estados, que apontavam uma tributação de até 9,4% — gerando forte repercussão negativa no setor produtivo. ▶️Junto com o imposto dos estados e municípios, com cobrança integral prevista para 2033, a previsão de analistas é que o futuro imposto sobre o consumo atinja 30%. Se confirmada, seria maior do que a alíquota de todos os países desenvolvidos. Durigan na portaria do Ministério da Fazenda, Brasília - DF Washington Costa/MF Pedido de adiamento Nesta semana, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu ao governo federal, por meio de ofício enviado ao ministro da Fazenda, a prorrogação do período de testes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) por todo o ano de 2027. "Entendemos que o teste deve exigir a apuração por parte das empresas, a partir de documentos fiscais e funcionalidades do sistema já disponíveis, mas sem recolhimento do valor apurado e sem cobrança de multas antes de um prazo para autorregularização. Nesse período, seria prorrogado o recolhimento do PIS/Cofins", diz a carta, assinada pelo presidente da CNI, Ricardo Alban. De acordo com a CNI, os regulamentos da CBS ainda estão pendentes de regulamentação, notas técnicas são publicadas com atraso, a plataforma tecnológica de apuração assistida, e os ambientes de testes, é instável e não suporta grandes volumes de informações, além de haver dificuldades com notas de débito e crédito, entre outros problemas.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,67% nesta quinta-feira (5), cotado a R$ 5,4885. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,82%, aos 166.191 pontos. Investidores repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75% ao ano e monitoraram as sinalizações do governo Lula (PT) para as contas públicas. No exterior, dados de emprego dos EUA também ficaram no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A decisão de manter a Selic veio em linha com o esperado pelo mercado. Segundo o Copom, o aumento das expectativas de inflação do mercado financeiro e a desaceleração da economia exigem "serenidade" na condução dos juros. Saiba mais. ▶️ Em Brasília, o foco ficou nas contas públicas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há "fórmula mágica" para a economia brasileira e que o governo Lula vai "manter compromissos fiscais" e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social. A fala ocorreu após uma reunião com o presidente Lula, ministros, ex-ministros e economistas. ▶️ Na agenda econômica do dia, foram divulgados dados de emprego, juros e produção industrial. Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 189 mil, no menor nível desde 1969. Na Inglaterra, o Banco da Inglaterra elevou os juros para 4% ao ano. Já no Brasil, a produção industrial recuou 0,8% em setembro, enquanto o PMI de serviços caiu para 44,5 em outubro. ▶️ A reforma tributária e o fim da escala 6x1 também ficaram no foco. Nesta semana, o governo sinalizou a intenção de regulamentar o fim da 6x1 e indicou a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. Já na véspera, o governo publicou a Medida Provisória que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, também conhecido como "imposto do pecado", para 2027. ‘Imposto do pecado’: o que entra? Produtos vão ficar mais caros? Veja perguntas e respostas Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,81%; Acumulado do mês: +0,81%; Acumulado do ano: 0%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: -1,03% Acumulado do mês: --1,03%; Acumulado do ano: +3,14%. Copom interrompe ciclo de cortes O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime. Com a decisão, o Copom interrompe o ciclo de cortes na taxa básica de juros iniciado em março deste ano. Segundo o comunicado, o "aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução". 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano. Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking Sobre o cenário externo, o Copom destacou que o ambiente tornou-se mais "adverso" devido ao prolongamento dos conflitos no Oriente Médio, que impactam diretamente no preço do petróleo e seus derivados e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas. Para o BC, esse conjunto de fatores demanda "cautela" dos países emergentes, como o Brasil, diante da volatilidade dos preços de ativos e commodities. Já em relação ao cenário doméstico, o BC aponta que o conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião do colegiado, em setembro, apontam para uma "moderação mais acentuada da atividade econômica". O mercado de trabalho, por sua vez, permanece resiliente ainda que com sinais de desaquecimento na margem. "Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, situando-se acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta", destaca o Copom. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos operavam em forte queda nesta quinta-feira, devolvendo os ganhos do rali registrado na véspera após as eleições de meio de mandato. O movimento era puxado principalmente pelas ações de tecnologia, em meio a preocupações com o futuro dos investimentos em inteligência artificial. O índice Dow Jones caiu 3,50%, enquanto o S&P 500 recuou 4,30% e o Nasdaq Composite teve perdas de 5,52%. Na Europa, os índices fecharam mistos, de olho em protestos locais e em meio à queda das ações do setor de tecnologia. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,67%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,43%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,34% e o FTSE 100, do Reino Unido, perdeu 0,43%. Na Ásia, as bolsas locais fecharam mistas nesta quinta-feira, conforme investidores continuaram a avaliar as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,10%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 0,29%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 5,28% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 3,67%. No Japão, o Nikkei recuou 1,79%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels

FGC sofre invasão e tem dados pessoais de clientes vazados O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou nesta quinta-feira (5) que identificou um acesso não autorizado a dados pessoais de clientes, como nome, CPF, e-mail e data de nascimento. (Veja quais informações foram expostas). A entidade não revelou quantas pessoas foram afetadas, mas afirmou que todas foram notificadas. (Veja ao final na imagem ao final da reportagem). O g1 tenta contato com o FGC para obter esse número. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Também não foi identificada nenhuma perda financeira decorrente do evento", disse o FGC em nota. "A investigação prossegue, com apoio de empresas especializadas, para esclarecer a extensão do acesso e verificar se houve cópia, divulgação ou utilização indevida das informações". 🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que funciona como um seguro para proteger o dinheiro de depositantes e investidores quando um banco enfrenta dificuldades, como no caso do Banco Master. Fundo Garantidor de Créditos (FGC) Reprodução/LinkedIn Segundo a entidade, a suspeita de invasão foi identificada em 26 de outubro. Desde então, o FGC restringiu o acesso aos ambientes envolvidos, bloqueou contas indevidas e preservou evidências para a investigação. Também iniciou uma revisão das permissões de acesso e dos controles de segurança. O FGC afirmou que, até o momento, não há evidências de que os dados tenham sido divulgados ou utilizados de forma indevida. A entidade também informou que comunicou o caso à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Segundo FGC, os dados e informações afetados foram: nome; CPF; e-mail; e data de nascimento; informações sobre os tributos retidos no pagamento; sobre o canal de distribuição pelo qual o investimento garantido foi realizado na instituição liquidada. O FGC orienta os clientes afetados a redobrar a atenção a ligações, mensagens e e-mails de pessoas que se apresentem como representantes da entidade. Segundo o fundo, os dados acessados podem ser usados para tornar tentativas de golpe mais convincentes. "Após a identificação do incidente, restringimos os acessos aos ambientes envolvidos, desabilitamos contas indevidas, reforçamos o monitoramento e preservamos evidências para a investigação. A revisão de permissões e a validação dos controles de segurança permanecem em andamento", afirma a nota da entidade. Comunicado enviado aos clientes do FGC. Reprodução Por que Trump quer mudar o nome da IA?

O que é o 'imposto do pecado' e como ele vai funcionar? Medida Provisória publicada no "Diário Oficial da União" (DOU) desta quarta-feira (4) à noite estabelece a cobrança do Imposto Seletivo, conhecido também como "imposto do pecado", a partir de 2 de fevereiro de 2027. 🔎 Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o "imposto do pecado" começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. Veja como vai funcionar a tributação. Como o imposto tem noventena, o prazo de cobrança foi fixado para começar a valer noventa dias após a publicação da MP, que tem força de lei. O prazo de vigência de uma Medida Provisória é de 60 dias, prorrogável automaticamente por mais 60 dias. No total, ela pode valer por até 120 dias antes de perder a validade, caso não seja votada e convertida em lei pela Câmara dos Deputados e pelo Senado. Governo edita medida provisória que define alíquotas do 'imposto do pecado' Veja quanto será cobrado no imposto do pecado bebidas açucaradas: 2,6%; cervejas de malte: 4,2%; vinhos, espumantes, proseccos e champanhe (excetuados os vinhos da madeira, do porto e de xerez): 8%; vermutes: 12%; vinhos da madeira, do porto e de xerez: 16%; bebidas alcoólicas prontas para consumo, como drinks enlatados, com teor acima de 8%: 16%; rum e cachaça: 20%; uísque, vodca, gim e tequila entre outros: 24%; cigarros: alíquota de 66,7%, mais R$ 3,50. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. O texto estabelece, por exemplo, critérios de sustentabilidade e eficiência energética para a definição das alíquotas incidentes sobre veículos, aeronaves e embarcações. Determinadas categorias de veículos terão alíquota zero, incluindo aqueles adquiridos por pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista e por motoristas profissionais que utilizem o automóvel na categoria de aluguel (táxi), observadas as condições previstas na medida. A medida prevê ainda a não incidência do imposto do pecado sobre caminhões com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos, exceto picapes, além de veículos, aeronaves e embarcações com características técnicas específicas destinados ao uso operacional das Forças Armadas ou dos órgãos de segurança pública. Copo de cerveja sendo servido Divulgação Por que o imposto foi criado? O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária para garantir uma tributação maior sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. O novo tributo também ganha importância com as mudanças previstas para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no novo sistema. Com a redução do IPI e sem uma tributação adicional, produtos como os cigarros poderiam ter sua carga tributária reduzida. O Imposto Seletivo ajuda a evitar essa desoneração e mantém o objetivo de desestimular o consumo desses produtos. Fim do IPI O ministro da Fazenda, Dario Durigan, lembrou nesta quinta-feira (5) que o imposto do pecado substituirá o IPI que é cobrado atualmente sobre esses produtos considerados nocivos à saúde. "Então o IPI deixa de existir a partir do ano que vem e nós vamos ter esse imposto seletivo que ele não tem finalidade arrecadatória, ele tem uma finalidade de evitar o consumo ou diminuir o consumo de alguns produtos e, portanto, ele vai incidir exclusivamente sobre bebida alcoólica, refrigerante, bebida açucarada, tabaco, carro", explicou Durigan. Manutenção da carga tributária De acordo com a equipe econômica, a MP prevê a manutenção da atual carga tributária sobre os produtos que causam danos à saúde no próximo ano, período de transição, ou seja, em 2027. "Essa medida provisória foi editada em acordo com os setores [afetados] para que a gente tenha em 2027 uma correspondência da carga do IPI que foi, que existe hoje, e a partir de 2027, a gente discuta o imposto seletivo permanente, que passaria a vigorar em 2028 em diante", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A partir de 2028, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo. Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Ficou estabelecido que, até 31 de maio de 2027, o governo enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei com a definição das alíquotas do Imposto Seletivo aplicáveis a partir de 1º de janeiro de 2028, em caráter definido. "O Imposto Seletivo integra o novo modelo de tributação sobre o consumo e tem caráter extrafiscal, buscando orientar decisões de consumo e produção em direção a padrões mais compatíveis com os objetivos constitucionais de proteção à saúde e ao meio ambiente", informou o governo. Até fevereiro, quando começa a valer o imposto do pecado, o governo informou que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) continuará sendo cobrado sobre os produtos abrangidos pelo imposto do pecado. De acordo com a área econômica, o objetivo, além de manter a arrecadação, é evitar a desoneração sobre produtos gravosos à saúde, a exemplo de cigarros.

Santiago Peña, economista e ex-ministro da Fazenda durante o governo de Cartes, é o atual candidato presidencial do Colorado REUTERS Parlamentares da oposição apresentaram nesta quarta-feira (4) um pedido de impeachment contra o presidente do Paraguai, Santiago Peña, a quem responsabilizam pela crise no banco digital Ueno. A intervenção na instituição deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro. A acusação foi apresentada por 35 deputados, que pediram ao presidente da Câmara a convocação de uma sessão extraordinária na quinta-feira (5) para discutir o caso. Para abrir o processo, é necessário o apoio de dois terços dos deputados. Ainda não está claro se a bancada governista apoiará a proposta. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Peña, economista conservador que assumiu o governo em 2023, foi acionista do grupo proprietário do Ueno até março do ano passado. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social. O Ueno, que pertence ao Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o banco central iniciou sua liquidação. A autoridade monetária identificou uma insuficiência de recursos para cobrir as obrigações do banco, relacionada a empréstimos concedidos a empresas vinculadas à instituição. Agora no g1 A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, entre outros pontos. A acusação também aponta que o banco central teria encoberto irregularidades. “Nunca antes alguém prejudicou, em um único dia, 3 milhões de pessoas na República do Paraguai, e o senhor conseguiu isso, senhor presidente... o senhor é a origem desse monstro que criou”, disse a deputada de oposição Rocío Vallejo durante a sessão, pouco antes da apresentação do pedido. Peña não se pronunciou publicamente sobre o pedido de impeachment. Em uma publicação na rede social X, porém, afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão à Justiça, sem exceções. A declaração foi feita pouco antes de ele promulgar uma lei que permitirá aos clientes do Ueno recuperar seu dinheiro mais rapidamente. “Peço veementemente a todos os setores políticos que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse”, afirmou. O caso levou à saída de Carlos Carvallo da presidência da entidade responsável pela fiscalização do banco e à prisão de oito diretores do Ueno, entre eles o presidente-executivo, Miguel Vázquez. Os executivos se entregaram às autoridades após a emissão de mandados de prisão pela Procuradoria, que também acusou formalmente 27 pessoas ligadas ao banco. A Justiça ordenou ainda o bloqueio dos bens dos acusados. Nesta quarta-feira, também circularam relatos de falhas em aplicativos de outros bancos, o que aumentou a preocupação com o sistema financeiro do país. A Associação de Bancos do Paraguai (Asoban) informou que as instituições financeiras trabalhavam para atender ao grande volume de clientes que estavam transferindo suas contas do Ueno. A entidade ressaltou que o sistema bancário continuava “operando normalmente”.

Aborto, armas, direitos trans: eleições nos EUA tem referendos em 39 estados Além de decidir novos representantes na Câmara e no Senado, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, conhecida como midterms, parte do país também teve que votar em propostas estaduais. Uma das aprovadas foi a proibição do foie gras. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia 🪿 O foie gras é uma iguaria da culinária francesa feita a partir do fígado de patos ou gansos, que é submetido a um processo de engorda forçada dos animais, chamado gavage. A técnica faz com que o fígado aumente de tamanho e acumule gordura, adquirindo textura cremosa e sabor característico. O veto à iguaria francesa aconteceu em Washington D.C por meio de referendos conhecidos como ballot measures, em inglês. Ao todo, foram votadas 145 propostas estaduais. Gavage, técnica de alimentação forçada Mercy for Animals / divulgação VEJA TAMBÉM Entenda como é feito o foie gras, proibido no Brasil Latinos, guerra, voto antecipado: os fatores da 'onda azul' nos EUA Brasil passou a proibir foie gras neste ano Em setembro deste ano o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei que proíbe a produção e a venda de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. Entre eles, o foie gras. A norma especifica que a proibição inclui a produção e a comercialização da iguaria, tanto in natura como enlatado. Quem descumprir a regra poderá ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais para casos de maus-tratos a animais. Foie Gras é proibido no Brasil. REUTERS/Aline Massuca

Fim da escala 6x1: Quando começa a valer e quais são as profissões impactadas O Congresso Nacional promulgou no dia 16 a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e garante dois dias de descanso remunerado por semana. A mudança prevê uma transição gradual para reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A proposta altera o artigo 7º da Constituição Federal, que atualmente estabelece a jornada máxima de 44 horas semanais. Pelo texto promulgado, a redução ocorrerá em duas etapas. Primeira etapa: Começa 60 dias após a promulgação da emenda (em dezembro); A jornada máxima semanal passa de 44 para 42 horas; Ficam garantidos dois dias de descanso remunerado por semana. Segunda etapa: Começa 12 meses após a primeira fase; A jornada máxima semanal é reduzida para 40 horas. A redução da jornada não poderá resultar em diminuição salarial nem afetar os pisos das categorias profissionais. (entenda como vai funcionar) 🤔 Mas o que acontece se a empresa não cumprir as novas regras? Quem será responsável pela fiscalização? Empresas que descumprirem as novas regras poderão ser fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), investigadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e acionadas na Justiça pelos trabalhadores. Quem vai fiscalizar o cumprimento das regras? A fiscalização será feita pelos auditores fiscais do trabalho, vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). Segundo o MTE, em nota enviada ao g1, as empresas que descumprirem os limites de jornada e as normas sobre repouso semanal remunerado estarão sujeitas às penalidades já previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). As inspeções poderão ocorrer a partir de denúncias de trabalhadores e sindicatos ou por iniciativa dos próprios auditores, com base no cruzamento de dados e na identificação de indícios de irregularidades. As denúncias podem ser registradas pelo Canal Digital de Denúncias Trabalhistas da Secretaria de Inspeção do Trabalho, mediante acesso com conta gov.br. Segundo o ministério, a identidade do denunciante é mantida em sigilo. (veja abaixo o passo a passo) Em alguns casos, também poderá ser aplicado o critério da chamada “dupla visita”, em que a primeira inspeção tem caráter orientador antes da eventual aplicação de penalidades, conforme as regras legais aplicáveis. Quais são as punições para as empresas? A PEC não criou multas específicas para o descumprimento das novas regras. No entanto, as empresas continuam sujeitas às penalidades previstas na legislação trabalhista, conforme o tipo de infração, segundo Taciela Cylleno, juíza do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ). “Aplicam-se os mecanismos de responsabilização já previstos na legislação trabalhista, incluindo multas administrativas, cuja incidência e cujo valor dependem do tipo de infração e das normas aplicáveis”, explica a juíza. O descumprimento dos limites de jornada e dos períodos de descanso também pode resultar em ações trabalhistas, com condenação ao pagamento de horas extras e de outras parcelas devidas. “O Ministério Público do Trabalho também pode atuar, inclusive por meio de ações coletivas, quando presentes os requisitos legais”, completa. Como o Ministério Público do Trabalho pode atuar? O Ministério Público do Trabalho (MPT) poderá investigar e buscar a responsabilização de empregadores que descumprirem as novas regras. Segundo o procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro, coordenador nacional da Defesa do Meio Ambiente do Trabalho e da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Codemat) do órgão, a atuação poderá ocorrer por iniciativa própria ou a partir de denúncias feitas por trabalhadores, sindicatos, instituições e outras pessoas ou entidades. O MPT poderá instaurar inquéritos civis, firmar termos de ajuste de conduta (TACs) e ajuizar ações civis públicas para exigir que as empresas se adequem à legislação. Quando o descumprimento provocar danos à coletividade, o órgão também poderá pedir indenização por danos morais coletivos. As multas administrativas são aplicadas pelos auditores fiscais do trabalho. Já o MPT pode cobrar multas pelo descumprimento de decisões judiciais ou de obrigações assumidas em TACs. Segundo Ribeiro, o órgão ainda não tem um planejamento de investigações específicas sobre a nova escala. A atuação, porém, será mantida diante de denúncias de irregularidades. Caso seja identificado um volume elevado de descumprimentos, o MPT poderá organizar outras formas de atuação. O trabalhador também pode recorrer à Justiça? Sim. Além de denunciar irregularidades aos órgãos de fiscalização, o trabalhador poderá procurar a Justiça do Trabalho para cobrar direitos desrespeitados pela empresa, segundo Andrea Daros, advogada trabalhista e sócia do Ferrareze e Freitas Advogados. Caso a jornada ultrapasse o novo limite semanal, o trabalhador poderá cobrar o pagamento das horas excedentes. “As horas que ultrapassarem o novo limite semanal serão devidas como horas extras, com adicional de, no mínimo, 50%”, explica Daros. Sobre o descanso semanal remunerado, a advogada avalia que a falta de concessão da folga também poderá gerar o dever de pagamento em dobro. “Se a folga não for concedida, entendo que ela passa a ter que ser paga em dobro, como já acontece hoje com o descanso semanal remunerado”, afirma. O trabalhador também poderá cobrar diferenças salariais caso a empresa reduza sua remuneração em razão da diminuição da jornada, prática proibida pela PEC. Em regra, as ações trabalhistas podem cobrar valores referentes aos cinco anos anteriores ao ajuizamento do processo, desde que sejam apresentadas em até dois anos após o fim do contrato de trabalho. Como denunciar? Existem alguns canais em que o trabalhador pode denunciar a empresa que não cumprir a medida quando começar a obrigatoriedade. São eles: Canal de Denúncias para Inspeção do Trabalho: canal online do Ministério do Trabalho para denúncias trabalhistas; Fala.br: plataforma integrada de ouvidoria e acesso à informação da Controladoria-Geral da União; Central Alô Trabalho: o número 158 funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). A ligação é gratuita de telefones fixos, mas chamadas por celular serão cobradas; Superintendências Regionais do Trabalho: são responsáveis por executar, supervisionar e monitorar ações relacionadas a políticas públicas de trabalho nos estados; Canal do Ministério Público do Trabalho: O MPT tem um canal de denúncias e atua para combater o assédio moral nas relações de trabalho; Disque 100: Serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, o disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, inclusive assédio moral no trabalho. Ao registrar uma denúncia, o trabalhador deve informar, sempre que possível, dados como nome da empresa, endereço, horários praticados e descrição da irregularidade. Essas informações ajudam os órgãos responsáveis a apurar o caso e tomar as medidas cabíveis. Fim da escala 6x1: como empresas antecipam mudanças na jornada de trabalho na região de Campinas Reprodução/EPTV

O que é o 'imposto do pecado' e como ele vai funcionar? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (4) e enviou ao Congresso Nacional a medida provisória (MP) que define as regras de cobrança do Imposto Seletivo, também conhecido como o "imposto do pecado". 🔎 O tributo, que foi aprovado na reforma tributária sobre o consumo, começa a ser cobrado em 2 de fevereiro de 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, como forma de reduzir a demanda. 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. Também vai incidir sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais, e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports. Segundo o governo, a proposta enviada nesta quarta-feira prevê, para 2027, a manutenção da carga tributária atual sobre esses itens, por se tratar de período de transição. A partir de 2028, a ideia é que a taxação aumente. Agora no g1 Como vai funcionar o Imposto Seletivo? A forma de cobrança varia de acordo com o produto ou a atividade. No caso das bebidas alcoólicas, por exemplo, a tributação será proporcional ao teor alcoólico da bebida. Já para os veículos, a alíquota poderá variar conforme critérios relacionados ao nível de poluição. O imposto não será cobrado sucessivamente em todas as etapas da cadeia. A legislação determina que ele incida apenas uma vez sobre cada bem ou serviço. Assim, o tributo não será acumulado a cada etapa de fabricação e comercialização até chegar ao consumidor. Cerveja será taxada em 4,2% e vinhos em 8%; veja as alíquotas Por que o imposto foi criado? O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária para garantir uma tributação maior sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. O novo tributo também ganha importância com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) prevista no novo sistema. Com a redução do IPI e sem uma tributação adicional, produtos como os cigarros poderiam ter sua carga tributária reduzida. O Imposto Seletivo ajuda a evitar essa desoneração e mantém o objetivo de desestimular o consumo desses produtos. Quando começa a valer? Embora esteja previsto para 2027, o Imposto Seletivo não começará a ser cobrado imediatamente no início do ano. Medida provisória publicada na noite desta quarta-feira (4) estabelece a cobrança do tributo a partir de 2 de fevereiro de 2027. O tributo está sujeito à chamada noventena, que estabelece um intervalo de 90 dias antes do início da cobrança. Até lá, o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) continuará sendo cobrado sobre esses produtos, como forma de evitar uma perda de arrecadação durante a transição. Qual deverá ser a arrecadação? Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Com a cobrança do Imposto Seletivo e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo criado pela reforma e que começará a ser cobrado no ano que vem, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Quanto será cobrado no imposto do pecado? Bebidas açucaradas: 2,6%; Cervejas de malte: 4,2%; Vinhos, espumantes, proseccos e champanhe (excetuados os vinhos da madeira, do porto e de xerez): 8%; Vermutes: 12%; Vinhos da madeira, do porto e de xerez: 16%; Bebidas alcoólicas prontas para consumo, como drinks enlatados, com teor acima de 8%: 16% Rum e cachaça: 20%; Uísque; vodca, gim e tequila entre outros: 24%; Cigarros: alíquota de 66,7%, mais R$ 3,50. O texto também estabelece critérios de sustentabilidade e eficiência energética para a definição das alíquotas incidentes sobre veículos, aeronaves e embarcações. Determinadas categorias de veículos terão alíquota zero, incluindo aqueles adquiridos por pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista e por motoristas profissionais que utilizem o automóvel na categoria de aluguel (táxi), observadas as condições previstas na medida. A medida prevê ainda a não incidência do imposto do pecado sobre caminhões com peso bruto total igual ou superior a 3.500 quilos, exceto picapes, além de veículos, aeronaves e embarcações com características técnicas específicas destinados ao uso operacional das Forças Armadas ou dos órgãos de segurança pública. O que dizem estudos sobre produtos afetados? ➡️ Álcool: estudo da Fiocruz citado pelo Ministério da Saúde estima que o consumo gerou R$ 18,8 bilhões em custos em 2019, sendo R$ 1,1 bilhão em gastos federais com saúde e R$ 17,7 bilhões em perda de produtividade causada por mortes prematuras, afastamentos do trabalho e outros fatores. ➡️ Cigarros: doenças relacionadas ao tabagismo geram R$ 153,5 bilhões em custos por ano, segundo o Ministério da Saúde, considerando impactos diretos e indiretos. A arrecadação federal com a venda de cigarros, por sua vez, é de cerca de R$ 8 bilhões anuais. ➡️ Bebidas ultraprocessadas: o tratamento de doenças associadas ao consumo de produtos como refrigerantes, isotônicos e refrescos custa quase R$ 3 bilhões por ano ao SUS, segundo estudo usado pelo governo para embasar o Imposto Seletivo. Produtores de bebidas alcoólicas, por outro lado, afirmam que o setor já é altamente tributado e que novos aumentos podem elevar preços, reduzir margens, provocar demissões e estimular o mercado ilegal. Segundo o setor, os impostos representam de 40% a mais de 80% do preço das bebidas. Bebidas alcoólicas terão incidência do 'imposto do pecado'. Rafael Leal/g1

O que é o 'imposto do pecado' e como ele vai funcionar? O governo federal publicou nesta quarta-feira (4) a medida provisória (MP) do Imposto Seletivo, também conhecido como "imposto do pecado". A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta quarta. A proposta prevê a manutenção da atual carga tributária sobre os produtos que causam danos à saúde no próximo ano, período de transição. Posteriormente, a partir de 2028, a ideia é que a taxação aumente. 🔎 Criado pela reforma tributária sobre o consumo, o imposto do pecado começará a ser cobrado em 2027 e tem o objetivo de encarecer produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes e cigarros. O novo imposto também incidirá sobre alguns veículos, conforme o nível de poluição, sobre a extração de bens minerais e sobre loterias, apostas e jogos de fantasy sports (veja mais abaixo). Agora no g1 🔎🔎Medidas provisórias têm força de lei, mas precisam ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado para se tornarem leis definitivas. O prazo inicial é de 60 dias, prorrogável por mais 60. A contagem é suspensa durante o recesso do Congresso. No futuro, porém, o objetivo do governo é aumentar a tributação sobre produtos ou atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, para desestimular seu consumo. O governo federal afirmou que o regime estabelecido pela medida provisória terá caráter temporário e ficará em vigor até 31 de dezembro de 2027. Nesse período, as alíquotas do Imposto Seletivo de veículos, aeronaves, embarcações, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas corresponderão às atuais alíquotas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), após a aplicação de fatores específicos de conversão. "A adequação considera as diferenças entre as bases de incidência dos dois tributos, de modo a preservar o nível efetivo da tributação durante a transição". Até 31 de maio de 2027, o governo deve encaminhar ao Congresso um projeto de lei com a definição das alíquotas para serem aplicadas a partir de 1º de janeiro de 2028. Como o Imposto eletivo tem noventena, ou seja, demora 90 dias para entrar em vigor depois de ser aprovado pelo Legislativo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (3) que também combinou com os setores que, nesse meio tempo, o IPI continuará sendo cobrado sobre esses produtos — como forma de evitar perda de arrecadação. A medida consta em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada ao Congresso nesta quarta. Segundo a Casa Civil, a medida foi feita "a fim de evitar a desoneração sobre produtos gravosos à saúde, a exemplo de cigarros". bebidas alcóolicas álcool garrafas bar drinks Pexels Para 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com esse tributo, segundo a proposta de Orçamento enviada ao Congresso. Com a cobrança do Imposto Seletivo e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), outro tributo criado pela reforma e que começará a ser cobrado em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). LEIA TAMBÉM: Entenda os principais pontos da reforma tributária Veja alguns dos principais produtos afetados A medida provisória prevê uma alíquota diferente para cada produto. A intenção é que a mudança não altere o valor total pago atualmente em tributos. 🍺O governo define um imposto seletivo de 4,2% para a cerveja. Para o vinho, propõe uma taxa de 8%. Para os cigarros, a alíquota é de 66,7%, mais R$ 3,50 por maço. Para bebidas açucaradas, como refrigerantes, por exemplo, a alíquota é de 2,6%. ➡️Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, diz que, em 2019, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão relativo a custos federais diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no SUS, e R$ 17,7 bilhões à perda de produtividade pela mortalidade prematura, licenças e aposentadorias precoces decorrentes de doenças associadas ao consumo de álcool, perda de dias de trabalho por internação hospitalar e licença médica previdenciária. ➡️No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, as doenças relacionadas ao tabagismo geram um custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano, o que resulta em um gasto total anual de R$ 153,5 bilhões para o governo, o equivalente a 1,6% do PIB. "Em contrapartida, a arrecadação de tributos federais na venda de cigarros é de apenas R$ 8 bilhões por ano, o que evidencia desequilíbrio entre os gastos com a saúde e a arrecadação gerada pela comercialização do produto", diz. ➡️Considerando as bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes, isotônicos e refrescos, o governo estimou, em estudo para embasar o uso do imposto seletivo, que os custos contabilizados para o Sistema Único de Saúde (SUS) com o tratamento de doenças associadas ao consumo desses produtos são estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano. ➡️Produtores nacionais dizem que as bebidas alcoólicas, por exemplo, já têm taxação alta no Brasil, com carga tributária variando de 40% a mais de 80% do preço do produto, e avaliam que um eventual aumento dos impostos cobrados pressionará as margens de lucro, podendo gerar repasses aos preços, demissões e estímulo ao mercado ilegal.

Como funciona a Mega-Sena? O sorteio do concurso 3.081 da Mega-Sena foi realizado na noite desta quarta-feira (4), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 47 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 55 milhões. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Veja os números sorteados: 10 - 17 - 42 - 43 - 57 - 59 5 acertos: 63 apostas ganhadoras, R$ 26.360,17 4 acertos: 3.571 apostas ganhadoras, R$ 664,35 O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube. Acompanhe os sorteios no site do g1 Acompanhe os sorteios no canal do g1 no YouTube Resultado do concurso 3081 da Mega-Sena. Reprodução/Caixa Para apostar na Mega-Sena A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online. Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos. Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo. O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar. A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos. Probabilidades A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição. Volante da Mega-Sena Ana Marin/g1
Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking

Copom mantém taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano O Brasil ampliou a distância para o segundo colocado e segue com o maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manter a Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4). 🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,49%. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A Turquia passou a ocupar a segunda colocação, com juros reais de 7,77%. A Argentina ficou em terceiro, com 6,80%. Os dois países desbancaram a Rússia, que caiu do segundo para o quarto lugar, com 6,57%. 📊 Na decisão anterior, em setembro, a Rússia ocupava a segunda posição, e a diferença para o Brasil era de 1,66 ponto percentual. Agora, com a Turquia em segundo, a distância aumentou para 1,72 ponto percentual. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio. No Brasil, a instituição destacou ainda as dúvidas sobre a trajetória dos juros após as eleições, em meio às discussões sobre a política fiscal, à desvalorização do real e à pressão na curva de juros. Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países. Ranking de juros reais Arte/g1 O levantamento também mostra que, entre 164 países: 85,98% mantiveram os juros inalterados; 9,15% elevaram as taxas; e 4,88% promoveram cortes. No grupo dos 40 países que compõem o ranking: 85% mantiveram os juros; 10% elevaram as taxas; e 5% realizaram cortes. Manutenção da Selic Nesta quarta-feira, o Copom manteve a taxa básica de juros em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos. Trajetória da Selic, a taxa básica de juros, após decisão de novembro de 2026 Arte/g1 A decisão ocorre em um cenário de maior incerteza. Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mercado elevou as projeções para inflação, dólar e juros, enquanto a moeda americana disparou e a bolsa registrou forte queda. A preocupação com as contas públicas também ganhou força diante da reação dos mercados ao resultado eleitoral. No exterior, a escalada das tensões no Oriente Médio e a alta do petróleo aumentam as pressões sobre a inflação, com possível impacto sobre os combustíveis no Brasil. Juros nominais Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira manteve a quarta posição, ficando atrás da Rússia. Veja abaixo: Turquia: 36% Argentina: 29% Rússia: 14% Brasil: 13,75% Colômbia: 12,25% África do Sul: 7,25% México: 6,50% Indonésia: 5,75% Hungria: 5,50% Índia: 5,50% Filipinas: 5,50% Austrália: 4,85% Chile: 4,50% Hong Kong: 4,25% Estados Unidos: 4% Polônia: 3,75% Reino Unido: 3,75% República Tcheca: 3,75% Israel: 3,25% China: 3% Coréia do Sul: 3% Malásia: 2,75% Nova Zelândia: 2,75% Alemanha: 2,65% Áustria: 2,65% Espanha: 2,65% Grécia: 2,65% Holanda: 2,65% Portugal: 2,65% Bélgica: 2,65% França: 2,65% Itália: 2,65% Canadá: 2,50% Dinamarca: 2,10% Taiwan: 2% Suécia: 1,75% Cingapura: 1,42% Japão: 1,25% Tailândia: 1% Suíça: 0% Sede do Banco Central em Brasília Raphael Ribeiro/BCB

Copom mantém taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime. Com a decisão, o Copom interrompe o ciclo de cortes na taxa básica de juros iniciado em março deste ano. O Copom afirmou que a alta das expectativas de inflação e a desaceleração mais acentuada da economia exigem "serenidade" na condução da política monetária. O Cômite entendeu que a decisão é, portanto, "compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". "Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego", diz a decisão. Segundo o comunicado, o "aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução". 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. "O Comitê monitora com atenção a desancoragem das expectativas de inflação para prazos mais longos na medida em que esta contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação". Trajetória da Selic, a taxa básica de juros - novembro de 2026 Arte/g1 Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano. Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking Sobre o cenário externo, o Copom destacou que o ambiente tornou-se mais "adverso" devido ao prolongamento dos conflitos no Oriente Médio, que impactam diretamente no preço do petróleo e seus derivados e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas. Para o BC, esse conjunto de fatores demanda "cautela" dos países emergentes, como o Brasil, diante da volatilidade dos preços de ativos e commodities. Já em relação ao cenário doméstico, o BC aponta que o conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião do colegiado, em setembro, apontam para uma "moderação mais acentuada da atividade econômica". O mercado de trabalho, por sua vez, permanece resiliente ainda que com sinais de desaquecimento na margem. "Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, situando-se acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta", destaca o Copom. Piora do cenário Depois de confirmada a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato, o mercado financeiro elevou consideravelmente suas projeções de inflação, reduziu as expectativas de crescimento da economia e passou a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram. As expectativas de inflação para 2026 e 2027, medidas pelo Boletim Focus, subiram para 5,22% e 4,76%, respectivamente, segundo levantamento divulgado pelo Banco Central na terça-feira (3). No comunicado desta quarta, o Copom afirmou que as projeções se distanciaram ainda mais da meta de inflação desde a última reunião. O comitê também elevou de 3,4% para 3,5% sua estimativa de inflação para o segundo trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária. Para essa projeção, o BC considera a trajetória da Selic estimada pelos analistas consultados pelo Focus. Dessa forma, o BC vê o contexto atual, caracterizado por uma taxa Selic "substancialmente contracionista", em virtude das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, como um cenário que "desafiador" e que demanda "serenidade e cautela" na condução da política monetária. Sobre o futuro, o Copom afirmou que "seguirá acompanhando a evolução do cenário, para manter a restrição adequada de forma a assegurar a convergência da inflação à meta". Para definir os juros, o BC atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao decidir a taxa básica de juros, o Copom considera principalmente a inflação esperada para os próximos anos, e não apenas a variação de preços observada nos últimos meses. Isso ocorre porque mudanças na Selic levam tempo para produzir efeitos sobre a economia. Neste momento, por exemplo, a autoridade monetária já está mirando o segundo trimestre de 2028, período considerado o "horizonte relevante" para suas projeções. Embora leve em conta as estimativas do mercado para os próximos anos, que recentemente passaram a indicar câmbio mais depreciado e inflação mais alta, o BC também trabalha com suas próprias projeções para os indicadores econômicos. Banco Central do Brasil Jornal Nacional/ Reprodução

Musk lidera doações em eleições nos EUA A ressaca das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos chegou rápido para Elon Musk. Horas depois da apuração, investidores passaram a reavaliar os riscos políticos para os negócios do bilionário, derrubando as ações da Tesla e da SpaceX e reduzindo sua fortuna em cerca de US$41,8 bilhões (aproximadamente R$ 229 bilhões) em um único dia. Segundo o ranking de bilionários da Forbes, o patrimônio do empresário caiu de US$ 901 bilhões (cerca de R$ 4,94 trilhões) para pouco mais de US$ 859 bilhões (aproximadamente R$ 4,71 trilhões). No mercado financeiro, às 17h, as ações da SpaceX registravam queda de 5,22%, o equivalente a uma desvalorização de US$ 7,33 (cerca de R$ 40,15). O movimento reflete a percepção de que o novo equilíbrio de forças em Washington pode trazer mais obstáculos para empresas ligadas à inteligência artificial, à infraestrutura digital e a contratos governamentais, áreas que concentram algumas das principais apostas de crescimento de Musk. O revés tem um significado ainda mais simbólico porque atinge justamente o maior financiador republicano deste ciclo eleitoral. Musk desembolsou cerca de US$ 446 milhões para apoiar candidatos e grupos alinhados ao partido, tornando-se o maior doador individual da política americana moderna. Desse total, aproximadamente US$ 216 milhões foram destinados ao America PAC, comitê criado para impulsionar candidaturas conservadoras. Nem o dinheiro nem o ativismo político de Musk evitaram uma derrota expressiva para os republicanos. O presidente dos EUA, Donald Trump, e o fundador e CEO da SpaceX e da xAI, Elon Musk, falam com jornalistas na entrada da Casa Branca após um almoço com líderes do setor de tecnologia na Sala Leste, em Washington. Jonathan Ernst / Reuters Os democratas conquistaram o controle das duas Casas do Congresso e ainda celebraram uma vitória histórica no Texas, estado considerado estratégico para os negócios do empresário. Gina Hinojosa derrotou Greg Abbott e se tornou a primeira democrata eleita governadora do estado em mais de três décadas. Na véspera da votação, Musk usou o X para pedir votos aos republicanos. A publicação foi apagada após a divulgação dos resultados. A queda das ações reflete o receio de que a nova correlação de forças em Washington torne mais difícil a execução de projetos considerados centrais para os planos de expansão do bilionário. Entre eles estão os investimentos em inteligência artificial e data centers, segmento que ganhou peso crescente dentro do ecossistema de empresas ligadas a Musk. Analistas avaliam que um Congresso mais alinhado aos democratas pode ampliar a pressão regulatória sobre o setor e aumentar o escrutínio sobre projetos de infraestrutura que consomem grandes volumes de energia. "Uma vitória esmagadora dos democratas no Congresso pressionaria o setor de tecnologia e, potencialmente, geraria pressão regulatória sobre tudo relacionado à IA, além de possivelmente desacelerar os números de crescimento alucinantes que vemos diariamente e muitas vezes consideramos naturais", afirmou Jake Dollarhide, presidente-executivo da Longbow Asset Management, em entrevista à agência Reuters. Parte das preocupações envolve justamente a expansão dos centros de processamento de dados destinados aos projetos de inteligência artificial. A SpaceX pretende ampliar de forma acelerada sua capacidade operacional nos próximos anos, mas pode enfrentar um cenário político menos favorável para obter aprovações e licenças. "Musk foi a última cartada dos republicanos na reta final. Infelizmente, sua grande injeção de dinheiro para apoiar os Estados republicanos não conseguiu superar o aumento nas contas de serviços públicos, nos preços dos mantimentos e nos preços da gasolina", disse Dollarhide. O resultado eleitoral também fortalece parlamentares democratas que defendem uma fiscalização mais rigorosa das empresas comandadas pelo bilionário. Nos últimos anos, Musk foi alvo de críticas por decisões relacionadas ao uso de sistemas de comunicação por satélite na Ucrânia, pela condução da DOGE e pelo volume de contratos e benefícios governamentais destinados a suas empresas. Entre os nomes mais críticos está Robert Garcia, que deve assumir a presidência da Comissão de Fiscalização da Câmara. Na noite da eleição, ele publicou um recado direto aos republicanos e seus aliados: "Procurem um advogado". No Texas, o empresário também deverá lidar com uma governadora pouco simpática a seus projetos. Hinojosa já questionou benefícios concedidos às empresas de Musk, acionou a Justiça para obter comunicações trocadas entre o bilionário e a gestão anterior e defende regras mais rígidas para a expansão de data centers. Ela também tem criticado incentivos fiscais oferecidos a grandes empreendimentos tecnológicos e se opôs à ampliação de projetos ligados à SpaceX em áreas costeiras do estado. "Deixe-me ser clara: o Texas não está à venda", afirmou recentemente. A declaração foi vista como um indicativo de que futuros investimentos do empresário poderão enfrentar maior resistência política justamente em um dos estados mais importantes para os planos de expansão de seus negócios.

Sessão de promulgação da PEC que acaba com a escala 6x1 nesta sexta-feira (16) Saulo Cruz/Agência Senado A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou na terça-feira (3) no Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação para adiar o cronograma de implementação da nova jornada de trabalho. O fim da escala 6x1 foi aprovado em 14 de outubro por 75 votos a favor e um contra nos dois turnos de votação. O texto foi promulgado dois dias depois. O ato marcou o início do período de transição até a entrada em vigor das novas regras. A mudança na jornada de trabalho passará a valer dois meses após a publicação da emenda constitucional, ou seja, em 16 de dezembro. A proposta também prevê a redução gradual da jornada semanal, sem diminuição salarial. Durante o primeiro ano de transição, o limite será de 42 horas semanais. Depois desse período, a jornada máxima passará a ser de 40 horas. No pedido, a CNC solicitou que a primeira etapa da transição — redução para 42 horas semanais acompanhada de dois dias de descanso — passe de 16 de dezembro deste ano para 16 de outubro de 2027. Já o teto final, de 40 horas semanais, passaria, de acordo com o pedido da CNC, a ser exigido a partir de outubro de 2028. Postos de trabalho e convenções coletivas Segundo a entidade, o prazo de apenas 60 dias previsto na emenda constitucional promulgada é insuficiente para mapear postos, contratar trabalhadores, reestruturar turnos e renegociar convenções coletivas. Fim da escala 6x1: entenda o que acontece agora sAlém disso, a CNC disse que a perda automática de eficácia, a partir do 61º dia, de cláusulas de acordos e convenções coletivas em vigor é prejudicial às empresas e também aos seus colaboradores.

Santa Catarina tem novo foco da doença de Newcastle; esse é o quarto registro O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou um novo foco da doença de Newcastle em uma propriedade avícola de Nova Erechim, no Oeste de Santa Catarina. A identificação foi divulgada na terça-feira (3), e representa a quarta ocorrência registrada no estado desde a declaração de emergência zoossanitária. A doença causa, desde 18 de outubro, restrições à exportação de produtos da avicultura brasileira. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Segundo o ministério, o novo caso foi identificado durante ações de vigilância realizadas na área de restrição já estabelecida. A propriedade está localizada dentro desse perímetro, delimitado após as primeiras confirmações da doença. Fiscalização agropecuária da Cidasc contra a doença de Newcastle Kelly Magri/Cidasc 🔍 🐔 A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que contamina aves domésticas e silvestres, podendo ser letal para esses animais. Em humanos, ela pode causar, no máximo, conjuntivite transitória, que costuma durar cerca de uma semana. A transmissão ocorre pelo contato, e não pelo consumo. O Serviço Veterinário Oficial deve adotar os protocolos previstos para emergências zoossanitárias, que incluem investigação epidemiológica, ações de vigilância e medidas para conter a disseminação do vírus. Os três primeiros focos foram confirmados nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim. Nessas propriedades, todas as medidas previstas nos protocolos de resposta já foram adotadas, e os locais se encontram em vazio sanitário. Em nota, o Mapa informou que continua atuando em conjunto com os órgãos estaduais de defesa agropecuária para controlar a ocorrência e proteger a avicultura nacional. Aviário com perus em Santa Catarina Arquivo/Cidasc/Divulgação VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Chevrolet S10 como papamóvel divulgação/Chevrolet Uma Chevrolet S10 foi transformada em papamóvel para transportar o papa Leão XIV durante sua visita ao Peru, entre 11 e 17 de novembro. O modelo reúne detalhes da versão Z71 e outros encontrados apenas na High Country, mas recebeu diversas modificações, inclusive na carroceria, para atender ao projeto solicitado pela Santa Sé. Veja nesta reportagem quais são as mudanças que diferenciam esta S10 dos modelos vendidos oficialmente no Brasil — com preços entre R$ 239.990 e R$ 352.290. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Chevrolet S10 foi transformada em papamóvel divulgação/Chevrolet Agora no g1 A primeira e maior mudança está na carroceria. O modelo usado como base para o papamóvel no Peru tem cabine dupla, enquanto o veículo em que o pontífice andará mantém apenas a primeira fileira de bancos. A mudança permitiu ampliar significativamente a caçamba, que ficou muito mais comprida que a da S10 convencional. É possível perceber a alteração ao observar de perto a região onde ficaria a porta dos passageiros do banco traseiro. Initial plugin text O corte fica visível na linha que começa na parte inferior da porta dianteira e segue em direção à traseira, mas termina abruptamente antes da caixa de roda. A remoção da segunda fileira de bancos e da estrutura ao seu redor não apenas reduz o espaço para ocupantes, mas também pode comprometer a rigidez da picape. Sem essa parte da estrutura, chamada de "coluna C", o veículo teria menor capacidade de suportar as forças provocadas por curvas mais fechadas e obstáculos na pista, por exemplo. Para compensar a retirada dessa estrutura, a Chevrolet instalou uma plataforma de reforço na parte inferior e fez outras alterações internas da carroceria. As mudanças também aparecem em outros pontos que não existem na S10 tradicional. Chevrolet S10 adaptada para papamóvel tem teto solar mais largo e espaço livre entre caçamba e cabine. divulgação/Chevrolet Um deles é a ausência de vidro ou lataria separando a cabine da caçamba, o que permite a passagem livre entre os dois espaços. Outra diferença é o teto solar, muito mais largo que o da picape vendida aos clientes da marca. Na caçamba, há um suporte externo com uma escada elétrica e retrátil para facilitar o acesso do papa, além de um recorte na tampa, que já existe no modelo utilizado nas ruas, e um corrimão de metal. Chevrolet S10 adaptada para papamóvel divulgação/Chevrolet Há ainda dois espaços nesta plataforma externa, junto à escada, para que dois seguranças acompanhem a procissão. Uma poltrona giratória com ajuste de altura, destinada a Leão XIV, e dois assentos menores para os bispos ficam na caçamba. Os três assentos são revestidos de couro branco. Completando os itens externos exclusivos do papamóvel, há duas bandeiras do Vaticano na parte da frente, presas à carroceria por parafusos, além de emblemas de metal nas laterais da caçamba. Por dentro as diferenças são menores Papamóvel em uma Chevrolet S10 divulgação/Chevrolet Quase todas as alterações do papamóvel estão concentradas na parte externa e na estrutura da picape. Por dentro, as mudanças são muito sutis, e vários itens são os mesmos encontrados na versão à venda da S10: Tamanho e formato dos bancos (eles receberam uma capa removível de couro branco); O volante é o mesmo da picape; O cinto de segurança vermelho é o mesmo utilizado na versão Z71; O painel de instrumentos e a central multimídia também são os mesmos. As mudanças visíveis incluem dois botões no console central: um vermelho, usado para abrir e fechar a escada retrátil da caçamba, e outro azul, que controla a iluminação direcionada ao assento do papa. Vale destacar que este papamóvel não é blindado. A proteção não está presente nem na carroceria nem no vidro que protege o papa da chuva e de outras condições climáticas. Outra parte que permanece inalterada é a ficha técnica do motor: Motor: 2.8 Duramax turbodiesel; Potência: 207 cv a 3.200 RPM; Torque: 52 kgfm a 2.000 RPM; Velocidade máxima: 180 km/h; Consumo na cidade: 8,4 km/l de diesel; Consumo na estrada: 11,1 km/l de diesel. Embora destinada a servir como meio de transporte para o papa no Peru, a Chevrolet S10 foi fabricada em São José dos Campos (SP) e adaptada em Mogi das Cruzes (SP).

Paraguai vive onda de protestos em meio a crise bancária O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quarta-feira (4) medidas para ressarcir os clientes afetados pela dissolução do banco digital Ueno. O governo também indicou um novo nome para a presidência do Banco Central, após a renúncia de Carlos Carvallo, na terça-feira (3). Em uma publicação no X, Peña afirmou que pretende iniciar os pagamentos ainda nesta semana, caso o Congresso aprove uma lei que autorize a medida. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo o jornal paraguaio "La Nación", oito diretores do Ueno Bank foram presos durante o processo de intervenção e dissolução da instituição financeira. Eles foram levados para prestar depoimento no Ministério Público, que investiga suspeitas de fraude, quebra de confiança e outras práticas que podem ter contribuído para a falência do banco. A crise envolvendo a instituição provocou uma onda de protestos e aumentou a pressão sobre o governo paraguaio, já que Santiago Peña foi sócio do grupo controlador do Ueno até março de 2025. Entenda a crise que colocou banco sob suspeita e levou à renúncia do presidente do BC Clientes do Ueno Bank protestam em Assunção, no Paraguai, após a intervenção do Banco Central paraguaio na instituição financeira. Daniel Duarte/AFP "Entendo a incerteza que uma situação como essa provoca e, acima de tudo, sei que por trás de cada poupança estão o esforço e o trabalho de milhares de paraguaios", declarou. Segundo Peña, o governo já iniciou conversas com os presidentes das duas Casas do Congresso para acelerar a aprovação da proposta que permitirá a devolução dos recursos. "Com a aprovação dessa lei, adotaremos uma medida concreta e eficaz para atender 98% dos poupadores da instituição afetada, com o início dos pagamentos ainda nesta semana", afirmou. Novo presidente do Banco Central O presidente paraguaio também encaminhou ao Senado o pedido de aprovação da nomeação do economista Raúl Vera Bogado como novo presidente do Banco Central do Paraguai. O governo indicou ainda Pedro Acosta e Hetzel González para ocupar duas diretorias da autoridade monetária. As nomeações também dependem de aprovação do Senado paraguaio. Segundo o presidente, os três têm "ampla experiência" no setor bancário, incluindo anos de atuação no Banco Central e na gestão de crises. As indicações ocorrem após a renúncia de Carlos Carvallo, anunciada na terça-feira (3), em meio às críticas sobre a fiscalização do Ueno Bank. Carvallo havia comandado o Ueno Bank até agosto de 2023. Por conta disso, parlamentares vinham questionando a atuação do Banco Central na supervisão da instituição financeira. Peña tenta tranquilizar clientes afetados Na declaração divulgada nas redes sociais, Peña afirmou que o sistema financeiro paraguaio é sólido e conta com mecanismos para proteger os clientes. O presidente também afirmou que os responsáveis por eventuais irregularidades deverão responder à Justiça. "Tenham a certeza de que aqueles que forem considerados responsáveis por irregularidades deverão responder por seus atos perante a Justiça, sem exceções", disse. Entenda a crise do Ueno Bank O Ueno, maior emissor de cartões de crédito do Paraguai, vinha enfrentando problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência da instituição, que indica sua capacidade de cumprir obrigações financeiras, caiu para menos da metade do mínimo exigido. Diante da situação, o Banco Central deu início a um procedimento para proteger os depositantes e reduzir os possíveis impactos da crise sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também solicitou a abertura de uma investigação criminal e a prisão de oito pessoas ligadas ao banco. A crise levou clientes a procurar agências da instituição na terça-feira (3), mas muitos encontraram as portas fechadas. Entre os afetados estão aposentados que recebem benefícios do governo pelo Ueno Bank. Controlado majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o banco administra aproximadamente US$ 850 milhões (R$ 4,7 bilhões) em recursos públicos no Paraguai. Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters

Paraguai vive onda de protestos em meio a crise bancária Milhares de paraguaios foram às ruas de Assunção nesta terça-feira (3) para exigir acesso ao próprio dinheiro após uma crise envolvendo o Ueno Bank, um dos maiores bancos digitais do país, com cerca de 3 milhões de clientes. O Banco Central do Paraguai iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar os impactos da crise sobre o sistema financeiro. O caso levou à renúncia do presidente do BC, Carlos Carvallo, e aumentou a pressão sobre o governo de Santiago Peña. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A instituição, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco, que indica sua capacidade de cumprir obrigações financeiras, caiu para menos da metade do mínimo exigido por lei. LEIA TAMBÉM: Paraguai: entenda a crise que colocou banco sob suspeita e levou à renúncia do presidente do BC Manifestantes foram às ruas no Paraguai depois da crise no banco digital Ueno Daniel Duarte / AFP A crise afetou diretamente os clientes. Nesta terça-feira, quem procurou as agências do Ueno encontrou as portas fechadas. Aplicativos e cartões também deixaram de funcionar, prejudicando inclusive aposentados que recebem benefícios do governo por meio da instituição. O banco administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai, incluindo valores do Instituto de Previdência Social (IPS) e de outros fundos de previdência pública. Diante da situação, clientes foram às ruas para cobrar a liberação do dinheiro depositado no banco. Houve confrontos entre manifestantes e policiais em Assunção. Manifestantes foram às ruas no Paraguai depois da crise no banco digital Ueno Daniel Duarte / AFP "Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno", disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores da capital paraguaia. "Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim." Para tentar conter os efeitos da crise, o presidente Santiago Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que permitirá utilizar recursos do Fundo de Garantia do país para ressarcir os depositantes. Peña também afirmou que a medida deve assegurar a devolução de recursos públicos mantidos no banco, incluindo valores do IPS e de outros fundos de previdência. Manifestantes foram às ruas no Paraguai depois da crise no banco digital Ueno. DANIEL DUARTE/AFP Investigação e pressão sobre o governo O Ministério Público solicitou a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno. Os detidos incluem integrantes da direção e do grupo controlador da instituição. O banco já vinha sendo alvo de uma fiscalização mais rigorosa nos últimos meses. Órgãos reguladores investigavam se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. A instituição negou participação na operação. O episódio também aumentou a pressão sobre o governo de Peña. O presidente paraguaio foi sócio do grupo controlador do Ueno até março de 2025. Além disso, Carvallo, que comandou o Ueno até agosto de 2023, vinha sendo criticado por parlamentares por sua atuação na supervisão da instituição. As críticas também atingiam o Banco Central, cuja cúpula foi alvo de pedidos de afastamento por congressistas, após rejeitar um relatório sobre o Ueno por considerá-lo incompleto. Ao anunciar sua renúncia, Carvallo afirmou que permaneceria no cargo durante o procedimento adotado pelas autoridades para lidar com a crise. Segundo ele, sua saída ajudaria a reduzir as controvérsias em torno do Banco Central e permitiria que a instituição e a Superintendência de Bancos atuassem sem disputas políticas e pressão da imprensa. O Banco Central afirmou que o caso do Ueno é isolado e não indica problemas mais amplos no sistema financeiro paraguaio. Peña também tentou afastar preocupações sobre a estabilidade do setor. "Este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional", declarou o presidente. Peña acrescentou que os responsáveis pelo caso "devem responder perante o Judiciário, sem exceções e sem privilégios". A Superintendência de Bancos deverá nomear auditores para avaliar a situação dos ativos do Ueno. A crise também chegou ao mercado financeiro. As preocupações com o banco pressionaram os títulos em dólar emitidos pela instituição, com vencimento em 2031, além dos títulos da dívida pública paraguaia. * Com informações da agência Reuters.

A economia brasileira criou 121,3 mil empregos formais em setembro deste ano, informou nesta quarta-feira (4) o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em setembro: ➡️ 2,21 milhões de contratações; ➡️ 2,09 milhões de demissões. 📈 O resultado representa uma queda de 43,5% em relação a setembro de 2025, quando foram criados cerca de 214,6 mil empregos com carteira assinada. Agora no g1 👉🏽 Esse também foi o pior resultado para um mês de setembro desde o início da série histórica, em 2020. Veja os números registrados nos anos anteriores: 2020: 299,7 mil vagas abertas; 2021: 330,1 mil empregos criados; 2022: 278,6 mil vagas abertas; 2023: 204,8 mil vagas abertas; 2024: 252,3 mil empregos criados; 2025: 214,6 mil vagas abertas. A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia. Parcial do ano De acordo com o Ministério do Trabalho, 1,25 milhão de empregos formais foram criados no país de janeiro a setembro deste ano. O número representa uma queda de 27,9% na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram abertas 1,73 milhão de vagas com carteira assinada. Esse também foi o pior resultado na geração de empregos para o período de janeiro a setembro desde 2020, quando foram fechadas 775 mil vagas formais em meio à pandemia. Ao fim de setembro de 2026, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil contava com um estoque de 48,36 milhões de empregos com carteira assinada. O resultado representa um aumento tanto na comparação com agosto deste ano (48,24 milhões) quanto com setembro de 2025 (47,57 milhões). Empregos por setor Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro de 2026 mostram que houve criação de empregos formais em quatro dos cinco setores da economia. Regiões do país Os dados também mostram que houve abertura de vagas nas cinco regiões do país em setembro. Salário médio de admissão O governo também informou que o salário médio real de admissão foi de R$ 2.429,41 em setembro deste ano, com leve queda em relação a agosto de 2026 (R$ 2.430,51), já descontada a inflação. Na comparação com setembro do ano passado, porém, houve aumento do salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 2.384,50. Caged x PNAD Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) consideram os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não incluem os informais. Por isso, os resultados não podem ser comparados diretamente com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apurados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD). Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre encerrado em setembro. De acordo com o IBGE, esse é o menor nível para o período desde 2012. Setor de serviços foi o que mais criou empregos Marcos Oliveira/Agência Senado

Crise da memória RAM pode deixar celulares, notebooks e até carros mais caros no Brasil O CEO da OpenAI, Sam Altman, alterou seu nome de perfil para "Ram Altman" na rede social X após ser criticado por declarações sobre o uso da memória RAM. Em entrevista ao podcast Cheeky Pint, no dia 29 de outubro, ele afirmou que a memória seria mais bem aproveitada em data centers do que em computadores pessoais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Segundo Altman, diante da oferta limitada do componente, seria mais eficiente concentrar a memória nessas instalações, utilizadas por empresas para processar informações e operar sistemas de IA. O executivo argumentou que os computadores pessoais passam boa parte do tempo sem utilizar toda a memória disponível, enquanto os servidores dos data centers podem fazer um uso mais intenso desse recurso. "Do ponto de vista da distribuição global, é péssimo que todos tenham uma boa parte da oferta limitada de DRAM do mundo armazenada em seus próprios computadores, sendo usada apenas 5% do tempo", afirmou. O CEO da OpenAI, Sam Altman, discursa no Conselho de Segurança das Nações Unidas durante uma sessão sobre inteligência artificial, na sede da ONU Reuters Altman acrescentou que, em um cenário de escassez, o ideal seria aproveitar ao máximo a memória disponível nos servidores de computação em nuvem, em vez de distribuí-la entre computadores domésticos. A declaração provocou críticas nas redes sociais, especialmente entre usuários que defendem a possibilidade de executar sistemas de IA diretamente em seus computadores, sem depender dos serviços de grandes empresas. Initial plugin text 🤔 O que é a memória RAM? Também chamada de memória de acesso aleatório (RAM, na sigla em inglês), ela armazena temporariamente os dados utilizados por computadores e celulares durante seu funcionamento. Ao abrir um jogo ou aplicativo, por exemplo, parte das informações necessárias para executá-lo fica armazenada na RAM. Quando o aparelho é desligado, esses dados são apagados. Por isso, a RAM funciona como uma espécie de memória de curto prazo. Sua capacidade é medida em gigabytes (GB). Em geral, quanto maior a quantidade de RAM disponível, mais tarefas um dispositivo consegue executar ao mesmo tempo. O desempenho, porém, também depende de outros componentes. Já a DRAM, mencionada por Altman, é um tipo de memória RAM amplamente utilizado em computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos. O avanço da inteligência artificial tem aumentado a demanda por esses componentes, especialmente por aqueles utilizados em grandes centros de processamento de dados. Empresas de tecnologia estão investindo bilhões de dólares na construção de data centers e na compra de equipamentos capazes de executar sistemas de IA cada vez mais avançados. Por que a declaração provocou críticas? A discussão envolve duas formas de utilizar a inteligência artificial: Computação em nuvem: os programas funcionam em servidores de empresas, como a OpenAI. Nesse modelo, o usuário acessa a tecnologia pela internet, sem precisar de um computador tão potente. IA local: os sistemas funcionam diretamente no computador do usuário, utilizando a memória e a capacidade de processamento do próprio aparelho. A principal diferença é que a IA local permite executar determinados modelos sem depender constantemente de uma conexão com a internet ou de servidores externos. Para isso, porém, é necessário ter um computador com capacidade de memória e processamento suficiente para executar esses programas. Parte dos usuários interpretou a fala de Altman como uma defesa da concentração dos recursos computacionais nas grandes empresas de tecnologia, em vez de disponibilizá-los para computadores pessoais. A declaração também provocou discussões sobre o futuro do acesso à inteligência artificial e o risco de os consumidores dependerem cada vez mais de serviços pagos na nuvem. Após a repercussão negativa, Altman afirmou no X que suas declarações foram tiradas de contexto e que não é contrário ao uso da memória RAM em computadores pessoais. "Eu realmente quero que o mundo tenha toneladas de memória e que as pessoas coloquem o quanto quiserem em seus computadores. É uma droga que isso tenha sido tirado de contexto", escreveu. O executivo também disse que defende há muito tempo o aumento da produção mundial de memória. Segundo Altman, sua declaração se referia ao uso mais eficiente desses componentes em um momento de oferta limitada, e não a uma posição contrária ao uso de memória RAM em computadores pessoais. O executivo também defendeu a ampliação da produção de memória para atender tanto às empresas de tecnologia quanto aos consumidores.

Democratas conquistam controle do Congresso nos Estados Unidos A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos colocou mais um fator de incerteza no radar dos investidores. O resultado ocorre em um momento em que os mercados já enfrentam os efeitos da guerra no Irã, da inflação elevada e do aumento da dívida pública americana. Embora a reação inicial dos mercados tenha sido moderada, os investidores agora tentam entender como o resultado das eleições pode afetar as decisões econômicas do governo e as regras para empresas de tecnologia. MAPAS mostram resultados em tempo real ACOMPANHE: as últimas notícias sobre as midterms A preocupação é que o novo cenário político amplie a instabilidade em um momento em que a economia mundial já enfrenta diversas pressões. Entre os principais pontos de atenção estão o futuro da guerra no Oriente Médio, os gastos públicos dos Estados Unidos e a regulamentação do setor de inteligência artificial (IA). Guerra no Irã mantém pressão sobre os preços Um dos principais riscos para os mercados continua sendo a guerra no Irã. O petróleo permanece acima de US$ 100 por barril, com alta de 70% neste ano, o que pressiona os preços dos combustíveis para consumidores e empresas. Na prática, quando o petróleo fica mais caro, o impacto não se limita aos postos de combustíveis. O aumento também pode elevar os custos de transporte e produção, o que encarece outros produtos e serviços. ➡️ Essa pressão pode se espalhar pela economia e dificultar o controle da inflação. Os bancos centrais acompanham esse risco porque uma alta mais disseminada dos preços pode exigir juros mais elevados. Nos Estados Unidos, a inflação permanece fora da meta do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) há mais de cinco anos. Na zona do euro, a inflação anual chegou a 4% em outubro, o maior nível em três anos, impulsionada pelos preços da energia. O resultado reforçou as apostas de que o Banco Central Europeu (BCE) aumente os juros em dezembro. Além da guerra no Irã, outros episódios aumentaram a preocupação dos investidores com a política externa americana. A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA e as ameaças de Donald Trump de impor tarifas a aliados europeus por causa da Groenlândia surpreenderam os mercados. Vitória democrata pode aumentar controle sobre inteligência artificial Outro ponto que entrou no radar dos investidores é o futuro das empresas de inteligência artificial. A vitória democrata aumentou as preocupações com a possibilidade de o Congresso americano adotar regras mais rigorosas de fiscalização do setor. Pesquisas de opinião mostram que eleitores democratas são favoráveis a um controle maior sobre a IA. Por isso, investidores temem que o novo cenário político leve à adoção de regras mais rígidas para as empresas que desenvolvem e utilizam essa tecnologia. A preocupação existe porque a inteligência artificial se tornou uma das principais apostas de crescimento da economia americana e tem impulsionado investimentos de grandes empresas de tecnologia. Apesar do receio inicial, as bolsas mundiais se recuperaram das perdas registradas mais cedo nesta quarta-feira. Os contratos futuros dos principais índices de ações dos Estados Unidos também avançavam, depois de terem caído até 2%. Dívida dos EUA supera US$ 40 trilhões O endividamento americano também preocupa os investidores. A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou recentemente US$ 40 trilhões, em um momento em que o governo precisa financiar seus gastos e manter a confiança dos investidores que compram títulos do Tesouro americano. Quando os investidores ficam mais preocupados com a capacidade do governo de administrar suas contas, podem exigir juros maiores para emprestar dinheiro ao país. Isso encarece o custo da dívida pública e pode aumentar os custos para toda a economia. O aumento dos investimentos em inteligência artificial e o elevado endividamento dos governos já contribuíram para elevar os custos dos empréstimos a níveis não registrados em várias décadas. Nesse cenário, o resultado das eleições também trouxe alívio para parte do mercado. Os juros dos títulos do Tesouro americano, conhecidos como Treasuries, recuavam nesta quarta-feira. Analistas avaliaram que parte dos investidores reagiu positivamente à possibilidade de Trump não conseguir cumprir a promessa de distribuir cheques de US$ 5 mil aos adultos americanos, feita para o caso de vitória dos republicanos nas eleições. As atenções agora também se voltam para as negociações do Orçamento dos Estados Unidos para 2027. O Congresso adiou o debate sobre os gastos do governo para depois das eleições e estabeleceu o dia 11 de dezembro como prazo para chegar a um acordo sobre o financiamento das despesas federais. Donald Trump, presidente dos EUA Reuters

Carros voadores da Embraer: Eve fecha acordo para vender até 12 aeronaves para empresa do Sul do Brasil Divulgação A Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, fechou um acordo para fornecer até 12 carros voadores elétricos à FlyBIS Aviation Limited, que planeja operar o serviço de transporte aéreo no Sul do Brasil. O contrato prevê dois pedidos firmes e a possibilidade de compra de outras dez aeronaves. A produção em série dos carros voadores da Eve está prevista para ocorrer em uma fábrica em Taubaté, no interior de São Paulo. A unidade será responsável pela fabricação das aeronaves desenvolvidas pela empresa, subsidiária da Embraer. O modelo ainda está em fase de testes e precisa receber a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) antes de começar a operar comercialmente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Segundo a Eve, com a compra, a proposta é conectar inicialmente cidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Entre as rotas em estudo estão trajetos entre Navegantes, Balneário Camboriú e Florianópolis, no litoral catarinense, além de destinos turísticos da Serra Gaúcha, como Gramado e Bento Gonçalves. Agora no g1 Os veículos são chamados de eVTOLs, sigla em inglês para aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical. Conhecidos popularmente como carros voadores, eles foram projetados para transportar passageiros em trajetos curtos, sem a necessidade de pistas de voos convencionais. O acordo dá continuidade a uma carta de intenções assinada pelas duas empresas em 2022. Agora, Eve e FlyBIS vão trabalhar no planejamento das rotas, na preparação da infraestrutura e nas condições necessárias para que o serviço comece a funcionar. Segundo a Eve, a parceria busca integrar os voos a outros meios de transporte e preparar a operação para atender à demanda de passageiros na região, especialmente em cidades com forte movimentação turística e de negócios. Gif mostra primeiro voo de carro voador da Embraer Reprodução Como está o desenvolvimento do carro voador? O acordo foi anunciado enquanto a Eve avança nos testes de seu primeiro modelo de eVTOL. O protótipo em escala real já realizou mais de 70 voos, incluindo testes de voo pairado e em baixa velocidade. Em agosto, a empresa divulgou o primeiro teste de transição para o voo horizontal, com a ativação da hélice traseira durante o ensaio. O teste foi realizado na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. No entanto, a aeronave ainda passa por etapas de desenvolvimento e precisa receber a certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) antes de transportar passageiros comercialmente. O modelo tem capacidade prevista para quatro passageiros e um piloto, com autonomia estimada de 100 quilômetros. Em setembro, o Ministério de Portos e Aeroportos reuniu representantes do setor aéreo, do governo e da Eve para discutir os desafios para a implantação desse tipo de transporte no Brasil. Entre os temas estavam certificação, construção de vertiportos, fornecimento de energia, segurança e integração do espaço aéreo. Segundo a empresa, dois operadores já assumiram compromissos para utilizar o modelo no Brasil, enquanto outras companhias demonstraram interesse. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Homem com celular na mão na região central de São Paulo Celso Tavares/g1 O governo federal publicou novas regras para combater golpes e fraudes por SMS. As medidas incluem a criação de um cadastro público para identificar as empresas responsáveis pelo envio das mensagens e o bloqueio de SMS enviados por códigos curtos não cadastrados. (veja outras regras) 📱 Esses códigos são os números de poucos dígitos que aparecem como remetentes das mensagens, como "29222", no lugar de um número de celular completo "(00) 90000-0000". 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As regras foram publicadas nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União (DOU) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acompanhará a implementação das medidas, que deverão ser adotadas em até 90 dias, com possibilidade de prorrogação. Segundo o Ministério das Comunicações, as novas regras são necessárias diante do aumento dos golpes digitais, "impulsionado pela expansão de serviços digitais e alta adesão pela sociedade". Agora no g1 A pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, realizada em agosto pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostrou que o SMS está entre os meios mais usados por golpistas para abordar vítimas, com 71%. A lista inclui aplicativos de mensagens (84%), ligações (79%), sites ou aplicativos falsos (71%), e-mail (69%) e redes sociais (67%). O g1 procurou a Anatel e a Conexis Brasil Digital, entidade que representa as operadoras de telecomunicações do país, para comentar a decisão e aguarda retorno. O que vai mudar Consulta dos responsáveis pelo SMS: um cadastro público permitirá identificar as empresas responsáveis pelo encaminhamento de mensagens com códigos curtos. Bloqueio de mensagens: as operadoras deverão impedir a entrega de SMS enviados por códigos curtos não cadastrados. Um código por empresa: cada código curto deverá ser usado por uma única empresa, com possibilidade de exceções mediante justificativa técnica apresentada à Anatel. Monitoramento de possíveis golpes: as operadoras deverão monitorar automaticamente o envio de SMS para identificar campanhas suspeitas e falsificação da identidade dos remetentes. Rastreamento de fraudes: as empresas envolvidas no envio deverão verificar a identidade de seus contratantes, manter registros e colaborar, quando solicitadas, para identificar e interromper campanhas com indícios consistentes de fraude. 'Não Me Perturbe' não funciona? Por que pessoas recebem ligações de telemarketing

Trump minimiza resultados das eleições nos EUA: 'Eu não estava na cédula' A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), pode dificultar a aplicação da política de tarifas comerciais do presidente Donald Trump e alterar a relação do governo americano com países como Brasil, China, Índia, Japão e Coreia do Sul. Com a conquista da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, os democratas passam a ter mais poder para fiscalizar o governo e tentar barrar novas medidas comerciais. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O resultado também pode fortalecer a posição de países que negociam acordos com os EUA ou enfrentam tarifas sobre seus produtos. Trump tem usado o chamado “tarifaço”, que elevou os impostos sobre produtos importados, para pressionar parceiros comerciais e atrair investimentos para os EUA. A medida, porém, contribuiu para a alta dos preços e para a insatisfação dos americanos, fatores apontados como parte das razões para a derrota republicana. Segundo analistas ouvidos pela Reuters, as tarifas comerciais e a guerra contra o Irã pressionaram os preços e fizeram da política econômica de Trump um dos principais alvos das críticas dos eleitores. A vitória democrata, porém, não significa o fim do tarifaço. Trump ainda mantém poderes para impor taxas sobre produtos estrangeiros, e especialistas divergem sobre como o presidente reagirá ao resultado eleitoral. Enquanto alguns especialistas avaliam que outros países terão mais espaço para negociar, outros consideram que Trump poderá aumentar a pressão sobre seus parceiros comerciais para demonstrar que suas políticas estão funcionando. O que pode mudar para o Brasil? Foto de arquivo: Trump mostra tabela do tarifaço em 2 de abril de 2025 Reuters/Carlos Barria/File Photo Para o Brasil, a vitória democrata pode dificultar a adoção de novas tarifas comerciais e tornar mais rápida a reação do Congresso americano a eventuais atritos entre os dois países. Essa é a avaliação de Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, para quem a nova composição do Congresso americano pode limitar a capacidade de Trump de adotar medidas contra o Brasil. Segundo o especialista, algumas dessas iniciativas já foram barradas pela Suprema Corte dos EUA, por meio de processos que costumam ser mais demorados. O presidente americano, porém, ainda dispõe de instrumentos legais para impor tarifas sobre produtos importados. Entre esses instrumentos estão: Seção 232: permite aplicar tarifas por motivos de segurança nacional. Esse mecanismo já foi utilizado para taxar produtos como o aço brasileiro. Seção 301: permite adotar medidas comerciais contra práticas consideradas desleais. O instrumento também está relacionado a investigações comerciais envolvendo o Brasil. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte americana derrubou tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A decisão, no entanto, não atingiu as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que seguem regras diferentes. 🔎 Na prática, o Congresso controlado pelos democratas pode criar obstáculos a novas medidas comerciais, mas não tem poder para eliminar automaticamente todas as tarifas em vigor. (entenda como as Midterms podem afetar o dólar e os juros no Brasil) Japão e Coreia do Sul podem rever compromissos bilionários A vitória democrata também pode afetar os acordos comerciais dos EUA com dois de seus principais aliados na Ásia: Japão e Coreia do Sul. No ano passado, os dois países prometeram investimentos bilionários nos EUA como parte de negociações para evitar tarifas comerciais mais elevadas. Os compromissos somam: Japão: US$ 550 bilhões (cerca de R$ 3,02 trilhões). Coreia do Sul: US$ 350 bilhões (cerca de R$ 1,92 trilhão). Com o novo cenário político, especialistas avaliam que os dois governos podem sentir menos pressão para cumprir rapidamente essas promessas. “Os democratas parecem perceber que os compromissos de investimento foram impostos aos aliados”, afirmou Heo Yoon, professor de economia da Universidade Sogang, em Seul, à Reuters. Na avaliação do economista, a mudança na composição do Congresso americano pode dar aos países mais liberdade para reavaliar os compromissos assumidos. A Coreia do Sul já enfrenta atritos com Trump em relação aos investimentos prometidos. Recentemente, o governo sul-coreano contestou uma afirmação do presidente americano segundo a qual o país teria concordado em financiar o Alaska LNG, um projeto de infraestrutura para transporte de gás natural. Para Ban Kil-joo, professor de relações internacionais da Academia Diplomática Nacional da Coreia, uma fiscalização mais rigorosa por parte do Congresso americano pode dar a Seul mais tempo para analisar os projetos antes de tomar decisões. O resultado, porém, também traz riscos. Trump pode voltar a ameaçar o Japão com novas tarifas caso considere que os investimentos prometidos estejam avançando lentamente. Índia pode ganhar tempo nas negociações comerciais A Índia é outro país que pode ser afetado pela mudança no Congresso americano. Nova Délhi ainda negocia um acordo comercial com Washington e, segundo analistas, pode aproveitar a derrota republicana para agir com mais cautela antes de assumir novos compromissos. Em fevereiro, os dois países chegaram a um entendimento que reduziu de 50% para 18% as tarifas sobre a maioria dos produtos indianos. As taxas mais elevadas haviam sido impostas em agosto do ano passado, após o fracasso de uma rodada anterior de negociações. O ministro do Comércio da Índia afirmou recentemente que a primeira etapa de um novo acordo estava perto de ser concluída, mas ressaltou que o país só avançaria se conseguisse condições comerciais favoráveis em comparação com seus concorrentes. Para Tommy Xie, chefe de pesquisa econômica para a Ásia do OCBC Bank, o resultado das eleições pode aumentar a pressão sobre a Casa Branca para evitar novas disputas comerciais, que poderiam elevar ainda mais os preços dos produtos consumidos pelos americanos. Já Rajiv Bhatia, ex-diplomata indiano e integrante do centro de estudos Gateway House, recomenda cautela. “Uma vitória democrata não tornará necessariamente Trump mais flexível em relação a qualquer país”, afirmou. Na avaliação dele, a Índia deve intensificar o diálogo com o Congresso americano para defender seus interesses em temas como comércio, tarifas e vistos. China pode ganhar força, mas também enfrentar novas restrições Xi Jinping e Donald Trump durante encontro na Casa Branca Reuters/Evan Vucci A China, principal rival econômico dos EUA, também acompanha os efeitos da derrota republicana. Os dois países mantêm uma trégua comercial temporária, prevista para terminar em janeiro. Com o enfraquecimento político do presidente americano, especialistas avaliam que Pequim pode tentar obter condições mais favoráveis nas próximas negociações. “Xi Jinping reconhecerá que a autoridade de Trump foi bastante enfraquecida por esses resultados e, sem dúvida, estará pensando em maneiras de explorar isso”, afirmou Saul Eslake, economista da Corinna Economic Advisory, na Austrália. Por outro lado, o controle democrata do Congresso também pode dificultar acordos entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping. 🔎 Isso porque os democratas podem pressionar por regras mais rígidas para a venda de tecnologias americanas à China, especialmente em setores estratégicos, como inteligência artificial e semicondutores, componentes usados na fabricação de equipamentos eletrônicos. Segundo Alicia Garcia-Herrero, economista-chefe para a Ásia-Pacífico da Natixis, o Congresso pode limitar a capacidade de Trump de oferecer concessões comerciais a Pequim. “É improvável que os democratas deem carta branca a Trump para negociar com Pequim”, afirmou. A especialista avalia que os parlamentares poderão defender uma fiscalização mais rigorosa sobre as empresas e os produtos ligados à inteligência artificial e à fabricação de chips. Questionada sobre o resultado das eleições, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou nesta quarta-feira (4) que a votação é um assunto interno dos EUA. Segundo ela, Pequim continuará buscando administrar as diferenças e ampliar a cooperação com Washington. Trump ainda pode impor novas tarifas? Apesar da vitória democrata, Trump permanece na Presidência e mantém instrumentos legais para adotar medidas comerciais. O que muda é o equilíbrio de forças no Congresso, que passa a ter mais condições de fiscalizar o governo e dificultar algumas iniciativas. 🤝 Para os parceiros comerciais dos EUA, o cenário abre duas possibilidades: ganhar mais espaço para negociar ou enfrentar novas pressões de Trump. A reação do presidente americano será acompanhada de perto nas próximas semanas. Ainda neste mês, ele deve viajar à Ásia para se reunir com líderes do Sudeste Asiático, nas Filipinas, e participar de um encontro do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), em Shenzhen, na China. * Com informações da agência Reuters.

Aeris, empresa brasileira fabricante de pás eólicas Divulgação A Aeris, fabricante brasileira de pás utilizadas em turbinas eólicas, entrou com um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 1,52 bilhão em dívidas. O pedido foi protocolado na terça-feira (3), na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. 🔍 Com uma unidade industrial no Complexo do Pecém, no Ceará, a Aeris fabrica pás de grande porte utilizadas em turbinas de parques eólicos. A companhia atua como fornecedora do setor de energia renovável e tem ações negociadas na B3 sob o código AERI3. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 As ações da Aeris também acumulam forte desvalorização na bolsa. Os papéis da companhia fecharam a terça-feira cotados a R$ 1,90, com queda de aproximadamente 54% nos últimos 12 meses. Segundo comunicado da empresa, o plano apresentado à Justiça já conta com a adesão de credores que representam 42,18% do valor das dívidas incluídas na negociação. Agora no g1 A Aeris terá 90 dias, contados a partir da apresentação do pedido, para conseguir o apoio de credores que representem mais da metade do valor dessas dívidas. Esse percentual é necessário para que o plano possa ser homologado pela Justiça. 🔍 A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite a uma empresa negociar diretamente com seus credores uma forma de reorganizar suas dívidas, sem precisar recorrer a uma recuperação judicial mais ampla. Nesse modelo, a companhia apresenta um plano de pagamento e busca a adesão dos credores envolvidos. Depois de alcançar o percentual mínimo exigido pela legislação, pode pedir à Justiça a homologação do acordo. No caso da Aeris, o plano foi negociado com seus principais credores e prevê a possibilidade de rever prazos e condições de pagamento, captar novos recursos e modificar garantias vinculadas às dívidas. A companhia informou que as condições financeiras definitivas, incluindo os novos prazos de pagamento, ainda serão negociadas com os credores e incluídas em uma versão atualizada do plano. Quais dívidas entram na negociação? A renegociação envolve cerca de R$ 1,52 bilhão em dívidas de longo prazo que não têm garantias específicas e não estão relacionadas ao fornecimento habitual de produtos e serviços necessários ao funcionamento da empresa. Também estão incluídos créditos que não contam com garantias reais ou fiduciárias, como bens oferecidos para assegurar o pagamento das dívidas. O plano não abrange dívidas tributárias, trabalhistas ou decorrentes de acidentes de trabalho. Empresa diz que manterá produção e empregos A Aeris afirmou que suas atividades continuarão normalmente durante o processo de recuperação extrajudicial. A companhia também informou que pretende manter o fornecimento de materiais necessários à fabricação de pás para aerogeradores, além de preservar os empregos, a arrecadação de tributos e as relações comerciais ligadas às suas operações. O pedido foi aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, mas ainda precisará ser ratificado pelos acionistas em uma Assembleia Geral Extraordinária, que terá a data anunciada posteriormente.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em queda de 0,64% nesta quarta-feira (4), cotado a R$ 5,4518. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve alta de 1,23%, aos 167.563 pontos. O mercado reagiu à vitória democrata no Congresso dos Estados Unidos e acompanhou os sinais sobre o envio da medida provisória do Imposto Seletivo no Brasil. Investidores também aguardavam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para depois do fechamento dos mercados. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A vitória democrata nas midterms dos EUA ficou no centro das atenções. Para os investidores, o avanço da oposição pode dificultar a aprovação de medidas do governo de Donald Trump sobre gastos públicos, impostos e regulação. ▶️ No Brasil, investidores aguardavam a decisão de juros do Banco Central, prevista para o fim da tarde. A expectativa é que o Copom mantenha a Selic em 13,75% ao ano e adote um discurso mais duro diante da piora do cenário de inflação e da maior pressão fiscal. ▶️ A reforma tributária também entrou no radar. O governo sinalizou que pretende prorrogar, em janeiro de 2027, a cobrança do IPI para setores que passarão a ser tributados pelo Imposto Seletivo, o chamado “imposto do pecado”. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,14%; Acumulado do mês: +0,14%; Acumulado do ano: -0,67%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: -0,21% Acumulado do mês: --0,21%; Acumulado do ano: +4%. Eleições de meio de mandato nos EUA O Partido Democrata conquistou na madrugada desta quarta-feira (4) a maioria das duas casas do Congresso dos Estados Unidos. O resultado configura uma derrota histórica para o presidente republicano Donald Trump em meio às eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, realizadas na terça-feira (3). A legenda manteve suas cadeiras no Senado e avançou sobre vagas historicamente ocupadas por Republicanos. Os democratas elegeram 20 senadores, sendo sete de virada, e chegaram a 54 das 100 cadeiras da Casa até a última atualização desta reportagem. Eram necessárias 51 cadeiras para alcançar a maioria. Após a confirmação do controle democrata sobre as duas Casas, o presidente Donald Trump afirmou, em entrevista ao jornal americano "The New York Times", estar disposto a governar com os democratas. "Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados", afirmou. Segundo o americano, sua gestão deve buscar acordos com integrantes do partido adversário. "Vamos trabalhar com os democratas e esperamos colaborar com eles. Provavelmente chegaremos a algum entendimento", declarou. Dias antes, o republicano levantou dúvidas sobre a sua reação a uma eventual derrota ao afirmar que só reconheceria os resultados se as eleições "fossem limpas". LEIA MAIS Entenda por que as midterms podem mexer com dólar e juros no Brasil O que são as midterms Bolsas globais Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta quarta-feira, conforme investidores avaliavam os resultados das midterms no país. O Dow Jones teve alta de 3,03%, enquanto o S&P 500 subiu 1,59% e o Nasdaq Composite avançou 1,48%. Entre os destaques negativos da sessão estavam os papéis da SpaceX e da Tesla, empresas do bilionário Elon Musk — que gastou quase meio bilhão de dólares para apoiar candidatos republicanos no Texas, estado que abriga as duas companhias. A queda dos papéis derrubou a fortuna de Musk em cerca de US$ 41,8 bilhões (R$ 229 bilhões) em um dia. "No geral, os resultados [das eleições] tiveram um impacto moderado nos mercados até o momento. Os investidores deixarão de negociar a incerteza dos resultados eleitorais e passarão a negociar a realidade do que eles significam para as políticas públicas", disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB, à Reuters. Segundo Brooks, os resultados acabam sendo uma notícia negativa para a Tesla e a SpaceX, já que pode colocar em dúvida uma possível fusão entre as duas companhias. "Embora o Congresso não possa impedir uma fusão, ele poderia retardá-la por meio de uma análise mais rigorosa", disse. "Musk investiu centenas de milhões no Partido Republicano antes dessas eleições, e podemos ver as ações ligadas a Musk em dificuldades agora que seus inimigos políticos recuperaram o controle do Congresso", completou. Na Europa, as bolsas da região tiveram alta generalizada na sessão. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 1,84%, atingindo a máxima em dois meses. Entre os demais índices locais, o DAX, da Alemanha, subiu 2,22%, enquanto o CAC-40, da França, avançou 1,96% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 1,79%. Na Ásia, as ações chinesas tiveram a maior alta em sete meses, conforme o resultado das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos deu aos investidores um pretexto para comprar papéis. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 2,16%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 2,31%. Na Coreia do Sul, o Kospi valorizou 0,62% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,67%. No Japão, o Nikkei recuou 1,42%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels

Logo do Canva Divulgação O Canva, plataforma australiana de design, anunciou nesta terça-feira (3) uma reestruturação que afetará 1.271 funcionários, o equivalente a 22% de sua equipe. A empresa atribuiu as mudanças à desaceleração do crescimento, registrada pela primeira vez em uma década. O anúncio foi feito pela cofundadora e presidente-executiva da empresa, Melanie Perkins. Segundo ela, a companhia pretende reduzir os níveis hierárquicos, integrar departamentos e dar mais autonomia a equipes menores. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 "Este foi nosso ano mais difícil até agora e, como compartilhamos no início deste ano, nosso crescimento desacelerou pela primeira vez em uma década", disse Perkins. A reorganização prevê a integração das áreas de Produto, Crescimento e Plataforma em uma única estrutura. O Canva também pretende concentrar mais equipes de produto em Sydney, na Austrália, que se tornará a principal base de trabalho desses profissionais. Agora no g1 ➡️ Outra mudança envolve o modelo de trabalho. A partir de janeiro, a empresa espera que a maioria dos funcionários que atuam em regime híbrido passe a trabalhar presencialmente três dias por semana, em vez de dois. A exigência poderá variar conforme a região. Os funcionários desligados receberão pelo menos seis meses de salário, 12 meses de cobertura de plano de saúde e apoio para recolocação profissional. Em comunicado aos funcionários, Perkins afirmou que a empresa avaliou diferentes alternativas antes de concluir que mudanças mais pontuais não seriam suficientes para preparar o Canva para a próxima década. Squarespace O anúncio ocorre um dia depois de a Squarespace, empresa de criação de sites, anunciar a demissão de 19% de seus funcionários. Eles também receberão seis meses de salário, 12 meses de cobertura de saúde nos países em que o benefício é oferecido e suporte para recolocação profissional, com orientação de carreira e preparação para entrevistas. A companhia disse ainda que permitirá que os trabalhadores fiquem com os notebooks usados no trabalho.

Democratas conquistam controle do Congresso nos Estados Unidos A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), pode mudar os rumos da política econômica do presidente Donald Trump — com possíveis reflexos também para o Brasil. Com a maioria na Câmara e no Senado, a oposição ganha força para barrar propostas do governo sobre gastos públicos, impostos e regulação. O novo cenário também pode influenciar as decisões dos investidores e afetar os juros e o dólar no mercado internacional. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Conhecidas como "midterms", as eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis. 👉 Na prática, a votação muda a composição do Congresso, mas não o comando da Presidência. O resultado define o equilíbrio de forças entre o governo e a oposição pelos próximos dois anos. Os democratas garantiram o controle das duas Casas, impondo uma derrota ao partido de Trump. Até a última atualização, os resultados eram os seguintes: 🔵 Câmara dos Representantes: 228 cadeiras conquistadas pelos democratas, acima das 218 necessárias para garantir a maioria. 🔵 Senado: 54 das 100 cadeiras ficaram com o partido, que também assegurou a maioria. O resultado confirmou as projeções de avanço democrata. Antes da votação, o BTG Pactual estimava que o partido conquistaria 239 cadeiras na Câmara e 51 no Senado. A mudança ocorreu em meio à queda de popularidade de Trump, cuja gestão é desaprovada por 66% dos americanos, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. O que uma 'onda azul' muda para a agenda de Trump? A chamada “onda azul”, expressão usada para descrever a vitória democrata nas duas Casas do Congresso, deve limitar a capacidade de Trump de aprovar novas medidas e ampliar a fiscalização sobre seu governo, avalia Andressa Durão, economista do ASA. “Um enfraquecimento do Partido Republicano reduziria o poder do presidente para aprovar determinadas medidas e ampliaria a fiscalização sobre o governo.” Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, relaciona o desgaste do presidente à insatisfação dos eleitores com o custo de vida, especialmente com os preços dos combustíveis nos EUA. Ele lembra que a gasolina está acima de US$ 4 (R$ 21,77) por galão e o diesel, de US$ 6 (R$ 32,66). Para o economista, a retomada de ao menos uma das Casas pelos democratas já seria suficiente para dificultar a agenda legislativa de Trump. O alcance desse bloqueio, porém, dependerá do resultado em cada Casa: 🔵🔵 Com a vitória nas duas Casas do Congresso, os democratas passam a controlar a pauta legislativa e as comissões responsáveis por fiscalizar o governo Trump. No Senado, também terão maior influência sobre a aprovação de nomes indicados pelo presidente para cargos do governo e instituições como o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e a Suprema Corte. 🔵🔵 Apesar da derrota republicana, Trump mantém o poder de vetar projetos aprovados pelo Congresso. Os democratas, por sua vez, poderão dificultar a aprovação de propostas do governo sobre gastos públicos, impostos e outras medidas. Para derrubar um veto presidencial, será necessário o apoio de dois terços dos parlamentares em cada uma das Casas. Em avaliação feita antes da confirmação da vitória democrata nas duas Casas do Congresso, Sung já alertava para os riscos de maior instabilidade nos mercados financeiros. “O mercado financeiro ainda não considerou plenamente a possibilidade de os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso. Se isso acontecer, o impasse entre o governo e o Legislativo e o avanço de pautas de confronto, como discussões sobre um possível impeachment, devem aumentar a volatilidade nos mercados globais”, afirmou. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama Melania conversa com jornalistas após votar antecipadamente nas midterms na Flórida, nos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2026. REUTERS/Umit Bektas Como as midterms dos EUA afetam o Brasil? Para o Brasil, os efeitos das eleições americanas podem chegar principalmente por dois caminhos: os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e a cotação do dólar. As decisões do Congresso sobre gastos e impostos influenciam as expectativas dos investidores sobre as contas públicas americanas. Se houver perspectiva de que as despesas do governo aumentem mais do que a arrecadação, por exemplo, os juros pagos pelos títulos do Tesouro podem subir. 🤔 Isso importa porque esses títulos são considerados uma referência para aplicações financeiras no mundo todo. Quando oferecem rendimentos maiores, investir nos EUA fica mais atraente e pode levar investidores a retirar recursos de países emergentes, como o Brasil. 📊 Com menos dinheiro entrando no país, o dólar tende a subir frente ao real. As taxas de juros negociadas para períodos futuros no Brasil também podem aumentar, elevando o custo de financiamento para empresas e consumidores e influenciando as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic. Marcos Praça, diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, avalia que uma vitória republicana nas duas Casas daria a Trump mais espaço para avançar com cortes de impostos, desregulamentação e políticas comerciais mais duras. Se essas medidas ampliarem o déficit público, poderão pressionar a inflação e os juros de longo prazo nos EUA. “Isso tende a pressionar o dólar para cima frente ao real, elevar os juros futuros brasileiros e dificultar o desempenho da bolsa — especialmente de empresas mais endividadas e de setores sensíveis ao crédito, como varejo e construção.” Por outro lado, a vitória democrata pode limitar novas propostas de aumento dos gastos públicos e aliviar a pressão sobre os juros americanos. Na avaliação de Praça, a oposição também passa a ter mais poder para “fiscalizar o governo” e influenciar a aprovação de indicados para cargos importantes. Com menos espaço para aprovar medidas de estímulo à economia, a pressão sobre os juros americanos poderia diminuir. Isso tornaria os mercados emergentes mais atraentes para investidores, favorecendo a entrada de recursos no Brasil, o fortalecimento do real e a queda das taxas de juros futuras. Esse efeito, porém, dependeria também do ambiente político nos EUA. Disputas em torno do orçamento e conflitos entre o governo e o Congresso poderiam gerar insegurança entre os investidores e provocar novas oscilações nos mercados. “Na bolsa, seria desigual: exportadoras podem se beneficiar de um dólar mais alto, mas perder se houver queda das commodities ou da demanda mundial”, diz Praça. Encontro entre Lula e Trump na Casa Branca. Divulgação/Ricardo Stuckert Lula e Trump também preocupam investidores A relação entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge como mais um fator de incerteza para os investidores e pode influenciar a confiança no Brasil. Após a vitória do petista no último domingo, especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o mercado passou a considerar a possibilidade de uma relação mais difícil entre os dois presidentes. A perspectiva aumenta a preocupação com novos atritos políticos e econômicos entre os países, como os registrados com o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky. Para Praça, o resultado das eleições de meio de mandato nos EUA também pode influenciar a continuidade dessas medidas. Na avaliação de Praça, a vitória dos democratas no Congresso pode dificultar novas medidas comerciais de Trump e acelerar a reação do Legislativo a possíveis atritos com o Brasil. Atualmente, segundo o especialista, medidas desse tipo têm sido barradas pela Suprema Corte dos EUA, em um processo mais demorado. O controle democrata do Congresso, porém, não significa necessariamente o fim das tarifas adotadas por Trump. O presidente ainda pode recorrer a diferentes dispositivos da legislação comercial americana para impor taxas sobre produtos importados. 👉 Entre eles estão a Seção 232, que permite a adoção de tarifas por motivos de segurança nacional, e a Seção 301, usada em casos de práticas comerciais consideradas desleais. O governo americano já utilizou esses instrumentos em medidas que atingiram produtos brasileiros, como as tarifas sobre o aço e as ações relacionadas à investigação comercial contra o Brasil. A possibilidade de impor tarifas, no entanto, também está sujeita a limites legais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). No entanto, a decisão não alcançou as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que têm bases legais diferentes. Ainda assim, o impacto das eleições americanas sobre o Brasil pode se somar aos fatores internos na formação do preço do dólar. Depois das oscilações registradas no período eleitoral brasileiro, a cotação da moeda voltou para a casa dos R$ 5,40. Segundo Sung, o movimento ocorre em um cenário de fortalecimento global do dólar, impulsionado pelas expectativas de alta dos juros nos EUA. Essa valorização do dólar tem feito moedas de diversos países emergentes perderem valor em relação à moeda americana. O real, porém, seguiu um caminho diferente. “O Brasil estava na contramão após o primeiro turno das nossas eleições. Com a vitória do presidente Lula e a frustração das apostas do mercado, o dólar voltou a subir”, aponta.

Após queda de energia, avicultor usa maçarico para manter pintinhos aquecidos em Uberaba Uma queda de energia causada pela chuva obrigou um avicultor de Uberaba a improvisar para salvar um lote de 400 pintinhos. Sem os equipamentos responsáveis pelo aquecimento das aves, Pedro Henrique de Oliveira usou maçaricos durante a noite de segunda-feira (2) para manter a temperatura adequada e evitar perdas na produção. Por meio de nota, a Cemig informou que a interrupção no fornecimento de energia elétrica foi causada pela queda de um eucalipto sobre a rede elétrica durante o temporal que atingiu a região. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Avicultor usou maçaricos durante a noite após queda de energia Pedro Henrique de Oliveira/Reprodução O produtor disse que buscou o lote de pintinhos em Uberlândia na tarde de segunda. Ao chegar na fazenda em São Basílio, foi surpreendido pela chuva que resultou na interrupção do fornecimento de energia elétrica e inviabilizou o funcionamento dos equipamentos utilizados para manter a temperatura adequada para as aves. Pedro Henrique explicou que é preciso manter as aves em uma temperatura média de 37º nos primeiros dias para o desenvolvimento adequado. A sensação térmica, de acordo com o produtor, cai drasticamente no período noturno na área rural e a situação ainda ficou mais crítica por causa da chuva. "Não dava tempo de sair atrás de gerador [para ligar os equipamentos]. Eu tinha um maçarico e um botijão só. Tive que correr atrás de outro na comunidade. Pedi para o vizinho porque começou a cair a temperatura. A dona da mercearia abriu para pegar um gás. Foi como consegui resolver o problema, senão iria perder uns R$ 2 mil a R$ 3 mil em pintinhos. Mas salvaram todos, não morreu nenhum", ressaltou. Além de assegurar a temperada adequada, o produtor disse que foi preciso ficar de vigia a noite inteira para evitar o risco de incêndios, pois o piso do cômodo estava coberto por uma mistura de serragem apropriada para receber os animais. "Depois que os pintinhos estão acalmados, você passa a noite preocupado com o risco de fogo. Então, dormi no galpão para vigiar os maçaricos, para não acontecer incêndio", acrescentou. Leia também: Carro capota às margens de rodovia e motorista morre após batida de frente Adolescente de 17 anos morre em acidente com trator durante visita ao pai Veja a previsão do tempo para o feriado de Finados no Triângulo e Alto Paranaíba A rapidez para viabilizar uma solução paliativa ocorreu somente após um susto há cerca de cinco meses. Pedro lembrou que, em junho deste ano, os equipamentos usados para aquecer as aves queimaram durante o fim de semana após interrupções no fornecimento de energia na área rural. "Teve quedas de energia e duas lâmpadas secadoras queimaram em um domingo à noite. Perdi 200 pintinhos", relatou. O prejuízo na época só não foi maior porque a granja fornecedora restituiu as aves que morreram devido ao problema. No entanto, o produtor afirma que está se organizando para comprar um gerador autônomo porque as ocorrências de queda de energia na comunidade rural de São Basílio estão sendo recorrentes, com prejuízos relatados por outros produtores e estabelecimentos do ramo alimentício. Queda de árvore Em nota, a assessoria de imprensa da Cemig posicionou que a interrupção no fornecimento de energia elétrica na comunidade rural de São Basílio ocorreu devido à queda de um eucalipto que atingiu a rede elétrica por causa do temporal. A concessionária assegurou que as equipes atuaram desde a madruga no local e o o atendimento foi restabelecido gradativamente na região. De acordo com a companhia, a recomposição total do fornecimento de energia foi concluída às 12h45 de terça-feira (3). Ainda conforme a nota, em caso de danos a equipamentos elétricos causados pela tempestade, os clientes podem registrar pedido de análise de ressarcimento pelos canais de atendimento da Cemig. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo e

RAM 2500 modelo 2018. Divulgação / RAM A Stellantis anunciou um recall no Brasil da RAM 2500, modelo 2018, devido a uma falha que pode comprometer o funcionamento do sistema de freios ABS e dos controles de estabilidade e tração. O agendamento do reparo gratuito já pode ser feito nas concessionárias da marca. Segundo a Stellantis, o recall envolve 1.024 unidades da picape. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp Segundo a fabricante, o problema pode ocorrer no motor da bomba da Unidade de Controle Hidráulico (HCU). Uma falha nesse componente pode comprometer o desempenho dos sistemas de segurança, aumentando o risco de acidentes com danos materiais, ferimentos ou até mortes de ocupantes e terceiros. Honda NSX: carro esportivo de Ayrton Senna vai a leilão por R$ 5 milhões Veja quais veículos estão envolvidos no recall: Modelo: RAM 2500 Laramie, ano 2018. Chassis envolvidos (últimos oito dígitos, não sequenciais): de JG133258 a JG426128. Reparo As concessionárias vão substituir gratuitamente o motor da bomba da Unidade de Controle Hidráulico. O serviço tem duração estimada de uma hora e deve ser agendado previamente. Os proprietários devem entrar em contato com uma concessionária RAM de sua preferência para verificar a disponibilidade de atendimento.

Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters Uma crise envolvendo o banco digital Ueno, que tem cerca de 3 milhões de clientes no Paraguai, levou à renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do país, nesta terça-feira (3). Além disso, aumentou a pressão sobre o governo do presidente Santiago Peña. A instituição financeira, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco (que mede sua capacidade de pagamento) caiu para menos da metade do mínimo exigido. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Diante da situação, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno. Nos últimos meses, o banco já vinha sob maior fiscalização. Órgãos reguladores investigavam se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava a operação. Agora no g1 O caso também trouxe desgaste para o governo de Peña e ameaça a reputação do Paraguai como um dos destinos emergentes da América do Sul para o capital estrangeiro, grande parte dele proveniente do Brasil. Foi nesse contexto que o presidente paraguaio pediu a renúncia de Carvallo. O chefe do BC comandou o próprio Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto o Banco Central vinham sendo criticados por parlamentares pela supervisão da instituição. Peña também teve ligação com o grupo controlador do Ueno, do qual foi sócio até março de 2025. O Ueno administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai. Nesta terça, clientes foram a agências do banco, mas encontraram as portas fechadas. Entre eles estavam aposentados que recebem benefícios do governo por meio do Ueno. “Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno”, disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores de Assunção. “Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim.” Diante da crise, Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia do país para fazer pagamentos aos depositantes. O presidente paraguaio afirmou ainda que a medida deve assegurar a devolução de recursos públicos, incluindo valores mantidos pelo instituto de seguridade social IPS e por outros fundos públicos de previdência. 'Caso isolado' Segundo o Banco Central do Paraguai, o caso do Ueno é isolado e não indica problemas mais amplos no sistema financeiro do país. Peña também buscou afastar esse risco: “Este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional.” O presidente paraguaio acrescentou que os responsáveis pelo caso “devem responder perante o Judiciário, sem exceções e sem privilégios”. Segundo o BC, a Superintendência de Bancos vai nomear auditores para verificar a situação dos ativos do Ueno. Saída do presidente do BC Carvallo afirmou que permanecerá no cargo durante o procedimento adotado pelas autoridades para lidar com a crise do Ueno. Ao anunciar a saída, ele disse que a decisão ajudaria a reduzir a controvérsia em torno do Banco Central e permitiria que a instituição e a Superintendência de Bancos trabalhassem sem as disputas políticas e a repercussão na imprensa. As críticas já haviam levado parlamentares a pedir a demissão da cúpula do BC, depois que eles rejeitaram um relatório sobre o Ueno por considerá-lo incompleto. O caso também teve reflexos nos mercados. As preocupações com o Ueno pressionaram os títulos em dólar do banco com vencimento em 2031 e os próprios títulos da dívida do Paraguai. Controlado majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o Ueno passou rapidamente de uma fintech local de nicho a um banco de médio porte, em uma trajetória semelhante à de plataformas digitais como Monzo e Nubank. * Com informações da agência de notícias Reuters

Galinhas em granja de Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta Conhecida nacionalmente como capital do ovo, Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Espírito Santo, também lidera o ranking de produção de galináceos (galinhas e perus) do estado. São 328 aves para cada habitante: o município tem 15.067.090 animais e uma população de 45.975 moradores. No estado todo, são 16.965.072 cabeças para uma população de pouco mais de 4 milhões de pessoas, ou seja: 4,2 galinhas e perus para cada morador. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2025 (os mais recentes disponibilizados). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp 🐔 Galináceos são aves da espécie Gallus gallus que inclui galinhas poedeiras (fêmeas para ovos), frangos de corte (destinados à produção de carne), galos e frangas. Reconhecida nacionalmente como a capital do ovo, a cidade é protagonista na pecuária brasileira no setor de avicultura. Em 2025, apenas Santa Maria de Jetibá representava 89% da produção de aves no estado. No ranking estadual, aparecem outros municípios da Região Serrana entre os maiores produtores. É o caso de Santa Leopoldina, com 24 aves para cada habitante. Sua população é composta por 13.950 moradores e 340.115 galináceos. Em seguida, está Santa Teresa com uma proporção de 16 galináceos por habitante: o município registra 383.746 animais e 23.977 moradores. Logo depois, Domingos Martins revela 363.957 galináceos para 38.498 residentes, uma proporção de nove aves por habitante. Depois, Venda Nova do Imigrante encerra o top 5. A cidade tem sete galináceos por habitante: são 170.714 animais para 25.630 moradores. LEIA TAMBÉM: GADO: 34 cidades do ES têm mais bois e vacas do que habitantes; veja os números por município DESTAQUE: Macadâmia produzida no ES vira doces, biscoitos e gelato e chega ao mercado internacional MEIO AMBIENTE: Helicóptero lança 'chuva' com 4 toneladas de sementes para reflorestar área de Mata Atlântica e recuperar palmeira ameaçada no ES Galo gigante com mais de 1 metro e exótico chama a atenção no ES Região Metropolitana tem muitas galinhas também Na Região Metropolitana de Vitória, Guarapari é o município com o maior número de galináceos entre as sete cidades da região. São 16.060 aves para uma população de 137.659 habitantes, o equivalente a cerca de 46% dos 34.528 galináceos contabilizados. Vitória, com 343.935 habitantes, tem o menor número de aves: apenas 139, menos de 1% do total. Entre os outros municípios, Viana tem 5.110 galináceos para uma população de 79.611 habitantes, o equivalente a 15% do total de aves da região. Já na Serra, município mais populoso entre os listados, com 586.901 moradores, há 4.932 galináceos, o equivalente a 14% do total. Vila Velha, por sua vez, registra 3.963 aves para uma população de 510.512 pessoas, aproximadamente 11% dos galináceos da Grande Vitória. Encerrando o ranking, em Cariacica, são 2.384 galináceos para 376.914 habitantes, cerca de 7% das aves contabilizadas na região. Por último, Fundão tem 1.940 galináceos para 18.941 moradores, o que representa cerca de 6% do total. População de galináceos X moradores Santa Maria também é destaque na produção de codornas A cidade de Santa Maria de Jetibá não se destaca apenas na produção de galináceos, mas também na de codornas. São 2.928.895 animais para 45.975 moradores, com uma proporção de 64 codornas por habitante. Santa Teresa e Santa Leopoldina também estão entre os três municípios com maior produção de codornas do Espírito Santo. Santa Teresa está na segunda posição, com 13.300 codornas para uma população de 23.977 habitantes. Já Santa Lepoldina aparece em terceiro lugar, com 6.139 codornas e 13.950 moradores. *Este conteúdo foi produzido por Rafaela Gomes, residente do 29º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta, sob orientação de Vitor Ferri. Produção de ovos de codorna Reprodução/RPC Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Por que Trump está preocupado com as midterms? As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos (midterms) serão um grande teste para os mercados de previsão. Kalshi e Polymarket, que já somam mais de US$ 1,48 bilhão (R$ 8,13 bilhões) em apostas eleitorais, precisam mostrar que suas previsões são confiáveis, em meio à crescente pressão sobre o setor. As plataformas ganharam destaque em 2024, quando contrariaram as pesquisas de opinião tradicionais ao apontar a vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos EUA. Desde então, ganharam espaço entre veículos de comunicação e investidores em todo o mundo. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Nesta terça-feira (3), os números reunidos pela empresa de análise BetInt pouco haviam mudado em relação à tarde de segunda. Os mercados apontavam 94% de chance de os democratas conquistarem a maioria na Câmara dos Deputados e 75% de ficarem com o Senado. Apesar do histórico de acertos, as plataformas também colecionam erros de grande repercussão. Isso ocorreu nas primárias dos EUA e, mais recentemente, na eleição presidencial do Brasil. Se o resultado das midterms ficar muito distante do que apontam as plataformas, a reputação do setor poderá sair abalada, segundo analistas. O risco é ainda maior diante do volume recorde de dinheiro em jogo. A pressão não vem apenas dos resultados. Kalshi e Polymarket, as maiores plataformas do setor, também enfrentam questionamentos sobre possíveis manipulações e condutas indevidas. Candidatos chegaram a apostar nas próprias disputas, enquanto um levantamento da Anti-Corruption Data Collective (ACDC), organização sem fins lucrativos de Washington, mostrou que apostas relativamente pequenas podem influenciar esses mercados. “A terça-feira representa, de fato, um verdadeiro teste para a nova onda de mercados de previsão”, disse Yesha Yadav, reitora associada da Faculdade de Direito da Universidade de Vanderbilt. Segundo ela, as disputas pelo Congresso neste ano ajudarão a medir o desempenho geral do setor. Polymarket e Kalshi afirmam ter reforçado os controles para evitar irregularidades. A Kalshi, por exemplo, proíbe políticos e integrantes de campanhas de fazer apostas eleitorais. As empresas também dizem que os mercados se ajustam rapidamente quando apostas de grande valor alteram as probabilidades. Sean Patrick Maloney, presidente-executivo da Coalizão para Mercados de Previsão, reconhece que esses mercados não são perfeitos. Segundo ele, porém, em “um mundo cheio de caos e fontes de notícias tendenciosas”, eles oferecem uma maneira imparcial de prever eventos. Midterms - Eleitora preenche cédula de votação em Harrisburg, na Pensilvânia (EUA) REUTERS/Mike Segar Bilhões em jogo: o que dizem os estudos sobre as previsões? A Kalshi informou na segunda-feira que já havia movimentado US$ 1,33 bilhão em apostas nas eleições de meio de mandato. Na Polymarket, o valor chegava a cerca de US$ 145 milhões, segundo a ACDC. Mais de 28 mil mercados de apostas foram abertos para as midterms. Apesar do número elevado, boa parte do dinheiro está concentrada em poucas disputas, como as eleições para o Senado no Texas, Michigan, Maine e Carolina do Sul, de acordo com a organização. No Texas, por exemplo, os mercados apontavam nesta terça-feira 71% de chance de vitória do democrata James Talarico sobre o republicano Ken Paxton na disputa por uma vaga no Senado, segundo a BetInt. A ACDC aponta que só essa disputa já movimentou mais de US$ 60 milhões em apostas. Em Michigan, mais de US$ 20 milhões foram apostados na corrida pelo Senado. Os mercados apontavam 78% de chance de vitória do democrata Abdul El-Sayed sobre o republicano Mike Rogers, segundo a BetInt. Mas, afinal, essas previsões são confiáveis? Estudos acadêmicos indicam que, no geral, sim. Uma pesquisa da Universidade de Vanderbilt publicada em 2025 analisou quase 2.500 mercados ligados às eleições de 2024 e concluiu que as probabilidades apresentadas eram, em geral, bem calibradas. Isso não significa simplesmente acertar quem vai vencer. A calibração mede se as probabilidades apresentadas correspondem ao que acontece na prática. Já a precisão considera se o mercado acertou ou não o vencedor. Há, porém, outra ressalva. Como a maioria das eleições não é apertada, o bom desempenho geral não mostra necessariamente se esses mercados funcionam tão bem em disputas acirradas, segundo Joshua Clinton, professor de ciência política da Vanderbilt que liderou o estudo. Outra característica ajuda a explicar como essas previsões funcionam. Um pequeno grupo de apostadores mais experientes — em busca de lucro — concentra boa parte do dinheiro nesses mercados, segundo Harry Crane, professor de estatística da Universidade Rutgers. Eles usam pesquisas de opinião e outros dados para orientar as apostas e, com isso, ajudam a corrigir preços. Ainda assim, mesmo os operadores mais experientes podem errar, acrescenta Clinton. Kalshi e Polymarket chegaram a apontar apenas 20% de chance de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial brasileira — resultado que se confirmou em 25 de outubro. Segundo Clinton, os apostadores podem ter superestimado as chances de Flávio Bolsonaro ao tentar compensar um problema observado em outras eleições: pesquisas que subestimaram a força de candidatos de direita. As empresas de previsões ressaltam, porém, que uma chance de 20% não significa que determinado resultado seja impossível. Eventos com essa probabilidade acontecem o tempo todo, afirmaram porta-vozes, e reviravoltas políticas não são diferentes. “Mas não devem ser confundidos com certeza.”

Calendário de novembro 2026 Governo Federal O mês de novembro de 2026 já começou, e com ele chegam os pagamentos de programas e benefícios como INSS, Pé-de-Meia e Bolsa Família, entre outros. Alguns dos depósitos começam já nos primeiros dias do mês, enquanto outros ficam para a segunda quinzena. Confira, abaixo, o calendário de pagamentos dos seguintes benefícios: INSS Bolsa Família Pé-de-meia BPC/Loas Saque-aniversário do FGTS INSS O pagamento do INSS de novembro de 2026 começa no dia 24 de novembro para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Os depósitos seguem até 7 de dezembro, conforme o número final do benefício. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Pagamento do INSS de novembro: veja calendário e datas Para quem recebe acima do salário mínimo, os pagamentos da competência de novembro começam em 1º de dezembro e terminam em 7 de dezembro. As datas fazem parte do calendário anual divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Veja abaixo as datas de pagamento para quem ganha até um salário mínimo: Final 1: 24/11 Final 2: 25/11 Final 3: 26/11 Final 4: 27/11 Final 5: 30/11 Final 6: 1º/12 Final 7: 2/12 Final 8: 3/12 Final 9: 4/12 Final 0: 7/12 Calendário de quem recebe acima de um salário mínimo Finais 1 e 6: 1º/12 Finais 2 e 7: 02/12 Finais 3 e 8: 03/12 Finais 4 e 9: 04/12 Finais 5 e 0: 07/12 Agora no g1 Bolsa Família A Caixa Econômica Federal inicia os pagamentos de novembro do Bolsa Família no dia 16. Os primeiros a receber serão os beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) com final 1. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Bolsa Família 2026: veja calendário de pagamentos em novembro O dinheiro é disponibilizado nos últimos 10 dias úteis de cada mês, de forma escalonada. A exceção é o mês de dezembro, quando os pagamentos são antecipados. Confira o calendário do Bolsa Família para novembro de 2026: 16/11: pagamentos para NIS com final 1; 17/11: pagamentos para NIS com final 2; 18/11: pagamentos para NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0. Ao longo do ano, a previsão de pagamentos é: Dezembro: de 10/12 a 23/12. Pé-de-meia O mês de novembro começou e milhares de beneficiários já querem saber quando será realizado o pagamento do programa Pé-de-Meia. Nesta nova rodada, o benefício será destinado aos estudantes da rede pública que cumpriram a exigência mínima de frequência escolar, conforme os critérios do programa. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Calendário Pé-de-Meia de novembro: veja quem recebe a próxima parcela e as datas de pagamento Confira o calendário do Pé-de-Meia de novembro: Janeiro e fevereiro: 23 de novembro Março e abril: 24 de novembro Maio e junho: 25 de novembro Julho e agosto: 26 de novembro Setembro e outubro: 27 de novembro Novembro e dezembro: 30 de novembro Calendário de benefícios de novembro 2026 Rafa Neddermeyer/Agência Brasil BPC/Loas O calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro de 2026 já está disponível. Os beneficiários que recebem até um salário mínimo terão os valores liberados entre 24 de novembro e 7 de dezembro, de acordo com o número final do benefício. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Calendário BPC/Loas novembro 2026: veja datas de pagamento O Benefício de Prestação Continuada (BPC) segue o calendário de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em setembro, os depósitos começam pelos benefícios com final 1 e avançam até o final 0. Confira abaixo o calendário de pagamento do BPC/Loas de novembro: Final 1: 24/11 Final 2: 25/11 Final 3: 26/11 Final 4: 27/11 Final 5: 30/11 Final 6: 1/12 Final 7: 2/12 Final 8: 3/12 Final 9: 4/12 Final 0: 7/12 Saque-aniversário do FGTS O saque-aniversário do FGTS de novembro de 2026 já está disponível para os trabalhadores que nasceram neste mês e aderiram à modalidade. O dinheiro pode ser retirado entre 1º de novembro e 30 de dezembro de 2026. CONFIRA MAIS INFORMAÇÕES: Saque-aniversário FGTS novembro: veja calendário e quem pode sacar O saque-aniversário permite que o trabalhador retire, uma vez por ano, uma parte do saldo disponível nas contas do FGTS no mês de seu aniversário. A adesão à modalidade é opcional. Quem não fez a opção permanece no modelo tradicional, chamado de saque-rescisão. Confira o calendário do saque-aniversário do FGTS: Janeiro: de 2 de janeiro a 31 de março de 2026 Fevereiro: de 2 de fevereiro a 30 de abril de 2026 Março: de 3 de março a 29 de maio de 2026 Abril: de 1º de abril a 30 de junho de 2026 Maio: de 4 de maio a 31 de julho de 2026 Junho: de 1º de junho a 31 de agosto de 2026 Julho: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026 Agosto: de 3 de agosto a 30 de outubro de 2026 Setembro: de 1º de setembro a 30 de novembro de 2026 Outubro: de 1º de outubro a 30 de dezembro de 2026 Novembro: de 2 de novembro de 2026 a 29 de janeiro de 2027 Dezembro: de 1º de dezembro de 2026 a 26 de fevereiro de 2027

Imagens de lotérica e cartões de apostas da Mega Sena da Virada, loteria com prêmio previsto de R$ 600 milhões. Caxias do Sul, RS (27). 27/12/2024 - Foto: Antonio Machado/FOTOARENA/Estadão Conteúdo O sorteio da Mega da Virada 2026 será realizado às 11h do dia 1º de janeiro de 2027, com prêmio estimado em mais de R$ 1 bilhão. No ano passado, a Caixa também adiou o concurso especial para 1º de janeiro, às 10h, alegando a necessidade de ajustes operacionais. As apostas começaram nesta terça-feira (3) e poderão ser feitas até as 22h do dia 31 de dezembro de 2026. Em 2025, a Mega da Virada pagou o prêmio recorde de R$ 1,09 bilhão, superando a estimativa inicial de R$ 850 milhões. Seis apostas acertaram as dezenas sorteadas, e cada uma recebeu mais de R$ 181,8 milhões. Como apostar? As regras da Mega da Virada são as mesmas dos concursos regulares da Mega-Sena. Para conquistar o prêmio principal, é necessário acertar os seis números sorteados, entre os 60 disponíveis. Também há premiações para quem acertar cinco (quina) ou quatro números (quadra). A principal diferença é que o prêmio da Mega da Virada não acumula. Caso ninguém acerte as seis dezenas, o valor destinado à faixa principal é distribuído entre os acertadores da quina. Se também não houver ganhadores nessa faixa, o prêmio passa para os acertadores da quadra. Para jogar, os apostadores podem ir a uma das mais de 13 mil lotéricas da caixa espalhadas pelo Brasil. Além disso, as apostas podem ser feitas pela internet, de forma prática e segura. A seguir, veja o passo a passo para apostar pela internet: Portal Loterias Caixa Acesse o site da Loterias Caixa e faça login. Se ainda não tiver cadastro, será preciso criar uma conta com seus dados pessoais. Após entrar, escolha a opção Mega da Virada. Preencha o volante virtual escolhendo os números da aposta. Se preferir, o sistema pode escolher os números automaticamente (Surpresinha) ou você pode comprar cotas de bolão. Depois de escolher a aposta, clique no Carrinho, no canto superior direito da página, para conferir os jogos. Para finalizar, faça o pagamento com cartão de crédito ou Pix. Aplicativo Loterias Caixa Baixe o aplicativo Loterias Caixa na Play Store (Android) ou App Store (iOS). Abra o aplicativo e faça login. Se for o primeiro acesso, será necessário se cadastrar com seus dados pessoais. Escolha a opção Mega da Virada. Selecione os números da aposta ou use a opção Surpresinha, em que o sistema escolhe os números para você. Vá até o carrinho de apostas, localizado na parte inferior da tela. Finalize o pagamento com cartão de crédito ou Pix.. Quanto custa para apostar? A aposta mínima, de 6 números, custa R$ 6,00. Quanto mais números marcar, maior o preço da aposta. Mega da Virada começa a receber apostas com prêmio estimado em R$ 1 bilhão

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (16) para definir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 13,75% após cinco cortes seguidos. 🕝A decisão do BC sobre a taxa de juros será anunciada após as 18h. Na primeira reunião do Copom após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para mais um mandato, os economistas dos bancos estão divididos: a maioria ainda aposta em um novo corte, para 13,50% ao ano, mas parcela considerável prevê manutenção da Selic no atual patamar. Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano. 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Piora de cenário Agora no g1 Depois de confirmada a vitória de Lula, o mercado financeiro elevou consideravelmente suas projeções de inflação, reduziu as expectativas de crescimento da economia e passou a prever uma taxa de juros mais elevada do que antes. As estimativas para o dólar também subiram bastante. Para definir os juros, o BC atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic. Desde o início de 2025, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%. Ao decidir a taxa básica de juros, o Copom considera principalmente a inflação esperada para os próximos anos, e não apenas a variação de preços observada nos últimos meses. Isso ocorre porque mudanças na Selic levam tempo para produzir efeitos sobre a economia. Neste momento, por exemplo, a autoridade monetária já está mirando o segundo trimestre de 2028, período considerado o "horizonte relevante" para suas projeções. Embora leve em conta as estimativas do mercado para os próximos anos, que recentemente passaram a indicar câmbio mais depreciado e inflação mais alta, o BC também trabalha com suas próprias projeções para os indicadores econômicos. Deste modo, uma piora das expectativas do mercado não é automaticamente incorporada ao cenário utilizado pela autoridade monetária para definir a taxa de juros. Opinião dos analistas Na última reunião, Banco Central reduziu a taxa de juros pela quinta vez seguida, e Selic foi a 13,75% ao ano De acordo com comunicado do C6 Bank, assinado pelo economista-chefe Felipe Salles, o Copom deve manter a taxa Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira, interrompendo o ciclo de cortes de juros que vinha sendo implementado. "Na nossa visão, a piora do cenário prospectivo para a inflação [antes mesmo da forte deterioração desta semana] reduz o espaço para novos cortes. Também projetamos manutenção da Selic em 13,75% na reunião de dezembro, com a taxa permanecendo nesse patamar ao final de 2026 e de 2027", diz a nota do C6 Bank. Já a economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitória, manteve expectativa que o BC promova um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, para 13,50% ao ano, e que, depois, comunique uma pausa no ciclo de redução na próxima reunião. "Apesar da maior incerteza e aumento do prêmio de risco na curva de juros futuros, a taxa Selic em 13,50% permanece restritiva o suficiente para amortecer os choques inflacionários esperados para o começo de 2027, considerando o horizonte da política monetária o 2º trimestre de 2028, mas não vemos espaço para a continuidade dos cortes nesse momento [após a decisão desta quarta]", diz a analista do banco Inter. A decisão do BC sobre a taxa de juros será anunciada após as 18h nesta quarta-feira (4) Jornal Nacional/ Reprodução

Copom reduz taxa de juros, e o FED mantém Jornal Nacional/ Reprodução O Banco Central chega à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (4) diante de um cenário mais complicado para decidir o futuro da taxa básica de juros, a Selic. A expectativa predominante entre economistas é de que o BC interrompa o ciclo de cortes e mantenha a Selic em 13,75% ao ano. Embora a deterioração das expectativas de inflação e a incerteza sobre a condução das contas públicas tenham reduzido o espaço para novos cortes, parte dos analistas ainda considera possível uma última redução de 0,25 ponto percentual, levando os juros a 13,50% ao ano. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O comunicado do Banco Central também será acompanhado de perto pelos investidores em busca de pistas sobre a trajetória dos juros em 2027, especialmente diante das dúvidas sobre a política fiscal do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A reação do mercado financeiro ao resultado do segundo turno das eleições deu uma dimensão dessas preocupações. O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a semana de 30 de outubro com queda de 18,12%, a quinta maior desvalorização semanal desde o início do Plano Real. Agora no g1 Além disso, as empresas listadas perderam R$ 963 bilhões em valor de mercado na mesma semana, segundo levantamento da Elos Ayta. Para dimensionar a magnitude dessa perda, o montante equivale a 1,31 vez o valor de mercado da Petrobras, atualmente estimado em R$ 734 bilhões. ➡️ A preocupação é que, sem uma mudança na condução das contas públicas, o país continue convivendo com juros elevados, o que dificulta investimentos, encarece o crédito e limita o crescimento econômico. "Esperamos manutenção da taxa Selic em 13,75% na reunião de novembro. A decisão deve ser unânime e refletir a avaliação de piora do cenário-base", afirma o Itaú BBA em relatório. Na avaliação do banco, o ambiente internacional também se tornou mais desfavorável, com juros elevados nas economias desenvolvidas e nova rodada de alta nos preços do petróleo. No Brasil, embora a atividade econômica esteja desacelerando, o mercado de trabalho continua resistente e a inflação permanece pressionada. O Itaú BBA estima que a projeção de inflação do próprio modelo do Banco Central para o segundo trimestre de 2028, período considerado relevante para a decisão de juros, suba de 3,2% para 3,4%. O banco também revisou suas projeções para o IPCA, inflação oficial do país: de 5,1% para 5,2% em 2026 e de 4,6% para 6,1% em 2027. Com esse quadro, a instituição espera que o Copom interrompa o ciclo de redução dos juros e mantenha a Selic em 13,75% durante todo o próximo ano. O enfraquecimento da economia, por outro lado, seria um dos fatores que limitariam a necessidade de elevar ainda mais a taxa. Por que o mercado voltou a temer juros mais altos? Um dos principais fatores por trás da turbulência é a situação das contas públicas. Nos 12 meses até setembro, o setor público acumulou déficit nominal de R$ 1,28 trilhão. Esse indicador considera a diferença entre receitas e despesas do governo, incluindo os juros pagos sobre a dívida pública. A dívida bruta chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. Em dezembro de 2022, a proporção era de 71,7% do PIB. O tamanho da dívida preocupa porque, quanto maior a percepção de risco de que o governo terá dificuldades para pagar seus compromissos, maior é a remuneração exigida pelos investidores para emprestar dinheiro ao país. Essa cobrança adicional eleva os juros dos títulos públicos, especialmente daqueles com vencimentos mais longos, e pode pressionar o dólar. O problema é que o aumento dos juros também encarece o próprio financiamento da dívida, criando um ciclo difícil de interromper. "Com dívida alta e crescente, o investidor passa a exigir mais para emprestar ao governo, e os juros longos sobem. Juro mais alto aumenta a dívida, e a dívida maior exige juro mais alto. É esse ciclo que o mercado teme", explica Juliana Daitx, coordenadora de Investimentos da Unicred Porto Alegre. Ela destaca que, nos 12 meses até setembro, os juros pagos pelo setor público chegaram a R$ 1,205 trilhão, enquanto o déficit primário foi de R$ 70,1 bilhões. Para recuperar a confiança dos investidores, o governo precisaria apresentar um plano fiscal com metas claras e medidas permanentes de controle das despesas. A avaliação dos especialistas é que não basta aumentar a arrecadação ou apresentar resultados positivos isolados: é necessário mostrar que a dívida poderá se estabilizar nos próximos anos. O resultado de setembro, por exemplo, não foi suficiente para mudar essa percepção. Naquele mês, o Governo Central registrou superávit primário de R$ 4,84 bilhões, ante déficit de R$ 14,4 bilhões em setembro de 2025. Mas parte significativa da melhora veio de um fator extraordinário: o cancelamento de R$ 12,8 bilhões em precatórios de exercícios anteriores, dívidas do governo reconhecidas pela Justiça. Sem esse efeito, o resultado teria sido negativo em aproximadamente R$ 8 bilhões. "O resultado de setembro foi eminentemente puxado por fatores não recorrentes e nos dá muito pouca sinalização sobre a estratégia fiscal de longo prazo", afirma Gustavo Saula, gestor de renda fixa da SWM. Na avaliação dele, o mercado procura sinais de que o próximo governo terá condições de controlar o crescimento das despesas obrigatórias, que aumentam automaticamente conforme regras previstas em lei, e reduzir a dependência de receitas extraordinárias. André Braz, economista do FGV IBRE, também avalia que a melhora pontual das contas públicas não é suficiente. Para ele, o desafio é produzir um ajuste permanente, com maior eficiência do gasto público, revisão de despesas obrigatórias e benefícios tributários e cumprimento das metas fiscais. "O mercado precisa enxergar uma trajetória consistente de controle das despesas e estabilização da dívida pública", afirma. O que a queda da bolsa e a alta do dólar têm a ver com a Selic? Quando cresce a percepção de risco sobre a economia brasileira, investidores podem retirar recursos do país e buscar proteção em moedas estrangeiras, como o dólar. Com isso, o real perde valor. Como parte dos produtos consumidos no Brasil depende de insumos ou mercadorias importados, um dólar mais caro pode pressionar os preços e dificultar o controle da inflação. Além disso, os juros futuros sobem. Essas taxas são negociadas no mercado e indicam quanto os investidores esperam receber para emprestar dinheiro em diferentes prazos. Gustavo Saula afirma que, na reação pós-eleitoral, alguns vencimentos intermediários e longos dos juros futuros apresentaram abertura próxima de 250 pontos-base, ou 2,5 pontos percentuais. O movimento indica que os investidores passaram a exigir uma remuneração maior para assumir riscos relacionados à economia brasileira. A inflação implícita, indicador calculado a partir da diferença entre as taxas de juros nominais e reais dos títulos públicos, também subiu. No horizonte de cinco anos, a alta foi de aproximadamente 1,2 ponto percentual na semana, levando o indicador a patamares próximos de 7% ao ano. Para o Banco Central, as expectativas de inflação mais altas podem se transformar em aumentos efetivos de preços. Se empresas e trabalhadores passam a esperar uma inflação maior, podem reajustar preços e salários levando essa perspectiva em consideração. Por isso, mesmo que a atividade econômica esteja perdendo força, o BC precisa avaliar se uma redução dos juros não acabaria pressionando ainda mais o câmbio e a inflação. "Uma redução prematura dos juros poderia pressionar o câmbio e dificultar a convergência da inflação para a meta", afirma André Braz, economista do FGV IBRE. Crédito caro começa a pesar sobre famílias e empresas Enquanto o mercado discute a dívida pública e as expectativas para a inflação, os efeitos dos juros elevados já aparecem na vida de consumidores e empresas. O último Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central mostrou que o sistema bancário brasileiro continua sólido, com níveis adequados de capital e liquidez. Isso significa que as instituições financeiras têm recursos e reservas para enfrentar perdas e períodos de maior dificuldade. O problema está na capacidade de pagamento dos clientes. O comprometimento da renda das famílias com dívidas atingiu o maior nível em 21 anos, enquanto os indicadores de inadimplência e de operações problemáticas também avançaram. Com mais consumidores e empresas enfrentando dificuldades para pagar empréstimos, os bancos precisam reservar mais dinheiro para cobrir possíveis calotes. Ao mesmo tempo, ficam mais rigorosos na concessão de novos financiamentos e elevam as taxas cobradas para compensar o risco. O resultado é um crédito mais caro e difícil de conseguir justamente quando famílias e empresas precisam de recursos para reorganizar suas dívidas e manter o consumo e os investimentos. "O relatório mostra que os bancos estão sólidos, mas os clientes estão em dificuldade", resume Juliana Daitx, da Unicred Porto Alegre. Ela explica que a inadimplência pode alimentar um ciclo negativo: os bancos emprestam menos e cobram mais caro, o que dificulta ainda mais o pagamento das dívidas e pode provocar novos atrasos. Uma redução da Selic ajudaria a aliviar esse quadro, tornando gradualmente mais baratas as dívidas e as novas operações de crédito. Mas o efeito não seria imediato e dependeria também da disposição dos bancos para voltar a emprestar. Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, explica que muitas famílias já estão com uma parcela tão grande da renda comprometida que uma redução dos juros pode não ser suficiente para estimular imediatamente novas operações de crédito. Por que um último corte ainda não está descartado? Apesar da predominância da expectativa de manutenção, há analistas que enxergam espaço para uma redução residual dos juros. Jeferson Bittencourt, chefe de macroeconomia do ASA, avalia que a desaceleração da atividade econômica e uma projeção de inflação ainda próxima da meta no horizonte relevante podem justificar um último corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 13,50%. Para ele, a decisão ficou mais apertada depois da depreciação do real e do aumento dos prêmios de risco, que representam a remuneração adicional exigida pelos investidores para assumir riscos maiores. "Deve pesar mais a combinação de atividade em desaceleração com projeção de inflação ainda próxima da meta no horizonte relevante. Esse quadro sustenta uma probabilidade um pouco maior de um último corte de 0,25 ponto percentual", afirma. O economista ressalta, porém, que a possibilidade de manutenção dos juros aumentou de forma relevante. Caso o Copom opte pelo corte, a expectativa é de que o comunicado já indique uma postura mais cautelosa, reconhecendo que a piora das condições financeiras reduziu o espaço para novas reduções. Na avaliação de Juliana Daitx, a manutenção em 13,75% é a escolha mais prudente. Antes das eleições, o mercado esperava uma redução para 13,50% na reunião de novembro. A disparada do dólar, a inflação acima do teto da meta e a falta de clareza sobre a condução fiscal do próximo governo, entretanto, mudaram esse cenário. "Subir também parece exagero, porque a inadimplência já está alta e a atividade dá sinais de desaceleração. Por isso, o mais sensato é manter em 13,75% ao ano e esperar mais clareza", diz. A avaliação é semelhante à de Alexandre Pletes, sócio e chefe de renda variável da Faz Capital. Para ele, uma redução dos juros dependerá de uma melhora mais consistente das expectativas de inflação e da percepção sobre o risco fiscal. "Não adianta cortar juro sem ter isso funcionando", afirma. O que observar no comunicado do Copom? Para André Braz, do FGV IBRE, o comunicado deve deixar claro se o Banco Central pretende apenas interromper temporariamente o ciclo de cortes ou se ainda considera possível retomar a redução dos juros nas próximas reuniões. Sérgio Samuel, economista do Ailos, espera um tom de compromisso com o controle da inflação e a manutenção da cautela. Segundo ele, a credibilidade do BC depende de uma atuação técnica, mas a retomada dos cortes também exigirá que as expectativas de mercado estejam mais bem ancoradas. Juliana Daitx, da Unicred, destaca que uma referência mais explícita ao câmbio, às expectativas de inflação e ao risco fiscal seria um sinal de que os juros podem permanecer elevados por mais tempo. Um comunicado mais neutro, acompanhado de uma eventual acomodação do dólar, poderia deixar aberta a possibilidade de novos cortes.

Fachada da Controladoria-Geral da União (CGU) Kenzo Suzuki ASCOM/CGU d As inscrições para o novo concurso público da Controladoria-Geral da União (CGU) terminam nesta quarta-feira (4), às 18h (horário de Brasília). Ao todo, são oferecidas 60 vagas imediatas, além de cadastro de reserva. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp ➡️ VEJA O EDITAL COMPLETO Os interessados devem se inscrever pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do concurso. A taxa de inscrição é de R$ 170 e pode ser paga até 6 de novembro. Podem solicitar a isenção da taxa os candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e os doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde. As oportunidades são destinadas a candidatos com nível superior. O salário inicial é de R$ 20 mil para uma jornada de 40 horas semanais. Agora no g1 As 60 vagas estão distribuídas da seguinte forma: Auditoria: 30 vagas; Tecnologia da Informação (TI) – Ciência de Dados: 10 vagas; TI – Infraestrutura de TI: 10 vagas; TI – Desenvolvimento de Sistemas: 10 vagas. Para o cargo de Auditoria, são oferecidas 20 vagas na sede da CGU, em Brasília, e outras 10 distribuídas entre as unidades regionais do Acre, Amapá, Mato Grosso, Rondônia e Roraima, com duas vagas em cada estado. As três áreas de Tecnologia da Informação (TI) têm lotação no Distrito Federal e oferecem 10 vagas imediatas cada. O concurso prevê a possibilidade de aprovação de até 368 candidatos no total, incluindo os classificados dentro do número de vagas imediatas. Desse limite, até 206 aprovados serão para o cargo de Auditoria e até 54 para cada uma das três especialidades de Tecnologia da Informação (TI). Os demais aprovados poderão compor o cadastro de reserva. O concurso reserva 5% das vagas para pessoas com deficiência (PcD). Além disso, 30% das oportunidades são destinadas a ações afirmativas: 25% para pessoas pretas e pardas, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. As provas objetiva e discursiva serão aplicadas em 13 de dezembro, em todas as capitais do país (veja o cronograma completo abaixo). A avaliação será dividida em dois turnos. Pela manhã, os candidatos responderão à prova objetiva, com duração de cinco horas. À tarde, será aplicada a etapa discursiva, com duração de três horas e meia. A prova objetiva terá 170 itens no modelo de julgamento “certo ou errado”, distribuídos em três blocos: 40 de conhecimentos básicos, 40 de conhecimentos complementares e 90 de conhecimentos específicos. Já a prova discursiva será composta por duas questões. A primeira abordará conhecimentos complementares e valerá 30 pontos. A segunda trará uma situação-problema relacionada à área específica do cargo e valerá 70 pontos. Os locais e horários individuais de aplicação das provas serão divulgados em 2 de dezembro. Os candidatos deverão comparecer ao local designado com pelo menos uma hora de antecedência em relação ao início da avaliação. O concurso terá validade de dois anos a partir da homologação do resultado final no Diário Oficial da União (DOU), podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. 🗓️ Cronograma Inscrições: até 4 de novembro de 2026 Prazo final para pagamento da taxa de inscrição: 6 de novembro de 2026 Consulta aos locais de prova: 2 de dezembro de 2026 Aplicação das provas objetiva e discursiva: 13 de dezembro de 2026 Resultado definitivo das provas objetivas: 14 de janeiro de 2027 Resultado final da prova discursiva e resultado final do concurso: 15 de abril de 2027

Vista aérea mostra a sede do Ueno Bank, em Assunção, no Paraguai. Reuters Uma crise envolvendo o banco digital Ueno, que tem cerca de 3 milhões de clientes no Paraguai, levou à renúncia de Carlos Carvallo, presidente do Banco Central do país, nesta terça-feira (3). Além disso, aumentou a pressão sobre o governo do presidente Santiago Peña. A instituição financeira, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações. Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco (que mede sua capacidade de pagamento) caiu para menos da metade do mínimo exigido. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Diante da situação, o Banco Central iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também pediu a abertura de uma investigação criminal sobre o caso e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno. Nos últimos meses, o banco já vinha sob maior fiscalização. Órgãos reguladores investigavam se o Ueno havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, seu controlador. O banco negava a operação. Agora no g1 O caso também trouxe desgaste para o governo de Peña e ameaça a reputação do Paraguai como um dos destinos emergentes da América do Sul para o capital estrangeiro, grande parte dele proveniente do Brasil. Foi nesse contexto que o presidente paraguaio pediu a renúncia de Carvallo. O chefe do BC comandou o próprio Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto o Banco Central vinham sendo criticados por parlamentares pela supervisão da instituição. Peña também teve ligação com o grupo controlador do Ueno, do qual foi sócio até março de 2025. O Ueno administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai. Nesta terça, clientes foram a agências do banco, mas encontraram as portas fechadas. Entre eles estavam aposentados que recebem benefícios do governo por meio do Ueno. “Estamos exigindo acesso ao dinheiro que temos aqui no banco Ueno”, disse à agência Reuters Manuel Cáceres, morador de Ñemby, nos arredores de Assunção. “Infelizmente, muita gente, inclusive eu, está passando a manhã assim.” Diante da crise, Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia do país para fazer pagamentos aos depositantes. O presidente paraguaio afirmou ainda que a medida deve assegurar a devolução de recursos públicos, incluindo valores mantidos pelo instituto de seguridade social IPS e por outros fundos públicos de previdência. 'Caso isolado' Segundo o Banco Central do Paraguai, o caso do Ueno é isolado e não indica problemas mais amplos no sistema financeiro do país. Peña também buscou afastar esse risco: “Este é um caso específico de uma entidade, não do sistema financeiro nacional.” O presidente paraguaio acrescentou que os responsáveis pelo caso “devem responder perante o Judiciário, sem exceções e sem privilégios”. Segundo o BC, a Superintendência de Bancos vai nomear auditores para verificar a situação dos ativos do Ueno. Saída do presidente do BC Carvallo afirmou que permanecerá no cargo durante o procedimento adotado pelas autoridades para lidar com a crise do Ueno. Ao anunciar a saída, ele disse que a decisão ajudaria a reduzir a controvérsia em torno do Banco Central e permitiria que a instituição e a Superintendência de Bancos trabalhassem sem as disputas políticas e a repercussão na imprensa. As críticas já haviam levado parlamentares a pedir a demissão da cúpula do BC, depois que eles rejeitaram um relatório sobre o Ueno por considerá-lo incompleto. O caso também teve reflexos nos mercados. As preocupações com o Ueno pressionaram os títulos em dólar do banco com vencimento em 2031 e os próprios títulos da dívida do Paraguai. Controlado majoritariamente pelo Grupo Vázquez, o Ueno passou rapidamente de uma fintech local de nicho a um banco de médio porte, em uma trajetória semelhante à de plataformas digitais como Monzo e Nubank. * Com informações da agência de notícias Reuters

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil deve receber entre esta semana e o início da próxima uma oferta de eventual acordo por parte dos Estados Unidos sobre o tarifaço. O documento deverá trazer sugestões de concessões comerciais, como reduções tarifárias em determinados setores, por exemplo. "Nós tivemos uma reunião nos Estados Unidos em 30 de setembro, e eles ficaram de encaminhar um termo de referência, que é o nome que usamos para um esboço do que pode ser um futuro acordo, em três ou quatro semanas. Essa é a quarta semana. Então, imagino que o Brasil deva receber esse documento entre esta semana e a próxima", disse o ministro a jornalistas. Agora no g1 Elias Rosa explicou que, em negociações comerciais desse tipo, uma das partes apresenta uma proposta inicial, à qual a outra responde com suas ofertas e contrapropostas. "Quando negociamos um acordo dessa natureza, uma parte apresenta uma proposta e nós fazemos as nossas ofertas. Eles devem nos encaminhar um documento indicando, basicamente, quais são os setores em que gostariam de obter reduções tarifárias, por exemplo, e nós responderemos em seguida. Mas ainda não houve nenhuma antecipação sobre o mérito da proposta", declarou Elias. Segundo Elias Rosa, o governo americano está trabalhando na elaboração do texto. "A informação que eu tenho é que eles estão preparando o documento para nos encaminhar. Independentemente da discussão política, nós mantivemos conversas informais nesse período, e eles de fato estão trabalhando nisso", afirmou. "Eles fazem uma proposta dos setores que a eles interessa, e nós vamos responder de acordo com aquilo que convém ao Brasil", completou. Ao ser questionado se as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as chamadas mditerms, poderiam ter alguma influência na negociação sobre o tarifaço, o ministro foi categórico: "Não, nada. Não muda absolutamente nada". "O Brasil segue o seu percurso, seu trabalho, temos muito trabalho a fazer, e é o povo americano que define as eleições", complementou. Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC Júlio César Silva/MDIC Tarifaço O Brasil foi alvo de rodadas de tarifaços anunciadas pelo governo dos EUA: de 25%: em razão do entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais na economia em relação a empresários americanos em áreas como PIX, etanol e propriedade intelectual; de 12,5%: diante do entendimento dos EUA de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao coibir a importação de mercadorias de países onde há trabalho forçado. 🎤Durante as negociações para tentar evitar o tarifaço, representantes do governo brasileiro disseram que os americanos desconsideraram os argumentos técnicos, o que levou o Brasil a considerar que as medidas tiveram caráter político, não comercial. Nesse contexto, o Brasil abriu um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que ao agir dessa maneira os EUA tratam o Brasil de maneira diferente dos demais parceiros comerciais. Em resposta, os Estados Unidos informaram à OMC estarem à disposição do Brasil para discutir o tema, mas ainda não indicaram, segundo diplomatas brasileiros, qualquer sinal de reversão do tarifaço. Em setembro, representantes dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump se reuniram em Genebra, na sede da OMC, para negociar. Com isso, abriu-se o prazo de 60 dias para que os dois países cheguem a um consenso. Se não houver acordo no prazo, uma das partes pode abrir um painel, ou seja, pedir que o tema vá a julgamento pela OMC. O governo da China pediu formalmente à OMC para participar do processo, mas os EUA se manifestaram contra a abertura de espaço para os chineses. Minerais Críticos e Estratégicos Após uma longa discussão, o presidente Lula sancionou, em setembro, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que estabelece diretrizes para as etapas de pesquisa, lavra, beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana. Além disso, foi instalado o Conselho para o setor, que deve fazer a primeira reunião do pleno logo após agendas internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas semanas. Na ocasião, deve ser discutida a lista de minerais que serão classificados como críticos e estratégicos. Sobre o assunto, o ministro disse nesta terça-feira (3) que não deverá ter surpresa. "A definição inicial da lista, aquela lista rotativa do que seja minerais críticos, do que seja estratégicos a definição da lista, não tem muito segredo, todo mundo que é especialista no tema sabe, pode eventualmente se surpreender com a ausência de algum, mas também não tem ministério", disse. A política considera como críticos os minerais cujo abastecimento está sujeito a riscos capazes de afetar setores essenciais da economia. Já os estratégicos são aqueles considerados importantes para o desenvolvimento tecnológico e regional, para a balança comercial ou para a redução das emissões de gases de efeito estufa. 🔍O Brasil ainda não tem uma lista oficial de minerais classificados como críticos e estratégicos. Esses minerais têm aplicações em áreas diversas, como transição energética, digitalização, defesa e indústria de alta tecnologia. Lítio, níquel, cobalto, grafita e manganês são usados em baterias de íon-lítio, por exemplo. Os veículos elétricos, por sua vez, também utilizam minerais como lítio, cobre e níquel, além de terras raras, em sua composição. "Deveremos ter a lista dos minerais críticos, uma diretriz para um plano nacional, que é como a lei chama, e nós teremos depois uma discussão um pouco mais demorada que é triagem dos investimentos", explicou Elias, acrescentando que essa etapa pode ocorrer em um segundo momento, porque primeiro deve ser definido as cadeias produtivas prioritárias. "E aí eu aproveito para dizer: no momento que o governo definir as cadeias prioritárias, ele não excluirá outras. A exemplo da lista elas também são determinadas pela demanda. Baterias constituem uma prioridade, não significa que não poderá ser agregada a outras. É só um ponto de partida", explicou.
Alcolumbre escolhe aliado para relatoria do Orçamento em meio à articulação pela reeleição no Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), escolheu o senador Eduardo Braga (MDB-AM) para ser o relator do Orçamento de 2027. Líder do MDB, Braga é próximo de Alcolumbre e já tinha anunciado que iria apoiá-lo na busca pela reeleição como presidente da Casa. A escolha vem depois de aliados de Alcolumbre indicarem a possibilidade de a relatoria ficar com um senador do PL: Eduardo Gomes (TO), atual vice-presidente do Senado. A ideia seria atrair o apoio de parte da bancada do PL para a eleição de fevereiro de 2027, que escolherá a cúpula do Congresso. No entanto, por um acordo anterior, a relatoria do Orçamento já seria do MDB. O partido também tem a seu favor o fato de que as bancadas do Norte e Nordeste apoiaram Lula (PT) no segundo turno, contrariando a escolha da Executiva Nacional – e Braga faz parte desse grupo de aliados que ficou ao lado do petista. No último mês, Alcolumbre passou a contar votos e articular para se manter no comando do Senado. A maior dificuldade é a bancada do PL, que, a partir do próximo ano, será a maior da Casa. O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores nas Eleições de 2026 e terá uma bancada de 29 cadeiras no Senado Federal em 2027. Alcolumbre tenta atrair ao menos parte dos votos do PL e de outros partidos alinhados com o bolsonarismo no Senado, como o Republicanos. Depois de fugir para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou que o partido irá lançar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para o cargo. 🔎 Para ser eleito, o candidato à presidência do Senado precisa conquistar a maioria absoluta dos votos, ou seja, 41 de 80 votos. Orçamento de 2027 Miriam Leitão: Orçamento de 2027 tem esforço fiscal A análise do Orçamento de 2027 foi adiada pelo Congresso para depois do fim das eleições. Por lei, o governo precisava enviar a peça orçamentária até 31 de agosto – o que foi feito. Mas como a campanha eleitoral começou logo em seguida, Câmara e Senado adiaram a análise. Agora, o Congresso deve aprovar tanto a Lei de Diretrizes Orçamentária como a Lei Orçamentária Anual, o Orçamento propriamente dito. A expectativa é de aprovação até 22 de dezembro. A discussão sobre o direcionamento e o gasto do dinheiro público pelo próximo ano é realizada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Passadas as eleições, o Congresso corre contra o tempo para votar o Orçamento até o fim do ano. O risco é repetir o Orçamento de 2025, quando a PLOA não foi votada até o fim de 2024 e acabou sendo aprovada apenas em março do ano seguinte. Se esse cenário se repetir, o Orçamento de 2026 seria votado na nova composição de Congresso em que o Centrão encolheu e o PL fez as maiores bancadas na Câmara e no Senado. Eduardo Braga (MDB) chega ao debate da Rede Amazônica com os candidatos ao Senado pelo Amazonas. Patrick Marques/g1 AM